segunda-feira, 17 de junho de 2019

HIDE anunciam novo disco, Hell is Here

© Krsitin Cofer

Os HIDE lançam já este ano o sucessor do bastante aclamado disco de estreia Castration Anxiety (2018, Dais Records) que chega às prateleiras em agosto sob o distintivo Hell Is Here. Juntos desde 2014 os HIDE criam composições com base em amostras que combinam gravações de campo de origem própria a várias culturas/mídias pop. Desde o lançamento do EP Black Flame (2016) - trabalho dedicado à memória de Reyhana Jabbari, uma iraniana de 27 anos que foi enforcada por supostamente ter matado alguém que tentou violá-la - à estreia em longa-duração com Castration Anxiety, que aborda questões de dinâmica de poder e representação, os HIDE continuam no levantamento de novas questões humanas com Hell is Here, apresentado através do novo single "Chainsaw".



Através de maquinarias texturizadas, ruído e uma instrumentação psicologicamente densa, os HIDE produzem um álbum que exige uma certa autonomia pessoal para ser consumido. Música feita para chocar, incomodar e confrontar. 

Além do anúncio deste novo longa-duração a dupla composta por Seth Sher e Heather Gabel lançou ainda na semana passada dois singles digitais, "Girl on Girl" e "Mommy", pela Sub Pop Records, que abordam o fenómeno da misoginia e aspetos da maternidade e podem ser escutados ali abaixo.


Hell Is Here tem data de lançamento prevista para 23 de agosto pelo selo Dais Records. Podem fazer pre-order do disco aqui.

Hell Is Here Tracklist:

01. Chainsaw 
02. 999 
03. SSSD 
04. Everyone's Dead 
05. Hell 
06. Respite 
07. 1/2 Trash 
08. Grief 
09. Pain 
10. Raw Dream

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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Low apresentam novo disco em Lisboa este sábado


Os norte-americanos Low já devem estar a fazer as malas para aterrarem sábado (29 de setembro) em Lisboa. O trio formado no anos 90 por Alan Sparhawk, Mimi Parker e Steve Garrington editou pela Sub Pop no passado dia 14 de setembro o seu décimo segundo álbum de estúdio, Double Negative. Considerado como o disco mais ousado e poderoso da sua carreira, Double Negative reveste as suas onze canções pop de elementos ruidosos e estáticos, havendo também espaço para terrenos sonhadores e ambientais.

O concerto dos Low no LAV - Lisboa ao Vivo também se fará dos seus êxitos passados, sendo esta uma banda com um excelente registo discográfico ao longo dos seus 25 anos de carreira. Músicas de I Could Live in Hope (1994) e Things We Lost in Fire (2001), álbuns que definiram o slowcore, não irão faltar.


Os bilhetes têm o custo de 22€ e pode ser aqui adquiridos.

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domingo, 22 de abril de 2018

Reportagem: Moaning + Metz [Hard Club, Porto]



Formados em 2007, os Metz têm vindo a estabelecer uma posição segura no panteão do rock. Reconhecidos pelas suas performances eletrizantes, o trio canadiano estreou-se pela Sub Pop com o aclamado álbum homónimo, valendo-lhes elogios positivos por parte da crítica e um culto confortável por parte de fãs do bom e saudoso rock das décadas de 80 e 90. Depois de um segundo disco que não passou de um mero sucessor, uma espécie de aperfeiçoamento do que já tinha sido praticado, os Metz procuraram uma rotura necessária para a produção do seu sucessor, Strange Peace, editado novamente pela norte-americana Sub Pop sob a supervisão de Steve Albini



Complementando harmonia e detalhe ao músculo e agressividade dos seus antecessores, Strange Peace trouxe uns Metz mais fervilhantes que nunca no regresso da banda ao Hard Club, desta feita para uma atuação na sala 2 do espaço portuense (a última atuação decorreu na sala principal do Hard Club, aquando da quinta edição do Amplifest). Sem grandes cordialidades, o trio composto por Alex Edkins (guitarra, voz), Chris Slorach (baixo) e Hayden Menzies (bateria) partiu de imediato para “The Swimmer”, abrindo o concerto com toda a glória e velocidade que se espera de um concerto de Metz. “Get Off” foi responsável por abrir o primeiro mosh pit, com os fãs a deixar bem assente o amor nutrido pelo primeiro disco do trio. Frenéticos e imparáveis, os Metz não deixaram grande espaço para respirar, mantendo aceso um ritmo que se verificou incansável de princípio ao fim. “Drained Lake”, com o seu lado fabril e industrial, remete-nos para os tempos de glória da família Touch & Go, onde o músculo dos Jesus Lizard se alia à voracidade e nervosismo de uns Drive Like Jehu



O alinhamento proposto pelo trio canadiano foi expansivo e empolgante, com “Headache” e “The Mule” a proporcionar momentos de pura catarse. Sem qualquer tipo de misericórdia, o trio canadiano atirou-se a cada um dos temas com uma explosividade e violência irrevogáveis. Adeptos de performances certeiras e sem rodeios, os Metz não estão para chachadas como encores previsíveis e aborrecidos, pelo que ao ouvir os primeiros acordes de “Acetate”, tema que tem culminado os últimos sets do trio, previa-se o aproximar do fim de um dos concertos mais sujos do ano. A premissa alterou-se, no entanto, já que a banda regressou ao palco para uma arrebatadora performance de “Wet Blanket”. O cenário de caos instaurou-se na sala mais pequena do Hard Club, que pela sua fisionomia permite um confronto mais próximo entre banda e público. Seguiram-se as invasões de palco e o crowdsurfing por parte do público que viveu os últimos minutos do concerto com toda a energia e comoção merecidas. 



Antes, os Moaning abriram a noite com um concerto de apresentação do disco homónimo de estreia. Naturais de Los Angeles, o trio norte-americano assinou recentemente pela Sub Pop, juntando-se ao catálogo da editora que outrora editou para Nirvana, Mudhoney e Beat Happening. A introdução deste jovem trio à conceituada casa é compreensível, com a banda a aliar o lado mais sombrio da música post-punk aos riffs sujos e distorcidos da nova vaga shoegaze. Passeando entre as melodias delicodoces de “Tired” e o nervosismo miúdo de “Don’t Go”, os Moaning conseguiram uma atuação curta e eficaz. Não trazendo uma abordagem propriamente inovadora, o trio demonstrou, no entanto, um cunho bastante próprio e confiante, mas nada que uns Cheatahs ou até mesmo uns Shame não estejam a praticar melhor de momento.




A fotogaleria pode ser vista aqui ou no link em baixo.


Metz + Moaning [Hard Club, Porto]


Texto: Filipe Costa

Fotografia: David Madeira

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quarta-feira, 7 de março de 2018

Beach House regressam a Portugal com novo álbum, 7


Os americanos Beach House vão regressar a Portugal no próximo mês de setembro pelas mãos da RITMOS, atuando no dia 25 no Coliseu de Lisboa e no dia seguinte no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. Os americanos trarão na bagagem o seu novo disco, intitulado 7, que contará com colaborações de Sonic Boom (Spacemen 3) e James Barone. Os bilhetes têm o custo de 28€ e estarão disponíveis a partir da próxima sexta-feira, dia 9, em bol.pt e nos restantes locais habituais (FNAC, Worten, CTT, El Corte Inglês, etc.).

Além da anteriormente revelada “Lemon Glow”, os Beach House lançaram também “Dive", que podem ouvir em baixo.


7 será lançado a 11 de maio pelas editoras Sub Pop, Bella Union e Mistletone (pre order aqui), e terá a seguinte artwork e tracklist:


7 tracklist:
1. Dark Spring
2. Pay No Mind
3. Lemon Glow
4. L’Inconnue
5. Drunk in LA
6. Dive
7. Black Car
8. Lose Your Smile
9. Woo
10. Girl of the Year
11. Last Ride​

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terça-feira, 11 de julho de 2017

METZ anunciam novo álbum 'Strange Peace'

novo-album-METZ

Os METZ, coletivo de noise rock canadiano, vão editar o seu terceiro LP, Strange Peace. Este novo trabalho foi produzido pelo mítico Steve Albini e tem o selo da Sub Pop. Chega às lojas a 22 de setembro e vem na sequência do LP homónimo de 2012 — METZ — e do seu sucessor, METZ II (2015).

A banda divulgou o single de avanço "Cellophane", assim como a capa e o alinhamento de Strange Peace.




Strange Peace:
Mess of Wires
Drained Lake
Cellophane
Caterpillar
Lost in the Blank City
Mr. Plague
Sink
Common Trash
Escalator Teeth
Dig a Hole
Raw Materials

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sábado, 1 de outubro de 2016

[Review] Goat - Requiem



Requiem // Subpop Records // setembro 2016
9.4/10


Estão bem sentados? Ouvidos preparados? Então muito bem, dispam os casacos porque apesar de serem suecos, os Goat pretendem levar-nos com mais um novo álbum a terras africanas. Requiem é então o quarto álbum de estúdio de Goat, desta vez um disco-duplo, visto que tem dois lados, tal como o White Album, dos Beatles

Começa com "Djorolen/ Union of a Mind and Soul", música que entra logo a rasgar com direito a uma breve introdução sonora ao que vai ser o álbum. Calmo, com o cantar dos pássaros a dar-nos um ambiente tranquilo, começamos a ouvi
r as vozes das duas vocalistas num coro muito bem alinhado. A nossa respiração acompanha e entramos num estado de espírito zen até que, passados um minuto e dezanove, rebenta tudo e entramos numa viagem, estamos nos Andes e somos perseguidos por uma voz, que entoa frases espirituais, sobre o poder, a corrupção. Há um acompanhamento constante das flautas e do baixo que desempenham papeis fundamentais. 


Nesta faixa surge-nos o que vai ser o mantra que este álbum transmite. Na segunda parte, "Union of a Mind and Soul", antes de um grande solo de guitarra, que mostra querer ser libertada, não ter rédeas e ser independente, ouve-se "Open Your Mind/See what you can find/ Open your mind". Excelente malha introdutória já a dar-nos uma brisa quente do que vai ser até ao fim este álbum. 

Segue-se então "I Sing In Silence", pertencente ao conjunto de singles que a banda partilhou antes do álbum sair e que já anda a tocar em bastantes momentos. Continuamos num set de viagem, as malhas de Goat são como o nosso momento de meditação. Em concerto conseguem com que o ambiente seja uma festa, um bonito ritual. E esta "I Sing In Silence" consegue ser isso, o prolongamento da viagem mas em tons festivos. 

"Temple Rythms" consegue pôr-nos com o coração um pouco mais exaltado graças ao papel da percussão, sempre on point, numa batida constante, e também das flautas que vão acompanhando. Com esta podemos dizer que entramos dentro do coração da selva e encontramo-nos à deriva, completamente perdidos de tudo e começamos a explorar. 

O que podemos observar até aqui é que Goat continuam com a faceta instrumental muito presente, apresentando-nos até aqui uma faixa cantada e apenas uma de instrumental onde se vê muito jammin e mash-up de ideias variadas que surgem entre elementos, onde cada um consegue ser protagonista. "Alarms" é caso disso, guitarras a serem as estrelas desta faixa, percussão e vozes acompanham, um riff estrondoso já para o fim da música, a elevar os níveis para depois descermos à terra de maneira agressiva. 

Na faixa "Trouble In The Streets" conseguem, de novo, fazer uma malha fresca quando estamos cheios de calor. A guitarra e o sintetizador levam-nos até ao mar num dia de verão quente onde nos podemos refrescar. A voz continua a desempenhar o seu papel, as vozes falam-nos de paz de espírito, innerpeace e deixam-nos relaxados. Fomos envolvidos numa onda, saboreamos o sal e voltámos a cima, onde o sol nos consegue queimar a pele. Surgem depois duas faixas totalmente instrumentais, jams cósmicas puras, "Psychedelic Lover" e "Goatband". Conseguem ser músicas bem estruturadas em que a voz não precisa de entrar pois iria ser sugada pelos instrumentos. 




Em seguida mais um dos singles partilhados, "Try My Robe", música em que a guitarra tem um crescendo que a eleva a outro nível. Existe uma mensagem de festa nesta canção "Come sit down by my side, play the drums/Taste my food and drink my rum". Esta frase vira tudo do avesso e agora estamos numa tribo a atravessar um rito de iniciação. 



Nas cinco músicas seguintes é posto em prática algo em que Goat dominam: a vertente do krautrock, space rock e psych são testadas. Por outras palavras, apenas nos mostram que são a banda que domina um afro-psych-kraut-voodoo, peça principal e fundamental que os define. Dar importância a "Goodbye", que consegue ser aquela faixa que podemos ouvir no momento de despedida, dando esse sentido através do seu ritmo. Consegue ser hipnotizante ao ponto de só ouvirmos distorção. 

Destacar também a última "Ubuntu", que consegue executar um mashup de todos os momentos vocais e manda-nos uma mensagem: "There is a space where you can go beyond your experiences and seek out what lights us". Tem ainda um cheirinho do último álbum World Music

Acaba assim a nossa viagem. Infelizmente sim, a nave aterrou, nem nos lembrávamos já de estar sentados. É um álbum coerente e que expressa bem o que os suecos Goat representam. O Ibrahimovic da música, uma besta musical que consegue dar-nos uma viagem agressiva porém mágica. Um álbum excelente, parabéns. 

Open your mind. 

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terça-feira, 17 de maio de 2016

THEESatisfaction terminaram


Depois de sete anos lado a lado, o duo formado por Stasia Irons e Catherine Harris-White mais conhecido por THEESatisfaction chegou ao fim. Pelo caminho, o duo de Seattle editou dois álbuns de estúdio, awE naturalE (2012) e EarthEE (2015), e passou pelo nosso país em 2015, para atuações na Galeria Zé dos Bois e no Milhões de Festa.

Num comunicado oficial publicado no Tumblr da banda, pode se ler que as artistas decidiram crescer e levar as suas carreiras individuais ao próximo nível. 

Para quem quiser, em baixo está o comunicado na íntegra:
After seven years of creating, touring, pushing boundaries and breaking through glass ceilings, THEESatisfaction has decided to end the group. We have decided to grow and take our individual careers to the next level.
Having been on the road every year since our first with very few breaks, it is time for us to rest, reflect & grow independently. We are grateful to our family, friends, fans, our agent Robin Taylor and our recording label Sub Pop for the ongoing support.
 Sincerely, THEESatisfaction

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

[Review] Beach House - Thank Your Lucky Stars


Thank Your Lucky Stars // Sub-Pop // Outubro de 2015
8.5/10

No espaço inferior a um trimestre, eis que temos mais um álbum dos Beach House em mãos. 3 anos passaram desde que os Beach House editaram Bloom. E no entanto, menos de 3 meses separam Depression Cherry de Thank Your Lucky Stars, o seu sexto e mais recente LP. 

Ao olharmos para trás, os Beach House já nos tinham dado bastantes pistas sobre este Thank Your Lucky Stars. Desde a faixa então desconhecida que tocaram em 2014 num concerto em Saskatoon — essa faixa é a "One Thing" — chegando às letras de músicas e fotos dos Beach House em estúdio espalhadas pelo depressioncherry.com — endereço que foi posteriormente actualizado para dcandtyls.com — e  acabando nas pistas que eles lançaram via twitter, parece que a intenção dos Beach House foi sempre lançar estes dois álbuns em conjunto. Portanto, dado o calendário que os Beach House nos ofereceram, também nos parece ajustado analisar Thank Your Lucky Stars à sombra de Depression Cherry.


Os Beach House em estúdio.

Quando comparamos ambos os LP, o facto é que Thank Your Lucky Stars está num local bastante distante do planalto de reverbs e shoegaze arquitectado em Depression CherryOs Beach House de Thank Your Lucky Stars não estão tão centrados na produção de um monólito etéreo e primam pela produção de uma pop sensível com o auxílio de sintetizadores e teclados. Em Thank Your Lucky Stars temos uns Beach House mais individualistas. Individualismo esse que é audível na expressão dos instrumentos e na voz de Victoria Legrand. As camadas que compõem a paisagem sonora de Thank Your Lucky Stars são mais perceptíveis e fáceis de dissecar do que as de Depression Cherry. As teclas e os sintetizadores perdem destaque para as guitarras. A voz de Legrand destaca-se da instrumentação e alcança o seu próprio patamar. Por tudo isto, respira-se muito mais “pop” do que “dream” em Thank Your Lucky Stars. Mas à semelhança de Depression Cherry — e à imagem da obra dos Beach House — a mensagem da sua música encontra-se enraizada nas mais primárias emoções humanas: a saudade, a paixão, a ansiedade, a nostalgia, o amor, a morte…enfim, a vida. 


 

Na nossa review ao Depression Cherry, afirmámos que este era um álbum de inverno lançado no verão. Se tal é verdade, Thank Your Lucky Stars é um álbum de verão lançado em pleno outono. Ainda que ambos os álbuns tenham sido gravados na mesma sessão de estúdio, as canções que compõem Thank Your Lucky Stars foram escritas entre julho e novembro de 2014 — imediatamente após a escrita das canções que compõem Depression Cherry. Tal facto condicionou a sonoridade das canções, resultando numa atmosfera quente e pop que se distancia da do seu antecessor. Conseguimos quase testemunhar duas versões diferentes dos Beach House: uma mais "dream" em Depression Cherry e outra mais "pop" em Thank Your Lucky StarsDir-se-ia até que a sonoridade dos Beach House de Thank Your Lucky Stars está mais próxima da dos Beach House que surgiram no ano de 2006. Por esse facto, não deixa de ser curioso o facto de Thank Your Lucky Stars ter sido gravado na mesma sessão de estúdio de Depression Cherry. 


Apesar de todas as tentativas de separar Thank Your Lucky Stars do seu antecessor e tentar analisá-lo em vácuo, o curto intervalo de tempo que separa os dois LPs inviabiliza esse exercício. O intervalo de tempo entre os dois discos é demasiado curto e as diferenças entre os dois álbuns são demasiado notórias para não ser pertinente uma análise de Thank Your Lucky Stars à luz daquilo que o distingue de Depression CherryAs comparações são também inevitáveis porque ainda não tivemos tempo de digerir Depression CherryHaverá quem defenda que nunca podemos ter demasiado de uma coisa boa. De facto, tanto Thank Your Lucky Stars como Depression Cherry são álbuns brilhantes. Mas precisamente por serem álbuns excelentes é que consideramos que estes deveriam ter um espaço de tempo considerável a separar cada um deles. Isso evitaria exercícios de comparação entre os dois álbuns (iriamos analisar o álbum enquanto álbum e não enquanto conjunto) e daria tempo para que o álbum fosse devidamente absorvido pelo seu ouvinte. Acreditamos que o segundo ponto sai prejudicado pelo primeiro. Por tudo isto, é impossível analisar ambos os álbuns em vácuo, quando ainda mal tivemos tempo para encaixar um deles.

Por outro lado, nenhum exercício de comparação que possamos fazer entre os dois LPs lesa os Beach House. Afinal de contas, estamos a comparar dois discos da mesma banda e ambos excelentes por sinal. Mais ainda, os Beach House não têm nada a provar. A sua discografia é excelente e, enquanto banda, os Beach House serão talvez uma das maiores referências — se não "A Referência" — da dream pop actual.

Relembramos nesta review que os Beach House vão brevemente iniciar a sua extensa tour europeia e que esta vai passar por Portugal — mais precisamente pelo Armazém F em Lisboa (os bilhetes para este concerto já estão esgotados) e pelo Teatro Sá da Bandeira no Porto. A última vez que os Beach House estiveram entre nós foi em 2013, para apresentarem o Bloom. A digressão que vai trazer os Beach House até nós em novembro deste ano foi agendada ainda antes do lançamento de Depression Cherry. Portanto, os Beach House trazem não um, mas dois álbuns novos para apresentar ao vivo. Estamos em pulgas. 

Enquanto novembro não chega, fiquem com o vídeo do malhão de Thank Your Lucky Stars e com as letras do mesmo para irem aprendendo.


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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Foi divulgada a capa de "Thank Your Lucky Stars", o novo LP dos Beach House


Durante a madrugada de hoje, os Beach House divulgaram mais pormenores sobre Thank Your Lucky Stars, o seu vindouro LP. Além da divulgação da capa e da tracklist de Thank Your Lucky Stars, ficámos a saber que este LP será mais uma edição da mítica Sub-Pop
Thank Your Lucky Stars tem data de lançamento prevista para o dia 16 de outubro deste ano. Este álbum será o sexto longa-duração do colectivo de Baltimore e o segundo que lançam este ano (o primeiro foi o Depression Cherry).

Lembramo-vos que os Beach House nos vão visitar em novembro deste ano (no dia 23 no Armazém F e no 24 no Sá da Bandeira) e que além de trazerem na bagagem dois álbuns para nos apresentar ao vivo, teremos ainda o guitarrista Dustin Wong na primeira parte dos certames.

Em baixo, deixamo-vos a tracklist de Thank Your Lucky Stars e com o Depression Cherry.

1.Majorette
2.She's So Lovely
3.All Your Yeahs
4.One Thing
5.Common Girl
6.The Traveller
7.Elegy to the Void
8.Rough Song
9.Somewhere Tonight

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Os Beach House voltaram às edições e aos concertos

Os Beach House acabaram de anunciar o seu regresso às edições com o lançamento no vindouro Depression Cherry. O álbum sairá no final do verão — dia 28 de Agosto — e contará com a edição da mítica Sub-Pop. A par deste anúncio, os Beach House divulgaram também uma bateria de datas para os EUA e para a Europa.
Notem as datas desde já confirmadas para Lisboa e Porto ainda para este ano: 23 e 24 de Novembro, respectivamente.

Abaixo deixamo-vos com a tracklist do vindouro Depression Cherry e com as datas já divulgadas pelos Beach House.

Depression Cherry:
01 Levitation 
02 Sparks 
03 Space Song 
04 Beyond Love 
05 10:37 
06 PPP 
07 Wildflower 
08 Bluebird 
09 Days of Candy

Beach House:
08-18 Portland, ME - State Theatre 
08-19 Northampton, MA - Pearl Street Nightclub 
08-20 Burlington, VT - Higher Ground 
08-21 Buffalo, NY - Town Ballroom 
08-22 Millvale, PA - Mr. Small’s 
08-24 Albany, NY - Upstate Concert Hall 
08-25 Providence, RI - Lupo’s Heartbreak Hotel 
08-26 New Haven, CT - College Street Music Hall 
09-17 Columbus, OH - Newport Music Hall 
09-18 Cincinnati, OH - Bogart’s 
09-19 Royal Oak, MI - Royal Oak Theatre 
09-21 Milwaukee, WI - Pabst Theatre 
09-22 Minneapolis, MN - First Avenue
09-25 Omaha, NE - Slowdown 
09-26 Lawrence, KS - Liberty Hall 
09-27 St. Louis, MO - The Pageant 
09-28 Memphis, TN - Minglewood Hall 
09-29 Tulsa, OK - Cain’s Ballroom 
10-01 Houston, TX - House of Blues 
10-02 New Orleans, LA - Civic Theatre 
10-03 Birmingham, AL - Saturn 
10-04 Nashville, TN - The Ryman Auditorium 
10-06 Atlanta, GA - Buckhead Theatre 
10-07 Asheville, NC - Orange Peel 
10-08 Saxapahaw, NC - Haw River Ballroom 
10-24 Belfast, Northern Ireland - Mandela Hall 
10-25 Dublin, Ireland - Vicar Street 
10-26 Glasgow, Scotland - ABC 
10-27 Manchester, England - The Ritz 
10-29 Paris, France - Pitchfork Music Festival Paris
10-30 London, England - Shepherds Bush Empire 
11-02 Amsterdam, Netherlands - Paradiso 
11-03 Brussels, Belgium - Autumn Falls @ AB 
11-04 Koln, Germany - Gloria 
11-05 Luxemborg, Luxemborg - Den Atelier 
11-07 Reykjavik, Iceland - Iceland Airwaves 
11-10 Oslo, Norway - Sentrum Scene 
11-11 Gothenburg, Sweden - Tradgarn 
11-12 Stockholm, Sweden - Debaser Medis 
11-13 Copenhagen, Denmark - Vega
11-14 Hamburg, Germany - Kampnagel K1 
11-16 Berlin, Germany - Huxley’s 
11-17 Munich, Germany - Freiheiz 
11-18 Lausanne, Germany - Les Docks 
11-20 Barcelona, Spain - Apolo 
11-22 Madrid, Spain - La Riviera 
11-23 Lisbon, Portugal - Armazén 
11-24 Porto, Portugal - Teatro sa da Bandeira 
12-09 Los Angeles, CA - The Fonda Theatre
12-10 Los Angeles, CA - The Fonda Theatre 
12-17 San Francisco, CA - The Fillmore 
12-18 San Francisco, CA - The Fillmore

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os Metz anunciam "METZ II"


Os Metz, coletivo de noise rock canadiano,
vai lançar o seu segundo LP, chamado METZ II.

Este vem na sequência do LP homónimo de 2012 — o METZ — e o colectivo divulgou ainda a faixa "Acetate" que vai constar do alinhamento de METZ II
METZ II tem data de lançamento prevista para o dia 5 de Maio deste ano e conta com a edição da prestigiada Sub Pop.

Aqui deixamo-vos o link para o single "Acetate" e abaixo a tracklist de METZ II e uma bateria de datas que os Metz já agendaram para uma tour pelos EUA e pela Europa.

Metz II Tracklist:
01 Acetate

02 The Swimmer

03 Spit You Out
04 Zzyzx
05 IOU
06 Landfill
07 Nervous System
08 Wait in Line 
09 Eyes Peeled
10 Kicking a Can of Worms


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Feb. 28 - Mexico City, MX - NRMAL Festival

Mar. 03 - London, UK - 100 Club [Sold Out]

Mar. 05 - Paris, FR - Point Ephemere
Mar. 16 - Austin, TX - SXSW
Mar. 18 - Austin, TX - SXSW
Mar. 19 - Austin, TX - SXSW
Mar. 20 - Austin, TX - SXSW
Apr. 15 - Buffalo, NY - Mohawk Place*
Apr. 16 - Columbus, OH - Double Happiness*
Apr. 17 - Cleveland, OH - Beachland Ballroom*
Apr. 18 - Ferndale, MI - The Loving Touch*
May 01 - Toronto, ON - Lee’s Palace^
May 02 - Toronto, ON - Lee’s Palace^
May 08 - Austin, TX - Levitation 2015
May 09 - Atlanta, GA - Shaky Knees Festival
May 11 - St. Petersburg, FL - State Theatre**
May 12 - Orlando, FL - The Social**
May 13 - Birmingham, AL - Work Play**
May 14 - Nashville, TN - Mercy Lounge**
May 19 - St. Louis, MO - The Firebird**
May 20 - Chicago, IL - Lincoln Hall
May 21 - Minneapolis, MN - 7th Street Entry**
May 22 - Minneapolis, MN - 7th Street Entry**
May 23 - Madison, WI - High Noon Saloon**
May 26 - New York, NY - Bowery Ballroom**
May 27 - Brooklyn, NY - Music Hall of Williamsburg**
May 28 - Washington, DC - 9:30 Club**
May 29 - Philadelphia, PA - Union Transfer**
May 30 - Boston, MA - Paradise**
Jun. 16 - London, UK - Underworld
Jun. 17 - Brussels, BE - Botanique - Rotonde
Jun. 19 - Hilvarenbeek, NL - Best Kept Secret Festival
Jun. 20 - Scheesel, DE - Hurricane Festival
Jun. 21 - Neuhausen ob Eck, DE - Southside Festival
Jun. 22 - Leipzig, DE - Taubchenthal
Jun. 24 - Berlin, DE - Cassiopeia
Jun. 25 - Cologne, DE - MTC
Jul. 24 - 26 - Oro-Medonte, ON - WayHome Music & Arts Festival
* w/ Lightning Bolt
** w/ FIDLAR
^ w/ Protomartyr

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[Review] Sleater-Kinney - No Cities To Love



Sleater-Kinney // Sub Pop // Janeiro 2015
8.0/10

Depois de praticamente uma década separadas (sendo que cada membro da banda preferiu investir nas suas carreiras a solo) as Sleater-Kinney anunciaram em Outubro de 2014 que se tinham reunido e, sem demoras, revelaram que haveria novo álbum no inicio de 2015; deixando o panorama musical em alvoroço e à espera do oitavo longa-duração da “melhor banda do mundo”.

Para quem esperava um sucessor directo do The Woods (onde reinava uma sonoridade mais próxima do prog, e onde as guitarras facilmente se alongavam faixa adentro), prepare-se; em No Cities To Love, as Sleater-Kinney abraçam a pop e fazem-se munir de canções curtas e carregadas do punk que lhes é característico.

É este sentimento de “quase” redescoberta que podemos ver infundido em praticamente todas as faixas de No Cities To Love: “We speak in circles/We dance in code” canta Corin Tucker em “Bury Our Friends”, referenciando a ligação quase que transcendental que une este trio de Olympia; em “Surface Envy” a mensagem continua presente, mas desta vez, deixando-a transparecer através da instrumentalização e do refrão onde entoam: We win, we lose/ Only together do we break the rules / We win, we lose / Only together do we make the rules



São 10 faixas em que se vai do sussurro ao grito, de um rock etéreo ao punk puro, da precisão suíça de Janet Weiss na bateria às guitarradas desenfreadas Carrie Brownstein; sendo que tudo isto culmina em uns brilhantes 32 minutos de perder o folgo.

Numa entrevista dada por Brownstein, esta afirmava que neste novo trabalho pretendiam escrever “sem olhar para trás, como se estivéssemos começado agora a banda”; e No Cities To Love é isso mesmo: um showcase do seu passado, tentando mostrar de onde vêm, no entanto, a olhar para o futuro e a quererem trilhar um novo caminho ; uma tentativa de explorar a idade, a experiência e criatividade, sem perder o cunho pessoal que as trouxe até aqui.


As Sleater-Kinney não se reinventaram, mas não faz mal; para mim continuam a ser “the best in the world”.

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