quinta-feira, 25 de abril de 2019

Fotogaleria: The Young Gods + She Pleasures Herself [Hard Club, Porto]


No passado dia 15 de abril fomos até ao Hard Club, no Porto para assistir ao último dos dois concertos que os suíços The Young Gods tinham agendados em Portugal. A camaleónica banda liderada por Franz Treichler trazia na bagagem o mais recente disco de estúdio, Data Mirage Tangram, o primeiro de originais em nove anos. 

A abrir o concerto dos lendários The Young Gods estava a banda lisboeta She Pleasures Herself que apresentou novos temas a incorporarem o próximo disco de estúdio XXX.

A fotogaleria do evento pode consultar-se na íntegra abaixo.



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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Os The Young Gods estão quase a chegar a Portugal


É já no próximo domingo (14 de abril) e segunda-feira (15 de abril) que os The Young Gods vão passar por Portugal em apresentação do mais recente disco de estúdio Data Mirage Tangram, disco que foi editado no passado dia 22 de fevereiro e chega nove anos depois de Everybody Knows (2010). A camaleónica banda suíça subirá aos palcos nacionais apenas com um dos membros da formação original - o vocalista Franz Treichler - mas indiscutivelmente com muita música para nos entregar.

Com uma carreira que contempla mais de 30 anos de história, os The Young Gods começaram por apresentar uma abordagem musical situada entre o punk industrial e o cabaré surrealista, cujo rumo foi direcionado, mais tarde, para a música eletrónica/techno, onde forjariam a sua sonoridade distinta.  


A abertura do concerto de uma das lendárias bandas do post-industrial fica a cargo dos lisboetas She Pleasures Herself que apresentam em Lisboa e Porto o novo disco XXX, a ser editado este ano.



Os concertos dos The Young Gods e She Pleasures Herself são agenciados pela promotora At The Rollercoaster e os bilhetes para ambos os concertos têm o preço único de 25€. As informações adicionais para o concerto em Lisboa podem ser encontradas aqui e para o concerto no Porto, aqui.

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terça-feira, 12 de março de 2019

She Pleasures Herself abrem para The Young Gods


Os lisboetas She Pleasures Herself (SPHS) vão ser a banda responsável pelos dois concertos dos  suíços The Young Gods em Portugal, agendados para o próximo mês, a 14 de abril no Lisboa ao Vivo (LAV) e a 15 de abril no Hard Club, Porto. O quarteto português apresentará em Lisboa e Porto a sua sonoridade provocante que mexe com todos os sentido, trazendo na bagagem o último disco de estúdio, Fetish (2017) além do novo disco intitulado XXX que deverá chegar às prateleiras este ano.

Formados em 2016 a banda atualmente composta por Nuno Varudo (voz), David Francisco (guitarra/ sintetizadores), Nuno Francisco (percussão) e Leticia Contreiras (sintetizadores), os SPHS apresentam uma sonoridade difícil de englobar num único género ou som, remetendo para as tonalidades da darkwave, electro, goth e post-punk da década de 70's e 80's. Tudo isso misturado com uma moderna e luxuosa imagem entre a decadência punk e o mundo fetichista. 


Ambos os concertos são agenciados pela promotora At The Rollercoaster e os bilhetes para ambos os concertos têm o preço único de 25€, podendo ser adquiridos na BOL online, na Fnac, nos CTT, Worten, El Corte Inglês. As informações adicionais para o concerto em Lisboa podem ser encontradas aqui e para o concerto no Porto, aqui


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Reportagem: The Devil & The Universe + She Pleasures HerSelf [Sabotage Club, Lisboa]


Mais meia-hora e não tarda, Sabotage lotado. Um sábado frio, a noite a avançar pelas horas numa Lisboa de céu encoberto envolta num clima natalício típico de Dezembro, noite de saídas, 24 de Julho, Cais do Sodré, Sabotage. O clube dos bons concertos. Noite de She Pleasures HerSelf (portugueses), de abreviatura SPHS (com “S” depois do “Her”) e também dos The Devil & The Universe (austríacos).


She Pleasures HerSelf


Estivessem eles e estiveram, em Berlim, Hamburgo, Roterdão, Praga e Milão e outras muitas cidades europeias. E antes que o ano termine, e partam em 2019 rumo a Glasgow, Manchester e Londres em tour com Ash Code e Sad Lovers & Giants, ainda se encontram em Lisboa. Os SPHS, são David Wolf (guitarras e teclas), Nuno Francisco (bateria electrónica e programação), Nuno Varudo (voz) e Letícia Contreiras (teclas e guitarra baixo).

De visual aprumado e distinto, David, impecavelmente vestido pela intenção e alma de quem não quer o socialmente vulgar, o primeiro a entrar em palco, a olhar em frente de frente para a audiência, num Sabotage lotado, a também destacada entrada em cena de Nuno Francisco semblante sério, as rufadas fortes e certeiras na bateria electrónica, com uma aparência digna de um filho de Odin. Há uma intro a acontecer, saída de um filme e a banda sonora não é, mas parece sair de um filme ao estilo do Eyes Wide Shut de Stanley Kubrick. Cruza-se o feedback letal e estridente, de uma certa sensação lúgubre. Letícia, séria e tranquila, a performer do fogo no Trash Circus, de cyber look discreto e Nuno Varudo, de Óculos Ray-Ban, de roupagem geométrica e estilizada, larga a corrente que segurava à cintura. 

São as canções do disco estreia Fetish (2017): “Fake”, “Time”, “Trust”, “Use You in Pogo” e “I Can´t Live In a Living Room” ali, com novas roupagens o original dos Red Zebra, tomam de assalto o Sabotage, fazem dançar num setlist que todos ou a maior parte conhecem: “Oceans Of Pleasure", “Dance With Her” - e dançou-se, dançaram até à última música, “Visions”. Com o anúncio de um segundo disco no decorrer de 2019, naquela noite, despediram-se daquele palco com uma inesperada explosão de feedback e ruído, a guitarra ficou sozinha a debitar uma linha amplificada ao lado de um kit de bateria disperso pelo chão, intencionalmente derrubado numa simbologia estética que vai para além da destruição, de uma certa fúria não verbalizada, de mensagem explicita. E foi do palco que Nuno Francisco, segundos antes, havia lançado um balão transparente, que subiu e voou de mãos em mãos e por ali andou até regressar de novo ao já silencioso palco. São portugueses e temos orgulho deles. Vão, vão pelo mundo fora - mas voltem sempre.





The Devil & The Universe


Roupagens nerd geek, parece-me. Máscaras de bode… com projecções de desenhos animados do tempo do Vasco Granja em pano de fundo, cruzadas com filmes de terror série B. The Devil & The Universe, na segunda parte da noite.

Assumem como influências directas Kenneth Grant, a magia, trilhas sonoras de filmes de terror, ambientes dark, mas isso são apenas palavras. Na realidade, assumem como interesse principal: דעת do hebraico que em português, significa - opinião. Há uma certa linguagem crítica nas letras e a música faz dançar, bastante.

Ashley Dayour, David Pfister e Stefan Elsbacher criam música, segundo eles, a partir de sistemas mágicos, numa espécie de permissão astral consentida através de mecanismos religiosos que legitimam (sistema  utilizado pelo famoso ocultista do século XX, Aleister Crowley) a criação musical, associada a um processo ligado a uma certa anarquia fonética extra-terrena, transformada num exemplo de perfeição sonora.  E é nesta definição que surge o termo por eles próprios criado: a goat wave. Deram um concerto enérgico, cheio de ritmo, apareceram de máscara, encapuzados e de negro.

No palco, há um certo exotismo nas samplagens, há órgão e sinos da igreja, ritmos industriais e de electrónica dançável e as tais máscaras com que haviam entrado são a sua imagem de marca, transmitem boas sensações, ao contrário do que se poderia esperar com uma temática tão obscura e misteriosa. O disco Folk Horror, cuja faixa inaugural dá o nome a esta tour, Alchemical Landscape(s), foi também a primeira música que tocaram, em jeito de introdução, dando logo de seguida lugar à batida forte que caracteriza este disco e que caracterizou todo o concerto. Mesmo com os atrasos, e a hora tardia a que se desenrolou, este evento da promotora Menino da Lágrima foi um sucesso pela diversidade artística, variedade e ecletismo das propostas apresentadas.




Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Gil Simão

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