sábado, 30 de novembro de 2019

Lisboa fria, coração quente de Robert Forster, no Musicbox


O ar está gelado, é uma Lisboa friorenta, a Lisboa desta noite.  A passo tranquilo a caminho do Musicbox, pela Rua Nova do Carvalho, eleita pelo New York Times como 'uma das favoritas do Velho Continente, a par de Paris, Londres e Milão', e hoje não está assim tão apinhada de pessoas, mas já é habitual no tempo frio. Aconchegante, a sala do Musicbox e quente, para receber e ouvir Robert Forster

Passeiam-se pelo chão as habituais rodelas de luz vermelho vivo lançadas das cúpulas em forma de arco, é o tom da sala com os focos coloridos de igual.  Aguardando Robert Forster, pela perspectiva de ouvir canções da sua carreira a solo e outras da sua carreira nos The Go-Betweens, encontrei uma sala composta por metade da lotação que foi crescendo à espera que Robert Forster entrasse em palco com a sua guitarra e encantasse com as suas canções, e como vinha anunciado no poster, acompanhado com a sua esposa Karin Baeumler, no violino. Surpreendentemente, e como o próprio explicou depois, pedindo humildes desculpas, por motivos de saúde do pai, Karin não pôde estar presente nos concertos em Portugal e Espanha, o que tornaria à partida mais difícil a Robert Forster, a tarefa de manter interessada uma plateia durante praticamente hora e meia, num concerto só com a sua voz e a sua guitarra acústica. 

Nada de mais errado. Robert Forster entrou em palco, interrompeu a primeira canção logo ao início, dando claras instruções ao técnico de som que o som não estava como ele queria na munição de palco e rapidamente indicou que a partir daí, "tudo iria correr excelentemente”, gracejando. Ganhou logo à partida a simpatia do público, simpatia esta ser já um dado adquirido numa noite em que Forster compôs bem a sala do Musicbox e com tantos concertos a acontecer em simultâneo em Lisboa, incluindo o Super Bock em Stock. Robert Forster, ele e somente com a sua guitarra, 'armado' de charme australiano, do continente de onde vêm 'coisas' tão boas como Nick Cave & The Bad Seeds ou… como The Go-Betweens, claro. 


Rodeado de fãs acérrimos, Robert Forster entregou um set longo, competente e cumpriu a tarefa heróica de tocar cerca vinte canções, ou mais, se contarmos com o encore em que não saiu de palco. Anunciou que ía ficar ali a tocar mais, porque "já não faz essas coisas (sair de palco e esperar que as pessoas peçam mais)”. Foi portanto de uma simplicidade elegante, ele, Robert Foster, grato por finalmente estar a tocar em Portugal (na noite anterior já tinha tocado no Passos Manuel, no Porto). O público também estava agradecido por ter esta oportunidade, tamanha a devoção que a plateia lhe prestou, também ele não fez por menos e introduziu logo com o tiro certeiro as canções dos The Go-Betweens. “Born To a Family” pode perder impacto em relação ao original de estúdio com a sua secção rítmica pujante e até aos arranjos de guitarras, mas ganha pontos nesta versão folk, pela simplicidade e despida de artifícios, foi uma boa entrada para este concerto, todo ele como referi, só com voz e guitarra. “I've got tickets to the best show in town, If you want to come on down and listen, I'm ready” (tenho bilhetes para o melhor concerto da cidade, se vierem até cá, estou pronto), canta Forster na belíssima “Spirit" do disco The Friends of Rachel Worth, o primeiro que os The Go-Betweens gravaram na 'América' e o sétimo da carreira, já na segunda fase da banda. 

Centrado no presente, não renegando o seu passado mas abraçando-o numa mistura coerente nos dias de hoje, ouvimos da sua carreira a solo “Let me Imagine You”, do disco com o mesmo nome, onde reconhecemos em Forster o mesmo talento de sempre de criar melodias com a sua voz simples canções evocativas de sentimentos especiais, como pudemos também confirmar na muito bonita “One Bird In The Sky” do seu álbum, Inferno. Ouvimos "Here Comes The City”, que em modo acústico gostei mais do que na gravação de estúdio pelo ritmo estrondoso que a guitarra de Robert imprimiu junto com sua voz. E no fundo, tivemos um set dividido entre canções dos The Go-Betweens, e as belíssimas canções da sua carreira a solo. "Inferno (Brisbane in the Summer)”, o single do mais recente disco (Inferno), é um exemplo disso, uma canção com fulgor e a única em que senti falta de uma banda a acompanhar Robert Forster

Mais para frente e já perto do final, um momento bonito em que o artista em plena ‘comunhão’ se fez acompanhar pelo público no refrão, nessa canção simples de bonita que é “Surfing Magazines” dos The Go-Betweens. Vão ouvir e se não estiveram lá naquela noite no Musicbox, arrependam-se. Robert Forster despediu-se com ”Rock 'n' Roll Friend”, do álbum a solo Warm Nights. Uma noite de rock n' roll, 'à la' guitarra acústica com um carismático intérprete, confortável na sua tarefa de só ele e as suas canções, num espectáculo coerente, bonito e cheio de boas memórias, levantando o véu para quem ainda (por cá) não conhece a fundo a sua carreira a solo como intérprete e compositor. Nesta noite, Robert Forster tocou para os seus amigos, para os seus ouvintes, para aqueles que o conhecem, e fez as pessoas presentes felizes de o terem por cá. 

Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Ah!PHOTO

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Blanck Mass regressa a Portugal em fevereiro


Blanck Mass, o projeto a solo de Benjamin John Power, cara-metade dos demolidores Fuck Buttons, está de regresso a Portugal com paragens confirmadas no Understage do Teatro Rivoli, no Porto, no dia 14 de fevereiro, e no dia seguinte em Lisboa, no Musicbox, para apresentar o mais recente álbum Animated Violence Mild

Lançado em agosto de 2019 via Sacred Bones, Animated Violence Mild é, nas palavras do músico e produtor britânico, o seu trabalho mais conciso, directo e honesto. Carregado de experimentação ousada, intensidade rítmica, melodias explosivas e ferocidade ardilosa, o álbum é uma amálgama de emoções extremas, que oscilam entre a expressão do medo existencial e a beleza próxima da transcendência. Disco de pesar, que nasce da reflexão em torno da perda, não só pessoal e mas também num sentido mais global, de todos nós, enquanto espécie, trata-se de um tratado anti-consumismo desenfreado, uma crítica declarada à queda autoinfligida da humanidade, à traição aos melhores instintos da nossa natureza e ao futuro do nosso próprio mundo. E tal como a tristeza que ali se comunica, as oito faixas que o compõem não são de todo lineares, surpreendendo o ouvinte a cada momento, por entre combinações estilísticas tão distintas e bem executadas que sem esforço vão bem além de todas as influências que descaradamente lhe reconhecemos, tornando-se num momento não tanto de exasperação, mas de pura catarse.

O concerto no Porto é uma co-produção com a Lovers & Lollypops e tem um custo de 7 €. Em Lisboa, os bilhetes custam 10€.

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terça-feira, 19 de novembro de 2019

X-Wife – 15 anos de “Feeding The Machine” no Musicbox


A banda portuense, formada em 2002 por João Vieira (guitarra e voz), Fernando Sousa (baixo) e Rui Maia (caixa de ritmos e sintetizadores), passou por Lisboa, no dia 14 de novembro, para festejar o 15º aniversário do lançamento do seu álbum de estreia - Feeding the Machine.  Depois de uma mini tour em vários locais, foi a vez do Musicbox acolher este trio de dance rock, para revisitarem temas do trabalho que lhes deu projeção. 

A entrada em palco, onde utilizaram os instrumentos originais, foi calorosamente acolhida por um público que, visivelmente, ali se deslocou para participar nesta noite que era de “festa entre amigos”. Depois de tocarem o álbum na íntegra e com o mesmo alinhamento, a banda regressou para um encore, presenteando a simpatia do público com uma surpresa: “Transmission” dos Joy Division, banda dos “nossos corações”. Terminaram a noite com “Trun it up” do álbum de transição Side Effects (2006).

Os X-Wife, apesar de nos últimos anos terem abraçado projetos alternativos e pessoais, mostraram que, em coletivo, continuam energicamente sintonizados. Isto remete-nos para a falta de bandas deste género no nosso panorama musical. 

A simbiose entre a música de dança e o rock nem sempre é feliz. Os Primal Scream conseguiram-no em parte e os nova-iorquinos LCD Soundsystem, idem, idem, aspas, aspas. Em Portugal continuamos a ter os X-Wife!


Texto e Fotografias: Virgílio Santos

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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Um fresco Plantasia num abafado Musicbox


Os músicos portugueses Bruno Pernadas e Moullinex estiveram no Musicbox Lisboa a reinterpretar o álbum de culto Plantasia de Mort Garson, numa sala completamente esgotada. Entre músicas com o cunho mais pessoal dos artistas e outras mais pegadas ao material original, a Threshold Magazine conta como foi o concerto.

Quando no distante ano de 1976, na cidade de Los Angeles, Mort Garson compôs Plantasia, álbum escrito para plantas e para as pessoas que as amam, duvidamos que ele alguma vez imaginasse que a sua criação, 40 anos depois, se tornasse um sucesso de culto, chegasse a uma nova geração devido ao algoritmo do Youtube ou sequer que ele fosse reinterpretado por dois artistas portugueses numa das salas de concertos mais famosas de Lisboa.

Esta reinvenção surge dos cérebros e das mãos de Bruno Pernadas e Moullinex (assim como Diogo Sousa, bateria, Guilherme Salgueiro, teclados, e Diogo Duque, instrumentos de sopro) que, desafiados por Pedro Azevedo, programador do Jameson Urban Routes, estiveram no Musicbox, em Lisboa, no passado dia 25 de outubro, a tocar Plantasia de inicio ao fim, respeitando as melodias criadas por Mort enquanto lhe ofereciam o seu toque pessoal.


Com o palco adornado por diversas plantas (ouvi dizer, a sala estava tão cheia que mal dava para ver os músicos quanto mais a decoração do palco), Bruno Pernadas e Moullinex encontravam-se na primeira linha, o primeiro munido com um sintetizador e o segundo, para além deste instrumento, ainda com um baixo a acompanhar, não se coibiram de mostrar a sua nova versão destas músicas. 
"Plantasia", faixa que abre o álbum, é tocada com mais pujança, fruto da bateria de Diogo Sousa e das icónicas melodias tocadas por sintetizador serem substituídas pelo trompete de Diogo Duque (que ainda deu uma perninha na flauta transversal em músicas como "Symphony for a Spider Plant"). 

Partindo da eletrónica easy listening do álbum, os músicos exploraram as suas possibilidades e desconstruíram as músicas a seu bel-prazer, dando um toque de bossa-nova a "Swingin’ Spathiphyllums", uma piscadela de olhos a Kraftwerk em "Ode to an African Violet" ou com improvisações com raízes no jazz ou potenciadas pelos efeitos dos teclados. Uma execução irrepreensível, apesar de por vezes demasiado apegada ao material de origem, especialmente nas últimas faixas, onde deixaram repousar os loucos ritmos em detrimento de sons mais ambient, deixando o público (que de início se apresentava bastante efusivo e a cantar as belas melodias) num estado mais vegetativo (ba dum tss).


Por falar em “cantar as belas melodias”, não se ouviu nem uma, nem duas vezes alguém no meio da audiência a mandar os mais irrequietos e conversadores calarem-se. Por várias vezes passou-me pela cabeça quão mais interessante tinha sido ouvir este concerto sentado e numa sala mais íntima e com melhores condições acústicas, como por exemplo, a Culturgest. No entanto, é de louvar o esforço e a visão do Jameson Urban Routes e da Musicbox ao organizar este concerto e por ter estes dois músicos maravilhosos a interpretarem músicos que grande parte das pessoas nesta sala, provavelmente, nunca pensaram conseguir ouvir ao vivo.

Texto: Hugo Geada
Fotografia: Ana Viotti

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sábado, 12 de outubro de 2019

David J de regresso a Portugal na próxima semana


É já na próxima semana, dias 16 (Musicbox, Lisboa), 17 (Teatro José Lúcio da Silva, Leiria) e 18 (Hard Club, Porto) de outubro, que David J regressa a Portugal para três concertos a solo em jeito de apresentação do seu novo disco.

Conhecido essencialmente pelo seu trabalho como baixista e membro fundador de Bauhaus e Love and Rockets, David J, celebra 36 anos de carreira a solo com o álbum Missive To An Angel From The Halls Of Infamy And Allure, descrito como o culminar de tudo o que criou até hoje. Este seu novo trabalho conta com a produção de Anton Newcombe (Brian Jonestown Massacre) e a sua data de lançamento coincide com a do concerto no Porto. O músico irá apresentar este novo trabalho porém é expectável que revisite alguns clássicos das suas bandas.


Os bilhetes estão à venda nos locais habituais, custando 12€ para Leiria, 16€ para Lisboa e 17€ (14.45€ com desconto para clientes da Tubitek ou na compra de bilhetes duplos) para o Porto.

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Reportagem: A estranha dança dos Minami Deutsch [Musicbox, Lisboa]


Consigo compreender porque é que a falta de comunicação em concertos entre banda e público pode levar certas pessoas a torcer o nariz e a afetar a sua opinião sobre o espetáculo ao vivo. Os japoneses Minami Deutsch estiveram em cima do palco do Musicbox Lisboa no último sábado, 20 de setembro, e nem no desconfortável silêncio das pausas entre músicas trocaram uma única palavra com a audiência. Se bem que eles nem precisavam. A comunicação fez-se, exclusivamente, através da música e ainda bem.

O quarteto, equipado com os seus instrumentos (todos de cor preta), vieram apresentar o seu rock psicadélico tingindo com hipnóticos e repetitivos ritmos kraut. Esta repetição podia ter sido outro fator que poderia desencorajar alguns ouvidos. No entanto, é errado pensar que esta repetição gera monotonia. O concerto abriu com "Futsu Ni Ikirenai", aquela que podia ser mais uma faixa onde as guitarras conferem texturas a uma simples (mas eficaz) linha de baixo, acompanhada por uma bateria presa num compasso quaternário, contudo, quando esta inesperadamente recebe uma deliciosa distorção leva com que uma porção respeitável da audiência comece a… dançar. Para além dos passos de dança, este fuzz gerava efusivos headbangs, ou apenas um ligeiro e contemplativo abanar da cabeça. Era claro que não estávamos perante mais uma banda de rock psicadélico genérica e que havia muitos conceitos para desconstruir e inibições para derrubar.

Os Minami Deutsch fazem parte da editora Guruguru Brain, com sede repartida em Amesterdão e em Tóquio, e tem como missão mostrar ao mundo uma bela fatia da melhor música feita no underground japonês. Os seus conterrâneos Kikagaku Moyo também fazem parte desta label e, se estes se caracterizam pela música de cariz mais espiritual, que nos remete para paisagens primaveris de florestas cobertas de densas árvores, os Minami Deutsch levam-nos a paisagens com influências muito mais urbanas, algo sentido "em Can’t Get There", faixa cujo ritmo pulsante e as inquietantes melodias de guitarra transportam os mais sonhadores ouvintes para uma viagem às ruas de Tóquio (algo que também influenciou os realizadores do belo videoclip desta faixa) e toda a ansiedade e emoção que estas podem conferir.

No final do concerto, Taku Idemoto foi o porta voz da banda e despediu-se dos seus fãs após (um merecido) encore com um simples “Thank you very much”, únicas palavras (com exceção daquelas que faziam parte das músicas) que foram dirigidas do microfone colocado em cima de palco. Não podemos confundir esta atitude com arrogância ou antipatia. Os Minami Deutsch agradeceram de forma humilde a calorosa receção da audiência portuguesa, mesmo tendo estado em Portugal ainda este ano em agosto no Sonic Blast Moledo, e abandonaram o palco apenas quando sentiram que a sua missão tinha sido um sucesso.

Uma mistura entre influências orientais e alemãs, o concerto destes japoneses pode ter passado despercebido a muita gente, mas é certo que para as pessoas que estiverem presentes nesta sala tão depressa não vai ser esquecido. Tanto pela componente visual das coloridas projeções psicadélicas que a banda utilizou para ilustrar o seu concerto como pela componente musical, com repetitivas melodias que irão ressoar e ocupar espaços nas mentes dos ouvintes, que certamente seriam ocupados para lembrar importantes detalhes das suas vidas pessoais.



Texto: Hugo Geada
Fotografia: Virgílio Santos

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Esqueça Benidorm: David Bruno apresenta Miramar Confidencial no próximo mês de outubro


Depois do enorme sucesso de O Último Tango em Mafamude, David Bruno está de regresso aos álbuns com o muito aguardado Miramar Confidencial, que foi lançado no passado dia 20 num formato deveras original: em DVD pirata.

Neste álbum somos convidados a entrar num universo imaginário luso-kitsch à moda de Vila Nova de Gaia que cruza a realidade e a ficção, os empreiteiros e os filmes de acção da década de 90, a praia de Miramar e a praia de Benidorm, Steven Seagal e Adriano Malheiro. Miramar Confidencial é isso tudo, deixando ao mesmo tempo espaço na imaginação de cada ouvinte.

As apresentações ao vivo de Miramar Confidencial estão marcadas para os dias 12 de Outubro, no Musicbox, e 25 de Outubro, no Hard Club. Os bilhetes já se encontram à venda.

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sábado, 7 de setembro de 2019

Reportagem: Hania Rani [Musicbox Lisboa]


Hania Rani brindou-nos no passado dia 4, no Musicbox, em Lisboa, com a sua jovialidade e talento, numa simbiose de música clássica, com ligeiros toques de jazz e uma voz melodicamente doce. Em palco teve por companhia o piano, deslizando os seus dedos pelas teclas, numa alternância de suavidade, sensualidade, energia e sons mais possantes. Era como um diálogo a dois, alheados do tempo e do espaço, numa entrega mútua.

Ao longo da sua atuação esta dupla transportou quem os ouvia para um ambiente mágico e bucólico, sendo a natureza, os lugares mais recônditos das montanhas da Polónia a inspiração das suas peças. Hania interpretou várias músicas do seu álbum Esja mas também temas novos, pouco conhecidos pela audiência e que, muito provavelmente, veremos editados num novo disco.

A sua simplicidade, entrega e até alguma timidez, e sobretudo o som do seu piano e voz, resultou em emoção e encantamento numa audiência que os denunciava na expressão e olhar. Aguardemos por novos projectos desta jovem e talentosa pianista e compositora que se desmarca de uma sonoridade mais rígida e “dura”, evidenciando tendências da música clássica moderna.



Texto e fotografia: Virgílio Santos

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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Noite Sortidos MIL leva Dinamarca, GENTS, entre outros, ao Musicbox



O MIL – Lisbon International Music Network juntou-se ao Musicbox, em Lisboa, para uma noite que promete reúnir alguns dos nomes mais vitais da nova música urbana nacional e internacional. O evento, de nome Sortidos MIL, assinala também o início das candidaturas de artistas para a edição do MIL 2020, e conta com um certame de luxo formado por Dinamarca, Núria Graham, GENTSCarolina CaramujoКУКЛА e Progressivu.

O primeiro é a expressão artística do chileno Cristian Dinamarca, que é também o cabecilha da essencial editora sueca STAYCORE. É sob a alça da editora que o produtor lança não só o seu trabalho, que circula entre os terrenos do bass, do reggaeton e do trance, mas também de uma nova vaga de músicos e produtores desafiantes como Toxe, Mechatok ou Mobilegirl. O seu mais recente EP, Dino, recebeu uma nova roupagem no presente ano, introduzindo os seus temas, até então instrumentais, às vozes de Coucou Chloe, Eartheater ou Talisto.

Núria Graham deu os primeiros passos na música com apenas 16 anos e rapidamente conquistou público em Espanha. A sua música constrói-se num jogo que alterna entre a voz e a guitarra elétrica, de sensibilidade pop e com a música eletrónica como pano de fundo. A harpista portuguesa Carolina Caramujo junta-se à espanhola para apresentar o seu primeiro disco a solo, Gambuzino, que tem lançamento previsto para novembro deste ano. Já os GENTS vêm da Dinamarca e trazem música de sintetizador sofisticada. Human Connection é o segundo disco de Theis Vesterløkke e Niels Fejrskov Juhl, que nos chega no outono deste ano. КУКЛА (lê-se "Kukla") é uma auto-proclamada artista de "gangsta geisha pop esloveno" que une música tradicional serva com as ambiências urbanas do R&B contemporâneo. A noite continua com o dj e produtor português Progressivu

Os bilhetes para a primeira edição do Sortidos MIL, que acontece no dia 14 de setembro, encontram-se disponíveis em bol.pt pelo custo único de 6 euros.


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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ka Baird regressa a Portugal em Outubro



A música, compositora e performer norte-americana Ka Baird anunciou o seu regresso regresso a Portugal. Pela primeira vez em nome próprio, depois de uma última atuação no nosso país como opening act da tour de Josephine Foster, o projeto de Kathleen Baird atua no Musicbox, em Lisboa, para apresentar os temas que irão integrar o seu próximo álbum, Respires.  

Fundadora do atual duo de improvisação norte-americano Spires That In The Sunset Rise, Baird notabilizou-se rapidamente como uma das forças vitais da exploração sem formas da América do início da presente década, tendo vindo a atuar em salas como o Museum of Contemporary Art (Chicago), o MoMA PS1 ou o festival holandês Le Guess Who?.

A solo, a americana já editou três discos. Respires é a mais recente expressão de Baird pelos terrenos mais cacofónicos da música dita experimental, e apesar de ainda não ter data prevista de lançamento, sabe-se já contará com o selo da respeitada editora americana RVNG intl..

Ao vivo, Ka Baird distingue-se pela multiplicidade de instrumentos, ritmos e bases sonoras utilizadas, num misto entre o eletricónico e o acústico.

Os bilhetes para o concerto, que acontece dia 28 de outubro na sala lisboeta, possuem o custo único de 10 euros e podem ser adquiridos em bol.pt.


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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Falta menos de um mês para o regresso de Hania Rani a Portugal


É já no próximo mês que Hania Rani, pianista e compositora de origem polaca, regressa Portugal para nos mostrar Esja, o seu disco de estreia, editado no passado dia 4 de abril. Os concertos serão em Lisboa (MusicBox) e Porto (CCOP), e acontecem a 4 e 5 de setembro, respetivamente.

O seu álbum de estreia foi recentemente editado com o selo da Gondwana Records, casa de artistas como GoGo Penguin e Portico Quartet, onde as composições de piano representam uma fatia grande do catálogo. Hania Rani destaca-se pela sua interpretação sensível da música, com cada nota sendo cuidadosamente colocada sobre acordes assombrosos, fazendo de Esja uma peça profundamente complexa de música clássica.

Hania Rani regressa ao nosso país pelas mãos da Gig Club e os bilhetes custam 10 € para membros e 15 € para não-membros.

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terça-feira, 30 de julho de 2019

Kelsey Lu e Bad Gyal entre as novas confirmações do Jameson Urban Routes



As sessões do Jameson Urban Routes estão de regresso ao Cais do Sodré. A organização do evento, que volta a ter o Musicbox como palco de eleição, anunciou hoje mais 3 sessões, com Kelsey Lu, Bad Gyal, Karol Conka e Chong Kwong entre os novos atos confirmados.

A protagonizar a segunda sessão do festival, dia 24 de outubro, estará a cantora-compositora e violoncelista norte-americana Kelsey Lu, que depois de uma poderosa mas discreta atuação no festival NOS Primavera Sound, em 2017, regressa ao país para apresentar o seu primeiro disco de longa-duração. Blood, editado pela Columbia Records em abril último, recebeu co-produção de SkrillexJamie xx e Adrian Younge, e destaca-se pelo arrojo e requinte com que a americana se atira aos terrenos híbridos da pop mais artística.


Alba Farelo é Bad Gyal, voz maior de uma nova onda trap que avassala as ruas da Catalunha. Depois de atingir mediatismo internacional com "Pai", uma adaptação em catalão de "Work", de Rihanna, Bad Gyal armou-se de um batalhão estelar de produtores para a construção de duas das mais incendiárias mixtapes dos últimos três anos. Slow Wine, de 2016, e o mais recente Worldwide Angel, de 2018, receberam produção de El Guincho, Jam City e Dubble Dutch, e afirmaram a catalã como embaixadora do neoperreo, uma nova vertente do reggaeton. A atuação no Jameson Urban Routes, dia 25 de outubro, marcará a sua estreia na capital portuguesa.

Karol Conka e Chong Kwong partilham a a sessão de dia 26. A primeira é Karoline dos Santos Oliveira, rapper, cantora e compositora brasileira que é também atriz, modelo e produtora. Ambulante é o mais recente álbum da natural de Curitiba, e sucede o excelente disco de estreia de 2013, Batuk Freak. Chong Kwong é o projecto a solo de Vanessa Pires, rapper que integrou a formação da La Dupla entre 2003 e 2011 e que deu término a um silêncio artístico de oito anos com o single homónimo de apresentação “Chong Kwong”.


Já anunciados para a 13ª edição do Jameson Urban Routes estavam  Bruno Pernadas e Moullinex, que a convite do festival irão interpretar Plantasia,  obra essencial do músico e compositor canadiano Mort Garson, os brasileiros Carne Doce, o coletivo sem-fronteiras Altin Gün e o cantor-compositor português Bruno de Seda.

O James Urban Routes realiza-se de 22 a 26 de outubro. O preço dos bilhetes varia entre os 12 e os 15 euros e já se encontram disponíveis em bol.pt e locais habituais. 

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domingo, 7 de julho de 2019

Jessica Pratt em Portugal em outubro



É um dos mais admiráveis nomes da nova folk americana e apresenta-se novamente em Portugal em outubro. Jessica Pratt, cantora-compositora californiana, regressa a Lisboa para apresentar o seu terceiro disco de originais, Quiet Signs, com um concerto no Musicbox, dia 29 de outubro. 

On Your Own Love, o segundo disco de Pratt e o primeiro pela essencial Drag City (casa-mãe para Bill Callahan, Bonnie "Prince" Billy ou Silver Jews), foi apresentado em Portugal no ano da sua edição, em 2015, com duas datas distribuídas entre Braga e Lisboa. 

Quiet Signs, editado em fevereiro último, recebeu novamente o selo da editora norte-americana e traz um conjunto conciso de nove canções tão simples quanto devastadoras. Aqui podemos encontar folk bucólica e tranquilizante, mas também fragmentos de bossanova, psicadelismo e arranjos da mais refinada qualidade. 

Os bilhetes para o concerto já se encontram disponíveis e possuem o custo único de 17€.


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terça-feira, 2 de julho de 2019

O admirável mundo novo de Jonathan Bree, no Musicbox


Com o Musicbox cheio, havia sido anunciado que a sala estava esgotada no mesmo dia, imaginei que o valor de uma canção, de várias canções, e por todo o visual cuidado e pensado ao pormenor que Jonathan Bree traz consigo, iriam surpreender e muito nessa noite. - Como transpor para o palco todo aquele imaginário colorido, e outras vezes até mais cinzento dos seus vídeos de um modo igualmente brilhante? - Jonathan Bree é já um velho conhecido nosso, de outras aventuras é um facto, como é o caso dos The Brunettes, banda que chegou a ter um relativo sucesso no Reino Unido, projecto editado também pela Sub Pop nos Estados Unidos, ou pela sua participação em discos de Princess Chelsea, gerindo também a sua própria editora, a Lil' Chief Records. Esta semana, Portugal teve finalmente a possibilidade de (re)encontrar o artista a viver numa outra re-encarnação mascarada, teatral e verdadeiramente surpreendente. - Pela qualidade das canções -, elas que no fundo, são o verdadeiro fio condutor da devoção do público português, devoção demonstrada pela enchente e pelos aplausos que se fizeram ouvir na sala uma após outra canção, mas aqui alinhadas de um modo diferente do disco. As máscaras de spandex (feitas de elastano e lycra), material que cobre na totalidade o rosto do artista e dos seus companheiros em palco e nos diversos videoclips que acompanham a promoção de Sleepwalking, tiveram e confirmaram o impacto na adesão e devoção que o público tem vindo a demonstrar ao seu mais recente trabalho. 



No Musicbox, sente-se que algo de realmente diferente está por acontecer. Poucos minutos depois da hora marcada, ali estão eles a posicionarem-se com a figura central de Jonathan Bree e as suas bonecas dançarinas, que também cantam de uma forma genial num todo de sincronismo absoluto. Jonathan Bree, (o quase... homem estátua), elevou o público para um outro planeta, totalmente fora desta constelação solar, ou de qualquer outra. Quase estático na maior parte das vezes com ligeiros gestos operativos a segurar o seu microfone (faltou levitar, fez levitar), lançou a sua voz quente e simultaneamente frágil com pose estudada entre as duas “bonecas” -, oriundas de um imaginário que não sendo deste mundo, ali estava. E o espectáculo começou com a canção que dá o título ao seu terceiro álbum, “Sleepwalking”, numa actuação curta de quase uma hora que passou tāo depressa como um relâmpago, atravessou as colunas do PA do Musicbox com lotação esgotada aos olhos e ouvidos atentos de uma audiência em estado de contemplação. Toda esta plateia maravilhada pelas cordas sampladas que em pano de fundo adornavam algumas das canções, sendo no entanto a voz e a secção rítmica (“encarapuçada”), a base da vertente ao vivo desta actuação. - Jonathan Bree num registo simultaneamente soturno, a fazer lembrar a semântica de Scott Walker, mas num tipo de “distúrbio” diferente. De cores monocromáticas, à semelhança dos vídeos que dele conhecemos, projectados em grande destaque na tela do palco íam ilustrando no fundo as bonitas canções: “Sleepwalking”, “Say You Love Me Too”, “Roller Disco”, “Valentine”, e claro, o inevitável e já glorificado “You´re Soo Cool”, aqui com uma guitarra baixo deveras pulsante a dar ainda mais, e maior vida ao magnífico arranjo desta canção. 



Foi uma noite que passou depressa, Jonathan Bree em slow motion, a soltar pétalas, pétalas a caírem do palco, a boneca dançarina, que passou a baixista, houve danças com leques, guitarras de badminton a fazer de guitarras e janelas dos desenhos animados de onde se via um céu apinhado de estrelas em movimento -, um portal para outro mundo, é o que eles fizeram sentir -, noutra dimensão e, levaram-nos com eles.

Desapareceram do palco quando baixaram as luzes, sem encore, “Can't Help Falling In Love” -, Elvis Presley a ecoar pela sala. Foi com a plateia invadida por um repentino e intenso brilho de luzes raiadas a vermelho e cor de prata, que surgiram inesperadamente cinco minutos ou menos depois, Jonathan Bree e uma das bonecas dançarinas ainda vestidos a preceito, cruzaram a plateia rumo à porta da entrada do Musicbox e por ali ficaram, a distribuir autógrafos, e havia mãos no ar que seguravam discos num corredor apertado de gente. De gente contente e visivelmente feliz.



Redação: Lucinda Sebastião
Fotografia: Ana Viotti

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quinta-feira, 13 de junho de 2019

The Underground Youth, concerto puro e duro no Musicbox Lisboa


A música deles é uma mistura saudável de tantas coisas. À primeira escuta, soam a The Velvet Underground (por causa da bateria), à segunda, até fazem lembrar os The Cramps (o "timbre" sonoro ao vivo), são rockabilly (pela postura), são indie (têm estilo - próprio), punk pela atitude, rock musculoso, e... ou uma mistura de tudo isto. Conheci-os através dos discos, de intensas reverberações, outros de um som mais cru, como o mais recente Montage Images Of Lust & Fear. No concerto que deram na última quinta-feira no Musicbox, já era esperada uma mistura saudável das canções que fazem parte do seu repertório que já leva dez anos de actividade e que já passou pela fase das borbulhas e ainda é jovem mas já não é adolescente.

São repetentes em palcos nacionais e ainda bem, e tendo eu perdido a oportunidade de os ver noutras noites em que por cá tocaram, é hoje! The Underground Youth. No Musicbox, após a entrada da banda em palco, reparei desde logo e desde a primeira canção uma entrega e uma aposta no material novo da banda, e que não iria haver ali lugar para desilusão alguma. Gosto de reflectir sobre isso ou o que seja em noites como esta, enquanto observo toda a movimentação que por alí se faz -, noutra época seriam tão grandes como The Jesus & The Mary Chain, ora aqui e agora em 2019, são uma forte banda (já) considerada de culto, que se, não encheu por completo o Musicbox, esteve lá perto. 

Lembro-me de os ouvir pela primeira vez (com especial atenção) numa compilação da editora brasileira The Blog That Celebrates Itself, disco de homenagem aos The Chameleons, a canção “Second Skin”; ou no disco Mademoiselle em que também já nessa altura me fizeram lembrar coisas como Spacemen 3 ou Lou Reed na sua fase inicial pós-The Velvet Underground… Caminhando no tempo para a frente em What Kind Of Dystopian Hellhole Is This? (2017), já se apresentavam mais rudes, mas igualmente melódicos. 

As canções do novo disco ficam-lhes tão bem. É ainda mais directo e negro que os anteriores, a visceralidade de canções como “This Is But a Dream” ou “Death Of An Author”, que do palco para audiência, aterrou literalmente de forma abrupta como ao que parece, já é costume desta banda, ou seja, levar as guitarras, microfones e a eles próprios para o meio do público. 


Não deixei de reparar que Max James, o baixista, dava um certo ar a um certo Nicolas Cage na pele de Sailor do Wild At Heart de David Lynch, aquela personagem rebelde com um casaco de pele (de cobra)… E tamanha foi a agitação deste músico em palco, de camisa preta salpintada de bolas brancas, que necessitou por várias vezes de fita-cola para consertar a sua guitarra baixo. E tocou com um dos dedos remendado, fruto de alguma lesão, das intémperies da vida na estrada que, a julgar pelo poster da actual digressão, tem sido tão intensa, com pouco ou quase nenhum tempo para descansar. 

Os The Underground Youth portaram-se muito bem, sempre certeiros na sua execução musical e numa fase em que já são tantos os concertos nesta tour, que os dedos, magoados ou não, não falharam nenhuma nota e mesmo com acenos ao técnico para melhorar o som do timbalão de chão de Olya Dyer, a baterista que toca em pé com duas ou três peças de bateria… Não perderam tempo com isso e rapidamente em modo automático e cheios de garra, deram à audiência canções tão díspares na sua essência como “Morning Sun”, “Last Exit To Nowhere” ou a bonita “I Need You”. Recuando na sala uns bons passos mais atrás, ouvi “Fill The Void” e reparei que apesar da intensa distorção sónica o som deste concerto já estava bem mais equilibrado do que quando começou. 

As canções dos The Underground Youth, são por vezes tristes mas se o são, também se apresentam bonitas, é o caso de “Too Innocent To Be True” -, e houve espaço para muitas mais, e outras (algumas) que me fizeram lembrar tantas e boas referências, incluindo Tav Falco, o Joey Ramone, o Lou Reed, Suicide... E coisas muito mais do agora -, como eles próprios. Nota ainda para a voz e a postura de Craig Dyer (a fazer lembrar o "intemporal" Lux Interior...). E afinal, são guitarras como as que ouvimos em canções raras de singularidade única, como “I Need You”, que (e)levam a escrita para  um outro patamar. 

Pouco passava da meia-noite quando acabou, satisfação à saída do Musicbox, a ausência de chuva na rua, e de quaisquer queixas de um concerto linear na sua energia e musicalidade, muito bem conseguido. Um até á próxima, The Underground Youth.


Redação: Lucinda Sebastião
Fotografia: Virgílio Santos

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Passatempo: Ganha bilhetes para Underground Youth no Musicbox


Os The Underground Youth regressaram em março às edições de estúdio com Montage Images Of Lust & Fear, o nono longa-duração da banda, o qual serve de mote para o concerto no Musicbox Lisboa, já no próximo dia 6 de junho. A banda originária de Manchester aborda sonoridades negras e psicadélicas, aliadas a elementos cinematográficos compreendidos entre os anos 60/70.

Segundo Craig Dyer, vocalista e mentor da banda: "Montage Images of Lust & Fear é inspirado na sucessão de experiências a que somos cada vez mais obrigados a lidar pelos media. Sexo, violência, amor, suspeita, desejo, angústia, etc."

Em parceria com o Musicbox Lisboa, estamos a oferecer dois bilhetes duplos para o concerto de The Underground Youth no Musicbox Lisboa, que se realiza às 22h30 do próximo dia 6 de junho. Se queres ser um dos contemplados só tens de participar neste passatempo e seguir as instruções em baixo:

1. Seguir a Threshold Magazine no facebook.



2. Partilhar este passatempo no facebook em MODO PÚBLICO e identificar pelos menos 2 amigos.



3. Preencher o seguinte formulário:


O passatempo termina no dia 4 de junho às 18:00, e os bilhetes serão sorteados de forma aleatória através da plataforma www.random.org.

Boa sorte!



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Os vencedores do passatempo são:

Ana Raquel
João Bento

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Jonathan Bree em Portugal em junho



Estão anunciadas as primeiras datas de Jonathan Bree em Portugal. Co-fundador da Lil' Chief Records, casa-mãe para artistas como Princess Chelsea ou The Brunettes (que integrou entre 1998 e 2010), o músico e compositor neozelandês encontra no seu projeto a solo e em nome próprio a sua faceta mais sedutora, rodeada de enigma e romantismo noirSleepwalking é o seu mais recente disco e aquele que deverá receber maior atenção na sua primeira passagem por Portugal - pop sofisticada com um olho virado para o passado, mas atrativa o suficiente para os tempos de hoje.  

A estreia de Jonathan Bree em Portugal faz-se em três datas distribuídas por Leiria (Festival a Porta), Lisboa (Musicbox) e Porto (Maus Hábitos), dias 23, 25 e 26 de junho, respetivamente. 


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