segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O jazz vai andar em romaria pelo centro do Porto com a segunda edição do Clubedo


No próximo mês irá decorrer a segunda edição do Clubedo, a romaria jazz por excelência que se propõe a reavivar o circuito de clubes e salas da cidade com propostas urgentes, novos discos e projectos em trânsito de relevância internacional. Depois de uma primeira edição incluída no Festival Porta-Jazz em 2018, o evento acontece em separado, numa antecipação ao que será o festival marcado para fevereiro. A ter lugar entre os dias 6 a 14 de dezembro, o Clubedo é curado e organizado pela Associação Porta-Jazz e propõe uma visita às diversas linguagens jazz do agora num ciclo de concertos por várias salas icónicas da cidade.

Reunindo artistas de renome, jovens certezas e parcerias internacionais, o Clubedo propõe-se a olhar e pensar o jazz enquanto organismo vivo e em constante renovação. O evento é um convite à descoberta do jazz e dos espaços que habita, num percurso estendido ao longo de dez dias, com onze concertos, um encontro de escolas e oficina, um lançamento de disco, colaborações inéditas e regressos aguardados. Pelo Porto actuam Luís Lapa & Pé de Cabrao Trio JoãoPuzzleNorth Camels Large EnsembleWizFilipe Teixeira Trio “Tao”Sexteto Mário Santos “bloco A6”Galip “Cale”Aladdin KillersPaula Sousa e Ohad Talmor Trio.

Clubedo inicia o caminho em direção ao evento-essencial dos principais agitadores da cultura jazz na Invicta, o Festival Porta-Jazz, que tem a 10ª edição apontada para os dias 7, 8 e 9 de fevereiro de 2020 no Teatro Rivoli. A política de preços dos bilhetes para os concertos do Clubedo será a mesma que a praticada por cada sala durante o ano, variando entre a entrada livre e os 8€. Os Membros da Porta-Jazz terão entrada livre em. todas as sessões.


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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Fotogaleria: Amplifest [Hard Club, Porto]


O muito aguardado Amplifest regressou no passado dia 12 de outubro, três anos depois da sua última edição. O Hard Club abriu mais uma vez as portas ao "melhor fim de semana do ano", que contou com casa cheia em ambos os dias. Esta edição contou com grandes nomes que exaltaram o ecletismo, a vanguarda e o talento num fim-de-semana onde todos foram cabeças-de-cartaz. Alguns nomes foram repetentes nestas andanças, como Amenra e Deafheaven, enquanto outros foram novidades no festival, como Touché Amoré, Daughters ou Birds in Row

Nós marcámos presença neste memorável fim de semana organizado pela Amplificasom, que pode ser revisitado através das fotogalerias em baixo ou aqui e aqui.


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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Swans de regresso ao Hard Club em 2020

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Numa ocasião única em território nacional, a banda veterana do movimento no-wave Swans, liderada pelo sempre enigmático Michael Gira, irá regressar no dia 10 de maio do próximo ano ao Hard Club no Porto. O pretexto para tal ocasião será o novo álbum do projeto leaving meaning, a ser lançado no dia 25 de outubro, mas também haverá certamente espaço para outros temas populares da longa carreira da banda. Gira irá ter consigo neste alinhamento do coletivo os membros Christoph Hahn, Phil Puleo e Christopher Pravdica, para além de Dana Schecter (Insect Ark e ex-Angels of Frost) e um dos nomes maiores da eletrónica experimental atual Ben Frost.

A primeira parte estará a cargo do ex-membro da banda Norman Westberg, e os bilhetes já podem ser adquiridos por este link.

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domingo, 6 de outubro de 2019

Fotogaleria: Keiji Haino [Auditório de Serralves, Porto]


Na passada quinta-feira, teve lugar no Auditório de Serralves uma performance sonora de Keiji Haino. O nipónico que já tinha feito tremer as paredes daquele Auditório aquando da sua passagem em 2006, onde teve lugar uma performance audiovisual na qual Haino interpretou uma banda sonora para a película At Land de Maya Deren ao vivo e em simultâneo com a exibição do filme. Treze anos depois, Haino proporcionou-nos mais um concerto a solo, desta vez num registo livre e de completa improvisação e experimentação sonora em formato voz e eletrónica que testou os limites da acústica da sala bem com a resistência da sua audiência.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Sly & The Family Drone + Stef Ketteringham em Portugal


Depois de nos terem visitado na edição de 2017 do Milhões de Festa, os Sly & The Family Drone regressam a Portugal este mês para apresentarem Gentle Persuaders, o seu mais recente longa duração, lançado em abril deste ano. O colectivo londrino irá passar por Lisboa no dia 29 de outubro, no dia 30 por Leiria para um concerto no Texas Bar e no dia de Halloween, 31 de outubro, sobe até ao Maus Hábitos no Porto para mais uma Corpo de Santo, um evento com a assinatura da Lovers & Lollipops

Em todas as datas dos Sly & The Family Drone a primeira parte estará a cargo de Stef Ketteringham, membro dos extintos shield your eyes


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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Cinco nomes a não perder no Amplifest 2019


Já falta menos de um mês para todos os caminhos irem dar ao Hard Club. O Amplifest regressa nos dias 12 e 13 de outubro e já se encontra esgotadíssimo, depois dos últimos bilhetes diários terem voado numa manhã.

Assim que se abrirem as portas do próxima edição do Amplifest, terão passado pouco mais de três anos desde a última edição. Mais do que um festival, o Amplifest é o evento que reune toda a filosofia da Amplificasom num fim-de-semana que se pretende único e irrepetível; onde é assumido um compromisso inquebrável com a arte e com o enriquecimento cultural, sendo todo o alinhamento seleccionado nesse sentido: eliminando o que é supérfluo e exaltando o ecletismo, a vanguarda e o talento num fim-de-semana onde todos são cabeças-de-cartaz.

Em jeito de antevisão e apesar de considerarmos que todos os concertos desta edição são imperdíveis, iremos falar sobre cinco nomes que vão ajudar a tornar esta edição do Amplifest um dos melhores eventos do ano.


Amenra

Os belgas Amenra já são bem conhecidos para quem segue o Amplifest desde a sua origem. Depois de terem participado nas edições de 2012 e 2015, eis que a banda de Colin H. van Eeckhout, Mathieu Vandekerckhove, Bjorn Lebon, Lennart Bossu e Levy Seynaeve regressa uma vez mais para nos trazer a sua missa, onde a liturgia é acompanhada por um sludge/doom inigualável, caracterizado por atmosferas sombrias e intensidade espiritual. Fundadores do colectivo Church of Ra (onde também se incluem os Oathbreaker ou os The Black Heart Rebellion, bandas conhecidas pelos seguidores do festival), os Amenra são liderados por Colin H. van Eeckhout (que também já passou pelo Amplifest com o seu projeto a solo - CHVE) que, juntamente com as projeções e os sons em seu redor, criam uma experiência de uma intensidade imensurável, enfiando os seus tentáculos na alma de quem presenceia, quase forçando um qualquer tipo de emoção coletiva e incapacidade de desviar o olhar do desespero no palco. 

Um ponto importante para a banda foi o seu ingresso na Neurot Records, uma editora fundada por membros de Neurosis, onde lançaram o seu álbum Mass V. Agora, celebrando os vinte anos como banda e apresentando pela primeira vez em Portugal o aclamado Mass VI, os Amenra têm regresso marcado ao Amplifest, o seu lar espiritual no nosso país, no dia 12 de outubro.




Deafheaven

Os americanos Deafheaven foram, nesta década, a banda mais popular do blackgaze. Misturando elementos de black metal com as texturas etéreas do shoegaze e do pós-rock, alcançaram uma grande popularidade dentro dos fãs de música alternativa com o seu segundo álbum, Sunbather. Foram e ainda são alvo de alguma controvérsia por não abraçarem completamente o metal, mas ao mesmo tempo é isso que atrai os seus fãs.

A banda tem vindo a desenvolver a sua sonoridade ao longo dos anos e o álbum mais recente, Ordinary Corrupt Human Love, é aquele em que mais se afastam das convenções do black metal. A voz continua agressiva e a bateria rápida e explosiva, mas são integrados melodias e solos de guitarra que parecem saídos do rock alternativo dos anos 90. Surge uma mistura de géneros musicais surpreendente, mas eficaz, como se pode notar nos singles “Honeycomb” e “Canary Yellow”. Em contrapartida, o seu lançamento mais recente, o single “Black Brick”, é provavelmente a música mais pesada e direta da sua discografia. Uma faixa de black metal opressivo e brutal que revela uma nova faceta da banda.

Os Deafheaven vão tocar pela terceira vez no Hard Club no dia 13 de outubro. Será a sua segunda passagem pelo Amplifest, após a estreia na edição de 2013.



Touché Amoré

Oriundos da sempre diversa cena de Los Angeles, California, a banda Touché Amoré, acarinhada pelos fãs das sonoridades post-hardcore e screamo, não é estranha do público português. Com um culto intenso ao redor da banda desde a estreia da banda, e depois de há dois anos terem vindo em conjunto com outro nome grande desta mais recente vaga americana de sonoridades agressivas, Code Orange, ao RCA Club em Lisboa e ao Hard Club no Porto, os Touché Amoré regressam para se juntarem aos flancos da mais recente edição do Amplifest, trazendo a sua sonoridade sempre emergente de riffs dissonantes, vocais emocionais e ritmos angulares. 

Na mala, trazem motivos de celebração, devido ao primeiro álbum de estúdio ...To the Beat a Dead Horse contar dez anos de existência em 2019 e servir de mote para a regravação do mesmo com nova roupagem e uma produção mais atual (apropriadamente chamado Dead Horse X), mas certamente também se pode esperar a presença do resto da discografia no alinhamento. Os Touché Amoré marcarão presença no Hard Club no dia 13 de outubro.



Bliss Signal

Bliss Signal é o resultado da comunhão entre James Kelly e Jack Adams. O primeiro, figura conhecida nas lides da música de extrema com os saudosos Altar of Plagues, é também um agitador das tendências electrónicas enquanto WIFE, o seu projeto a solo com um foco nos subs e nas batidas. Já o segundo assina produções enquanto Mumdance, que ao lado do conterrâneo Logos se assume como nome charneira do weightless, estilo musical desenvolvido durante o início da presente década que interseta as batidas viperinas do grime com as texturas envolventes da música ambiente. Juntos, ladeiam uma cúmplice relação de companheirismo, conciliando peso e atmosfera em igual medida. Drift, primeiro, e o álbum de estreia homónimo, logo depois, marcaram os primeiros trabalhos dos britânicos enquanto duo, forjando um interessante meio termo entre o shoegaze o black metal. Os elementos estão todos lá: paredes opulentas de som implacável, ambientes cintilantes e riffs crus de baixa fidelidade, tudo envolto numa nuvem de texturas atmosféricas. As suas composições são ruídosas, mas a progressão dos acordes é leve e inspiradora, balançando entre o lúgubre e o eufórico, o caos e o assombro.

A estreia em Portugal acontece no dia 12 de outubro, esperando-se um espetáculo intenso, cáustico e inebriante por parte desta dupla imporvável. 



Daughters

Oito anos após o seu último lançamento, os experimentalistas post-hardcore Daughters regressaram com um novo disco, You Won’t Get What You Want (considerado pela equipa da Threshold Magazine como o melhor álbum do ano passado), que desconstrói o seu próprio som e o reanima num novo “monstro” sonoro. Partindo do seu autointitulado álbum de 2010, o quarteto liderado por Alexis S.F. Marshall expande e escurece a tonalidade, utilizando efeitos de guitarra e teclados que soam ainda mais esquizofrénicos do que antes.
O ritmo desenfreado continua a ser um elemento comum, conseguindo mesmo assim obter alguns ritmos mais moderados, uma instrumentação industrial minimalista e um trabalho de bateria inigualável. Os sons que o guitarrista Nicholas Andrew Sadler tira dos seus instrumentos são incomparáveis, e o seu estilo frenético tem poucos contemporâneos. 


Os americanos ainda se mantêm difíceis de definir, mas com You Won’t Get What You Want reinventaram-se e passaram para algo mais inquietante e catártico, porém mais arrebatador e brilhante que nunca. Para a sua muito aguardada estreia em Portugal, a banda promete trazer o seu caos controlado ao Amplifest no dia 12 de outubro.


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domingo, 8 de setembro de 2019

Mick Harvey regressa a Portugal em novembro


O australiano Mick Harvey, membro fundador dos Birthday Party que posteriormente integrou os Bad Seeds – a banda que acompanha Nick Cave – está de regresso a Portugal para interpretar os temas do eterno Serge Gainsbourg. Depois de em 2015 ter passado por Faro e por Ílhavo, Harvey irá em novembro subir ao palco da Casa da Música no dia 2, descendo até à capital para dar um concerto no Lisboa ao Vivo no dia seguinte. 

No repertório estarão certamente temas retirados de Intoxicated Man (1995), Pink Elephants (1997), Delirium Tremens (2016) e Intoxicated Women (2017), os 4 discos do compositor australiano dedicados à sua interpretação da obra do compositor francês. Ambos os concertos integram a tour “Mick Harvey plays the songs of Serge Gainsbourg” e têm a chancela da House of Fun

Os bilhetes já se encontram à venda, custando 23€ em ambas as salas.


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sábado, 6 de julho de 2019

Fotogaleria: Molly Burch [Pérola Negra, Porto]


Depois de ter passado por Portugal em 2017, eis que finalmente Molly Burch nos visitou novamente na semana passada. Foi no Pérola Negra que tivemos oportunidade de ver a compositora norte-americana e a sua banda ao vivo. Após um considerável atraso que provavelmente se deveu ao facto que a afluência à sala era enorme (e que talvez por isso a Gig Club quisesse "aguentar" um pouco mais de forma a dar a todos a hipótese de verem o concerto na integra) eis que Molly Burch e a sua banda finalmente pisam o palco do Pérola Negra. O concerto durou sensivelmente uma hora e meia, durante a qual houve tempo para re-visitar temas do Please Be Mine — o seu álbum de estreia de 2017 — assim como músicas de First Flowers (o seu segundo LP, editado no ano transacto) e do fresquíssimo Ballads, um EP lançado este ano via Captured Tracks.

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Conferência Inferno promove Bazar Esotérico

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Das mentes de Raul Mendiratta e de Francisco Lima (Jacketx), surge um dos projetos emergentes mais fascinantes no panorama da música portuguesa, de seu nome Conferência Inferno. Formado em excursões entre as cidades de Aveiro, Porto e Vila Real, o power duo sente-se à vontade a moldar uma electrónica com uma matriz marcial embrenhada e de cariz dançável, contando com aditivos de ritmos kraut, atmosfera darkwave e atitude inegavelmente punk no seu ADN.

O lançamento do primeiro EP do projeto, Bazar Esotérico, irá ser lançado digitalmente no dia 3 de junho sob a label Colectivo Farra, e a sua apresentação e promoção irá ser o mote para os próximos concertos do duo, no dia 5 de junho no Porto (Café Au Lait) e no dia 8 de junho em Lisboa (Desterro).

Fiquem com um avanço do Bazar Esotérico, uma faixa chamada "Cetim"demonstrada em baixo.


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sexta-feira, 24 de maio de 2019

O Elétrico desvendou o alinhamento diário da sua edição de 2019


Elétrico desvendou esta semana o seu alinhamento diário. 

O festival acontece entre os dias 26 e 28 de julho, no Parque da Pasteleira, 

Tendo já revelado previamente o alinhamento completo, sabemos agora que teremos a oportunidade de ver os míticos Inner City – o projecto que Kevin Saunderson e Paris Grey formaram em 1987  – no mesmo dia  (26 de julho) que Janus Rasmussen – produtor que também é metade dos Kiasmos e que se irá apresentar em formato live, Kerri Chandler e a israelita Maayan Nidam no dia 27 de julho e  Moodyman e Theo Parrish – dois dos Grandes do techno contemporâneo, ambos radicados em Detroit – juntos no dia 28 de julho, o mesmo dia  em que Matthew Herbert também sobe à cabine do ElétricoO preço dos bilhetes gerais para a edição deste ano do Elétrico está fixado nos 45€, e os mesmos podem ser adquiridos AQUI. Os passes diários podem ser adquiridos AQUI a um preço promocional de 20€ até às 16h de amanhã, dia 25 de maio.

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