sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

STREAM: Pop. 1280 - Way Station


Depois de uma pausa de mais de três anos nas edições longa-duração de estúdio, os norte-americanos Pop. 1280 regressam agora com Way Station, disco que chega tarde no ano, mas sempre a tempo de integrar as listas dos lançamentos de qualidade. A banda que integra agora um novo alinhamento e uma pele nova - na alçada da belga Weyrd Son Records - apresenta um disco tecido num novo modelo musical com a exploração de sons expansivos, ritmos melódicos e as ambiências do industrial, tão característicos do seu trabalho.

Deste Way Station, que vem dar sucessão a Paradise (2016, Sacred Bones Records), já tinham anteriormente sido divulgados o EBM industrial-inspired e super poderoso "Boom Operator" e a malha experimental "Under Duress". Além dos referidos destaque ainda para "Doves", malha clássica no currículo dos Pop. 1280; "Monument", tema colossal a reviver em grande as origens do industrial com rasgos da eletrónica contemporânea; e ainda o purgatório de "Empathetics", que não deixa qualquer um indiferente. Way Station pode reproduzir-se na íntegra abaixo.

Way Station foi editado esta sexta-feira (6 de dezembro) em formato vinil e CD pelo selo Weyrd Son Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.



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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Pop. 1280 laçam novo disco em dezembro


Depois de três discos na conceituada casa Sacred Bones Records, os Pop. 1280 vão lançar o sucessor de Paradise (2016) na belga Weyrd Son Records. O quarto disco de originais da banda sediada em Nova Iorque chega às prateleiras no último mês do ano e vê agora revelado o primeiro tema extraído do disco, dos onze que compõem o alinhamento, "Under Duress". Sem se descurarem das raízes do industrial e reminiscências punk que têm caracterizado a sua discografia os Pop. 1280 apresentam um tema que é minimal, mas ainda assim bastante denso, poderoso e perspicaz.

Segundo a nota de imprensa, a génese deste novo disco surgiu quando a banda já estava nos toques finais do seu terceiro trabalho de estúdio, quando descobriram que o baterista Andrew Chugg ia deixar a banda.  Pouco tempo depois o teclista Allegra Sauvage também deixou a banda e os Pop. 1280 apresentam-se agora em formato renovado, num disco que promete ser bem mais experimental que o anterior.


Way Station tem data de lançamento prevista para 6 de dezembro em formato vinil e CD pelo selo Weyrd Son Records. Podem fazer a pre-order da vossa cópia aqui.


Way Station Tracklist:

01. Boom Operator 
02. Under Duress 
03. The Convoy 
04. Doves 
05. Hospice 
06. Monument 
07. Empathetics 
08. Leading The Spider On 
09. The Deserter 
10. Home Sweet Hole 
11. Secret Rendezvous

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Reportagem: Pop. 1280 [Teatro Rivoli]



Os Pop. 1280 passaram na passada sexta feira pelo Rivoli para mais um concerto Understage em parceria com a Lovers & Lollypops, uma interessante iniciativa por onde já passaram nomes como Aisha Devi e Puce Mary pelo preço simbólico de 5 euros. Decorrido na sala ideal, num espaço bruto e com as estruturas metálicas que suportam o palco do Rivoli visíveis, os Pop. 1280 apresentaram-se pela primeira vez no Porto em mote de apresentação do disco Paradise, de 2015, assim como a mais recente cassete editada pelo grupo norteamericano, Pulse.

Ainda estavam apenas a testar o som e a experimentar os primeiros acordes e já se percebia que a coisa ia ser barulhenta. Volume no máximo e uma guitarra de som metálico e cortante faziam ecoar as paredes da sala. Já com a banda completa em palco, os Pop. 1280 não tardaram em apresentar os seus temas, com principal foco nas faixas de Paradise, um álbum mais interventivo e com uma sonoridade mais industrial, ignorando em grande parte os temas do seu trabalho anterior e do excelente primeiro disco The Horror
Ao segundo tema, os Pop.1280 revisitaram “Step Into The Grid”, retornando ao som menos arrojado e à produção mais crua dos seus primeiros lançamentos. Em “In Silico”, uma das faixas mais representativas do seu último disco, Chris Bug grita-nos de forma voraz “I dream in infra red”, demonstrando o lado mais crítico e consciente desta nova fase da banda.




O som apresenta-se no máximo de princípio ao fim, e a intensidade nunca desvanece durante todo o concerto. Chris Bug incentiva o público a aproximar-se do palco, proporcionando uma experiência mais próxima e calorosa com a banda. O espaço é mais do que apropriado para o tipo de concerto, e contribui em boa parte para o bom ambiente e experiência a que se assistiu. Num concerto relativamente curto, ouviram-se outros temas do mais recente disco, incluindo o tema de abertura “Pyramids On Mars”. Terminado o concerto, a banda regressou ao palco para um breve encore que contou com mais uma música apenas, tocada com toda a ferocidade presente no resto do concerto.


Os Pop. 1280 conseguiram, assim, uma passagem pela cidade do Porto que não terá desiludido ninguém, com muita energia do princípio ao fim e um som capaz de nos danificar os tímpanos, como seria de esperar. Não faltaram boas malhas post punk e muito noise de paisagens industriais e uma consciência política por parte dos seus membros que nos rugiram com as verdades cruas e feias da sociedade em que vivemos.




Texto: Filipe Costa
Fotografia: Renato Cruz Santos

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domingo, 11 de setembro de 2016

Pop.1280 estreiam-se esta semana no nosso país


O coletivo norte-americano de post-punk industrial Pop. 1280 vem até Portugal na próxima semana para nos apresentar o seu mais recente álbum editado este ano pela consagrada Sacred BonesParadise, assim como uma nova cassete, Pulse, gravada durante as sessões que resultariam no mais recente longa-duração.

A banda inseriu na sua tour europeia três concertos no nosso país:

14 de setembro - ZDB (Lisboa)
15 de setembro - Covil da Preguiça (Leiria)
16 de setembro - Teatro Rivoli (Porto)

Na ZDB os bilhetes têm o custo de 8€ enquanto no Porto, promovido pela Lovers & Lollypops, e em Leiria, os bilhetes custam 5€.


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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Pop. 1280 em Portugal


2016 é o ano em que o coletivo norte-americano de post-punk industrial visita (finalmente) o nosso país. Será em setembro que os Pop. 1280 nos irão apresentar Paradise, o seu mais recente LP. 

As datas estão na página de facebook dos Pop. 1280 bem como no site oficial da Sacred Bones.

Abaixo ficam as datas e um extrato do distópico Paradise dos Pop. 1280. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes. Mais em setembro.

14 de setembro - ZDB (Lisboa)
15 de setembro - Covil da Preguiça (Leiria)
16 de setembro - Teatro Rivoli (Porto)


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

[Review] Pop. 1280 - Paradise


Paradise // Sacred Bones Records // janeiro de 2016
5.5/10

Os nova-iorquinos Pop. 1280 iniciaram carreira em 2008 intitulando a sua música/género musical de cyberpunk. O vocalista Chris Bug e o guitarrista Ivan Lip decidiram recrutar membros que nunca tinham tocado um instrumento e juntaram-se ao "baixista" John Skultrane e ao "baterista" Andrew Smith, que não fazem atualmente parte da banda. O primeiro longa-duração oficial do quarteto surgiu apenas em 2012, sob o nome de The Horror, levando o selo da conceituada Sacred Bones Records, editora com que se estrearam em 2010 aquando da edição do EP The Grid. Um ano depois de The Horror editam Imps of Perversion e seis anos depois da estreia na Sacred Bones, o quarteto lança agora Paradise, o terceiro disco de estúdio, cuja análise segue descrita adiante.

Paradise é um álbum com uma estética de difícil assimilação principalmente pelo facto de ter como base o industrial e algum noise rock, géneros que tão facilmente podem ser odiados como adorados. Depois, porque é um álbum sobre os males que à tecnologia trouxe ao mundo moderno, uma “avaliação” que facilmente é feita tendo em conta uma opinião subjetiva e, ainda, porque aposta fortemente em baterias eletrónicas e sons sintetizados. Isto torna-se mais claro ao ouvir “Pyramis On Mars”, primeiro single de avanço deste terceiro disco, que abre logo num ambiente sinistro provocado pelos referidos sintetizadores e violoncelos. Um single que musicalmente funciona como uma representação de um pesadelo trazendo ainda referências ao horror-punk apresentado nos primeiros trabalhos.

A maior fraqueza no industrial é não conseguir prender o ouvinte e mantê-lo motivado com o passar do tempo e os Pop. 1280 tentam contrariar este efeito reproduzindo em guitarras barulhentas a áurea cibernética. O resultado, apesar de bom, reflete um disco que só se deixa ser escutado em alturas muito específicas. "Phantom Freighter", "In Silico" e "Chromidia" são três bons exemplos desta conjugação que resultam numa pequena amostra por si só muito monótona e consequentemente aborrecida (o noise também não facilita).

No final são poucos os singles que são realmente bons a ponto de conseguirem fortalecer uma audição prolongada face à concorrência enorme que existe no mercado. O single homónimo "Paradise" é uma das surpresas do álbum e uma das músicas mais importantes neste trabalho. É aqui que se abre espaço para pensar realmente nos problemas da tecnologia na vida moderna. O presente single poderia facilmente ter sido usado por Stanley Kubrick na banda sonora do 2001, Odisseia no Espaço, se tivesse sido produzido nos anos 60, pena não haver a tecnologia a que hoje se tem acesso no mundo musical. Talvez aqui os Pop. 1280 soassem a algo como Pierre Schaeffer, como o demonstram na introdução de "Rain Song", a música mais inventiva deste terceiro disco.

Uma nota não traduz um disco porque este é feito de músicas boas e músicas menos boas. Veja-se para já que Paradise tem três músicas muito boas que, se servirem de base para o próximo disco dos Pop. 1280, a banda fará certamente um dos melhores discos de sempre da sua discografia, e pode fazê-lo se souber conjugar este método com o cyberpunk com que os próprios se caracterizam. Paradise é, no seu todo, um disco "ok", com músicas mais apropriadas para experienciar ao vivo que ouvir propriamente em disco; não deixa de ser um disco mau, é apenas menos bom.

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