No próximo dia 5 de Abril os JUSEPH regressam ao Porto (Plano B) para apresentar o seu primeiro longa duração, Óreida.
Em Setembro de 2016, os JUSEPH entraram novamente em estúdio para a gravação do álbum no CAOS Armado Studios, sendo produzido, mixado e masterizado por Daniel Valente. Óreida traduz em pleno o terreno onde se move o som de JUSEPH. Um som grave aliado de melodias ora alegres, ora escuras, uma batalha sonora entre a destruição e a reconstrução. O álbum foi lançado em vinil pelas editoras Wooaaargh (Alemanha), Regulator Records e Raging Planet (Portugal) a 1 de Fevereiro deste ano.
O concerto tem hora prevista para as 22h30 e o bilhete tem o custo de 5€. Mais informações sobre o evento podem ser consultadas aqui.
A segunda encarnação da banda anteriormente conhecida como TORTO assume uma nova identidade, chamando-se agora OtrotortO. Esta entidade, apesar de composta por três elementos bem definidos — Jorge Coelho, Jorge Queijo e Miguel Ramos — é amorfa no que diz respeito à estrutura da sua sonoridade. A sua base é puramente instrumental, mas todo o restante território sonoro desenhado pelo trio é pautado pela permanente indefinição, estando ora de acordo com estéticas do slowcore, ora voltados para arranjos mais próprios do math rock. E a julgar pela faixa "Letargia em Ré Menor" — tema que dá nome ao novo disco lançado hoje via Lovers & Lollipops — este novo trabalho dos OtrotortO promete ser menos explosivo do que o output produzido anteriormente sob o pseudómino TORTO. Porém, com base também nesta primeira audição, é também de destacar que o trio não perdeu competências. Dificilmente isso poderia acontecer. O trio actua junto há quase 10 anos, e convém relembrar que os membros que compõem os OtrotortO provêm de diferentes escolas desta vida: Jorge Coelho na guitarra, foi membro dos Zen e assinou as bandas sonoras de filmes como Coisa Ruim e Entre os Dedos; Miguel Ramos no baixo, foi membro dos Insert Coin, Mosh e dos Supernada; Jorge Queijo é um percussionista com formação académica em composição musical, tendo-se destacado não só pelo seu percurso a solo, como também pelas diversas colaborações que levou a cabo ao longo da sua carreira.
Esta sexta-feira, os OtrotortO apresentam ao vivo no CCOP Letargia em Ré Menor, sendo esta uma oportunidade privilegiada para escutar o disco que marca o antes e o depois da vida deste trio (a própria capa do novo trabalho indicia um desvio/evolução em relação ao percurso discográfico iniciado em Torto), tornando-se assim este concerto numa marca indelével nesse percurso. Morte aos TORTO. Longa vida aos OtrotortO.
A abrir as hostilidades desta noite teremos os Paisiel, a dupla composta pelo percussionista João Pais Filipe e pelo saxofonista Julius Gabriel cuja sonoridade se configura entre os universos do free jazz e respectivas intersecções com os universos mais experimentais do rock. A noite é também de celebração para os Paisiel, que comemoram nesta data a reedição em vinil pela Rocket Recordings do seu primeiro disco, o homónimo Paisiel. O certame é organizado pela Lovers & Lollipops e tem início às 21h30, esta sexta-feira, dia 22 de março, no Círculo Católico dos Operários do Porto — AKA CCOP (link para o evento aqui).
É já no próximo sábado, 16 de Fevereiro, que voltamos a ter Wrekmeister Harmonies no Porto, desta vez no Understage. Nascida em Chicago e com o seu nome inspirado no filme de Bela Tarr, Wrekmeister Harmonies foi fundada pelo compositor e multi-instrumentista J.R. Robinson. O projeto ambicioso, que permite a colaboração de dezenas de músicos notáveis como Marissa Nadler, Einsturzende Neubauten, Godspeed You! Black Emperor ou The Body, tem tido uma evolução constante ao longo do tempo, combinando elementos de metal, drone, neofolk e improvisação.
Na bagagem, os Wrekmeister Harmonies trazem-nos o seu mais recente album, The Alone Rush, considerado por muitos como uma “perigosa aventura”, ou um sair da zona de conforto. Editado pela Thrill Jockey e descrito pela mesma como “uma meditação intensa sobre a morte e o isolamento”, este álbum conta com a colaboração de Esther Shaw, fazendo deste concerto o primeiro concerto de Wrekmeister Harmonies em formato duo em Portugal. Assim começa o novo ano da Amplificasom.
O preço dos bilhetes é de 5 € e pode ser comprado no Rivoli ou locais habituais.
No passado sábado os Preoccupations tocaram no Hard Club, sendo esta a segunda data da sua tour europeia que começou na sexta-feira anterior em Lisboa. Ambos os concertos contaram com a assinatura da At The Rollercoaster. A última vez que os Preoccupations nos visitaram foi por ocasião do décimo aniversário do Musicbox.
Com concerto marcado para as 22h, a sala 2 do Hard Club estava a essa hora meio cheia, mas com uma plateia colada às grades (eu incluído) e ansiosa para os ver/rever (conforme o caso). “Os”, que neste caso, são a banda anteriormente conhecida por Viet Cong. E a verdade é que muito mudou desde que os vi. A começar pelo seu nome
Conhecidos desde 2012 como Viet Cong, o seu nome é também sinónimo d’A Frente Nacional para a Libertação do Vietname. Este grupo surgiu antes da guerra do Vietname, e os seus integrantes eram designados por vietcongues AKA Victor Charlie (VC’s) pelas tropas norte-americanas. Para simplificar a equação, digamos que eles ficaram nos anais da história como o inimigo a abater na guerra do Vietname, sendo que os EUA e o Vietname do Sul eram os bons da fita. E o facto de quatro gajos brancos do Canadá terem adoptado este nome foi para alguns membros da comunidade internáutica um insulto (leiam comentários de gente ofendida aqui e aqui). A polémica atingiu proporções tais que a banda viu-se obrigada a lançar uma série de statements públicos para se desculpar do sucedido e anunciar a mudança de nome. É curioso pensar que quando há 40 e tal anos, quando quatro gajos de Salford decidiram adoptar para o seu colectivo o nome dos grupos das mulheres judias que, durante o holocausto, eram mantidas em campos de concentração para satisfação sexual dos nazis, este grupo se tornaria numa das mais celebradas, copiadas e mediatizadas bandas de todos os tempos.
Sobre esta questão, o Andy Gill dos Gang of Four saiu em defesa dos canadianos:
It's a little ridiculous to ban bands for their name. We can all think of dozens of bands with really quite offensive names and as soon as you get into being the guardian of public morality, taking it upon yourself to decide what's OK and what is not, you are acting in an illiberal, undemocratic and anti-progressive way. People should be treated as grown ups, capable of making their own decisions. We should not be deciding for people what we think they are capable of understanding or not. Artists; film-makers, writers, musicians need to be un-censored so they can make their point, political or otherwise. (origem)
Questões políticas, liberdades de expressão e mudanças de nome à parte, a verdade é que eis que das cinzas dos Women se ergueu um dos mais complexos fenómenos do post-punk contemporâneo. Com raízes nos Birthday Party e na fase negra dos Bauhaus, os Preoccupations bebem também inspiração de grupos como os Rallizes Dénudés e This Heat. Enquanto que o Cassette e Viet Congeram trabalhos mais crus e exploratórios, os dois últimos álbuns, Preoccupations e New Materialsão esforços mais estruturados. Os vocais estão mais presentes e as semelhanças com os Teardrop Explodes tornam-se mais aparentes. Estas mudanças resultam numa clara maturação da sonoridade dos Preoccupations. Está mais estruturada, mas um pouco mais contida do que nas suas primeiras incursões. Ouça-se por exemplo os temas "March of Progress" ou a "Death". Agora comparem estes temas com "Disarray" ou "Anxiety" e observem como a sua faceta expansiva assente no noise se perdeu algures pelo caminho, privilegiando a repetição, as vozes e os teclados. Para os Preoccupations, esta necessidade de se reinventarem será possivelmente uma questão de sobrevivência artística e/ou uma vontade de trabalhar sobre novas linhas estéticas. Se a mudança é benéfica ou maléfica acaba por ser uma questão de gosto pessoal. Por um lado, temos direito a um produto final mais complexo em termos de camadas sonoras e, ainda assim, mais definido. Por outro lado, é possível que o estado de indefinição não-convencional dos seus esforços iniciais fosse a marca mais forte da sua identidade.
Estas questões, porém, não se colocam quando falamos de performances ao vivo.
No Hard Club, os Preoccupations interpretaram uma setlist de luxo. Tocaram o Viet Cong na integra, dois temos do Preoccupations e 3 temas do New Material, com o momento alto desta montra fresca a acontecer com a interpretação de "Disarray", um dos novos singles dos canadianos. E mais do que uma setlist de luxo, teve lugar naquela noite uma performance de excelência. A sinergia entre todos os elementos é sublime – o alinhamento dos Preoccupations é o mesmo que sempre foi e a cumplicidade dentro e fora de palco é evidente — e a sua faceta expansiva continua presente, amplificada pelo êxtase de uma performance ao vivo.
Fotografia capturada durante a performance dos Viet Cong no NOS Primavera Sound 2015.
Foi em 2015 que nos deslocámos de propósito ao Primavera para assistir à estreia ao vivo dos então Viet Cong em Portugal. E desde essa ocasião (a única em que os vi), muito mudou. Mas julgando por aquilo que testemunhei no passado sábado no Hard Club, as coisas para os Preoccupations mudaram para melhor.
A agenda musical do recém-criado Gig Club arrancou oficialmente. A promotora que é também um clube promete revolucionar a indústria dos concertos nacionais e além fronteiras através de eventos à subscrição, e assinou na semana passada os primeiros eventos de música ao vivo com a música e produtora canadiana Jessy Lanza, que se apresentou pela primeira vez no país em nome próprio para duas datas a ter lugar no Porto, no Pérola Negra (dia 23), e em Lisboa, no dia seguinte, para uma performance no Lux Frágil.
O concerto de dia 23 marcou um dos muitos momentos excitantes do Gig Club. À premissa inovadora e refrescante da promotora juntou-se um dos espaços icónicos da movida portuense - o renovado Pérola Negra que, nas últimas semanas, tem vindo a agitar a atividade noturna da cidade com alguma da melhor oferta musical praticada de momento (The Field, Pional e Niagara foram alguns dos muitos nomes que animaram a programação do espaço).
Depois de ter marcado o circuito festivaleiro português em 2017 com três datas divididas entre o aquecimento do NOS Primavera Sound, o Lisboa Dance Festival e o NOS Alive, Jessy Lanza regressou ao país para apresentar os temas que compõem o curto mas aclamado corpo de trabalho da produtora. No ativo desde 2013, o percurso musical da canadiana é pautado por uma constante exploração dos quadrantes que marcam o vasto e sempre imprevisível universo da música pop. Oh No, o segundo e mais recente álbum de Lanza, recebeu novamente edição pela britânica Hyperdub, de Steve Goodman (aka Kode 9) e que nos ofereceu discos tão importantes como Untrue, de Burial, ou Quarantine, de Laurel Halo. Na segunda aventura da canadiana pelos longa-duração, assistimos ao aperfeiçoamento das caraterísticas apuradas no seu álbum de estreia: linhas de baixo sedutoras, batimentos pautados pela cultura club (do bass ao footwork) e uma sensibilidade pop bem delineada. A promessa de nova música já está anunciada, e um terceiro lançamento poderá estar à espreita.
O alinhamento da noite de quinta-feira debateu-se sobretudo nas músicas que compõem os seus dois discos de estúdio, iniciando o concerto ao som da discreta mas sensual “I Talk BB” para uma plateia algo inibida. Atrás da produtora avistam-se imagens que alternam entre o quotidiano pacato da sua terra-natal, Hamilton, e cornucópias de cores múltiplas, assim como algum do trabalho audiovisual presente nos seus telediscos. Seguem-se as linhas de sequenciador marcantes de “New Ogi” e o hook viciante de “Kathy Lee”, que é já uma das trademarks do catálogo da produtora. Os ânimos tomariam outro nível quando, em “Never Enough”, a produtora ultrapassa a barreira fria entre palco e plateia. A partir daí, não tardaram em surgir os temas mais agitados da canadiana, desde o frenesim house de “VV Violence” à batida arritmada de “It Means I Love You”. O trabalho produzido durante a sua residência artística, realizada no ano passado a convite da BBC Radio One, também parece ter circulado durante o alinhamento. Essencialmente instrumental e mais liberta que nunca, este tema inédito serviu de interlúdio perfeito para um trabalho que se aparenta cada vez mais eminente.
A reta final do concerto guardou-nos a belíssima rendição de Lanza em “Oh No”, o tema que dá título ao mais recente álbum da canadiana e que melhor salienta as capacidades da produtora como criadora de atmosferas densas e sumptuosas. Já no encore, Lanza regressa ao palco para mais um tema, desta feita para uma performance de “You Never Show Your Love”, o single editado pela Hyperdub em 2017 que a juntou a duas lendas do footwork de Chicago – Taso e DJ Spinn, duas das maiores influências da canadiana juntamente com o saudoso DJ Rashad. O equilíbrio entre as propriedades cristalinas da voz da canadiana com as produções esparsas e assertivas dos produtores serviram como epílogo perfeito para uma noite onde ritmo e sensualidade tiveram especial relevo.
Foi hoje anunciado mais um nome que irá preencher a agenda musical da Gig Club, o serviço online de música ao vivo que promete revolucionar a indústria dos concertos. Trata-se do músico e produtor norte-americano Toro y Moi, que atua em Lisboa a 22 de maio (LAV - Lisboa ao Vivo) e no Porto (Hard Club), no dia seguinte. O natural de Colúmbia, Carolina do Sul, junta-se assim aos já confirmadosKamasi Washington, Jessy Lanza e Low Roar, e traz com ele o mais recente disco Outer Space, a editar esta sexta-feira pela Carpark Records. Os ingressos possuem o custo de 20 euros para sócios e 25 para o público não registado no serviço. Lembramos que as inscrições online iniciaram esta semana, podendo ser efetuadas via thegig.club.
Já é conhecido o cartaz da próxima edição do festival NOS Primavera Sound. O anúncio foi feito por volta do meio dia através do Instagram oficial do festival, que revelou um vídeo com o alinhamento completo da oitava edição do festival portuense.
Os norte-americanos Guided By Voices, a dupla germânica Modeselektor e a sensação do novo flamenco Rosalía já tinham, de uma maneira ou de outra, confirmado a sua presença no cartaz, assim como o britânico Jarvis Cocker, anunciado recentemente pela Blitz que vem ao Porto apresentar o seu mais recente espetáculo JARV IS. A estes nomes juntam-se presenças de peso que recebem, por isso, o estatuto de cabeças de cartaz: as norte-americanas Solange (na foto) eErykah Badu juntam-se ao colombiano J Balvin na primeira linha do cartaz, que deverá contar ainda com os regressos de James Blake e Interpol ao festival, assim como o aguardado regresso dos Stereolab aos palcos.
Danny Brown, JPEGMAFIA e Kali Uchis, autores de alguns dos discos mais aclamados dos útimos anos, também se encontram confirmados, e marcarão assim as suas primeiras passagens por Portugal. A produtora escocesa Sophie, as britânicas Let's Eat Grandma, o músico e produtor Yves Tumor (que se apresentará, pela primeira vez, em registo banda) e o rapper estónio Tommy Cash são alguns dos nomes que marcam o panorama mais emergente do cartaz, que voltará a contar com uma maior presença de projetos ligados à música eletrónica (Nina Kraviz, Peggy Gou, Helena Hauff e muitos outros prometem agitar as pistas de dança). Big Thief, Courtney Barnett e Snail Mail prometem aquecer o coração dos amantes da música independente.
Destaque ainda para o contigente nacional, que este ano se faz composto por nomes como Profjam, Dino D’Santiago, Allen Halloween e Violet. O cartaz pode ser observado com maior detalhe em baixo, onde encontrarão o alinhamento completo da oitava edição assim como a distribuição por dias do NOS Primavera Sound, mais uma vez a ter lugar no Parque da Cidade do Porto durante os dias 6, 7 e 8 de junho.
Cartaz:
Solange, Erykah Badu, Solange, Rosalía, Interpol, James Blake, Stereolab, Courtney Barnett, Jarvis Cocker introducing JARV IS, Modeselektor, Nina Kraviz, Mura Masa, Kali Uchis, Jorge Ben Jor, Danny Brown, Peggy Gou, Guided By Voices, Yaeji,, Low, Neneh Cherry, Liz Phair, Sophie, Lizzo, David August, Kate Tempest, Big Thief, Tommy Cash, Sons of Kemet XL, Yves Tumor (full band), Tirzah, Snail Mail, Lucy Dacus, Joy Orbison, Let’s Eat Grandma, Shellac, Fucked Up, Boddika, Aldous Harding, Amyl and The Sniffers, Tomberlin, Mykki Blanco, Christina Rosenvinge,Mormor, Hop Along, Niluper Yanya, Ama Lou, Lisabô, Viagra Boys, Courtesy, Men I Trust, Maya Folick, Job Jobse, Dr. Rubenstein, Surma, Nubya Garcia, Allen Halloween, Photonz, Violet, Dino D’Santiago, O Terno, Mai Kino, Profjam, Jasss, Jackie, Lena d’Água e Primeira Dama com a Banda Xita
O Pérola Negra reabriu as portas em novembro do ano transacto e apresenta-se agora mais vibrante e entusiasmante que nunca. A nova vida do icónico espaço portuense motivou uma imagem renovada e uma programação que prima por uma seleção criteriosa e eclética, explorando os diversos quadrantes da eletrónica, do jazz e do hip hop. Em pouco mais de um mês, o Pérola Negra levou a cabo algumas das noites mais memoráveis da movida portuense, com Pional, Ge-Ology, Dealema, Niagara e muitos mais a integrar uma programação de luxo que parece não querer ceder.
2019 promete ser um ano em grande para o renovado espaço, que entrou com o pé direito no passado fim de semana com Sonja, Jejuno, Kerox e Novo Major a abrir as hostes da pista de dança. The Field, o projeto do produtor sueco Axel Willner, é um dos grandes destaques da programação de janeiro do Pérola Negra. Figura de proa da emblemática editora germânica Kompact, de Wolfgang Voigt, Michael Mayer e Jürgen Paape, The Field explora os campos do techno mais ambiental desde 2005. A sua discografia seminal contempla importantes edições pelo selo germânico, desde o aclamado disco de estreia From Here We Go Sublime (2007) até ao mais recente Infinite Moment, editado no ano transacto e que motiva o regresso de Willner às cabines portuguesas. O britânico Positive Centre e o portuense Solution encarregam-se de fechar a noite, dia 12 de janeiro. Antes, dia 11, a Discos Extendes prepara um showcase do seu repertório, com sets de Rita Só, Turista, e Diogo a marcar mais uma noite imperdível, antecedida apenas pela apresentação de Pérola Negra Bandc/Jerry the Cat, numa homenagem a Gil Scott-Heron.
O penúltimo fim de semana do mês fará uma curta retrospetiva à melhor produção nacional. Dia 18, sexta-feira, o coletivo e editora liderado por Tiago, Interzona 13, levará Luz Retina, Trol 2000, Carlos e o romeno Bogdan Orbita ao espaço nortenho, seguindo-se o XXIII Takeover no dia seguinte com Torres, Tempest, Cash From Hash, Baltazar e xxoy.
Dia 23 de janeiro, Pérola Negra e Gig Club juntam-se para uma parceria que esperemos que seja frutífera, já que a produtora britânica Jessy Lanza se juntará à casa portuense para assinar a sua primeira passagem por Portugal em nome próprio. Coqueluche da britânica Hyperdub, a música e produtora canadiana cruza sensibilidade pop com influências da música de dança e assinou, em 2016, um dos discos mais bem recebidos do ano com o excelente Oh No. No dia seguinte, a autora de "It Means I Love You" ruma até Lisboa para uma performance no Lux Frágil.
Dia 25, o Pérola Negra junta-se ao Pip Club, de Haia, Holanda para a primeira edição do Joint Venture. Apollo Hoax, GustavGoodstuff e Jeans aquecem esta primeira parceria. O cardápio para janeiro encerra com o sírio Rizan Said, no dia 26, num evento que também contará com os sets de Shrumate, Mescla e Ohxalá. O famoso teclista regressa ao país depois de atuar em eventos como o festival Milhões de Festa e a última edição da Noite Branca, em Braga.
É já amanhã que o Spoiler Room recebe, pela primeira vez em nome próprio, o músico e compositor londrino Daniel Blumberg. Em associação com a CANVAS, o mais recente evento dedicado à promoção da cultura alternativa no Porto prepara-se para a uma muito especial nona edição, que contará ainda com a presença dos britânicos Olan Monk e Elvin Brandhi. "Anti-Tour(ism)" é o mote para esta nona edição do evento, que contou, entre outros, com a presença de Negra Branca, Joana Guerra e Pierre Pierre Pierre.
Olan Monk é um músico e produtor irlandês sediado no Porto. Cara conhecida do circuito independente portuense, Monk integra o coletivo, editora e promotora CANVAS, que lidera juntamente com Elvin Brandhi. Acolytes, Ashley Paul, Flora Yin Wong e James K são alguns dos nomes que integraram as suas noites. Ao Porto, o músico vem apresentar o mais recente disco INIS.
Elvin Brahndi, para além do trabalho levado a cabo pelo CANVAS, integra ainda o núcleo duro dos excêntricos Yeah You, onde é vocalista. O seu trabalho a solo é demonstrativo do carácter eclético e imprevisível da música e produtora galesa, onde explora produções de uma eletrónica tão orgânica quanto digital, sempre com a sua voz deformada em conta.
Daniel Blumberg integrou a formação original dos Yuck. Temas como "Georgia" e "Get Away" marcaram de forma indelével a música independente praticada no início da década, mas o percurso do vocalista tomaria outro rumo quando, em 2013, deixou o quarteto britânico para se dedicar a projetos mais íntimos e pessoais. Depois de se aventurar por projetos como Oupa e Hebronix, o londrino atreveu-se, no presente ano, numa carreira a solo e em nome próprio. Minus, editado este ano pelo respeitado selo da Mute, é um disco de canções simples mas arrojadas, equilibrando o carácter de cantautor com delicados arranjos de câmara, assim como momentos de esporâdica exploração libertária.
O Spoiler Room acontece no dia 9 de novembro, na Rua D. Manuel II, Porto. O preço dos bilhetes possui o custo simbólico de 3 euros. No dia seguinte, a tríade apresenta-se em Lisboa para uma noite na Galeria Zé dos Bois.
No final da próxima semana, dia 30 de Novembro, João Pais Filipe e Valentina Magaletti encontram-se no Understage no âmbito do Porto/Post/Doc.
Esta é uma história de amor. Em dezembro de 2017, quando visitou o Porto com os Tomaga, Valentina Magaletti tomou contacto com os gongos de João Pais Filipe. Daí até combinarem novo encontro foi um instante. Em fevereiro, Valentina Magalleti visitou a oficina do músico e escultor sonoro portuense e 48 horas depois tinham um disco feito a quatro mãos. Um disco que é uma coleção de duas peças sonoras compostas com tambores e diferentes percussões, usando uma miríade de materiais e instrumentos como o sintetizador Buchla, colheres, gongos, crotals, sinos, pilhas, vibrafone, chocalhos, congas, caixas e vários objetos de madeira, borracha e metal.
O concerto começa às 23:30 e os preço único é de 5 €.
Este ano o Halloween, dia 31 de outubro, no Porto foi para muitos marcado pela atuação dos Stoned Jesus com Somali Yacht Club. As bandas encontram-se em digressão pela Europa e passaram na semana passada por Porto e Lisboa (Hard Club e RCA Club, respetivamente. A passagem de Somali Yacht Club por Portugal era já há muito esperada, a banda natural da Ucrânia abriu o concerto com "Crows", um dos êxitos do seu mais recente álbum e acabou a sua atuação com uma surpresa. Igor Sydorenko, dos Stoned Jesus, juntou-se à banda para um cover de "Testify" dos Rage Against the Machine, que deixou o público ao rubro.
Somali Yacht Club
Stoned Jesus
A atuação de Stoned Jesus focou-se no seu mais recente álbum, Pilgrims, não podendo deixar de contar com antigos êxitos como "I'm The Mountain". Foi uma atuação envolvente com bastante interação com o público, onde não faltou mosh e crowd surfing. No final, até os integrantes da banda se juntaram ao público e se aventuraram também num crowd surf e saíram debaixo de um grande aplauso. Foi uma noite memorável que relembrou a todos um cheirinho do que se passou no SonicBlast Moledo 2016.
A fotogaleria pode ser vista aqui ou no link em baixo.
"EU, Não mais alguém, EU, Em busca de ninguém", vocifera repetidamente Guilherme Oliveira, vocalista dos Terebentina. Ao lado dos conterrâneos Sereias, este fascinante coletivo de artistas sediados no Porto tem vindo a marcar o circuito independente da Invicta com performances pautadas pela intensidade.
"O Outro" foi o primeiro single divulgado pela banda em julho, que revelevou na semana passada o segundo avanço do EP previsto para dezembro, via Edições Fauve/ Baby Yoga Recordings. Com uma produção crua e rígida, "EU" aposta na repetição como forma, e o resultado é algo não menos que visceral. O tema, masterizado por Francisco Oliveira e captado por João Moreira, encontra-se agora disponível para audição.
Na próxima semana vamos ter Stoned Jesus de regresso a Portugal, em dose dupla. A banda ucraniana vai estar no Porto dia 31 de outubro, regressando assim ao Hard Club; e Lisboa a 1 de novembro, desta vez no RCA Club. Nesta digressão será possível ouvir algumas músicas do novo disco de originais dos Stoned Jesus, Pilgrims, lançado no passado mês de setembro. A abrir a noite vão tocar ainda os compatriotas Somali Yacht Club. Os bilhetes têm um preço de 15 € (pré-venda) ou 20 € (no dia, caso não esgotem antes).
Na próxima sexta-feira vamos ter Jojo Mayer & Nerve na Casa da Música. Os Nerve nascem no lendário evento organizado por Jojo Mayer, Prohibited Beatz, em Nova Iorque, no final dos anos 90.
O colectivo conjugou o formato premeditado da música electrónica programada com performances musicais improvisadas em tempo real, reconstruindo e transcendendo a relação entre criatividade humana e tecnologia digital. Surge assim uma nova forma de expressão musical que se enquadra numa estética completamente ímpar no mundo de hoje.
O concerto será na Sala 2 da Casa da Música e o preço para o mesmo é de 18 €. Mais informações aqui.
A Casa da Música recebe no dia 23 de novembro os Francisco, El Hombre, um dos projetos musicais mais eclécticos e fascinantes originários da América do Sul. A banda, criada pelos irmãos Sebastian e Mateo Piracés-Ugarte e influenciada pela odisseia dos mesmos pelas Américas, Europa e África, eventualmente fincou base na cidade de São Paulo no Brasil. Aí então começaram a desenvolver o seu Pachanga Folk, uma sonoridade que conta com influências de rock experimental com sonoridades étnicas sul-americanas, cantada tanto em português, como em inglês e espanhol.
Até ao momento, a banda conta com os EP's Nudez (2013) e La Pachanga! (2015), e o álbum SOLTASBRUXA (2016), este último que os lançou para uma tour com mais de 150 concertos e uma nomeação para o Grammy latino na categoria de melhor Música Portuguesa.
Foi na passada quinta-feira, dia 13 de setembro, que os Fresh & Onlys de Tim Cohense estrearam no norte de Portugal com um concerto no Maus Hábitos, sendo que a banda tocou no Texas Bar em Leiria no dia anterior. No ativo desde 2008, os Fresh & Onlys estiveram na génese do movimento da nova vaga de garage rock que surgiu em San Francisco no final da primeira década deste milénio. Lado a lado com os Oh Sees, o Ty Segall, os Sic Alps e muitos outros, os Fresh & Onlys partilhavam não só do mesmo espaço geográfico, mas também das mesmas influências: uma aura de psicadelismo dos 60’s através de bandas como os Grateful Dead e os Jefferson Airplane (que se viriam a tornar nos Jefferson Starship) e a ethos do punk dos 80’s através de bandas como os Crime (criados pelo recém-falecido Johnny Strike e por Frankie Fix) e os Flipper. Quem começou a cartografar este território musical foi Greg Gardner, que em 2010 trabalhava no Amoeba e teve a oportunidade de compilar os temas desta nova vaga de bandas no álbum In A Cloud - New Sounds From San Francisco. Desde esta compilação, os Fresh & Onlys lançaram um par de EPs e 3 discos e continuam a destilar o seu rock com influências de garage mas também de psicadelismo lo-fi. Os dois concertos de estreia em território português dos Fresh & Onlys foram ambos organizados pela Ya Ya Yeah e tiveram como mote a apresentação ao vivo de Wolf Lie Down, o mais recente disco dos californianos, editado via Sinderlyn (uma editora paralela da Captured Tracks) no ano transacto. Abaixo ficam as fotos da suada estreia dos Fresh & Onlys na cidade do Porto.
Na próxima semana os americanos Beach Houseatuam no Coliseu de Lisboa antes de seguir até ao Teatro Sá da Bandeira, no Porto, no dia seguinte.
A primeira parte de ambos os concertos estará a cargo dos Sound of Ceres, uma experiência audiovisual com sons que vão desde a "exótica" dos anos 60 até majestosos horizontes futuros adornados por sintetizadores. Uma experiência única com representações visuais do universo com recurso a feixes de luz, fibra óptica e outros mecanismos feitos à mão. Com membros de projectos como Candy Claws, Apples in Stereo e the Drums, Sound of Ceres é uma colisão de pensamentos que resulta da junção de autores, compositores e ilusionistas.
Os bilhetes para os concertos estão disponíveis por 28€ em bol.pt e locais habituais.
A banda americana Beach House, tida como uma das coqueluches mais adoradas da chamada dream pop, tem regresso marcado sob a alçada da promotora RITMOS para o fim do corrente mês de setembro, especificamente para o dia 25 no Coliseu de Lisboa, e para o dia seguinte no Teatro Sá da Bandeira no Porto.
Com eles, irão trazer o seu álbum mais recente, intitulado apenas como 7, onde contam, por exemplo, com a colaboração do Sonic Boom dos Spacemen 3, além de continuarem a ser uma das bandas com o historial mais consistente em termos de qualidade dentro do espectro do indie rock atual, sempre a procurar por maneiras de tornarem o seu som mais refrescante e atual sem nunca perder a sua identidade.
Os bilhetes custam 28€, estando à venda nos locais habituais. Fiquem com o vídeo mais recente vindo de 7, desta feita do single "Drunk In LA".
The Fresh & Onlys, Suuns, Linn da Quebrada, Allen Halloween e Lia Mice passam no Porto até Novembro.
Já são conhecidos os primeiros nomes que irão integrar a programação musical dos próximos três meses do Maus Hábitos, no Porto. O calendário de concertos arranca já no próximo dia 13 de setembro com a aguardada estreia dos The Fresh & Onlys. O coletivo natural de São Francisco apresenta-se finalmente em Portugal com Wolf Lie Down, o mais recente disco da banda de Tim Cohen editado via Sinderly. Na mesma semana, dia 12, os britânicos Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs regressam ao nosso país para incendiar a sala do Maus Hábitos, um dia depois de atuarem ao lado dos No Age na ZDB. Ainda em Setembro (dia 6), a estreia dos mexicanos Tajak, que passam também pelo Milhões de Festa (dia 9). A fechar o mês, ainda com data por anunciar, o one man carnivalMr. Vast, alter-ego para Henry Sargeant, apresenta-se no Porto para uma performance única.
O mês de outubro estará marcado pelo aguardado regresso de Linn da Quebrada (na foto), que incendiou o prado de Serralves no passado mês de junho. Nome da frente da cena trans e feminista do Brasil, Linn da Quebrada destacou-se desde cedo na produção musical com o lançamento de diversos singles, seguindo-se Pajubá, o disco que serviu de passaporte para a sua primeira tour europeia. As suas letras aguçadas e diretas servem como espaço de luta pela quebra de paradigmas sexuais, de género e corpo. O regresso ao Porto faz-se no dia 5 de outubro.
Outubro será também o mês de receber os canadianos Suuns, que adicionam nova data ao já anunciado concerto em Leiria (dia 31 no Stereogun). Crescidos por entre o free jazz, a no wave, o IDM e o krautrock, o quinteto de Vancouver tem vindo a desenhar uma discografia que é, em grande medida, um estudo de contrapontos entre as suas diversas influências. Felt, o novo disco editado no arranque de 2018 pela Secretly Canadian, marca uma abordagem mais solta e menos cerebral que os anteriores registos que poderá ser comprovado in loco no dia 30 de outubro.
No dia 25 do mesmo mês, um dos mais prolíficos produtores no universo da música extrema regressa ao famoso quarto andar. Sob o monikerAuthor & Punisher, Tristan Shone, ex-engenheiro mecânico, explora os caminhos da música de peso fora da instrumentação tradicional, aplicando o seu conhecimento na criação de máquinas de precisão que abrem novos espaços ao doom e à música industrial.
Ao longo do mês de Outubro, o Maus Hábitos será ainda um dos espaços do Queer Porto - Festival Internacional de Cinema Queer. Entre 10 e 13 de Outubro haverá cinema, dj sets e performances a completar a competição desta segunda edição do festival.
Da escola de nomes como Laurel Halo, Container ou Aïsha Devi, Lia Mice tem vindo a ser coroada com o título de “uma das vozes pioneiras da pop experimental”. Dj residente nas Electrolights AV, uma das residências mensais da londrina Rye Wax, os seus live sets incorporam instrumentos desenhados à medida e sampling de voz ao vivo. A vinda a Portugal, marcada para dia 22 de Novembro, serve para mostrar The Sampler As A Time Machine.
No plano nacional, em Setembro é dado o pontapé de saída para mais um circuito Super Nova, o festival itinerante que tem vindo a unir salas de norte a sul do país. Nesta nova ronda de concertos em tour partilharão palco Baleia Baleia Baleia, Fugly e Cave Story. A primeira sessão, no Maus Hábitos, acontece a 28 de Setembro, com programação paralela de debates e dj set Lovers & Lollypops. Em outubro, dia 4, a música nacional faz-se com o rapper Allen Halloween e com mais um episódio da residência da editora Enchufada, a 27 de Outubro. Pelo Maus Hábitos passarão ainda Sneers (2 de Outubro), Bike (3 de Outubro), Signor Benedick The Moor (8 de Novembro) e Paul Jaccobs (15 de Novembro).