domingo, 3 de março de 2019

Cinco Discos, Cinco Críticas #43


De regresso a mais uma edição do Cinco Discos, Cinco Críticas desta feita com análises aos mais recentes discos dos norte-americanos Conduit, com o seu Drowning World (Kitschy Spirit, 2018); ao britânico QUAL com o EP Cyber Care (Avant! Records, 2019); ao norte-americano Panda Bear com o mais recente Buoys (Domino Records, 2019); aos estado-unidenses Monobody com o disco Raytracing (Soft Greens Music/ASCAP, 2018) e, para finalizar ao split entre Hirotika e Das Monstrvm - Sound Ov Machinas (Favela Discos, 2019). As críticas às referidas edições podem ler-se abaixo.


Drowning World | Kitschy Spirit | setembro de 2018 
8.5/10 

Os Conduit são um quarteto baseado em Nova Iorque, composto por membros e ex-membros dos Twin Stumps, Pop. 1280, White Suns, e Squad Car e, no ano passado lançaram o seu LP de estreia, o Drowning. A carreira discográfica dos Conduit é ainda marcada por um álbum gravado durante uma atuação ao vivo na estação de rádio WFMU e pela sua Demo (ambos estes trabalhos são de 2016). Destes dois trabalhos prévios, sobreviveram os temas "Hypnagog", "End Times" e "Reducer", sendo que estes dois se encontram em Drowning World na mesma sequência em que na Demo - o trabalho de onde foram resgatados/repescados. Em dois anos, é visível a maturação do projeto. Os Conduit saíram da garagem e poliram a sua sonoridade, mantendo-se ainda assim dedicados à exploração das fronteiras do noise experimental e da sua intersecção com o universo do punk visceral e sujo, o que os enquadra no mesmo plano sonoro dos Anxiety e dos Uniform. É também notável a melhoria substancial dos valores de produção em Drowning World quando comparado com os esforços anteriores da banda. O tempo dispendido na produção do disco traduz-se num output nítido que acrescenta definição (podemos discerner as várias camadas de vocais e instrumentação) sem retirar força à parede sonora que por vezes se abate sobre nós (basta compararem as versões mais datadas de "Reducer" e "End Times" com as versões do Drowning World). 
Em todos os sentidos, este é o primeiro disco "a sério" dos Conduit. Um testemunho do quanto a banda evoluiu e mais uma prova (como se fossem precisas mais) de que a música niilista feita com guitarras está viva. Para fãs dos Anxiety e dos Uniform.
Edu Silva



Cyber Care | Avant! Records | fevereiro de 2019 
8.0/10 

Cerca de um ano após a edição do EP Cupio Dissolvi e do vanguardismo estético do segundo longa-duração The Ultimate Climax, QUAL está de regresso às edições de estúdio com Cyber Care EP, o novo rebento de William Maybelline (Lebanon Hanover) que se estrutura ao redor de quatro potentes faixas. Se já nas edições anteriores QUAL se mostrava cada vez mais distante de géneros como o post-punk ou a coldwave, neste Cyber Care o produtor abraça em finito géneros como a EBM, o techno e a eletrónica mais obscura. É a nova evolução do ressuscitado movimento gótico que se está a fazer ouvir cada vez forte nas tendências. Num registo completamente incendiário QUAL inaugura o conceito deste novo EP através do tema homónimo "Cyber Care", um reflexo poderoso sobre a nova era digital e os contratempos associados, a funcionar como uma descarga rítmica de música altamente cybergoth. A estagnação significa a morte para William Maybelline e é por isso que a cada disco lançado, surge associada uma nova perspetiva musical. Agora a explorar bem forte o techno e a música industrial QUAL mostra ainda a ironia da vida contemporânea com a necro "Inject Your Mind" e, essencialmente, com os versos e a voz de "I Have To Return Some Video Tapes". A fechar com "Motherblood" (que vem retomar a estética musical de temas como “Rape Me On The Parthenon”) QUAL apresenta mais um trabalho que prima pelo resultado final.
Sónia Felizardo


Buoys | Domino Records | fevereiro de 2019
7.0/10

O regresso de Panda Bear às edições vem na forma de Buoys, o quinto (sexto se contarmos o disco homónimo, de 1999) longa-duração a solo do percussionista/ teclista/guitarrista dos norte-americanos Animal Collective. O sucessor do excelente Panda Bear Meets the Grim Reaper volta a contar com a produção de Rusty Santos, o mesmo que produziu Person Pitch no já distante ano de 2007 e que levou Noah Lennox para o estrelato da esfera indie
Naquele que pode ser considerado o seu álbum mais despido até à data, o músico residente em Lisboa explora novas estratégias formais num exercício de constante exploração que é tão satisfatório quanto polémico e divisivo. Como que uma versão moderna de Young Prayer, menos cacofónica é certo, Buoys aproxima-se das propriedades pastorais do disco de 2004. Menos cru e rudimentar que o supracitado, Buoys apoia-se numa forte componente instrumental, rica em texturas e efeitos subaquáticos que se complementam por uma forte linha de sub-graves. O fascínio de Noah pelas produções da música dub e, mais recentemente, do trap, levaram-no a explorar o potencial dos sons de baixa frequência, assim como o uso invulgar de auto-tune que lhe traz um caracter versátil e de grande plasticidade vocal. A tudo isto junta-se a constante dos acordes de guitarra, em repetições circulares e hipnóticas que são tão puras quanto alienadas. Acima de tudo, há uma sensação de conforto e de regresso a um porto que nos é, e sempre será, familiar e seguro.
Filipe Costa



Raytracing | Soft Greens Music/ASCAP | novembro de 2018 
8.4/10 

O segundo álbum da banda de Chicago Monobody é seguramente interessante, sinceramente até dir-se-ia mesmo que o registo - ou porque não, até mesmo a banda em si - é um hidden gem negligenciado por vários audiófilos no decorrer da reta final do ano que findou. A direção sonora da banda é de certo modo ambiciosa, nem que seja só no que toca a termos técnicos, pois propõe-se a cruzar o minimalismo provocador do math rock com a vivacidade contagiosa do jazz de fusão, duas estéticas tão díspares e que ao mesmo tempo, mantêm alguma similaridade devido ao facto de que partilham a tendência insistente em enveredar por riffs desafiantes e cativantes e por ritmos propícios a mudanças abruptas e alucinantes. Então conclui-se de que falamos aqui essencialmente de um pequeno behemoth que tanto bebe influências de bandas como Weather Report como de Don Caballero, e os resultados têm sido gradualmente estimulantes devido à mestria notável dos instrumentistas da banda e às imensas camadas sonoras dispostas de forma bem executada e bastante complexo. O tema-título, "Former Islands" e "Opalescent Edges" são exemplos do espírito aventureiro refletido no ADN musical destes meninos.
Ruben Leite



Sovnd ov Machinas | Favela Discos | janeiro de 2019 
6.5/10 

Sovnd ov Machinas é o primeiro lançamento do ano com o selo da portuguesa Favela Discos e surge da colaboração entre o português Das Monstrvm (um entusiasta dos campos D.I.Y.) e o artista japonês Hirotika (um anarquista autoproclamado). O disco surgiu devido ao grupo de Facebook Synthesizers and Drum Machines e conta com um total de nove faixas, cinco de Hirotika e quatro de Das Monstrvm, onde ambos partilham os mesmos métodos de produção e a visão de uma pista de dança a sentir forte e feio. Este split, que trabalha ao redor de géneros como o techno, a eletrónica e/ou industrial, foca-se numa música inibida de voz, a qual conduz o ouvinte a viajar pelas intermitências do seu pensamento e o convida a pensar na possibilidade de humanização das máquinas. De Hirotika os grandes destaques vão para temas como "Mundus Imaginalis" – com os sintetizadores iniciais a soar em jeito darkwave e posteriormente a avançar para territórios mais retro e techno - e ainda para a chapada sonora experimental "The Needle". Já de Das Monstrvm, as "jams" mais apelativas encontram-se em "What is left after" e no witch-house experimental de "and decadence". 
Em suma Sovnd ov Machinas é um disco que peca pelas suas músicas de desenvolvimento extremamente extenso mas que, contudo, surpreende pela imagética, conceito e história envolventes. Para os fãs destas andanças eletrónicas, o resultado será certamente positivo.
Sónia Felizardo

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Panda Bear apresenta Buoys na Culturgest


Janeiro marca uma nova etapa para Noah Lennox. O membro fundador dos brilhantes Animal Collective regressa este mês às edições como Panda Bear, o acarinhado moniker do músico sediado em Lisboa que nos deu alguns dos mais importantes discos da pop mais extravagante e progressiva a ser praticada no presente século. Buoys é o sexto trabalho de longa-duração do músico natural de Baltimore, que prossegue assim a sua saga de exploração de um universo muito próprio. 

A pop delicodoce e sonhadora de Buoys terá a sua apresentação ao vivo, pela primeira vez em Portugal, no próximo mês de abril, com uma atuação a ter lugar na Culturgest (Lisboa), no dia 24. O anúncio coincide com o lançamento de um novo tema de avanço, "Token", que recebeu trabalho audiovisual com assinatura Dean Blunt, que o dirigiu. Os bilhetes para o concerto possuem o custo único de 18 euros, podendo ser adquiridos aqui.



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domingo, 17 de junho de 2018

Esta semana: Animal Collective no Capitólio


Estamos a dias do regresso dos Animal Collective a Portugal. A convite da ZDB, Panda Bear e Avey Tare apresentam-se no Capitólio para um concerto imperdível onde irão tocar Sung Tongs na íntegra, o icónico álbum do coletivo de Baltimore que fez mossa no já distante ano de 2004. Aclamado pela crítica e acarinhado por um culto fiel e fervoroso, Sung Tongs influenciaria toda uma gama de artistas desde Dirty Projectors a Grizzly Bear, passando pela euforia dos tUnE-yArDs e Ponytail. Feels (2005), Strawberry Jam (2007) e Marriweather Post Pavillion (2009) confirmariam o legado dos Animal Collective como uma das bandas mais arrojadas e consistentes do panorama independente da década, mas foi do dadaísmo eufórico e puro de temas como "Leaf House" e "Kids On Holiday" que tudo se começaria a desenvolver.

O evento decorre na próxima quinta-feira, dia 21, e tem início pelas 22:00. A cargo da primeira parte estará Eric Copeland, dos caóticos Black Dice, em mote de apresentação do seu mais recente Goofballs, disco com selo DFA . Os ingressos ainda se encontram disponíveis ao preço de 25 euros.




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terça-feira, 1 de março de 2016

Bad Bonn anuncia lançamento de songbook e desvenda concertos de Março

 
O Bad Bonn anunciou que, para festejar o 25° aniversário da sala, lançará um songbook com tablaturas de vários músicos que já por lá passaram, desenhadas pelos próprios. Entre o lote de artistas, estão presentes Thurston Moore, Mac DeMarco, Panda Bear, Wire, Flaming Lips, Unknown Mortal Orchestra, Angel Olsen e muitos mais. O livro será lançado dia 10 de Março na mítica Rough Trade East em Londres, no dia 11 no Imito Kilbi Festival na mesma cidade, e dia 16 no próprio Bad Bonn. Podem ver em baixo todos os artistas presentes no songbook, e fazer a pre-order do mesmo aqui.



A sala também já desvendou as bandas que lá tocarão durante este mês, sendo dia 24 o ponto alto, com Soviet Soviet e Ringo Deathstarr. Confiram a programação completa aqui.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Os melhores álbuns de 2015


Muitos foram os álbuns que ouvimos neste ano de 2015, mas nem todos podem figurar nas listas de final de ano. Desta forma, e tendo em conta os gostos díspares e comuns, fica em baixo a lista dos 25 melhores álbuns no geral para a redacção da Threshold Magazine.

25
Father John Misty – I Love You Honeybear



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24
Allen Halloween  Híbrido



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23
Jamie XX  In Colours



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22
Neon Indian – Vega Intl. Night School



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21
A Place To Bury Strangers – Transfixiation



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20
 Beach House  Thank Your Lucky Stars 



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19
Sufjan Stevens  Carrie & Lowell



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18
 Joanna Newsom  Divers



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17 
Atila – V



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16
Vince Staples – Summertime ‘06



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15
 Panda BearPanda Bear Meets the Grim Reaper



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14
Grimes – Art Angels 



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13
Oneohtrix Point Never – Garden of Delete



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12
 Beach House  Depression Cherry



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11
Thee Oh Sees  Mutilator Defeated At Last



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10
Death Grips  Powers That B 



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9
Pega Monstro  Alfarroba



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8
Spectres – Dying



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7
Chelsea WolfeAbyss



6
Julia HolterHave You In My Wilderness


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5
The Soft MoonDeeper


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4
Metz – II



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3
Courtney BarnettSometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit



2
Viet Cong – Viet Cong 



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1
 Kendrick Lamar – To Pimp A Butterfly 



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sábado, 28 de novembro de 2015

Vídeos da Semana #70


Depois de uma semana de pausa a rubrica dos Vídeos da Semana volta em grande com trabalhos audiovisuais de MMOTHS, Panda BearChastity Belt, PINS e Ducktails.

1 - MMOTHS - "Deu"

2 - Panda Bear - "Crosswords"

3 - Chastity Belt - "Lydia"

4 - PINS - "Got It Bad"

5 - Ducktails - "Don't Want To Let You Know"

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domingo, 15 de março de 2015

Reportagem: Panda Bear - GNRation [Braga]

Dia 12 de Março o projecto musical a solo de Noah Lennox, membro fundador dos Animal Collective, apresentou-se no GNRation, em Braga, para uma Blackbox esgotada. Panda Bear Meets The Grim Reaper, o quinto álbum do artista americano residente em Lisboa, foi recentemente editado pela Domino e tem vindo a receber críticas muito positivas por parte da crítica internacional especializada.


O concerto começou com “You Can Count On Me”, faixa de abertura de Tomboy, editado em 2011. Seguiram-se então os dois singles de PBMTGR: primeiro "Boys Latin", depois "Mr. Noah", sendo esta a primeira surpresa do concerto, visto que esta faixa não tem feito parte dos alinhamentos dos últimos concertos de Panda Bear. O público agradece e ouvem-se os primeiros aplausos. Num concerto essencialmente centrado no seu último disco, houve tempo ainda para mais duas surpresas no alinhamento: “This Side Of Paradise”, do EP Mr. Noah, editado no ano passado, e “Alsatian Darn”, de Tomboy, sendo que esta última resultou especialmente bem ao vivo. Uma surpresa bastante agradável que decorreu já no fim do concerto. 


O concerto serviu-se de uma forte componente visual, com recurso às imagens de cunho psicadélico e bizarro de Danny Perez, e pelos constantes disparos de luz e strobes que dificultavam a visualização da performance aos que se encontravam mais próximo do músico proveniente de Baltimore. O momento mais marcante do concerto seria assinado por uma bonita rendição de “Tropic Of Cancer” uma belíssima canção que reflete a inevitável condição humana entre a dicotomia vida/morte. Afinal, esta é uma das principais características de PBMTGR, um álbum envolto na ideia da perda constante que é contrastada pelos seus beats de cariz groovy e hip hop.


Passando ainda por temas como “Sequential Circuits” e “Come to Your Senses”, o concerto terminou com “Acid Wash”, a faixa que encerra PBMTGR. Há que admitir que um encore composto por uma “Surfer’s Hymn” ou uma “Last Time At The Jetty” caíria que nem uma luva, mas não se pode ter tudo. Para os fãs mais acérrimos, apesar de não ser uma surpresa, faltaram os temas de Person Pitch, mas nada que impedisse o concerto de proporcionar um bom espetáculo que será, muito provavelmente, a última oportunidade de assistir Panda Bear ao vivo em Portugal no restante ano, visto que este se prepara agora para trabalhar em estúdio com o seu coletivo.

Setlist: 
You Can Count On Me 
Boys Latin 
MR. Noah 
This Side of Paradise 
Sequential Circuits 
Come To Your Senses 
Tropic Of Cancer 
Alsatian Darn 
Acid Wash

Texto: Filipe Costa
Fotografia: Sofia de Sousa

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domingo, 8 de março de 2015

Programação do GNRation para Abril, Maio e Junho



O GNRation, por onde passaram no último trimestre artistas como Weyes Blood e Pete Kember (Spacemen 3), vai receber concertos de vários artistas de destaque durante Abril, Maio e Junho. Entretanto, até ao fim de Março, irá contar com concertos de Panda Bear e de Stephan Mathieu.

A arrancar o mês de Abril, nos dias 16 e 17, estará presente em Braga o artista japonês Aki Onda, que irá dar um workshop, para além de apresentar o projecto "Ressonâncias da cidade", que o levará  a percorrer a cidade de Braga para descobrir e registar sons em cassetes e walkmans, material que posteriormente mostrará em concerto. Dia 24 irá actuar o duo de hip hop Shabazz Palaces, que editou no ano passado o álbum Lese Majesty.



Dia 9 de Maio irá marcar o regresso da compositora francesa Cécile Schott, mais conhecida por Colleen, ao nosso país. Dia 15 actuam o guitarrista Peixe e a Nova Orquestra Futurista do Porto. Dia 29 os Sensible Soccers vão juntar-se à artista visual Laetitia Morais para uma residência artística onde irão conceber Paulo, um espectáculo especial que resulta da iniciativa conjunta do GNRation, Teatro Maria de Matos e Curtas de Vila do Conde - Festival Internacional de Cinema.

O duo americano de música electrónica Matmos irá apresentar-se no dia 27 de Junho, no qual irão dar um concerto, e no dia 28, para realizar um workshop. 

Durante este trimestre o GNRation contará com a a continuação do ciclo Primeiros Bits. Serão também apresentados o projecto Outros Cantos, a instalação interactiva WIDE/SIDE e a exposição Fora e Dentro.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Panda Bear and Sonic Boom - Greeting The Reaper [Mini-Doc]


O novo álbum de Panda Bear - Panda Bear Meets the Grim Reaper - marca o segundo registo do vocalista dos Animal Collective com o co-produtor Pete Kember (Spacemen 3) aka Sonic Boom. Os dois voltaram a reunir-se desta vez para um mini documentário de cerca de 15 minutos onde vemos os dois a trabalhar neste segundo álbum, em Lisboa, cidade onde mora Panda Bear. No documentário é ainda possível ver os dois no Zoo.


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

[Review] Panda Bear - Panda Bear Meets the Grim Reaper

Panda Bear // Domino // Janeiro de 2015
5.9/10

Noah Lennox AKA Panda Bear AKA o baterista dos Animal Collective marca o seu regresso às edições neste ano de 2015, com o LP Panda Bear Meets the Grim Reaper.
Depois do Tomboy em 2011 e do EP Mr Noah editado o ano passado, o norte-americano radicado em Lisboa traz-nos mais uma saraivada de faixas onde a sua fórmula sonora — electrónica salpicada de psicadelismo e reverberação — continua a ser a sua assinatura. 
Essencialmente, é nisto que o álbum assenta.
E, infelizmente, a crítica podia resumir-se a isto.

Podia falar-vos de como a rica lírica que acompanha as ondas rítmicas ajuda a compor um complexo corpo musical, mas essa não esta lá.
Podia falar-vos dos momentos de tensão ou das eventuais quebras na amplitude sonora ao longo do disco por forma a causar sobressalto no ouvinte e/ou a introdução de momentos ao longo do mesmo, pensados para não fartar a audiência e dar aquela sensação de “estar sempre a ouvir a mesma coisa”, mas tal não se verifica — culpa da repetição de algumas partes da lírica e dos “deixa andar” durante vários minutos com o mesmo jogo de samples e arranjo rítmico análogo.
Há casos em que um disco precisa de ser ouvido do início ao fim por forma a conseguir fazer uma leitura do mesmo. Neste Panda Bear Meets the Grim Reaper o nível de complexidade não é suficientemente profundo para decompormos a obra e fazer múltiplas interpretações. No entanto, há algumas boas faixas pelo meio deste PBVMGR.
Mas, para mim, o maior problema deste álbum é a sensação de que falta qualquer coisa. 
Poderia ser uma lírica mais rica, uma camada de som melhor trabalhada que nos permitisse construir a nossa própria narrativa ou então uma organização rítmica um pouco mais dinâmica ao longo de todas as faixas (tudo me soa ao mesmo, e digo isto no mau sentido). Poderia ser algo disto que eu enunciei anteriormente, poderia ser outra coisa, mas assim como está, o disco deixa-me uma sensação de vazio e, depois de algumas audições, aborrecido, porque a sensação que perdura é a de estarmos sempre a ouvir a mesma música.

Contudo, este Panda Bear Meets the Grim Reaper reserva algumas faixas que eu aprecio bastante — a par da "Mr Noah" já lançada o ano passado no EP homónimo, o meu destaque vai para a Tropic Of Cancer, uma espécie de homenagem aos Beach Boys.
E este PBVMGR não deixa de ser um bom esforço por parte de um reputado produtor que não compromete o trabalho anterior.
Mas salvo raras excepções, o génio de Lennox não fica tão evidenciado neste trabalho como em empreitadas anteriores. Em suma: 
Dentro do género, há melhor.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Panda Bear - "The Preakness" (Demo)


A versão japonesa de Panda Bear Meets the Grim Reaper, o mais recente trabalho de Panda Bear, lançado na passada semana, veio acompanhada por uma faixa bónus. A versão demo de  "The Preakness", música que faz parte de Animal Collective Sneaker Cassette (2011), pode agora ser ouvida em baixo.

"The Preakness" (Motorik Demo), traz uma percussão bastante semelhante a "The Purple Bottle", original da sua banda, Animal Collective


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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Panda Bear em Portugal


Noah Lennox aka Panda Bear, membro dos Animal Collective, dará dois concertos em Portugal em Março de 2015. O americano tocará dia 11 em Lisboa, no Teatro Maria Matos, e dia 12 no GNRation em Braga.  O concerto em Lisboa tem início às 22.00H, enquanto que em Braga arranca às 22.30H.


Preços: 

Teatro Maria Matos: 18€ (com descontos 9€) 

GNRation: 12€

"Panda Bear Meets The Grim Reaper" será lançado em Janeiro do próximo ano, e o primeiro single "Mr Noah" já se encontra disponível.


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Panda Bear detalha 'Panda Bear Meets the Grim Reaper'


Depois de ter vindo a lançar teasers, nos últimos meses, sobre as perspectivas de Panda Bear Meets the Grim Reaper, Panda Bear acaba de confirmar que o novo álbum chegará no próximo ano, a 13 de Janeiro. A somar a isto ele também está a dar um EP de teasers  do novo trabalho a qual atribuiu o nome de Mr. Noah.

Assim este EP, que conterá quatro faixas, é editado oficialmente hoje, a 23 de Outubro, pela Domino Records e traz três singles novos que não estarão presentes no novo álbum. A somar a isto Noah Lennox revelou ainda a tracklist do novo álbum (que conterá 13 singles), bem como a do respectivo EP, a ver em baixo.


Panda Bear Meets the Grim Reaper's Tracklist: 

1. Sequential Circuits 
2. Mr Noah 
3. Davy Jones' Locker 
4. Crosswords 
5. Butcher Baker Candlestick Maker 
6. Boys Latin 
7. Come To Your Senses 
8. Tropic of Cancer 
9. Shadow of the Colossus 
10. Lonely Wanderer 
11. Principe Real 
12. Selfish Gene 
13. Acid Wash 

Mr. Noah EP's Tracklist:

1. Mr Noah 
2. Faces In The Crowd 
3. Untying the Knot
 4. This Side Of Paradise


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