domingo, 24 de novembro de 2019

Reportagem: Joseph Shabason + Zzzzzzzzzzzzzzzzzp! [Saint George’s Church, Lisboa]


Sexta-feira, 15 de novembro, e o nosso destino é a Saint George’s Church, na Estrela, em Lisboa. É lá que, nesta noite bem gelada na capital, Joseph Shabason se vai estrear no nosso país, com a primeira parte a ficar a cargo do duo de eletrónica nacional Zzzzzzzzzzzzzzzzzp!.

Ainda com pouco público presente e quando já passavam 15 minutos após as 22 horas, subiram ao altar os Zzzzzzzzzzzzzzzzzp!, dupla formada por Miguel Sá e Miguel Carvalhais, o qual não pôde estar presente, sendo substituído por Duarte Amorim nas projeções.

Os Zzzzzzzzzzzzzzzzzp!, oriundos do Porto, formaram-se em 1991 e inicialmente apresentavam-se como um quarteto composto por José Moura Barbosa, Manuel A. Dias, Miguel Carvalhais e Miguel Sá. Dotados de uma sonoridade que aborda os vários caminhos da eletrónica característica da década de 90, englobam o ambientalismo, o drum’n’bass e a techno e envolvem-nos numa atitude inconformista, como nos conta Rui Eduardo Paes no seu livro Cyber-Parker (Hugin, 1999). É também possível encontrar nos trabalhos do grupo algumas influências de electroacústica e concretismo.

Editaram o disco de estreia Ficta 003 em 1998, com o selo da AnAnAnA, seguindo-se nos anos seguintes, já em formato duo - Miguel Sá e Miguel Carvalhais – mais dois trabalhos, Fb56 Urbanlab (Ananana, 2001) e Disseminações, pela austríaca Falsch em 2001. O projeto cessou actividades em 2002, voltando a reunir-se em 2011, em formato duo, para celebrar os 20 anos de existência com dois concertos, o primeiro integrado na programação do evento VÍDEO HOME SYSTEM no Espaço Nimas em Lisboa e o segundo na Casa da Música no Porto. 


O ano de 2019 funcionou como ano de regresso dos Zzzzzzzzzzzzzzzzzp! às atuações ao vivo, desta feita na Saint George’s Church, em Lisboa. Dividido em quatro momentos, o concerto começou com sons maioritariamente graves a preencherem a atmosfera negra e misteriosa que se fazia sentir, intercalados por texturas da natureza. O som apresentava-se em comunhão com as projeções minimalistas expostas no altar da igreja, que podiam ser interpretadas como fluxos de matéria e energia. 

À medida que concerto avançava, a atmosfera sonora tornava-se mais intensa, com alguma estática no fundo, e as projeções iam “mutando”, passando da cor branca para o vermelho. O ruído e a distorção foram tomando conta dessa atmosfera, acompanhados por uma batida essencialmente tribal e por texturas mais sintéticas e interessantes. A atuação terminou no seu auge de intensidade, preenchida por uma batida bastante mais acelerada e intercalada por samples do que parecia ser um violino, um pouco ao jeito da sonoridade nostálgica de The Caretaker.  

Eram já 23h20 quando Joseph Shabason se apresentou ao público presente na Saint George’s Church e começou a sua atuação, fazendo-se acompanhar pelo baterista Kieran Adams. “Long Swim” foi o primeiro tema a ecoar na igreja, tema esse como uma forte ligação marítima, em que Joseph manipula pedais de loop para criar um efeito de marés com o seu saxofone, complementado por uma percussão bastante suave e minimal. 

Joseph Shabason é mais conhecido pelo seu trabalho colaborativo do que pelas edições em nome próprio. O saxofonista-compositor canadiano é colaborador frequente de Dan Bejar e do projeto Destroyer – participou nos álbuns Kaputt (2011) e Poison Season (2015), desempenhou um papel essencial na composição do disco Lost in the Dream dos The War On Drugs, tendo ainda tocado, gravado e participado em tour com Andre Ethier e com a sua outra banda, DIANA, da qual também fazem parte Kieran Adams e Carmen Elle


Foi apenas em 2017 que o artista natural de Toronto começou a sua carreira a solo, afirmando-se com numa sonoridade que funde o jazz com a música ambiente. Nesse mesmo ano Joseph Shabason editou o primeiro álbum de originais, Aytche, pela Western Vinyl, seguindo-se um ano depois Anne, álbum intitulado com o nome da mãe do multi-instrumentalista. Anne gira em torno de uma série de entrevistas da mãe de Joseph sobre a  sua batalha contra a doença de Parkinson e procura sensibilizar o público para as doenças degenerativas, transformando essas entrevistas em composições sonoras de texturas delicadas e emotivas.  Foi precisamente deste disco que foi retirada a música seguinte a ser tocada na igreja, “I Thought I Could Get Away With It”.

“Broken Hearted Kota” foi o tema que se seguiu na atuação de Joseph Shabason, com uma batida eletrónica bem contemporânea a iniciar. Este tema foi escrito para o documentário Omega Man: A Wrestling Love Story, sobre os wrestlers Kenny Omega e Kota Ibushi, parceiros da tag team Golden Lovers, os quais protagonizaram possivelmente, segundo o artista, a primeira história de amor queer em wrestling profissional. "Broken Hearted Kota" faz parte de Anne, EP, trabalho editado este ano pelo artista e que conta com a voz de Dan Bejar no tema "I Don't Want to Be Your Love".

Escutaram-se ainda na igreja anglicana dois temas pertencentes a Anne: “November”, o qual conta com a colaboração de Gigi Masin, artista italiano de culto que se dedica à composição com sintetizadores e com quem Joseph iniciou uma amizade online; e a suave e serena “Treat it Like a Wine Bar”,  interpretada com recurso a flauta, em que Joseph convidou o público apenas a relaxar e a sentir o ambiente. 


Esta foi mais uma excelente experiência proporcionada pela Nariz Entupido ao apresentar-nos um dos grupos mais influentes na eletrónica nacional na década de 90 e um artista que já “emprestou” o seu saxofone e o seu talento a tantas bandas, e que recentemente se aventurou a solo nos caminhos do ambiente e do minimalismo bafejados pelo jazz. Pena mesmo foi o frio que sentiu dentro e fora da Igreja. 

Joseph Shabason passou também pelo IRL, no Porto, a 17 de novembro.

Fotografia: Mario Mar

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sábado, 9 de novembro de 2019

Joseph Shabason dá dois concertos em Portugal



É conhecido pelo seu trabalho com os Destroyer, do canadiano Dan Bejar, e com os norte-americanos The War On Drugs, do qual desempenhou um papel essencial na elaboração do aclamado disco Lost in the Dream. Joseph Shabason, saxofonista-compositor canadiano, estreia-se este mês a solo em Portugal: primeiro na congregação anglicana da Igreja de St. George, em Lisboa, no dia 15 de novembro, e depois no IRL, no Porto, a 17 de novembro.

A sua música situa-se na fronteira entre a música ambient e o jazz, iluminada pelos universos imaginados por Jon Hassell do quarto mundo. Inspirado pelas paisagens esparsas de Fourth World, Vol. 1: Possible Musics, disco que juntou Hassel ao cérebro e autor máximo da música ambient Brian Eno, o músico natural de Toronto encetou por uma carreira a solo em 2017, ano em que editou o seu primeiro álbum, Aytiche, seguindo as pisadas anteriormente exploradas pelos últimos. Anne, o segundo e mais recente álbum de Shabason, seguiu-se um ano depois e vê o saxofonista lidar com o trauma intergeracional, transformando entrevistas feitas com a sua mãe em composições de uma deslumbrante empatia.

O concerto em Lisboa contará com a primeira parte de Zzzzzzzzzzzzzzzzzp!, duo composto por Miguel Sá e Miguel Carvalhais, e os ingressos encontram-se disponíveis pelo custo único de 8 euros. Já no Porto, o concerto tem entrada livre.


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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Carga Aérea apresenta Transumância no Passos Manuel



Carga Aérea é Francisco Marujo, músico e compositor português que acaba de editar o seu primeiro disco de longa-duração. Lançado pela editora e promotora lisboeta Nariz Entupido em maio último, Transumância, assim se chama o disco, dá continuidade à constante procura de Marujo pelos sons que inspiram o seu quotidiano, dando sucessão ao EP de estreia Ocorrência em Aberto, obra lançada em 2017 pela Rotten \ Fresh que cicatriza os trágicos incêndios florestais que devastaram Portugal nesse mesmo ano. Depois de participar na edição celebrativa dos 20 anos da Red Bull Music Academy, Carga Aérea ruma finalmente ao norte para a primeira atuação no Porto. 

O cardápio da noite, que tem lugar no Passos Manuel, no Porto, conta ainda com a presença de Francisco Oliveira, membro dos Terebentina e do colectivo artístico O Bergado que fundou as Edições Fauve, por onde editou o essencial On the Act Of Reminding, obra primordial entre o elétrico e o acústico que revisita as memórias de um piano caído em desuso. Amelia Holt, dj e produtora mexicana, finaliza o serão na pista com uma seleção de músicas que bebe tanto das suas raízes latinas como da entusiasmante cena club de Brooklyn, onde está sediada.  

Os preços para a noite de hoje, dia 26 de julho, variam entre os 3€ (a partir das 2h) e 5€ (até às 2h).  


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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Fotogaleria: O Yuki Conjugate + André Gonçalves [Igreja dos Ingleses, Lisboa]


No passado dia 6 de abril fomos até à Igreja dos Ingleses, em Lisboa, para assistir à estreia no nosso país de O Yuki Conjugate. O duo de Nottinham, formado por Andrew Hulme e Roger Horberry, incorpora elementos meditativos e do oculto na sua sonoridade eletrónica tribal e ambiente. A banda atuou no Understage (Teatro municipal Rivoli, Porto) no dia anterior. A primeira parte do concerto na Igreja dos Ingleses ficou a cargo de André Gonçalves e da sua música ambiente exploratória.

Podem ver as fotografias do evento promovido pela Nariz Entupido aqui ou na fotogaleria que se segue.

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sexta-feira, 29 de março de 2019

O Yuki Conjugate em Portugal para duas datas



Os O Yuki Conjugate, de Andrew Hulme e Roger Horberry, têm estreia marcada para Portugal em abril. Os concertos de apresentação do grupo formado em 1982 acontecem na primeira semana de abril, e recebem o carimbo das promotoras Nariz Entupido (em Lisboa) e Matéria Prima (no Porto).

Seguindo as premissas lançadas pela música industrial em 80 e incorporando elementos meditativos, do ocultismo à experimentação sonora, num crescente fascínio pelas afinidades entre a música étnica, tribal e a eletrónica, a banda natural de Nottingham surgiu para desconstruír convenções musicais, explorando novas possibilidades que, embora distantes das tendências predominantes da música popular, conquistaram uma dimensão de culto e um lugar muito específico na história da música. 

Depois de um regresso às edições em 2006, os O Yuki Conjugate assitiram a uma recente reedição dos seus discos mais icónicos através de editoras como a Vinyl-On-Demand e a Emotional Rescue, facto que encorajou o consequente regresso aos palcos. Para esta série de concertos, o grupo desenvolveu um novo espetáculo, que apresentará na sua estreia em Portugal. Os concertos acontecem dias 5 e 6 de abril, no Understage (Teatro municipal Rivoli, Porto) e na Igreja dos Ingleses (Lisboa), respetivamente.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Fotogaleria: Resina [DAMAS, Lisboa]


A Nariz Entupido trouxe até ao país, no passado dia 28 de novembro, a violoncelista Karolina Rec que se estreou nessa noite em Portugal através do seu moniker Resina. A Lisboa, no DAMAS a polaca apresentou o seu mais recente disco de estúdio Traces, editado este ano pela FatCat Records, disco onde explora uma sonoridade essencialmente clássica, ousada, dinâmica e celestial construído à volta de loops processados em camadas e texturizados com voz não verbal.

Os momentos experienciados nessa noite pela lente do Virgílio Santos, podem ser recordados na fotogaleria abaixo ou aqui.

Resina [DAMAS, Lisboa]

Fotografias: Virgílio Santos

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domingo, 4 de novembro de 2018

Resina estreia-se em Portugal na apresentação de 'Traces'


A violoncelista Karolina Rec - mais conhecida pelo seu alter-ego Resina - vai estrear-se por Portugal, apresentando-se na capital portuguesa a 28 de novembro para tocar no DAMAS num concerto exclusivo em território continental. Além desta data, a artista voa até Calheta, na Madeira para tocar a 1 de dezembro numa performance inserida no festival Madeira Dig. Em mote da passagem por cá encontra-se o novo disco de estúdio, Traces, editado este ano pela FatCat Records.

Em Traces Resina explora uma sonoridade essencialmente clássica, ousada, dinâmica e celestial num disco que merece a pena ser escutado especialmente por fãs de nomes como Jessica Moss, Julia Kent ou Circuit des Yeux. Construído à volta de loops processados em camadas e texturizados com voz não verbal, Traces apresenta uma beleza delicada que explora ambientes ora cintilantes, ora assombrosos, num disco absolutamente incrível.

O concerto em Lisboa é organizado pela promotora Nariz Entupido e a entrada é livre.

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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Bruxas/Cobras e Alacrau tocam este sábado no Sabotage Club


É mais uma iniciativa com selo Nariz Entupido e acontece já no próximo sábado, dia 28 de março no Sabotage Club, em Lisboa, contando com o prato principal Bruxas/Cobras - um baixo ora em potência ora em cuidadas pausas proporcionadas por Pedro Lourenço e pela bateria de Ricardo Martins, ora criando novos padrões e estruturas que absorvem a dualidade instrumental inerente. O seu mais recente trabalho, Azul, editado a 13 de abril, não só expande o que tinham iniciado com o seu primeiro EP, como aprofunda matérias que lhe são caras - a plasticidade sonora, a duração e tacteabilidade das combinações. O disco será mote de apresentação deste concerto.


A entrada é servida por Alacrau, projeto musical de Mestre André, num regresso à origem plástica do ruído elétrico, circuito fechado, retro-alimentação, no-input, através do material utilizado performaticamente em Älforjs e Jibóia, desafiando a vida no fogo e dança a dança macabra dentro do círculo de chamas.

Os concertos têm início marcado para as 22h30 e os bilhetes para o concerto têm um preço único de 6€ (vendidos à porta na noite do concerto). Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

STREAM: Acid Acid & Vítor Rua - Acid Acid & Vítor Rua


O concerto de Acid Acid & Vítor Rua realizado a 21 de outubro de 2016, inspirou-se num dos temas do álbum homónimo de Acid Acid e permitiu criar espaço para o mesmo evoluir e para assumir outros rumos sónicos. Apesar da autoria ser de Acid Acid, Vítor Rua tomou-a como sua e transformou-a com a sua bem característica marca autoral durante o concerto, culminando numa exploração das possibilidades sónicas da guitarra, num momento apoteótico no meio do público.

Acid Acid & Vítor Rua,  disco gravado ao vivo e composto pela faixa "Acid Acid Pt. II", é editado esta sexta-feira (20 de abril) pelo selo Nariz Entupido. Podem ouvir o tema na íntegra abaixo.


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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Jake Meginsky toca hoje no Sabotage


Esta quarta-feira (11 de abril) a Nariz Entupido volta a incorporar o papel de organizador e traz ao Sabotage Club mais uma experiência sonora desta vez a cargo de Jake Meginsky (a.k.a Vapor Gourds), que vem apresentar a sua mistura microcósmica bizarra (que conjuga o analógico com o digital), onde o barulho, o pós-punk e o footwork convivem em harmonia. 

O trabalho que Jake Meginsky desenvolve não nos remete única e exclusivamente para o que atualmente se vai produzindo no outro lado do atlântico, tem fortes raízes no aventureiro e incendiário free-jazz dos anos 60, no despojado movimento da música concreta ou mesmo nas novas formas da pulsão sonora produzidas em Chicago, que tanto misturam dança como ritmos vibrantes e acelerados. Os padrões complexos e composições imprevisíveis que desenvolve encontram-se fortemente ancoradas por uma paixão que o liga ao minimalismo e frequentemente à repetição, para já não referir o uso parcimonioso que faz dos equipamentos.

O concerto vai ter a abertura Serpente e os bilhetes para o evento têm um preço de 6€. Os concertos estão agendados para as 22h0. Todas as informações adicionais aqui.


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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Lucy Railton atua amanhã no Museu da Marioneta

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A Nariz Entupido termina o ano de 2017, pródigo em variadas experiências sonoras e artísticas, com um concerto que pretende vincar o lado autoral, neste caso de Lucy Railton e Garcia da Selva. O encontro está marcado para o dia 14 de Dezembro no Museu da Marioneta, em Lisboa.

As possibilidades combinatórias de um violoncelo com outros instrumentos ou com a introdução de sons de diferente proveniências são praticamente infinitas e são alvo de abordagens muito diferenciadas nos anos mais recentes. Lucy Railton fá-lo com uma capacidade invulgar, não só por aumentar o número dessas possibilidades combinatórias, mas sobretudo por ser capaz de trabalhar cada novo detalhe, aprofundando-o de uma forma invulgar.

O trabalho de Lucy Railton estilhaça limites, corrompe a linearidade das divisões estilísticas impostas exteriormente. Ligações à música erudita, há-as certamente, mas também em proporção semelhante com que as estabelece com a música exploratória, electrónica ou jazz. 



A primeira parte do concerto é da responsabilidade de Garcia da Selva, heterónimo de Manuel Mesquita, artista multifacetado que se destaca no panorama artístico nacional tanto na música como no cinema ou nas artes performativas, tendo contribuído com diversas trilhas sonoras ou instalações artísticas.

O evento tem ínício às 21h30 e os bilhetes têm o custo de 8€. O cartaz é da autoria de Nuno Moreira.

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Fotogaleria: Pierre Bastien + António Caramelo [Sabotage Club, Lisboa]


O multi-instrumentalista francês Pierre Bastien, estreou-se no Sabotage Club e na capital portuguesa, ontem, quarta-feira, 18 de outubro, para vir apresentar o seu mais recente trabalho de estúdio, Quiet Motors, uma performance única que combina sons de trompete de bolso com a sua orquestra mecânica, elaborada através de um conjunto de autómatos musicais. A primeira parte ficou assegurada por António Caramelo, que veio apresentar a sua peça sonora No-Fi com megafones

A foto-reportagem do evento, organizado pela Nariz Entupido, Matéria Prima e A Tarumba Teatro Marionetas, segue abaixo (e/ou pode ser consultada aqui), pela lente do Virgílio Santos


Pierre Bastien + Manuel Caramelo [Sabotage Club, Lisboa]


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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Pierre Bastien com concertos em Lisboa, Viseu e Porto

© Luciano Laghi Benelli

O compositor e multi-instrumentista francês Pierre Bastien encontra-se em tour de promoção do novo disco Quit Motors e vem apresentá-lo até Portugal, para três concertos nas cidades Lisboa, Viseu e Porto. O primeiro, acontece a 18 de outubro no Sabotage Club e assinala a estreia absoluta do músico na capital portuguesa (informações adicionais aqui). A 20 de outubro atua no Venha a Nós A Boa Morte, em Viseu (informações aqui) e no dia seguinte, a 21 de outubro, sobe ao palco do Teatro Rivoli, no Porto - integrado no Festival Internacional de Marionetas do Porto (informações aqui).

Pierre Bastien constrói, em 1977, a sua primeira máquina musical. Durante dez anos compõe para companhias de dança e toca para Pascal Comelade, desenvolvendo o que designa por Orquestra Mecânica. Desde 1987 que trabalha exclusivamente os seus projectos a solo, instalações sonoras, edições fonográfica e colaborações com outros artistas. O novo disco, Quiet Motors, é uma performance que combina sons de trompete de bolso com um conjunto de autómatos musicais, capazes de desencadear movimentos e percussões. A colorida orquestra mecânica que daí resulta, realiza aleatoriamente peças curtas, encantadoras e hipnóticas.


O concerto de Lisboa, é promovido pela Nariz Entupido, Matéria Prima e A Tarumba Teatro Marionetas e conta com a abertura de António Caramelo.

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Daniel O'Sullivan e Ricardo Remédio atuam este domingo em Lisboa


É já este domingo, (8 de outubro) que Daniel O'Sullivan sobe ao palco da St. George Church, em Lisboa, para apresentar o seu novo e aclamado disco Veld (2016). Escrito e gravado entre 2010 e 2016, Veld apresenta-se como uma "obra de sortilégios ​pop, música electro-acústica e de cintilantes reverberações ​ drone​, simultaneamente denso e alusivo com encantadoras derivações sónicas, mantras hipnóticos e​ ​estranhos​ ​ritmos​ biomecânicos". 


A abertura do concerto está a cargo de Ricardo Remédio, amplamente conhecido como membro fundador de LÖBO e do seu projeto a solo RA. Mais recentemente, através de Natureza Morta (que contou com a participação de Daniel O’Sullivan na produção e James Plotkin na masterização), disco a apresentar no concerto, Ricardo Remédio afirmou-se em formato homónimo.



Os concertos têm início marcado para as 21h30 e contam com o selo Nariz Entupido. Os bilhetes têm um preço de 8€ em pré-venda (até 24 de outubro) e de 10€, adquiridos no dia, à porta. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.

 

Próximos concertos Nariz Entupido

08 de outubro - Daniel O' Sullivan + Ricardo Remédio | Lisboa
25 de outubro |-Steve Hauschildt + Jari Marjamaki | Lisboa
11 de novembro - Nariz Entupido + Alienação #4 \ Acid Acid + Ricardo Remédio | SMUP | Parede

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Steve Hauschildt e Jari Marjamaki tocam em Lisboa a 25 de outubro


Steve Hauschildt, membro fundador dos seminais Emeralds (2006 - 2013), é considerado um veterano dentro comunidade da música exploratória, movendo-se entre as sonoridades ambientais e electrónicas. As composições de Steve Hauschildt utilizam geralmente sintetizadores, computadores e processadores digitais com o objectivo de prestar homenagem e desvirtuar as normas previamente estabelecidas.

Além do concerto já agendado no Semibreve, em Braga, a Nariz Entupido traz o músico até Lisboa, a 25 de outubro, na Igreja de St. George, para apresentar o seu mais recente trabalho Strands (2016) que tem recebido os maiores elogios. A abrir o concerto, o finlandês mais lisboeta de todos os lisboetas, Jari Marjamaki, músico, DJ, produtor e mentor do Desterro, espaço de liberdade e criação, apresenta a solo a sua electrónica estimulante. 


Os concertos têm início marcado para as 21h30. Os bilhetes têm um preço de 8€ em pré-venda (até 24 de outubro) e de 10€, adquiridos no dia, à porta.

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Reportagem: Ricardo Remédio + Ricardo Martins + BØDE [Sabotage Club, Lisboa]

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Na passada sexta-feira, 30 de junho, o Sabotage Club recebeu mais uma noite de concertos com a curadoria da Nariz Entupido. Apesar de estarmos mesmo às portas de julho, a noite pelo lados do Cais do Sodré era ventosa e fria.



Chegados à sala de rock por volta das 23h30, já estava em palco BØDE, projeto one-man band de Bøde Rice, que esta noite se apresentou com duas cabeças. O BØDE aventurou-se pel'O Altar das Almas, K7 editada no final do ano passado com o selo da Cabbra Records, mostrando a escuridão e a potência que bem o caracteriza. O drone metal e o doom tão presentes em estúdio dão lugar ao vivo a riffs mais distorcidos e psicadélicos, mas não tão pesados, e a baterial ganha todo um novo destaque com a sua violência e tribalidade. Ao todo foram 30 minutos de caos e satanismo proporcionados pelo BØDE.


Pouco passava da meia noite quando Ricardo Martins chegou ao palco. O mestre da bateria, que já colaborou com inúmero projetos nacionais (Jibóia, Filha da Mãe, Pop Dell'Arte, Adorno, Lobster, Cangarra, Papaya), trouxe na bagagem o seu primeiro projeto a solo, onde ao longo de 2016 revelou digitalmente uma canção por mês, em colaboração com a editora londrina Jeff. Esses meses formam agora o seu primeiro longa duração a editar em 2017. O Sabotage parecia o laboratório de Martins, em que este ia experimentando a sua bateria, gravava sons nos pedais e voltava a inserir uma nova batida na paisagem sonora. Não faltaram também sintetizadores e outros elementos eletrónicos de samplagem. Apesar de "pouco ritmado", o concerto funcionou quase na base do improviso , explorando aquilo que lhe despontava na mente. Estamos perante um projeto arriscado mas sem dúvida recompensador.



Por fim, já era quase uma da manhã quando Ricardo Remédio entrou em palco acompanhado por João Vairinhos na bateria, algo não habitual nos anteriores concertos que tinha visto do produtor no passado. Ricardo Remédio (LÖBO RA) veio apresentar Natureza Morta, o seu álbum de estreia editado em março pela Regulator Records. Dono de uma sonoridade emocionalmente densa, o concerto dividiu-se entre paisagens mais negras e industriais, influenciadas por Ben Frost e Nine Inch Nails, e explorações sonoras mais calmas provocadas pelos devaneios dos sintetizadores. A bateria, essa, veio dar uma nova intensidade e experimentalismo às performances do artistas, conferindo-lhe o título de melhor atuação da noite.


Reportagem por: Rui Gameiro

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terça-feira, 27 de junho de 2017

Nariz Entupido apresenta: Ricardo Remédio, Ricardo Martins e BØDE no Sabotage

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A Nariz Entupido está a organizar na próxima sexta-feira, 30 de junho, o reencontro de Ricardo Remédio e BØDE no Sabotage Club, após um primeiro encontro a 2 de junho nas margens do Mondego, mais propriamente no Salão Brazil. Os ecos dessa noite foram suficientemente intensos e chamam-nos para uma nova celebração em velocidade máxima.

O convite estende-se também a Ricardo Martins (Adorno, Lobster, Cangarra, Papaya, entre outros) e aos seus mais que imprevisíveis sets na bateria.

Ricardo Remédio vem apresentar a sua Natureza Morta editada no ano passado com o selo da Regulator Records (podem adquirir no evento o digipack deste disco por apenas 5€).



Por sua vez, Ricardo Martins vem apesentar o seu primeiro projecto a solo onde ao longo de um ano, em colaboração com a editora Londrina Jeff, revelou digitalmente uma canção por mês. Meses esses que formaram o seu primeiro longa duração a editar em 2017.



BØDE vem apresentar a sua K7 gravada no final de 2016, O Altar das Almas, editada pela Cabbra Records, que serve de luz-guia nos concertos de 2017.


Os concertos começam às 23h00 e a entrada tem o custo de 6€.

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Lorenzo Masotto e Primeira Dama atuam amanhã no Teatro Ibérico

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Na próxima quinta-feira, 22 de junho, a Nariz Entupido apresenta Lorenzo Masotto e Primeira Dama no Teatro Ibérico. À volta do piano de cauda do Teatro Ibérico, o italiano e o português apresentarão ao auditório, os seus últimos álbuns, Mountain Paths e Primeira Dama, respectivamente. 



Os bilhetes custam 6€ se forem adquiridos até hoje através de - https://ticketline.sapo.pt/evento/nariz-entupido-lorenzzo-masotto-primeira-da-20441 - ou 8€ no próprio dia.

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Sophie Hutchings vai andar por Portugal


A australiana Sophie Hutchings vai estar por Portugal no final do mês de abril, mais especificamente nos dias 29 e 30 de abril. Os concertos tomam lugar na Ler Devagar - LX Factory, em Lisboa e no Museu de Leiria, respetivamente, e contam com a organização da Nariz Entupido e da Fade In. A pianista apresenta em solo português o seu mais recente disco, Yonder.

Desde os seus primeiros anos a tocar piano, Sophie Hutchings tornou-se numa compositora e intérprete reconhecida mundialmente. Frequentemente comparada a Michael Nyman, Max Richter ou Nils Frahm, as suas composições são emotivas, de uma certa ingenuidade até, mas simultaneamente cheias de ironia, convidando-nos a uma escuta atenta e absorvente.

O concerto de Lisboa conta ainda com a presença de /Lucas, incursão a solo de Pedro Lucas com a sua guitarra, responsável pela primeira parte do concerto. Todas as informações adicionais do concerto em Lisboa, aqui e em Leiria, aqui,



Preços:
Lisboa - 8€. Início dos concertos: 19h00
Leiria -  7€. Início dos concertos: 17h00

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segunda-feira, 20 de março de 2017

Nocturnal Emissions estreia-se em Portugal esta semana


Nocturnal Emissions, atualmente o projeto a solo de  Nigel Ayers vai estrear-se em território nacional, esta semana, numa tour que inclui três paragens em Portugal. O projeto experimental, cuja génese remonta ao final da década de 1970, na altura em formato banda, toca agora a solo no Porto - Teatro Rivoli, Viseu - Venha a nós a Boa Morte e Lisboa - Igreja dos ingleses a 24, 25 e 26 de março, respetivamente.

Os Nocturnal Emissions foram a única banda a dar um concerto no meio dos históricos motins de Brixton, no subúrbio Sul de Londres, em abril de 1981. Nas décadas subsequentes, Nocturnal Emissions transformou-se no veículo de expressão artística de um só homem, Nigel Ayers que se estreia agora em território nacional para mostrar a sua preocupação em cruzar música com artes plásticas e com outras formas de expressão artística, com o objectivo de provocar a inquietação.




A passagem por Portugal e pormenores adicionais seguem abaixo. Todas as informações relativas ao concerto do Porto podem ser encontradas aqui, relativas ao de Viseu aqui e relativas ao de Lisboa, aqui. O concerto de Lisboa conta com a organização da Nariz Entupido e tem a primeira parte assegurada por Violeta Azevedo.

24 de março 
Understage | Teatro Municipal do Porto - Rivoli - Porto | 23h00 
25 de março 
Venha a nós a Boa Morte - Viseu | 22h30 
26 de março 
Nocturnal Emissions | Violeta Azevedo | Igreja dos Ingleses (à Estrela) - Lisboa | 19h00

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