domingo, 9 de dezembro de 2018

Os melhores concertos de 2018


É tempo de voltar atrás… às cidades, às ruas e aos festivais onde fomos ver os melhores espetáculos deste quase posto 2018. O ano promoveu uma série de estreias em território nacional, os regressos aguardados de artistas como Nick Cave, Slowdive, Anna Von Hausswolf e ainda a presença sempre bem-vinda dos nossos portugueses HHY & The Macumbas, que se projetam a passos largos, à conquista dos palcos internacionais. Além dos palcos portugueses também viajámos fora até Milão, Paris e a Colónia para marcar presença em concertos que de outra forma não marcariam a lista dos nossos preferidos. 

Em matéria de festivais, para o grande público, o NOS Primavera Sound foi aquele que, em média, mais encheu as medidas dos colaboradores da Threshold, seguindo-se ainda o Vodafone Paredes de Coura e o NOS Alive. Na categoria dos festivais de nicho, destaque para o renovado Extramuralhas que se voltou a evidenciar pelos atos irrepreensíveis, o novo Elétrico que se afirmou como um dos festivais a ter em atenção nos próximos anos e ainda o mini festival de post-punk e minimal wave de Leiria, o Monitor. Foi um ano digno em memórias que agora recordamos em lista:


David Madeira 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Slowdive - Hard Club, Porto
3. Anna von Hausswolff - Casa da Música, Porto
4. Emma Ruth Rundle - Passos Manuel, Porto
5. Circle - Milhões de Festa
6. Zeal & Ardor - NOS Primavera Sound
7. Nils Frahm - NOS Primavera Sound
8. Gazelle Twin - Milhões de Festa
9. Author & Punisher - Maus Hábitos, Porto
10. HHY & The Macumbas - Understage, Teatro Municipal do Porto - Rivoli

Edu Silva 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Idles - Hard Club, Porto
3. HHY & The Macumbas - Understage, Teatro Municipal do Porto - Rivoli
4. Circuit des Yeux - Auditório de Espinho
5. The Cosmic Dead -Woodstock 69 Rock bar, Porto
6. METZ - Hard Club, Porto
7. Soft Moon - Hard Club, Porto
8. Mr. Fingers - Elétrico
9. Fire! - Serralves em Festa
10. The Jesus and Mary Chain - Casa da Música, Porto

Filipe Costa 
1. Bad Gyal - NOS Primavera Sound
2. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
3. Big Thief - Vodafone Paredes de Coura
4. Khalil - ZDB, Lisboa
5. Sky H1 - Mucho Flow
6. Grouper - Semibreve
7. Mr. Fingers - Elétrico
8. Jasss - Jardins Efémeros
9. Gazelle Twin - Milhões de Festa
10. HHY & The Macumbas - Understage, Teatro Municipal do Porto - Rivoli

Francisco Lobo de Ávila
1. John Carpenter - Salle Playel,Paris
2. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
3. The Flaming Lips - Alcatraz, Milão
4. Zeal & Ardor - NOS Primavera Sound
5. Peter Murphy - Fabrique, Milão
6. Oshun - Queima Das Fitas de Coimbra
7. Superorganism - Circolo Magnolia, Milão
8. Slowdive - Hard Club, Porto
9. Nine Inch Nails - NOS Alive
10. Donny Benet - GrETUA, Aveiro

Gil Simão 
1. Slowdive - LAV, Lisboa
2. Peter Murphy & David J - Ruby Tour, 40 anos de Bauhaus - LX Factory, Lisboa
3. Bizarra Locomotiva - Festa do Avante
4. The Soft Moon - RCA, Lisboa
5. Human League - Vilar de Mouros
6. Editors - Vilar de Mouros
7. King Dude -Sabotage Club, Lisboa
8. Sextile - Sabotage Club, Lisboa
9. Paulo Bragança - Festa do Avante
10. Autobahn - Monitor

Hugo Geada 
1. Earthless - Sonic Blast Moledo
2. Causa Sui - Sonic Blast Moledo
3. Mercury Rev - Lux Frágil, Lisboa
4. St. Germain - Neopop
5. Confidence Man - Vodafone Paredes de Coura
6. David Bruno - GrETUA, Aveiro
7. Arcade Fire - Vodafone Paredes de Coura
8. Jungle - Vodafone Paredes de Coura
9. King Gizzard and the Lizard Wizard - Vodafone Paredes de Coura
10. Spectrum - Musicbox, Lisboa

João Barata 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Deafheaven - Essigfabrik, Colónia
3. Nine Inch Nails - NOS Alive
4. Fever Ray - NOS Primavera Sound
5. Voivod - Luxor, Colónia
6. Colour Haze - Hard Club, Porto
7. YOB - Gebäude 9, Colónia
8. Tyler, The Creator - NOS Primavera Sound
9. Between the Buried and Me - Live Music Hall, Colónia
10. Ulver - Extramuralhas

Miguel Silva 
1. Fields of the Nephilim - Hard Club, Porto
2. Heilung - Extramuralhas
3. Christian Death - Hard Club, Porto
4. Ulver - Extramuralhas
5. Bizarra Locomotiva - Extramuralhas
6. She Past Away - Stereogun, Leiria
7. Horskh - Extramuralhas
8. Shortparis - Extramuralhas
9. VNV Nation - Hard Club, Porto
10. L’An2000 - Stereogun, Leria

Rui Gameiro 
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Anna von Hausswolff - Convento de São Francisco, Coimbra
3. Friendly Fires - NOS Alive
4. Protomartyr - Musicbox, Lisboa
5. Slowdive - Hard Club, Porto
6. Vince Staples, NOS Primavera Sound
7. Yo La Tengo - NOS Alive
8. Nine Inch Nails - NOS Alive
9. Scúru Fitchadú - ZigurFest
10. Mercury Rev - Lux Frágil, Lisboa

Rui Santos
1. Nick Cave & The Bad Seeds - NOS Primavera Sound
2. Fleet Foxes - Vodafone Paredes de Coura
3. Confidence Man - Vodafone Paredes de Coura
4. Idles - Hard Club, Porto
5. Slowdive - Hard Club, Porto
6. Fever Ray - NOS Primavera Sound
7. Roger Waters - MEO Arena, Lisboa
8. Dead Combo/Mark Lanegan - Vodafone Paredes de Coura
9. Arcade Fire - Vodafone Paredes de Coura
10. Father John Misty - NOS Primavera Sound

Sónia Felizardo 
1. Shortparis - Extramuralhas
2. Fields Of The Nephilim - Hard Club, Porto
3. Rïcïnn - Extramuralhas
4. Ulver - Extramuralhas
5. Circuit des Yeux - Auditório de Espinho
6. Sextile - Hard Club, Porto
7. Slowdive - Hard Club, Porto
8. She Past Away - Stereogun, Leiria
9. Autobahn - Monitor
10. Second Still - Hard Club, Porto

Tiago Farinha
1. Animal Collective - Capitólio, Lisboa
2. Slowdive - Hard Club, Porto
3. Kikagaku Moyo - ZDB, Lisboa
4. Queens of the Stone Age - NOS Alive
5. Metz - Musicbox, Lisboa
6. Idles - LAV, Lisboa
7. Angel Olsen - Teatro da Trindade, Lisboa
8. Yo La Tengo - NOS Alive
9. Spectrum - Musicbox, Lisboa
10. A Place to Bury Strangers - RCA Club, Lisboa

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sábado, 25 de agosto de 2018

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - 17 de agosto

Slowdive

Sexta-feira contou com o regresso dos Slowdive ao festival, a vinda dos muito aguardados DIIV e um concerto em que os …And You Will Know Us by the Trail of Dead tocaram na íntegra o seu álbum Source Tags & Codes. Um dos dias com concertos mais interessantes. No entanto, antes da abertura do recinto, as primeiras bandas que se fizeram ouvir foram, no palco Jazz na Relva (este ano sem nenhum artista de jazz, curiosamente), QUADRA e Vaarwel.

Aquando da minha chegada ao recinto tocavam os portugueses smartini., que apresentaram o seu rock alternativo e noise rock no palco secundário do festival. Não houve muito tempo para assistir à sua performance pois Lucy Dacus estava prestes a subir ao outro palco no que foi o primeiro concerto da sua tour europeia. A cantautora americana tem uma sonoridade que passa pelo indie rock, mas conta com algumas canções mais longas do que se costuma encontrar no género, como por exemplo "Night Shift", uma das melhores. A sua atuação contou com crescendos bem conseguidos, bonitos pormenores em frases de guitarra e boas transições entre partes mais calmas e mais barulhentas, como acontece em "Timefighter". "Yours & Mine" e "Pillar of Truth" estiveram também entre as melhores canções que integraram a setlist. O concerto foi melhorando ao longo da sua duração e acabou por me surpreender pela positiva, deixando-me curioso por ouvir o mais recente álbum da artista, Historian.

Lucy Dacus

Assisti depois a parte do concerto dos tuaregues Imarhan. A banda da Argélia deu um bom concerto, mas não tem uma sonoridade que me agrade especialmente. Esta é comparável à de outros artistas que já passaram pelo nosso país, nomeadamente Tinariwen e Bombino. Uma cara ainda mais conhecida em Portugal deu o concerto a seguir: Kevin Morby. Sem a camisola do FC Porto que tinha prometido no Instagram usar durante o concerto, o autor de "City Music", "Crybaby" e "Dry Your Eyes" apresentou essas e outras canções e demonstrou o seu amor pela cidade do Porto. Aproximou-se do público, contribuiu para um bom ambiente e ainda segurou num cartaz em que um fã tinha escrito "<3 Kevin Normie". As melhores músicas foram aquelas que beneficiaram de arranjos mais trabalhados, enquanto que as que os tinham mais simples mais rapidamente se tornaram desinteressantes. Foi, no geral, um bom concerto. Ficamos à espera do seu regresso a Portugal, não deve faltar muito.

Quem nunca tinha vindo cá era Frankie Cosmos, que contou com um baterista que sabe falar português, tendo ido ao microfone agradecer ao público e ao festival. Este, aparentemente por estar doente, não tocou em todas as músicas, com Frankie a ser acompanhada apenas pela teclista em várias delas. O público tratou da percussão, batendo palmas em todas ou quase todas elas. Foi um concerto agradável, marcado negativamente apenas pelas repentinas mudanças de tempo que aconteceram em muitas das músicas. Estas nem sempre funcionavam bem, interrompendo demasiadas vezes o ritmo que se instalava anteriormente em cada canção.

DIIV

Os DIIV de Zachary Cole Smith, uma banda certamente influenciada pelo shoegaze e dream pop dos Slowdive, cabeças de cartaz deste dia, tocaram músicas dos seus dois álbuns e estrearam também uma canção nova. Infelizmente, sofreram de um equilíbrio de som que deixou um bocado a desejar, mas foram muito divertidos e competentes. Foram sem dúvida a banda que esteve melhor nas pausas entre músicas, tendo demonstrado um excelente sentido de humor. Entre as músicas tocadas estiveram "Doused", "Under the Sun", "Bent (Roi's Song)" e "Wait".

Os …And You Will Know Us by the Trail of Dead vieram apresentar o seu álbum mais conceituado, Source Tags & Codes, de 2002. A banda tocou-o de uma ponta à outra antes de se ouvir "Will You Smile Again?", de Worlds Apart. Com malhas como "How Near How Far", "Relative Ways" e "Source Tags & Codes", a banda deu um dos concertos mais energéticos do festival. O público fez mosh e crowdsurfing e o baixista elogiou o festival. Ao longo do concerto, Conrad Keely e Jason Reece alternaram inúmeras vezes entre o papel de vocalista e guitarrista e o papel de baterista. Infelizmente, a performance vocal de Conrad foi decepcionante e impediu que algumas das melhores músicas estivessem ao nível das versões de estúdio. Tirando isso, a banda fez um bom trabalho e deve ter saído de palco com mais fãs do que anteriormente.

…And You Will Know Us by the Trail of Dead

Após um concerto excelente na edição de 2015, os Slowdive regressaram a Coura. Desta vez com um novo álbum, a banda deu um concerto estranhamente fraco para os seus standards. Esteve longe de ser mau, mas foi a primeira vez que não sai espantado de um concerto da banda britânica. Houve alguns feedbacks muito agudos ao longo do concerto, algo que não tinha visto acontecer, foi tocada a pior versão ao vivo que ouvi de "Souvlaki Space Station", houve alguns erros (o baterista, por exemplo, atrasou-se várias vezes) e as músicas novas "Slomo" e "No Longer Making Time" não mostram a banda no seu melhor. "Alison", como é habitual, também não foi tão boa como em Souvlaki. No entanto, "Golden Hair" soou quase tão bem como sempre (foi pena os feedbacks terem acontecido ainda nesta música) e "Star Roving" (a fazer lembrar DIIV), "Sugar for the Pill" e "When the Sun Hits" tiveram os seus bons momentos.

Após este concerto as primeiras filas ficaram livres, antes de encherem de novo com os fãs de Skepta. Bastante desenquadrado do resto do cartaz do festival, o artista de grime conquistou parte do público com a sua energia, os beats frenéticos e rítmicos das suas músicas e alguns hooks bastante catchy. Tudo corria normalmente até, a certa altura, sair do palco por o público estar a atirar objetos para cima do palco. Acabou por regressar após um aviso e lá ficar até ao fim da setlist. Entre os destaques estiveram "It Ain't Safe" e a icónica "Shutdown". Pela negativa, foi notável o exagero do uso de alguns samples (o DJ Maximum muito gosta do som de air horn) e a interrupção de várias músicas alguns segundos após o seu início para depois serem começadas de novo, o que não faz sentido nenhum.

Pussy Riot

Após este razoável concerto começou o after no palco secundário com Pussy Riot. Introduziram-se com um (exageradamente) longo vídeo a criticar o capitalismo e Putin antes de passarem uma música de hardbass. Já estava a ser uma performance muito confusa por esta altura, mas ao menos era também engraçada e divertida. O pior estava para vir, quando se começou a ouvir rap e pop extremamente fraco e banal. Não fiquei até ao fim. Para uma banda com uma personalidade tão forte, as Pussy Riot fazem música mesmo genérica. 

Texto: Rui Santos
Fotografia: Hugo Lima

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quinta-feira, 15 de março de 2018

Slowdive de volta a Paredes de Coura


Após uma vinda a Portugal este mês, durante a qual deram concertos em Lisboa e no Porto, os Slowdive vão regressar ao Vodafone Paredes de Coura, por onde passaram em 2015. A banda lançou o ano passado o seu quarto álbum, o primeiro desde que se reuniu em 2014, e continua a ser dos mais marcantes nomes do shoegaze e dream pop.

Os outros nomes já confirmados são King Gizzard & The Lizard Wizard, The Mystery LightsJapanese BreakfastShameConfidence ManBig ThiefFleet Foxes…And You Will Know Us By The Trail of DeadCurtis Harding, SkeptaArcade Fire The BlazeO festival decorre de 15 a 18 de agosto na praia fluvial do Taboão. Os passes gerais estão à venda por 100 euros.

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domingo, 11 de março de 2018

Reportagem: Slowdive + Dead Sea [Hard Club, Porto]


Os ingleses Slowdive despediram-se de Portugal no Hard Club, na passada sexta-feira, 9 de março, depois de terem atuado no Lisboa ao Vivo no dia anterior. A banda britânica que entre 1991 e 1995 se afirmou como uma das revelações mais verosímeis do movimento shoegaze, estava de regresso ao país três anos depois da passagem pelo Vodafone Paredes de Coura, para apresentar Slowdive, o quarto disco de estúdio que chegaria 22 anos depois do último Pygmalion (1995), além dos temas mais marcantes da carreira. A abertura do evento, com chancela At The Rollercoaster, ficou a cargo do quarteto francês Dead Sea, que apresentava naquela noite os singles disponibilizados no Bandcamp, entre outros a integrar uma futura edição.

Previsto para as 20h00, o concerto dos Dead Sea começou por volta das 20h15 para uma sala ainda meia cheia, mas, ainda assim, curiosa para conhecer a "turbo chillwave", termo a que os Dead Sea recorrem para definir a sua sonoridade. O quarteto francês formou-se em 2014, mas até à data não lançou nenhum registo além dos singles "8.50" e "Lotion" que fizeram obviamente parte da setlist do concerto no Porto. A abrir com o novo tema "Keep It High" uma coisa se tornou óbvia, os Dead Sea reconhecem os elementos mais alucinógenos dos Slowdive e enfatizam-lhe as cores, os tons e os sentimentos. O resultado disso foi essencialmente notório ao nível do espetáculo de luzes pelo qual se fizeram acompanhar, que se encontrava perfeitamente programado consoante a música que se ia ouvindo. 


DEAD SEA

Os Dead Sea são fãs da nova escola e o resultado da sua atuação é plausível sob os mais diversos pontos de vista, contudo, souberam manter um concerto eficiente que, embora começasse de uma forma dúbia acabou por ser uma boa experiência para a maioria dos que assistiram. De um total de oito canções apresentadas, os Dead Sea criaram uma coerente evolução sonora entre os primeiros temas e aqueles que encerraram o concerto – o que foi sentido nos aplausos que se foram ouvindo cada vez mais alto – e, além da vocalista que dançou sem parar, a última música, "Know Where", fez ainda soltar alguns passos de dança entre os mais desinibidos. 


DEAD SEA

Ainda não eram 21h00, mas os Slowdive já tinham a sala quente para os acolher. Com o relógio a marcar as 21h20, o momento tão aguardado da noite finalmente começa: ouvem-se os primeiros gritos e aplausos e vimos os lendários Slowdive entrar em palco. Tudo neles nos parece um sonho, desde a música que produzem à sua performance em palco, contudo aqui, bastou ouvirem-se os primeiros acordes de "Slomo" para termos uma multidão hipnotizada pela nostalgia e o amor que os Slowdive nos fazem sentir. Acompanhada por Flo, o seu flamingo cor-de-rosa, no teclado, Rachel prendeu logo os primeiros olhares dos espectadores assim que a sua voz melancólica se fez ouvir no Hard Club. "Thank you Porto, how are you?", disse Rachel findada a primeira música.


SLOWDIVE

Entretanto começam a ouvir-se os primeiros acordes de "Crazy For You" e a sensação que temos é que aqueles velhos amigos de há duas décadas atrás não envelheceram e que estamos ali a testemunhar um momento histórico. O som continua poderoso e Rachel vai dançando e encantando. Foi magnífico e o resultado surtiu nos aplausos que se fizeram sentir logo um pouco antes da música acabar, depois então, foi a sala 1 do Hard Club toda em êxtase e aos gritos de contentamento. Aqueles eram os Slowdive que acompanharam a banda sonora de muitos na adolescência, a banda de uma vida, eventualmente. Ouviram-se "Star Roving" e "Avalyn", sentiu-se um calor infernal e depois "Catch the Breeze" enquanto o ar condicionado se fazia sentir. 


SLOWDIVE

"Souvlaki Space Station" fez iniciar um novo capítulo no concerto, que se ia rapidamente aproximando do fim, mas foi em "When The Sun Hits" que houve uma maior participação do público. Um dos grandes temas de carreira da banda britânica e definitivamente o mais aplaudido da noite, durante e pós performance. "Thank You" disse Rachel e partiram para "Alison", tema também muito acarinhado, do lado do público. 

Para finalizar o espetáculo os Slowdive escolheram apresentar a sua versão de "Golden Hair", tema original de Syd Barrett, que fez escurecer o palco - para a projeção de uma imagem do artista -  e encantou todos os presentes em sala. A performance vocal de Rachel foi tão poderosa e envolvente que, apesar dos pequenos dois minutos de duração, fez muitos afirmarem ser melhor que a versão original. Rachel saiu de palco assim que acabou de interpretar a letra da canção, deixando Nick Chaplin, Neil Halstead, Christian Savill e Simon Scott no controlo, até à despedida.


SLOWDIVE

Depois de terem abandonado o palco, os Slowdive regressaram para um encore de três canções "Don't Know Why", "Dagger" e para encerrar definitivamente, "40 Days"  que foi antecipada por um "Thank you, you've been amazing". No total, a banda britânica tocou 16 músicas num concerto de duração aproximada a 90 minutos, onde Rachel dançou imparavelmente. Belo, mágico e especial.


Slowdive + Dead Sea [Hard Club, Porto]


Texto: Sónia Felizardo
Fotografia: David Madeira

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sábado, 3 de março de 2018

Slowdive cada vez mais perto


Os Slowdive regressam a Portugal já na próxima semana, para data dupla, e com eles volta também a nostalgia do shoegaze e da dream-pop fabricados nos anos 90, que mais tarde influenciaria inúmeras bandas por todo o mundo. É com o homónimo Slowdive (2017) em mote, disco que marca o regresso da banda aos discos 22 anos depois de Pygmalion (1995), que os Slowdive retornam a Portugal, três anos depois da atuação no Vodafone Paredes de Coura, para dois concertos em nome prórpio marcados para 8 de março em Lisboa no LAV (Lisboa ao Vivo) e no dia seguinte, sexta-feira 9 de março, no Hard Club, Porto. 

A banda liderada por Rachel Goswell formou-se em 1989, em Reading, Inglaterra e conta com um total de quatro álbuns de estúdio, duas compilações, entre outros EP's e singles. Além de Slowdive (2017), deverão também ser ouvidos temas como "Crazy For You" de Pygmalion (1995), "Avalyn", "When The Sun Hits" e "Alison" de Souvlaki (1993) e ainda "Catch The Breeze" de Just For a Day (1991). A primeira parte do concerto ficará a cargo dos franceses Dead Sea que apresentam os primeiros temas de carreira.


Outra informação que vale a pena relembrar é a de que não devem fumar no local de concerto dado que Rachel Goswell é asmática. Os horários dos concertos, com o selo de qualidade At The Rollercoaster, estão disponíveis abaixo. Ainda podem comprar bilhetes para o concerto em Lisboa aqui e para o do Porto aqui

Horários dos concertos: 
DEAD SEA - 20H00. 
SLOWDIVE - 21H00.



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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Dead Sea abrem concertos de Slowdive em Lisboa e Porto


Os franceses Dead Sea foram a banda escolhida para abrir os concertos da tour Europeia dos Slowdive, que passa por Portugal a 8 de março no LAV (Lisboa ao Vivo), Lisboa e 9 de março no Hard Club, Porto, com assinatura da At The Rollercoaster. O quarteto gaulês, que define a sua sonoridade como turbo chillwave estreia-se assim em Portugal para apresentar os seus mais recentes singles "Lotion" e "8.50", bem como para mostrar novos temas de um futuro trabalho.

Os bilhetes para estes concertos já estão à vendas nos locais habituais e terão um custo de 30€. Informações adicionais relativas ao concerto de Lisboa aqui e ao do Porto aqui.



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domingo, 21 de janeiro de 2018

Programação: At The Rollercoaster - próximo trimestre

Slowdive

A promotora portuense At The Rollercoaster traz neste próximo trimestre (fevereiro, março e abril) às cidades Porto e Lisboa uma programação aliciante para os amantes da música dentro do panorama alternativo/underground, que contempla nomes como Slowdive e Tricky, mas também os históricos Fields Of The Nephilim e Christian Death. A abertura desta nova temporada está a cargo dos californianos SEXTILE que nos brindam com o seu post-punk caótico e revolucionário. O programa dos próximos três meses segue abaixo em detalhe.

FEVEREIRO

SEXTILE

25 de fevereiro - Hard Club, Porto | 21h00




Os SEXTILE vêm pela primeira vez à Europa apresentar o seu mais recente disco de estúdio Albeit Living, editado pela Felte Records o ano passado. Formados em 2015, o grupo traz uma atitude tipicamente punk ouvida numa sonoridade que tão depressa abraça os sintetizadores como os desfaz com linhas de baixo e vozes revolucionárias. Uma nova banda sensação a não perder. A banda toca a 26 de fevereiro no Sabotage Club, mas é o evento do Porto que traz o selo da At The Rollercoaster.

Os bilhetes normais para o concerto no Porto custam 10€. Para quem já tiver comprado  bilhete para Tricky a entrada é gratuita se forem um dos 100 primeiros a enviar email para attherollercoaster@gmail.com. Informações adicionais aqui.



TRICKY

27 de fevereiro - Lisboa Ao Vivo (LAV), Lisboa | 22h00
28 de fevereiro - Hard Club, Porto | 22h00




Adrian Nicholas M. Thaws, o produtor, vocalista e músico mais conhecido por Tricky regressa a Portugal em dose dupla para apresentar o  seu 13º disco de estúdio, ununiform, que saiu para as prateleiras em setembro do ano passado. Um dos nomes marcantes na cena do trip-hop dos anos 90 e indissociável dos grandiosos Massive Attack, Tricky regressa assim ao país, cerca de dois anos depois da última passagem, para um concerto que além do novo disco, promete explorar os mais conceituados hits.

Os bilhetes para ambos os concertos custam 25€. Informações adicionais do concerto em Lisboa aqui e do concerto no Porto aqui.



MARÇO


SLOWDIVE

8 de março - Lisboa Ao Vivo (LAV), Lisboa | 21h00
9 de março - Hard Club, Porto | 21h00





Os Slowdive regressam ao país este ano em promoção do mais recente e bastante aclamado disco homónimo que marcou o regresso da banda aos discos de estúdio após uma pausa de 22 anos.  A mítica banda inglesa do movimento shoegaze, além de Slowdive (2017), deverá também tocar temas como "Crazy For You" de Pygmalion (1995), "Avalyn", "When The Sun Hits" e "Alison" de Souvlaki (1993), bem como "Catch The Breeze" de Just For a Day (1991).

Os bilhetes para ambos os concertos custam 30€. Informações adicionais do concerto em Lisboa aqui e do concerto no Porto aqui.



FIELDS OF THE NEPHILIM

31 de março - Hard Club, Porto | 21h00




Os Fields Of The Nephilim - banda de rock gótico, que deu os primeiros passos na década de 80, em Londres - regressam ao Porto a 31 de março, para um concerto histórico e exclusivo no país. O atual quinteto, que conta com dois dos membros originais, deverá apresentar em solo nacional novos temas, além das músicas do último trabalho Mourning Sun (2005). A banda lançou o seu primeiro álbum Dawnrazor em 1987, sendo que os posteriores The Nephilim (1988), e Elizium (1990) fizeram aumentar a popularidade do grupo e fixar um culto a nível mundial.

Os bilhetes para este concerto único custam 25€. Todas as informações adicionais disponíveis aqui.



ABRIL

CHRISTIAN DEATH

27 de abril - Hard Club, Porto




Quase a fazer 40 anos de carreira, a banda de rock-gótico/death-rock Christian Death vai passar pelo país em abril, mais precisamente no dia 27, para um concerto único a decorrer no Porto, Hard Club e incluído na Romantic Death Tour. A banda, formada em 1979 por Rozz Williams ganhou destaque entre a crítica especializada após a edição do disco de estreia Only Theatre of Pain (1982). Embora já não integrem nenhum dos elementos da formação original, o trio traz Valor Kand, líder carismático da banda desde 1984.

Os bilhetes para este concerto único estarão à venda brevemente pelo preço de 20€.


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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Slowdive regressam a Portugal em março


Os shoegazers Slowdive vão regressar ao país este ano pelas mãos da irreverente At The Rollercoaster em promoção do mais recente e bastante aclamado disco homónimo que marcou o regresso da banda aos discos de estúdio após um hiatus de 22 anos. A mítica banda de shoegaze e dream-pop inglesa, que marcou o início dos anos 90, tem agendados em solo nacional dois concertos: o primeiro em Lisboa, a 8 de março no Lisboa Ao Vivo (LAV); e o segundo no Hard Club, Porto, a 9 de março.

Segundo as setlists dos últimos concertos da banda, além de Slowdive (2017), deverão também ser ouvidos temas como "Crazy For You" de Pygmalion (1995), "Avalyn", "When The Sun Hits" e "Alison" de Souvlaki (1993), bem como "Catch The Breeze" de Just For a Day (1991).


A banda atuou pela última vez em Portugal em 2015 no Vodafone Paredes de Coura. Os bilhetes para ambos os concerto terão um custo de 30€. Informações adicionais deverão ser reveladas na página de Facebook da promotora ou aqui.


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