quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Reportagem: Medicine Boy [Sabotage Club, Lisboa]


Sexta-feira fria em Lisboa e afinal a chuva deu tréguas. No Sabotage, sente-se no ar um agradável aroma a incenso. Acolhedor o ambiente que se instalou na sala a anteceder o concerto dos Medicine Boy. - Um casal, oriundo da África do Sul, Lucy Kruger (teclas, percussão) e Andre Leo (guitarras), ambos na voz, de set muito bem ensaiado e sem a necessidade de músicos adicionais, trouxeram ritmos pré-gravados, percussão de chão tocada por Lucy, com espaço para a diversidade, alternando entre a tranquilidade, o ruído e o feedback. Andre é um mestre a manusear a sua guitarra de ataque, em perfeita união com a sua voz, e a voz de Lucy. Cúmplices nas guitarras, nos teclados, nas vozes e nos olhares que trocaram entre si enquanto (se) tocavam. Tanto amor em palco. Executantes de uma dança silenciosa pautada de uma concentração absoluta e também de ruído sónico explosivo, deleitaram-nos ao longo de uma hora de concerto. 

Entraram no palco: ele, de fato preto e ela, de vestido sóbrio e elegante. Começaram com as guitarras distorcidas de "Lashes", de um certo timbre western, a voz de Lucy a elevar-se e a conseguir sobrepor-se à intensidade das cordas e a sobrepor-se à imagem dos dois, a projecção vídeo de um (peixe) Betta Splendens branco em movimento algures nas profundezas de um mar onde o sol não chega, em fundo preto, e de cauda imensa que mais parecia uma asa. O som equilibrado manteve-se na densa "Water Girl”, e assim continuou: bateria pré-gravada ou percussão - o enorme timbalão que Lucy ia tocando, ora desviando mais para lá, à medida que percorria a escala, encarava o seu companheiro de olhar fixo e cúmplice. Foi o suficiente para nos dar um ritmo envolvente e bonito. 

Numa audiência silenciosa e concentrada no que estava a acontecer em palco, impressionante o sossego da sala em que o simples ruído das folhas de papel da minha cábula conseguiu ouvir-se… impressionante o silêncio na pausa das canções no meio de tanta gente, ouvia-se tudo. 

"Pale Blue Eyes" dos Velvet Underground, uma agradável surpresa, versão bonita a resultar tão bem. E foi notória nesta apresentação duas ou três coisas: a grande cumplicidade entre os dois músicos, atenciosos e detalhados, teclas minimais, e o cuidado sonoro. Os devaneios de Adam a abraçar literalmente a sua guitarra para lhe extrair sons explosivos de um equilibrismo preciso entre o pé esquerdo e o direito face à manipulação dos pedais, - canções como "Diamonds", "The Strange In Me" ou "One Hundred Bodies", de entre outras, todas elas servidas com discretas projecções de vídeo a preto e branco: a clorofila ampliada de uma folha de (couve) Brassica Oleracea, a linha dos carris de ferro no túnel de um Metro solitário… E são um par que não se inibe de mostrar as suas referências: medleys improvisados e até um verso de uma canção de Nick Cave a meio de um original. 

Foi o concerto ideal para um espaço tão acolhedor como o Sabotage. Já no final deram-nos uma bem conseguida versão de "To Bring You My Love" da PJ Harvey. Amor e entrega, foi o que se viu.

Texto: Lucinda Sebastião

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Reportagem: Plastic People [Sabotage Club, Lisboa]

João Cordas ©
São os Plastic People e o seu disco de estreia Visions, um dos pretextos de uma descida ao Cais do Sodré no último sábado de Novembro, no Sabotage. Corajosa esta banda portuguesa, de Alcobaça, que em noite de grande movimentação sónica na capital (Super Bock em Stock e, de entre outros, Wire), arrisca um concerto. E... entramos a “medo” do que vamos encontrar a nível de audiência.

E se com efeito as condições climatéricas não eram as melhores com um fim de semana com chuva, e como referi, muitos eventos a decorrer em simultâneo, apesar da concorrência, sentiu-se desde logo um ambiente de confiança no espaço, embora inicialmente quando cheguei só pouco mais de uma dezena de pessoas habitava a pista e o bar do Sabotage. Pela meia-noite já o clube se encontrava bem mais composto no seu interior e apesar do atraso, não foi com pouca energia que estes Plastic People iniciaram o concerto e a entrega. Eram seis músicos em palco e apesar disso, no meio dos amplificadores e dos teclados, encontraram cada um o seu espaço numa interacção cúmplice, contagiando desde logo o público que parecia conhecer muito bem as canções do disco de estreia da banda.


E foram essas canções que foram tocadas na íntegra, com intensa energia, de um som equilibrado e apoiado pela secção rítmica (bateria e um baixo dedilhado com mestria e concentração), e por João Gonçalo, que a pouco e pouco se foi revelando um show man ou frontman mais comunicativo com a audiência, mantendo com o guitarrista André Frutuoso uma animada dança ao ritmo contagiante das canções. O feedback das guitarras, os teclados e a bateria pulsante, nunca abrandaram por um minuto que fosse.

"Riding High On Acid”, foi tocada uma segunda vez no final do concerto, tal como “Running”, opostas na sua construção melódica mas todas elas canções com igual desejo de fazer sentir um imaginário juvenil indie cheio de refrões daqueles que “ficam na cabeça”. 



Com um disco bastante recomendável, melódico, de guitarras e teclas perfeccionistas, notou-se neste concerto um bom entrosamento e ritmos de bateria a elevarem a vontade de dançar. Em uma hora tocaram efusiva e assimetricamente o disco de estreia, com mais uma ou duas canções e tiveram o seu momento de comunhão com o público, que reagiu de forma enfática e demonstrativa à entrega destes músicos em palco.  Espero ver mais deste colectivo, que não se percam no limitado meio indie nacional e mantenham a identidade e sobretudo continuem a construir boas canções. 

Podem ouvir o disco de estreia aqui:



Texto: Lucinda Sebastião

*A foto apresentada neste artigo é relativa à apresentação de Visions no Clinic, Alcobaça, que se realizou a 12 de outubro.

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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Plastic People atuam no Sabotage Club a 24 de novembro


Os Plastic People vêm de Alcobaça e são João Gonçalo (voz), André Frutuoso (guitarra) e JT (sintetizadores, teclados, voz). A sua música oscila entre o amor e o ódio, entre a luz e a escuridão, entre a luxúria e a decadência. As ilusões, as expectativas goradas e, muitas vezes, a dificuldade em lidar com uma visão romântica da vida transformam-se nas histórias dos temas da banda, como um verdadeiro romance punk. Influenciados por bandas como The Velvet Underground, Joy Division, The Jesus & Mary Chain, Suicide, David Bowie ou Iggy Pop, venceram o EDP Live Bands em 2017.

Editaram no final do mês de setembro o seu álbum de estreia, Visions, onde está incluído o single "Riding High on Acid", o qual representa o chegar do fim-de-semana, das festas com os amigos. No seu vídeo, "Andy" viaja à procura da trip perfeita, inebriado por químicos e sentimentos, confuso acerca da realidade, mas sempre em movimento, fazendo uma viagem em busca de algo que o leve ao limite.

A banda que surpreendeu tudo e todos na última edição de Vilar de Mouros, vai apresentar Visions na próximo sábado, 24 de novembro, no Sabotage Club, Lisboa. As portas abrem às 22h30 e os bilhetes têm o custo de 6€.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Reportagem: Spiritual Front plays The Smiths + Spiritual Front [Sabotage Club, Lisboa]


“Nothing is more contagious than sin.”

19 de Outubro de 2018 fica para a minha história, como o dia em que pela primeira vez assisti a um concerto de tributo. Cedo Simone Salvatori convidou, como se tal fosse necessário, o público presente para a festa em que os Spiritual Front prestaram homenagem à sua banda favorita, os The Smiths, e rapidamente a festa começou com “The Queen is Dead”, e prolongou-se por mais 17 temas como “Barbarism Begins at Home”, “First of The Gang to Die” ou “This Charming Man”. Sempre comunicativo, cativante e irreverente, Simone dançou, cantou e “engatou” o público, afinal estamos perante um dos mais cativantes “performers” europeus acompanhado por excelentes músicos.

Se a estranheza e o receio de estar em frente a um palco habitado pelos Spiritual Front e não ir ouvir Spiritual Front exisitia, ficou fixada na minha cabeça após uma espreitadela precoce na setlist, ao fim ao cabo 18 músicas são um concerto inteiro. Mais tarde viria a confirmar que os Spiritual Front não são uma banda qualquer e no fim ainda nos presentearam com mais um mini alinhamento em nome próprio. E aí sim, a cereja no topo do bolo, Simone continuou a festa com 6 músicas em que visitaram “Armageddon Gigolo” e “Amour Braque”, do novo álbum. Do arranque com “Jesus Died in Las Vegas” ao final de “Bastard Angel” distaram 6 músicas que, apesar de saberem a pouco, demonstraram que Simone Salvatori enquanto figura central é enorme e que os Spiritual Front enquanto um todo poderão não ser tão grandes como The Smiths, mas ainda assim mereciam um alinhamento maior que a “banda de abertura”.

Spiritual Front Plays The Smiths + Spiritual Front

Texto e fotografia: Virgílio Santos

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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Medicine Boy no Sabotage Club a 30 de novembro


Os Medicine Boy estão em digressão pela Europa e passam por Lisboa em Novembro, para um concerto único no dia 30, no Sabotage Club.

Das 24 datas agendadas em nove países, em que uma delas inclui Portugal, a dupla formada por Lucy Kruger (voz e teclados) e Andre Leo (voz e guitarras) inicia a tour de apresentação do novo álbum, Lower, primeiro com dois concertos na África do Sul, a 26 de Novembro, seguindo depois rumo à Europa.

Naturais da Cidade do Cabo, os Medicine Boy, atravessaram o Atlântico há cerca de três anos, actualmente residem em Berlim. São uma dupla de Dream Noise, onde o ruído sonoro se expande numa interação deveras sentida entre o palco e o público, aliás, tornaram-se conhecidos pela excelente performance e que é de ouvir e querer ainda mais. São melodiosos por notas suaves, ondulantes e noisy, guitarras pontuadas pela distorção, ruído e, consideram que bandas como The Jesus and Mary Chain, Rowland S. Howard ou Spiritualized são uma influência não escapando Mazzy Star e Beach House no posto de escuta pessoal.

Depois do EP More Knives (2014), do álbum Kinda Like Electricity (2016), Lower é o segundo longa duração da carreira dos Medicine Boy, uma “tentativa de encontrar algum tipo de beleza no submundo”, - dizem. Inclui dois singles de peso: “Water Girl" e “Bottom Of The Blue”, e melhor do que ouvi-los é vê-los, em Novembro em Lisboa no Sabotage Club.



Texto: Lucinda Sebastião

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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Spiritual Front vão passar Smiths no Sabotage e Stereogun


Os Spiritual Front, projeto a solo de Simone H. Salvatori formado em 1999, vão regressar a Portugal já na próxima semana para duas datas nas cidades Lisboa e Leiria, onde a setlist estará focada na reinterpretação dos grandes êxitos dos The Smiths e do Morissey. O trio italiano de pop suicida, que lançou em março o novo disco Amour Braque, toca assim a 19 de outubro em Lisboa, no Sabotage Club, e a 20 de outubro em Leiria, na Stereogun.

O preço dos bilhetes para o concerto em Lisboa, onde a banda vai também tocar músicas do seu último álbum, têm o custo de 13€ em pré-venda e 15€ no próprio dia. Em Leiria os bilhetes têm também o custo de 13€ + o consumo de uma bebida.

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

STREAM: Melquiades - Oyster Eggs


Os Melquiades são uma banda de rock experimental lisboeta formados por António Agostinho na guitarra, Diogo Sousa na bateria, Luís Lucena no baixo e João Nascimento nos sintetizadores. O quarteto, que adota ritmos e harmonias latinas na sua sonoridade, diz-se influenciado por Bruno Pernadas, Mars Volta e até pelos seus desenhos animados de infância favoritos. Compostos por membros dos Moullinex e QuartoQuarto, os Melquiades são capazes de criar sons particularmente únicos.

Editado no passado dia 17 de setembro e gravado por Pedro Ferreira (Quelle Dead Gazelle, HAUS)Oyster Eggs é o EP de estreia da banda. Trocadilhos, desenhos animados e boa onda misturam-se e invadem tanto os nomes das músicas como o nome do próprio EP, surgindo este Oyster Eggs de uma variação dos famosos "Easter Eggs", que tão familiares são na cultura dos cartoons e dos jogos.

A banda apresentou o EP ao vivo no Sabotage Club, na passada quinta-feira. Para aqueles que não foram, podem ouvi-lo em baixo.

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domingo, 16 de setembro de 2018

The Devil & The Universe estreiam-se em Portugal no Sabotage Club

© Maria Wagner
Os austríacos The Devil & The Universe que se tornaram conhecidos pela sua combinação impressionante de elementos de witch house, dark ambient, minimal - synth, ancient music e industrialized beats vão estrear-se no nosso país para um concerto que é para já único no país e está marcado para 15 de dezembro no Sabotage Club, em Lisboa.

Os The Devil & The Universe formaram-se em 2012, em formato duo, com o objetivo de usar a sua criatividade musical para permitir que a legitimidade dos mecanismos mágicos e religiosos formasse regras musicais, onde a autenticidade desses sistemas não desempenhasse nenhum papel. Desde então lançaram quatro álbuns, sendo que à capital trazem na bagagem Folk Horror, o mais recente disco editado em outubro do ano passado.

O concerto tem início previsto para as 23h00 contando com a abertura dos portugueses She Pleasures Herself. Ainda não são conhecidos os preços dos bilhetes. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

FERE em dose dupla na próxima semana


Depois do concerto em Braga nas Lazy Sessions Guadalupe, os portuenses FERE voltam à carga para a semana em dose dupla. No dia 21 de Setembro tocam no Understage do Teatro Municipal do Porto - Rivoli (pela mão da Amplificasom) e no dia seguinte rumam a Lisboa para tocar no Sabotage Club, desta vez acompanhados pelos Pledge (membros de Larkin, Mr. Miyagi e Hick Kinison).

Formados em 2015, os FERE lançaram em Março deste ano o seu primeiro álbum, Montedor, pela Raging Planet. O colectivo conta com Jaime Manso (baixo), João Pedro Amorim (guitarra), Pedro Alves (baixo) e José Pedro Alves (bateria) nas suas fileiras. A sua sonoridade aproximam-se de nomes como Isis ou Russian Circles. É ainda de realçar que, em 2016, o grupo foi convidado pelo Teatro Experimental do Porto a compor a banda sonora da peça de teatro "Nunca Mates o Mandarim", tendo sido interpretada ao vivo durante as apresentações da peça no Teatro Nacional São João

Os preços variam entre 5 € no Porto e 6 € em Lisboa.






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terça-feira, 31 de julho de 2018

Reportagem: Animal Hospital + UNITEDSTATESOF + Sal Grosso [Sabotage Club, Lisboa]

Animal Hospital

Numa noite fria de julho (17), daquelas onde o vento nos aborda pelas ruas do Cais do Sodré, fomos até ao Sabotage Club assistir uma noite de música exploratória preparada pela
Rotten \ Fresh, label DIY de Lisboa. No cartaz estevam presentes os projetos nacionais Sal Grosso e UNITEDSTATESOF, sendo que o grande destaque ia para Kevin Micka e o seu projeto a solo, Animal Hospital.

Passavam 15 minutos das 23h quando António M. Silva subiu ao palco com o seu projeto Sal Grosso. O produtor apresentou-nos um set composto por um conjunto de texturas sonoras, que ora percorriam caminhos mais ambientais e minimalistas, ora puxavam pelos graves intensos e ruidosos. Ao todo, foram aproximadamente 35 minutos de uma atuação agradável, mas pouco memorável para os presentes na sala lisboeta. Aguardemos por mais notícias de Sal Grosso, que, ao que parece, irá revelar em breve Lets all just go wild and put our hands in the air a bit, pelas mãos da recém-nascida combustão lenta records


UNITEDSTATESOF

Por volta da meia noite, foi a vez de João Rochinha entrar em cena com o seu projeto UNITEDSTATESOF. Dono de um dos álbuns nacionais mais interessantes a ser editado este ano pela Rotten \ FreshSelections 0, o artista deixou de lado este trabalho e surpreendeu-nos com um set de maior variedade de elementos sonoros que nos concertos a que assistimos anteriormente. Apostando no improviso, construíu um conjunto de paisagens sonoras a partir da sua guitarra, de alguns pedais e um controlador midi. Foi a melhor atuação que vimos até agora de UNITEDTATESOF, sendo bem notória a evolução do artista. 

Faltavam pouco de menos de 10 minutos para a 1h da manhã quando Kevin Micka, técnico de guitarra dos Yo La Tengo, banda que atuou este ano no NOS Alive,  se apresentou no palco do Sabotage. Em Animal Hospital, Micka assume a função de um "engenheiro de som", fundindo elementos eletrónicos com consolas de mistura, amplificadores e unidades de delay, enquanto constrói pacientemente várias camadas de loops formadas pela sons de bateria ao vivo, acordes de guitarra, entre outras melodias. 

Durante a atuação a sua sonoridade oscilou entre as texturas mais ambientais e as mais ruidosas, onde a percussão, resultante de uma pequena caixa metálica com microfones implantados, assumiu completamente o comando. O concerto, que teve uma duração de 45 minutos, apresentou como maior destaque a interpretação do tema "...And Ever", do álbum editado em 2009, Memory, bastante fiel ao reproduzido em estúdio. Em suma, tratou-se de uma confusão sonora estranhamente organizada, bem ritmada para os nossos ouvidos. 

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Le Baguette II leva Calcutá e Trovador Falcão ao Sabotage


A French Sister Experience, comunidade de artistas portugueses formada por Chinaskee & Os Camponeses, CAIO, Môno!, SunKing e Miguel Estrada e Os Cobra Cega, está a preparar a segunda edição do Le Baguette no Sabotage Club. Em palco vão estar Calcutá, projecto a solo de Teresa Castro, guitarrista e vocalista dos Mighty Sands, apresentando-​se agora num novo formato ao vivo, com Rui Antunes e Violeta Azevedo, e Trovador Falcão, o também projeto a solo de David Simões, baixista de Chinaskee & Os Camponeses, SunKing ou baterista de CAIO. O jovem multi instrumentalista vai apresentar o seu EP de estreia, Melros, lançado pela French Sister Experience, composto por 4 faixas que falam de amores, desamores e viagens no espaço e tempo. As portas abrem às 22h30 e os bilhetes custam 6€.


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terça-feira, 17 de julho de 2018

Os Pretty Lightning regressam a Portugal

Photo by Daniel Fuchs

Os Pretty Lightning regressam a Portugal ainda este verão depois da sua passagem pela edição do ano passado do Reverence Valada. Com o LP The Rhythm of Ooze ainda fresco, a dupla irá andar de norte ao centro do nosso país. No dia 13 de setembro, os alemães tocam no Jardim das Portas do Sol em Santarém, numa Cartaxo Session que será partilhada com o Matt Hollywood & The Bad Feelings. No dia seguinte (14 de setembro) os Pretty Lightning tocam no Barracuda - Clube de Roque. No dia 15 de setembro, a dupla desce até Lisboa para tocar no Sabotage Club, noite em que dividem as honras do palco com os Asteroid No.4.

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Pinkshinyultrablast em Portugal


É este ano que os Pinkshinyultrablast finalmente se estreiam em Portugal. Os porta-estandartes do shoegaze russo lançaram este ano Miserable Miracles, um álbum que se aventura pela dream-pop, pintando paisagens sonoras mais idílicas e coloridas que os seus antecessores (a título de exemplo, deixo aqui o videoclip de "Dance AM"). O trio baseado em São Petersburgo passa pelo Maus Hábitos no dia 20 de novembro (um concerto com a mão da Floc de Neu booking) rumando no dia seguinte (21 de novembro) a Lisboa, para atuarem no Sabotage Club

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Noite Rotten \ Fresh no Sabotage com Animal Hospital


A Rotten \ Fresh, label DIY de Lisboa, está a promover no Sabotage Club, Lisboa, uma noite de concertos que contará com a atuação de Animal Hospital, projeto a solo de Kevin Micka, assim como de UNITEDSTATESOF, moniker pelo qual João Rochinha lançou um dos melhores álbuns do ano, Selections 0, e Sal Grosso. Apontem aí nas vossas agendas, 17 de julho (terça-feira), com as entradas a terem o custo de 6€.

Falando um pouco mais em Animal Hospital, Micka funde elementos eletrónicos com consolas de mistura, amplificadores e unidades de delay, enquanto constrói pacientemente várias camadas de loops constituídas por batidas de bateria, acordes de guitarra, sinos e outras melodias resultantes de qualquer coisa, desde canções mais convencionais até texturas ambientais improvisadas.

Recordem aqui Memory, álbum editado por Animal Hospital em 2009.







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terça-feira, 26 de junho de 2018

Le Baguette: a noite em que a French Sister Experience toma conta do Sabotage


A French Sister Experience, comunidade de artistas portugueses formada por Chinaskee & Os Camponeses, CAIO, Môno!, SunKing e Miguel Estrada e Os Cobra Cega, está a preparar uma festa para esta quinta-feira, no Sabotage Club. Le Baguette vai reunir três artistas nacionais, os já citados Miguel Estrada e Os Cobra Cega, que vão apresentar o seu segundo EP Cansado, Miguel Freitas com o seu projeto Ola Haas e a dupla Môrus formada por Alexandre Moniz (Galgo) e Jorge Barata. As portas abrem às 22h30 e os bilhetes custam 6€.

Fiquem a conhecer um pouco dos projetos que vão passar pelo Sabotage.





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terça-feira, 19 de junho de 2018

A Last Day On Earth no Sabotage


Os A Last Day on Earth são uma banda de Leiria com 10 anos de existência com uma sonoridade com elementos de rock e metal. No próximo dia 22 de junho, sexta-feira, vão tocar no Sabotage Club, num evento que contará com abertura dos My Master the SunOs bilhetes estão disponíveis por 6€.

Podem ouvir o trabalho dos ALDoE aqui.


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terça-feira, 5 de junho de 2018

Reportagem: King Dude [Sabotage Club, Lisboa]


Sábado, 2 de junho. 

Noite de King Dude no Sabotage. Há um compasso de espera lá dentro, ouve-se Joy Division, conversa-se e entre beijos e abraços dos reencontros, começam a formar-se as habituais fileiras de gente em busca de um lugar o mais à frente possível do palco. Ali, junto ao piano, o microfone, uma mesa e uma guitarra encostada. À espera de King DudeO bar, está ladeado de conversas e o Sabotage a pouco e pouco começa a compor-se e assim, de repente e em noite de arraiais na rua, há imensa gente a descer pelas escadas e começo a pensar se caberemos todos ali. 

22h56, onde anda King Dude? - e há canções de Rowland S. Howard a disparar pela cabine do DJ, Brian Eno e Nick Cave por entre conversas e ruídos de quem chega e quer ver o mesmo. 

23h19, o reflexo dos projectores vermelhos da bola de espelhos no tecto, ficaram estáticos, parados. E baixam as luzes, e pára tudo. O inventor do estilo luciferiano, King Dude entrou, fez-se silêncio. 

Kind Dude

Apenas uma noite depois do concerto no Hard Club, no Porto, e uma noite antes de seguir para a Stereogun de Leiria, Thomas Jefferson Cowgill mais conhecido por King Dude, não aparenta qualquer sinal de cansaço. E a primeira canção surge perante uma atenta e silenciosa audiência "Deal With The Devil" e… 'Cheers!' diz ele, e mais três golos do whiskey do Tennessee e uma saraivada de palmas em resposta ao brinde. Olha fixamente para o horizonte algures entre a luz e a escuridão e diz que 'não vislumbra ninguém, mas sabe que estamos lá'. E de olhar maroto, maroto é o sorriso também, dá início a uma série de canções com a sua dark folk iluminada por aquele que ele diz ser o seu amigo Lucifer. E há coros a entoar da plateia, público certinho, certinhos no refrão da letra, e mais parece uma reza a um pai que não habita as missas ao domingo: "Lucifer's The Light of The World, Lucifer's The Light of The World, Lucifers The Light…", entoam - Stand-up comedy da folk ultra negra, é isso. Gargalhadas e palmas e silêncios numa interação sem adereços. King Dude é um bom conversador e sabe fazer rir e mandar calar enquanto canta as suas estórias apocalípticas e infernais. 

Kind Dude

O foco de luz mantém-se vermelho e estático, a bola de espelhos também. Aliás, King Dude, não é propriamente um apreciador de flashes, de strobes ou de selfies. Daí que todo o concerto tenha sido iluminado maioritariamente a vermelho e de um branco cinzento, e também ninguém ousou uma pose ou filmagem mais arrojada junto do palco. Canções como "Jesus In The Cortyard", "Born In Blood", "River Of Gold" de entre outras foram cantadas no timbre grave e sombrio que o caracterizam em discos como Songs of Flesh & Blood - In The Key of Light (2015) e Sex (2016). Na guitarra e com duas músicas apenas ao piano, deu a conhecer ao vivo um inédito (ainda) sem nome, conseguindo surpreender também a audiência pela versão acústica de "State Trooper" de Bruce Springsteen. Foi o delírio. 

Kind Dude

Já no final terminou o concerto com um 'venham ter comigo, tenho discos para vocês'. Ele por ele, 'tocava ali todas as noites da semana seguinte' dizia, 'ficava aqui a viver' e da plateia ofereceram-lhe casa, gatos e sofá.

Fotogaleria completa aqui ou ali em baixo.

King Dude [Sabotage Club, Lisboa]

Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Virgílio Santos

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

It Was The Elf e Fuzzil invadem o Sabotage Club



As bandas de stoner rock It Was The Elf e Fuzzil vão subir ao palco do Sabotage Club no dia 24 de maio. 

Da Serra da Estrela, em Portugal, a banda It Was the Elf queria criar um som usando todos os elementos e a essência da montanha. Um som heavy/stoner rock que faz com que experimentes o áspero e o cru, inserido em todo o fuzz e distorção, mas também a beleza e o ambiente selvagem. 



Os Fuzzil são uma banda de rock sem medos, de Alcobaça. Formados em 2015, misturam uma infinidade de estilos mas concentram o seu Fuzz no Psicadélico, com pitadas de prog e stonerCom dois 2 EP's lançados (Boiling Pot, 2015) , (Molten π, 2017) e algumas mudanças entre sonoridades, eles são Leonardo Baptista (voz/guitarra), Alexandre Ramos (voz/bateria), Wilson Rodrigues (baixo/voz) e Filipe Garcia (guitarra/voz).

A banda já tocou com nomes como Greenleaf (Suécia) , Bottlecap (Suécia), The Black Wizards, Stone Dead, Fugly e Verdun (França) e pisou palcos como o Indie Music Fest '17, Museum Festum '17, Sabotage, Cave 45, Stairway Club, D.R.A.C., etc.


Depois desta descarga intensa de rock, o after ficará encarregue do DJ Nuno Rabino.
Os bilhetes estão disponíveis por 6€. Todas as informações podem ser encontradas aqui.

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Fotogaleria: Whispering Sons + Second Still [Sabotage Club, Lisboa]


Na passada sexta-feira (dia 11 de maio) fomos até ao Sabotage Club, Lisboa assitir aos concertos dos belgas Whispering Sons - que regressavam à capital dois anos depois de terem atuado no Post-Punk Strikes Again - e dos norte-americanos Second Still, que faziam ali o primeiro concerto da carreira em território nacional.

A fotogaleria dos Whispering Sons e dos Second Still, na lente de Virgílio Santos, pode ser visita abaixo, ou aqui e aqui.

Whispering Sons

Whispering Sons [Sabotage Club, Lisboa]

Second Still

Second Still [Sabotage Club, Lisboa]

Fotografia: Virgílio Santos

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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Reportagem: Human Tetris [Sabotage Club, Lisboa]


Os Human Tetris são uns tipos russos com imensa energia e vontade de tocar, são de poucas palavras e praticantes de um post-punk radiante e melancólico em simultâneo. Depois de um interregno entre 2013 a 2016, voltam cheios de vigor e bem alinhados. No Sabotage Club apresentaram-se reforçados com a presença feminina da teclista Tonia Minaeva que vem dar uma maior elegância e complexidade à banda. 

A meu ver esta banda tem feito um trajecto incrível e tomado o rumo certo, prova disso foi o alinhamento apresentado, que previligiaou claramente o seu novo trabalho, o novo disco Memorabilia com canções como "Another day", "Ugly Night" ou "Melancholly". Mas mantendo sempre presente grades temas como "Things I Dont Need", por exemplo.

Human Tetris

Maxim Zaytsev é um baixista hiperativo, e necessita de bom espaço em palco para dar largas à sua forma expansiva com que se move e salta durante todo o e concerto. O baterista Ramil Mubinov, brindou-nos com energia para este e outro espetáculo com um ritmo frenético que foi imparável. Já Arvid Kriger, para além de boa voz e valente desempenho, demosntrou ainda mestria com as quatro cordas, uma boa surpresa. 

Em suma, a passagem dos Human Tetris por Lisboa foi um espetáculo intimista com reportório longo onde nem se sentiu a necessidade encore...a repetir sem dúvida.

Human Tetris [Sabotage Club, Lisboa]

Texto: Luis Felipe Almeida
Fotografia: Gil Simão

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