sábado, 16 de março de 2019

Fotogaleria: First Breath After Coma [Estúdio Time Out, Lisboa]

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No passado dia 7 de março fomos até ao Estúdio Time Out, Lisboa, para assistir ao concerto de apresentação de NU, novo e terceiro disco de originais dos leirienses First Breath After Coma, editado no início do mês com o selo da Omnichord Records

Podem recordar a noite com as fotografias de Virgílio Santos, que se encontram na fotogaleria abaixo.

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segunda-feira, 19 de março de 2018

STREAM: Whales - Whales

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Os Whales são um trio leiriense formado por Vasco Silva (Bateria/Vozes), Roberto Oliveira (Guitarra/Teclas/Vozes) e Pedro Carvalho (Vozes/Teclas/Baixo). Editaram na passada sexta-feira o  seu disco de estreia homónimo com o selo da conceituada Omnichord Records, editora de artistas como Surma, First Breath After Coma e Nice Weather for Ducks, entre outros.

A banda apresenta-nos um registo constituído por nove canções que se encaixam numa eletrónica mais atmosférica e dançante. Deste disco já haviam sido disponibilizados anteriormente os singles "How Long" e "Ghost", destacando-se também temas como “Twerp”, “Christian Young Man” e "Did You Know That a Blue Wahle's Tonge Can Weigh As Much As An Elephante?". Produzido pela Casota Collective e masterizado por Paulo Mouta Pereira, o disco pode ser reproduzido na íntegra, abaixo.

Os Whales começaram no passado dia 16 de março a sua digressão europeia Euro Sprint com os FUGLY, terminando no dia 6 de abril com uma atuação no Festival MIL, em Lisboa.
 

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Novo single dos Obaa Sima já pode ser ouvido


Os Obaa Sima, duo que une Luís Jerónimo a Hugo Domingues - ambos membros Nice Weather For Ducks - lançaram esta semana o primeiro trabalho da sua exploração inebriante de synths, pedais de guitarra e máquinas: o single de estreia "1", produzido pela Casota Collective

Tudo começou com um desafio do Festival A Porta para criarem uma banda sonora para um jantar temático. Agora, aparece o primeiro tema que começa a desvendar a verdadeira essência dos Obaa Sima. "1" apresenta um aura electrónico-espacial que conduz o ouvinte a uma viagem sem regras nem paisagens certas. O single pode ser ouvido na íntegra abaixo.

"1" foi editado a 7 de fevereiro (quarta-feira) pelo selo Omnichord Records.


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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Clap Your Hands Say F3st! está de regresso em 2018

Ermo
Clap Your Hands Say F3st! está de volta para a sua segunda edição. O novo festival invadiu este ano a cidade de Leiria nos meses de janeiro, fevereiro e março, sendo o resultado da cooperação entre três entidades leirienses já bem conhecidas a nível nacional - Fade In - Associação de Acção Cultural (organizadora do Entremuralhas), Omnichord Records e Rastilho Records. O evento que conta também com o apoio da Câmara Municipal de Leiria, decorrerá no Teatro Miguel Franco.

De 5 de janeiro até 23 de março vão atuar neste espaço algumas das bandas emergentes portuguesas que mais se destacaram neste último ano.

5 janeiro - O Gajo, Jerónimo
12 janeiro - Whales, Wipeout Beat
26 janeiro - She Pleasures Herself, The Rooms
2 fevereiro - Mike El Nite, António Cova
9 fevereiro - Ermo, Obaa Sima
23 fevereiro - Eden Synthetic Corps, Fugly
2 março - Nerve, Escumalha
9 março - Luís Severo, Rua Direita
23 março - Benjamim, Rodrigo Cavalheiro

Sempre às sexta-feiras, com início às 21h30, os concerto têm o preço fixo de 5 euros por cada sessão. O cartaz está disponível na em baixo.

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Surma em entrevista: "Antwerpen é um disco muito de pormenor e muito de “quarto” "

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© Sal Nunkachov

Depois de nos últimos tempos ter vindo a criar um hype tamanho dentro dos novos projectos do panorama musical português, Surma, projeto a solo e alter-ego da artista leiriense Débora Umbelino, editou no passado dia 13 o seu álbum de estreia, Antwerpen, pela também conceituada editora leiriense Omnichord Records.

Em Antwerpen estamos perante uma paisagem sonora sonhadora, envolta em camadas eletrónicas enriquecida por vocais ora celestiais, ora sedutores, lembrando-nos uns Beach House, Sleep Party People, CocoRosie e mesmo Björk. Leiam em baixo a nossa conversa com a Débora.

Threshold Magazine (TM) - Como descreves a tua sonoridade?

Surma - Nunca sei responder muito bem a esta pergunta! De uma maneira geral não gosto de labelizar o género de música que um artista compõe. É a imaginação dele com a interpretação de cada um. Costumo dizer que são variados estilos misturados num só, dando o género “estranho” (risos). Costumo abstrair-me completamente de tudo quando vou compor, tentando fazer uma coisa um pouco fora da caixa (o que é difícil hoje em dia, já está tudo descoberto).

TM - Sabemos que a Islândia sempre foi uma grande influência na tua vida, desde a adolescência. Porquê este fascínio tão grande pelas terras frias e intimistas dos países nórdicos?

Surma - Não sei bem dar uma razão assim específica da obsessão que ganhei por toda a cultura dos países nórdicos. Foi através de um trabalho para a escola, na altura, que acabei por ir dar a um site que me levou aos países nórdicos, em que o principal da página era a Islândia! Fiquei automaticamente estupefacta com todas aquelas imagens e com tudo o que se estava a passar com aquele ambiente único. Foi a partir dos meus 14 anos que sempre tive o sonho e a obsessão por estes países! São únicos, só tendo a experiência pessoal é que se sente o quão especial são.

TM - Que expetativas tens em relação ao lançamento do teu disco de estreia?

Surma - Costumo ter sempre os pés muito bem assentes na terra. Não gosto de ter muitas expectativas em relação ao futuro, nem sou uma pessoa muito ambiciosa. O meu principal objectivo, neste momento, é tocar em todo o lado e que o álbum chegue às pessoas e que estas gostem do meu trabalho e que se identifiquem comigo. É esse o meu principal objectivo para agora. 

TM - Podemos considerar Anterwerpen essencialmente um disco eletrónico e experimental?

Surma - Podemos dizer que sim, mas acima de tudo é um disco muito de pormenor e muito de “quarto”. Desde o início em que entrei em estúdio com a Casota Collective que quisemos dar um ar lo-fi e de “quarto”ao álbum. Podemos dizer que é um disco muito acolhedor que liga muito a ruídos de pormenor e de detalhes!




TM - Como está a correr o processo de transição de estúdio para o palco das canções de Antwerpen? Será difícil reproduzir todos aqueles pormenores presentes numa excelente produção.

Surma - Está a ser complicado em reproduzir tudo ao vivo! Andamos em fase de experimentações e a ver como será mais fácil de tocar todas as coisas live. Acho que a estrada nos vai dar bastante “calo” para vermos o que está e o que não está a funcionar. Espero que resolvamos (risos).

TM - Existe alguma razão para que os títulos das músicas apresentem línguas diferentes entre si?

Surma - Desde o início de composição que quis fazer um disco do Mundo. Não me fechar num determinado género musical nem numa determinada língua. Por isso é que decidi não dar letras às músicas deixando a interpretação a cada pessoa. Vai do Islandês ao Africanêr. Quis criar uma ligação muito própria entre a Surma e as pessoas. Este disco foi feito para todos vós.

TM - Tens alguma música favorita em Antwerpen? A nossa é “Nyika”.

Surma - Ahah sim. Essa dá para abanar bem o capacete (risos). Não consigo dizer que tenho uma favorita do disco, todas elas me são muito queridas de uma maneira muito diferente. Mas tenho uma que me é um pouco mais especial que é a "Begrenset"! Não sei porquê, mas sinto-a de uma maneira diferente.






TM - Como é que a Surma tem tanto amor para dar?

Surma - Ahahah é graças às pessoas que me têm acompanhado desde o início nesta jornada. Não sei bem o que se tem passado, tem sido inacreditável e sinto que nunca tenho palavras nem abraços suficientes para agradecer tudo aquilo que têm feito por mim. Se fosse pela minha pessoa passava os dias a agradecer e a abraçar a toda a malta que me tem dado este apoio inacreditável. Lá está, estou num sonho constante.

TM - O que tens ouvido nas últimas semanas?

Surma - Stavroz, Ian Chang e St.Vincent.


Entrevista por: Rui Gameiro

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

STREAM: Surma - Antwerpen


Depois de nos últimos tempos ter vindo a criar um hype tamanho dentro dos novos projectos do panorama musical português, Surma, projeto a solo e alter-ego da artista leiriense Débora Umbelino, disponibilizou hoje o seu LP de estreia e marco nas edições portuguesas do ano, Antwerpen. A artista foi também confirmada para a edição de 2018 do festival norte-americano South By Southwest (SXSW).

As composições de Antwerpen encontram-se embebidas numa atmosfera dream-pop e electrónica, enriquecida por vocais ora celestiais, ora sedutores. Das mais calmas "Drög", "Kismet" e "Miratge" (num campo mais Beach House) às mais ritmadas "Hemma", (a fazer lembrar uns Sleep Party People no feminino) e "Nyika", Antwerpen é um disco de audição obrigatória.

Antwerpen é editado oficialmente hoje, 13 de outubro, pelo selo Omnichord Records.

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Whales apresentam novo single "How Long"

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Os Whales anunciaram hoje o seu segundo single "How Long". Depois de todo o burburinho gerado em torno de mais um bebé da Omnichord Records após o lançamento do primeiro single “Big Pulse Waves”, a banda leiriense está a preparar o seu disco de estreia.

"How Long" une mais uma vez o rock à eletrónica e mostra uns Whales cada vez mais maturos e com uma sonoridade bem definida. O vídeo resulta da produção da Casota Collective, a qual nos tem brindado com os excelentes vídeos de Surma, First Breath After Coma e Nice Weather For Ducks.


Esta Sexta-feira, dia 14, os Whales juntam-se aos Nice Weather For Ducks e aos Few Fingers para uma noite Omnichord Records no Sabotage Club, em Lisboa. Daqui a umas semanas poderão vê-los na próxima edição do Bons Sons.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Clap Your Hands Say F3st! - 6 de janeiro a 31 de março - Teatro Miguel Franco, Leiria


Clap Your Hands Say F3st! é o novo festival que vai invadir a cidade de Leiria nos próximos meses de janeiro, fevereiro e março. Resultante do trabalho de três entidades leirienses já bem conhecidas a nível nacional, como a Fade In - Associação de Acção Cultural (organizadora do Entremuralhas), Omnichord Records e Rastilho Records, e com o apoio da Câmara Municipal de Leiria, o evento decorrerá no Teatro Miguel Franco.

De 6 de janeiro até 31 de janeiro vão atuar neste espaço algumas das bandas emergentes portuguesas que mais se destacaram neste último ano: The Twist Connection, Ghost Hunt, Quinta-feira 12, Cave Story, Surma, Mira Un Lobo, Ditch Days, Nice Weather For Ducks, Toulouse e O Gajo.

As primeiras partes serão asseguradas por bandas de Leiria: Horse Head Cutters, Dream Pawn Shop, Country Playground, These Are My Tombs, Marciano, Morphing Treeman, Xpressão Lírica, Aeon Pulse e A Last Day On Earth.

O último dia do evento, 31 de Março, está reservado para a final do concurso ZUS!, projecto de prospecção e incentivo ao aparecimento de novas bandas de originais nas escolas secundárias. Deste concurso já saíram nomes como Surma, Whales e First Breath After Coma.

Sempre às sexta-feiras e com preço fixo de 5 euros por cada sessão. A programação está disponível na imagem em cima.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Omnichord Records destaca-se em França


A emissora francesa Euroradionantes (projeto pioneiro dedicado à música, cultura e informação de países europeus) nomeou no início do mês a editora leiriense Omnichord Records como "Editora em Foco" e reforçou a sua programação com vários temas das bandas da editora - First Breath After Coma, Nice Weather For Ducks, Surma, Les Crazy Coconuts, Twin Transistors, Whales, Few Fingers, André Barros, Bússola e Born a Lion

A Omnichord Records é assim a primeira editora portguesa a ganhar destaque neste selo atribuído desde 2013. Nas edições anteriores estiveram selos como a Bella Union, Fat Cat, PIAS, Acuarela, Chemikal Underground e Mute Records

A editora lançou também a programação das bandas para o mês de novembro. O cartaz e os próximos concertos podem ser consultados abaixo.


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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Omnichord Records por essa Europa fora


A Omnichord Records, editora de Leiria, continua o seu 2016 em grande e são vários os projetos seus que têm concertos marcardos por países como Espanha, Alemanha, França e Reino Unido neste mês de outubro.

Os First Breath After Coma vão até Madrid, Berlim, Hannover, Reutlingen, Krefeld, Kassel e Londres apresentar o seu segundo disco, Drifters. Por seu lado, Surma vai até Sevilha e Nantes, sendo acompanhada pelos Les Crazy Coconuts em territórios gauleses. Os Few Fingers vão até Londres. 

Por cá temos Nice Weather For Ducks no Maus Hábitos, Les Crazy Coconuts no Curt'Arruda, Surma na ZDB a abrir para Alex Cameron, e Whales no Cambrafest.

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Nice Weather For Ducks apresentam novo disco no CCB a 4 de junho


Os Nice Weather for Ducks chegam dos arredores de Leiria e são um grupo de amigos que cresceram a ouvir dizer que a música estava na internet. Chegaram em 2012, curiosamente com a canção "2012" e com o seu primeiro disco, Quack. 

Muito viajados por Portugal e Espanha, já tocaram em festivais como Vodafone Mexefest, Bons Sons, NOS Alive, Fusing e Barco Rock. Em 2016 estão de regresso com o seu segundo álbum de estúdio Love Is You and Me Under the Night Sky, com edição a 3 de junho pela Omnichord Records.

A versatilidade das suas canções (com ADN rock mas cada vez mais assente na world music e na eletrónica) apresenta uma nítida evolução e maturidadee isso pode ser comprovado já no próximo dia 4 de junho, no Pequeno Auditório do CCB.

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

First Breath After Coma apresentam novo disco no CCB a 7 de maio


Os leirienses First Breath After Coma andam a apresentar o seu novo trabalho de estúdio, Drifter, um pouco por todo o país. Ontem atuaram no Hard Club e no próximo dia 7 de maio vão até ao Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém mostrar a sua sonoridade muito própria com influências pós rock.

O grupo fechou-se em estúdio a trabalhar neste novo álbum, gravaram sons de quase tudo o que os rodeava, perderam-se nas discografias da evolução do rock e da música eletrónica. Disto tudo resultou Drifter, que chega às lojas a 6 de maio via Omnichord Records, um dia antes do concerto na sala lisboeta.

Ao CCB, os First Breath After Coma trazem como convidados Noiserv e André Barros, que colaboraram neste segundo disco, e serão acompanhados por uma secção de metais.

"Salty Eyes" é o primeiro avanço deste novo trabalho e pode ser ouvido abaixo.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Omnichord Records celebra 4 anos com 5 novas edições


A Omnichord Records, editora leiriense, nasceu em 2012 e assume-se como uma editora e representante de vários músicos, trabalhando e promovendo as várias sonoridades que nos merecem uma imensa devoção. 

Passados quatro anos a editora sopra velas com cinco edições a caminho - regressos de First Breath After Coma e Nice Weather For Ducks aos discos (ambos com apresentações no CCBeat), a estreia de Surma, dos Whales (vencedores da última edição do Festival Termómetro) e dos Twin Transistors (confirmados para o Lisbon Psych Fest) - e ainda concertos de Few Fingers + Surma, a acontecerem no próximo dia 19 de fevereiro na Casa Independente.  Os bilhetes têm um preço de 4€ e os concertos têm início marcado para as 22h00.

Para além destes cinco lançamentos, a editora de Leiria em 2016 vai apresentar mais singles e vídeos para Les Crazy Coconuts, Few Fingers, Bússola e vai ter novidades do mítico colectivo de post-rock The Allstar Project e do compositor e pianista André Barros.


Biografia, via PR:

Os Few Fingers são Nuno Rancho e André Pereira e em palco fazem-se acompanhar por Luís Jerónimo e Paulo Pereira. Nuno Rancho é músico dos Dapunksport e dos Bússola, colaborou com os Indignu, liderou os Team Maria e, a solo, já lançou três discos e foi Novo Talento Fnac. André Pereira formou-se no Guitar Institute em Londres e tem acompanhado formações como Ultraleve, Team Maria ou Quem é o Bob?

Surma é Débora Umbelino, original de Leiria, mas o que nos traz vem de paisagens bem mais exóticas. Surma, é o seu projecto one-woman-band, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Phase regressam passados 14 anos para um concerto a 26 de Dezembro


Uma das bandas que marcou os anos 90 no movimento musical de Leiria está de volta. Falamos dos Phase, quarteto que regressa agora com a formação original - Luís Mendes, Ricardo Fiel, Filipe Rocha e Nuno Filipe - depois de uma década ocupada em projetos como Sean Riley & The Slowriders, David Fonseca, Born A Lion, The Allstar Project ou Dr. Majick. Os Phase fizeram Pop e Shoegaze como nunca se tinha ouvido por Portugal e depois de ”Dreams to Heaven” maquete de 1998, lançaram 52 minutes of Your Time em 2000, onde até a Rachel Goswell (Slowdive) marcou presença.

Foi numa noite em que todos se encontraram num bar, por mero acaso, que decidiram voltar ao estúdio. Neste regresso a banda decidiu pegar em temas que só tinham sido gravados em maquetes caseiras e dar-lhes nova vida. "State of Mind" é já o primeiro esboço dessa ideia. 


Não sabemos se vem aí uma nova fase dos Phase, mas sim que a banda vai atuar no Beat Club, Leiria,a 26 de Dezembro, numa espécie de “Omnichord dos Hospitais” (concerto no sábado entre o Natal e o Ano novo promovido pela Omnichord Records). No ano passado foram os Born A Lion e a apresentação dos Twin Transistors, este ano é o regresso dos Phase. O concerto começa às 00:30h e os Bilhetes custam 5€.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

LiveSessions no Armazém do Chá no dia 27 de Novembro com Les Crazy Coconuts e Surma


A 27 de Novembro, o Armazém do Chá recebe os concertos de duas das pérolas recentes da música feita em Leiria: Les Crazy Coconuts e Surma (1ª parte).

Os Les Crazy Coconuts juntam o sapateado com o rock e a electrónica e nos últimos dois anos passaram por grandes palcos como o Alive, Paredes de Coura ou Indie Music Fest. A banda vai até ao Porto mostrar o seu primeiro álbum editado este ano, muito elogiado tanta cá como lá fora, e recentemente estivemos à conversa com eles.



Surma, é o projecto one-woman-band de Débora Umbelino, onde domina teclas, samplers, cordas, vozes e loop stations em sonoridades que fogem do jazz para o post-rock, da electrónica para o noise e nos levam para paragens mais ou menos incertas, com paisagens desconhecidas e muito prazer na viagem.



As portas abrem às 22h30. O concerto de Surma começa às 23h15 e Les Crazy Coconuts às 00h00. Os bilhetes têm o custo de 5€ ou 10€ (com álbum), com oferta de 2 bebidas pressão.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Les Crazy Coconuts lançam álbum homónimo a 23 de outubro



No campismo de Paredes de Coura dois amigos decidem que vão fazer uma banda. Ela faz sapateado, ele toca bateria. Não fazia grande sentido e faltava ali qualquer coisa. Convidam um terceiro que canta e toca guitarra e teclas. Estão três que foi a conta que deus fez.

A ideia inicial era fazer uma banda que fizesse canções sem preocupação de estilos. Até podia haver kuduro progressivo ou metal com ferrinhos, se soasse bem. Depois da estreia na compilação Leiria Calling, de serem considerados a melhor banda nacional do Festival Termómetro, de estarem na final do concurso Nacional de Bandas da Antena 3 e de terem rodado por palcos como o NOS ALIVE Paredes de Coura, estreiam-se num disco que é uma viagem sonora (sem pausas) como se fosse uma homenagem ao conceito de programa de rádio de autor, com o selo da Omnichord Records.


Se recuarmos às décadas de trinta e quarenta dos Estados Unidos podemos constatar que foram os anos dourados, tanto do sapateado como da rádio, e se há coisa que os Les Crazy Coconuts gostam é de descobrir música nova. Apesar do sapateado ter um impacto sobretudo visual (veja-se um concerto), aqui o trio tenta explorar o conceito de canção e de ritmos, aliando o sapateado a vários géneros musicais, construindo um disco que parece mais uma viagem e menos um conjunto de canções avulsas.

Os Les Crazy Coconuts são Gil Jerónimo, Adriana Jaulino e Tiago Domingues e estão muito satisfeitos com o resultado.




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Bússola editam o seu primeiro EP a 16 de outubro


Num universo folk, com alma de voz e na guitarra acústica e corpo feito com arranjos de acordeão, contrabaixo, bateria e guitarra eléctrica, os Bússola estreiam-se no outono com músicas que parecem cruzar o verão com o inverno.

Pedro Santo, compositor de bandas sonoras de video jogos, já acumulava aventuras desde o rock à eletrónica, mas surge agora como voz de Bússola. Com outros quatro elementos que integram formações que vão da Orquestra de Jazz de Leiria aos Dapunksportif, passando pelos Few Fingers, apresentam agora o seu primeiro EP via Omnichord Records, com perspectivas de um LP para o final de 2016, para o qual já têm bastante material composto.

Este primeiro registo, composto por cinco temas, apresenta um mapa de amores e dissabores passados onde o registo intimista marca o norte desta Bússola.


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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Few Finger editam hoje "Burning Hands"


Os Few Fingers são Nuno Rancho e André Pereira. Nuno Rancho é músico dos Dapunksportif e dos Bússola, colaborou com os Indignu, liderou os Team Maria e, a solo, já lançou três discos e foi Novo Talento Fnac. André Pereira formou-se no Guitar Institute em Londres e tem acompanhado formações como Ultraleve, Team Maria ou Quem é o Bob?.

Apesar de já terem pensado muitas vezes em fazer algo juntos, o desafio de criarem um tema para a compilação Leiria Calling foi decisivo para que tenham começado a passar finais de tarde juntos em casa a comporem e a gravarem o que iam fazendo.

Sem pressas nem objectivos e ambições pré-determinados, o conjunto de canções gravadas em casa fez todo o sentido num disco que explora as dificuldades de criar e manter relacionamentos com outras pessoas, numa época em que aparentemente estamos todos ligados.


Burning Hands acaba por ser um disco de canções feitas ali naquele lusco-fusco onde conseguimos parar para pensar um bocadinho em como foi o dia e no que podemos fazer até cairmos de cansaço. Canções simples e despretenciosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie. O álbum é editado a 2 de Outubro via Omnichord Records.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Em Entrevista: André Barros

Estivemos à conversa com o André Barros, um dos melhores compositores nacionais, que em Maio 2015 editou pela Omnichord Records o seu segundo álbum Soundtracks Vol.I, onde reuniu as várias músicas que compôs para bandas sonoras.

Threshold Magazine: Olá André, tudo bem?

André Barros: Tudo óptimo! Obrigado pelo convite :)

TM: Como correram os concertos que deste na Casa da Música e no CCB agora em Junho?

AB: Os concertos correram bem e a reacção do público foi muito calorosa! Foi, de facto, um privilégio para mim poder pisar aqueles palcos, ainda para mais com as condições fantásticas que me proporcionaram, desde o desenho de luz ao técnico de som que me acompanhou, foram sem sombra de dúvida dois momentos que guardarei com muito carinho.

TM: O teu segundo disco Soundtracks Vol. I foi editado no final do mês passado. Como é que têm sido as reacções ao teu novo trabalho?

AB: Tenho tido a felicidade de ter uma forte promoção ao disco, o que desde logo permitiu receber várias opiniões sobre o mesmo e que têm sido, felizmente, bastante positivas! É extraordinário perceber que um disco “invulgar” (pois não é assim tão comum editar-se compilações de bandas sonoras em Portugal) pode ser tão bem acolhido pelo público em geral e despertar nele o interesse em assistirem às minhas actuações ao vivo. Têm sido umas semanas muito gratificantes para mim e para a minha editora.

TM: Ao ouvir Soundtracks Vol. I notamos algumas influências de Yann Tiersen, especialmente na música “The Passenger Who Never Left”, e Rodrigo Leão em “Babacar”. Podes-nos dizer quais as maiores influências na criação da tua música?

AB: Não tenho qualquer dúvida que esses, e tantos outros nomes de compositores conhecidos do público em geral, possam ser lembrados aquando do contacto com o meu trabalho, pois são, de facto, enormes influências minhas e que, invariavelmente e de forma muito intuitiva e irracional, contribuem para o meu processo criativo. Entre outros compositores/músicos que aprecio muito - dentro deste género musical - estão o Max Richter, Ólafur Arnalds, Wim Mertens, Clint Mansell, Philip Glass, Abel Korzeniowski, o agora falecido James Horner, entre tantos outros.

TM: Como é que normalmente funciona o processo criativo para produzir uma banda sonora? Segues as ordens do realizador e pegas na temática do filme para compor ou compões livremente e só depois a tua música é selecionada para fazer parte da banda sonora?

AB: O mais comum é ser-me enviado o guião do filme (antes mesmo de haver quaisquer filmagens) e eu começar, desde logo, a trabalhar em aquilo que poderá ser um possível tema principal. Vou também, logo aí, descobrindo qual a sonoridade geral que o filme procura e pensando na instrumentação a usar. De seguida, o realizador/produtora envia-me o chamado “rough cut” que poderá ser já do filme completo, ou apenas de algumas cenas em particular, e então aí começo a compor com mais detalhe, desenvolvendo possíveis temas de personagens e lentamente vamos sonorizando todo o filme até ter o aval final do realizador. Posso dizer que, normalmente, tenho imensa margem de manobra e que, invariavelmente (por sorte!), os realizadores têm gostado dos meus temas desde uma fase muito inicial, o que ajuda imenso no cumprir de prazos, sobrando mais tempo para afinar determinados detalhes antes da gravação final.

TM: Há algum realizador em especial com quem gostasses de trabalhar?

AB: Entre tantos e tantos nomes, posso destacar talvez o David Lynch se este voltasse a apostar num projecto semelhante ao The Straight Story (sendo que este foi um filme com uma toada bem diferente daquilo a que nos acostumou habitualmente)!

TM: E compositor ou músico? Por exemplo, The Legendary Tigerman e os escoceses Mogwai já participaram em algumas bandas sonoras…

AB: É uma resposta bem difícil de dar, pois há um sem número de músicos/projectos com quem adoraria trabalhar, portugueses e estrangeiros claro! Estes dois nomes seriam excelentes escolhas! Mas se tivesse de dar agora uma nome, talvez escolhesse o Kjartan Sveinsson, ex-pianista dos Sigur Rós, com quem aliás estive algumas vezes durante o meu estágio no Sundlaugin Studio, na Islândia. É um músico e compositor cujo trabalhou sempre me fascinou!

TM: Como é que te sentes ao saber que o teu nome já chegou a sítios tão conceituados como o festival de cinema de Cannes?

AB: É, acima de tudo, um privilégio poder ter já participado em projectos que têm tido excelentes críticas nos circuitos de festivais que fazem, e tudo isto funciona tão somente como um enorme estímulo para continuar com o bom trabalho e não desistir perante quaisquer adversidades, que infelizmente assolam a indústria da música e das artes em geral!

TM: Conta-nos como foi a tua experiência na Islândia. Como é viver num país tão diferente do nosso?

AB: Tive a possibilidade de estagiar no mítico Sundlaugin Studio (Álafoss, a cerca de 20/30 kms de Reykjavik), fundado pelo Sigur Rós, e é inegável que este tem uma mística qualquer que, inevitavelmente, passará pelo acolher os projectos desta banda que tem tido um impacto profundo no panorama actual da música. Desde a simplicidade, o rigor e a tranquilidade que reinam no estúdio durante as sessões de gravação, ajudando-me a amadurecer tantos aspectos da produção musical, à imponência visual profundamente deslumbrante daquele País passando pela vivência junto daquele povo tão peculiar e com quem podemos também muito aprender, tudo isto ficará para sempre comigo e influi naturalmente no meu processo criativo ainda hoje, ajudando-me a alimentar e a moldar a visão que procuro para o meu trabalho em geral. A experiência não poderia ter sido melhor! Nas diferenças culturais acentuadas e nas paisagens tão distintas das que estamos habituados, encontramos muitos pontos de contacto e, embora seja um pouco cliché dizer isto, acabamos por constatar que somos todos iguais independentemente da zona do globo onde vivemos!

TM: Pensas que se tivesses ficado em Portugal terias desenvolvido a tua educação musical como fizeste na Islândia? 

AB: Sim, acredito que sim. A experiência na Islândia foi de uma importância enorme para que pudesse estimular a minha vontade de singrar na música, embora ainda assim acredite que não haja sido decisiva nesta decisão. Absorvi ao máximo todo e qualquer ensinamento que me haja sido transmitido durante aquela estadia mas teria seguido este meu sonho independentemente do estágio ter acontecido ou não.

TM: Dada a situação atual da cultura portuguesa, pensas que se tivesses permanecido por cá terias tido a oportunidade de ter gravado o teu primeiro trabalho?

AB: Sim, claro que sim. É mais do que evidente que a indústria da música se encontra demasiado estrangulada pelas dificuldades notórias por que todos nós passamos, ainda assim com um investimento e empenho pessoais, tudo é concretizável, pelo menos até determinado momento... chegado este ponto - aquele em que temos de ser completamente autónomos e independentes sobrevivendo exclusivamente dá música – temos de tentar tudo por tudo para assegurar que a música não se tornou meramente um hobby mas sim algo do qual consigamos tirar o nosso sustento e, no meu caso, as bandas sonoras têm sido o meu balão de oxigénio.

TM: Quais são os planos para o futuro? Há já algumas músicas para bandas sonoras em mente?

AB: Terminei, muito recentemente, uma nova banda sonora – para a longa-metragem de ficção de Oliver Salk – e estou, neste momento, a trabalhar em mais duas bandas sonoras (para uma curta de ficção e para uma longa documental). De momento, para além de estar ocupado com o compor para bandas sonoras, estou também a ter alguns concertos de apresentação deste meu novo disco (tocando, no entanto, também vários temas do meu primeiro álbum Circustances), e vou ainda desenvolvendo o projecto que criei com a minha namorada, Joana Santos – os Melodium (www.melodiumproject.com), um projecto muito interessante que tem composições minhas para violoncelo a solo, interpretadas ao vivo por uma violoncelista e coreografadas e dançadas a solo pela Joana, tanto em dança clássica como contemporânea.

TM: Tens alguma banda sonora favorita?

AB: Tenho algumas que estão no mesmo patamar de eleição, mas destacaria talvez a de The Straight Story, do compositor Angelo Badalamenti.

TM: O que tens ouvido nas últimas semanas?

AB: Abel Korzeniowski e o português Valter Lobo!

TM: Esperamos que tenhas gostado da entrevista.

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