segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Vai-m'à Banda regressa no final do mês para a sua terceira edição


Gratuito e itinerante, o Vai-m'à Banda é uma celebração da música e destes locais de tão forte tradição na cidade. Num diálogo que pretende contribuir para a preservação das tascas e seus costumes, a música aparece como a melhor desculpa para reunir pessoas onde os cabeças de cartaz são, por um dia, o vinho de malga, o bolo com sardinhas e o caldo verde.

Na terceira edição, o Vai-m’à Banda expande-se e inclui duas novas tascas. Os Amigos da Penha e a Adega dos Caquinhos juntam-se assim às já conhecidas Adega do Ermitão, Tio Júlio, Taberna do Trovador, e Tasca Expresso. A música, essa desculpa perfeita para experenciar todos estes espaços, fica a cargo de Omar Souleyman, Sunflowers, Luís Severo, Benjamim, Calcutá, Chinaskee e DJ Fitz.

Omar Souleyman é já conhecido do público português. Com presenças em grandes festivais mundiais, o sírio traz animação, boa disposição e torna todos os corpos dançantes. O último concerto do dia promete ser um dos pontos altos desta edição. Depois de um 2018 com mais de 100 concertos, os Sunflowers voltam a Guimarães num 2019 menos atribulado, mas não menos enérgico. Conhecidos pelo som vibrante e vigoroso, trazem ao Largo do Trovador Castle Spell enquanto preparam o próximo longa duração. Benjamim encherá com certeza o cimo da montanha da Penha com canções pop carregada de metáforas e melodias. Mostrará o aclamado 1986, fruto de uma parceria com o britânico Barnaby Keen, assim como anteriores registos. Em 2017, Luís Severo fez o arranque da então primeira edição do Vai-m’à Banda num belíssimo concerto na Tasca Expresso. Este ano sobe à Penha (não confundir com Penha de França) e traz consigo O Sol Voltou, lançado em maio deste ano pela Cuca Monga, o seu disco mais “pessoal e confessional”. Chinaskee volta a Guimarães, desta vez a solo e com uma roupagem diferente do habitual. Sem os habituais colegas, traz consigo o teclado e a guitarra, onde vai mostrar trabalhos anteriores e o alguns dos temas do próximo disco BochechasCalcutá é o projeto a solo de Teresa Castro, ex guitarrista de Mighty Sands e baterista de Savage Ohms. Lançou o EP Over Night em 2017 e está agora a gravar o seu primeiro longa duração. Trará à Adega dos Caquinhos a memória e a magia das paisagens desertas da América em que se inspira. O fim da noite ficará nas mãos de DJ Fitz, que  ficará encarregue de fechar esta edição do Vai-m’à Banda.

O evento tem início às 15h de sábado na Tasca Expresso, onde serão distribuídas gratuitamente pulseiras que darão acesso à viagem de teleférico para a Penha a um preço reduzido. O número de pulseiras é limitado pelo que é recomendada pontualidade.

+

sábado, 27 de abril de 2019

Sabotage Club celebra 6º Aniversário com LÖBO, The Parkinsons e Sunflowers


Em Abril de 2013 José Maria Sousa, Ana Paula Flores e Carlos Costa, decidiram contornar as dificuldades da queda do mercado discográfico realizando um sonho - o da abertura de um club de música ao vivo, equipado com um excelente PA, onde artistas nacionais e internacionais pudessem ter as melhores condições para apresentar ao público a sua música.

A vontade de continuar a ser parte activa na divulgação de novos projectos, levou à criação do Sabotage Club, um club que veio preencher uma lacuna em Lisboa: a da não existência de um espaço com uma programação semanal e regular de musica ao vivo, no espirito dos míticos Rock Rendez-Vous, Johnny Guitar, Hacienda, Max´s Kansas City e CGBG, há até quem diga “Quando se quer ter uma experiência a la New York, vai-se ao Sabotage” – Victor Rua.

O clube oferece ao público a possibilidade de experienciar concertos num espaço intimista, onde se pode sentir a proximidade da e com a música. Projectos como Mão Morta, Pop Dell´Arte, Toy, Motorama, Mutantes, Legendary Tigerman, The Parkinsons, Reporter Estrábico, Cave Story, Emma Rutth Rundle, TAU, Paulo Bragança, Telectu, Lydia Lunch, Spindrift, King Khan, Cosmic Dead, Dean Wareham, Kid Congo, The Mystery Lights, The Coathangers, The Pretty Things, Archie and the Bunkers, Scott Kelly e King Dude foram alguns dos nomes que passaram pelo palco desta sala ao longo destes 6 anos.


O 6º aniversário do clube será celebrado em 3 dias. No primeiro dia (2 de maio) temos o regresso aos palcos dos LÖBO e a apresentação do novo disco de Jibóia. No segundo dia (3 de maio) preparem-se para uma explosão caótica de loucura com os The Parkinsons e os tão ansiados Biznaga de Madrid. A terminar em grande, uma noite (4 de maio) com o calor e agitação de Sunflowers, Fugly e Moon Preachers.

A porta abre todos os dias às 22:30, começando os primeiros concertos às 23:00. Excepto o primeiro dia (02 de Maio) que encerra às 04:00, nos restantes dias, a casa fechará pelas 06:00. Os bilhetes têm o custo de 10€ por dia e 25€ para quem queira vir aos 3 dias.

+

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Já são conhecidos os primeiros nomes para o Tremor 2019


Colin StetsonMoon DuoPop Dell'ArteGrailsLula PenaLafawndahCave e The Sunflowers são os primeiros nomes confirmados na lista de concertos da edição de 2019 do Tremor. O festival açoriano que promove uma experiência musical no centro do Atlântico anuncia hoje também duas das residências artísticas que marcarão a sua 6.ª edição: o encontro entre os ZA!Rubén Monfort e as Despensas de Rabo de Peixe e o trabalho a ser desenvolvido pelo colectivo ondamarela, com a Escola de Música de Rabo de Peixe e a Associação de Surdos de São Miguel.

Tremor regressa à ilha de São Miguel entre 9 e 13 de Abril. Os bilhetes podem ser adquiridos a preço especial early-bird (40€).

+

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Black Bass - Évora Fest anuncia mais 4 bandas


O festival eborense Black Bass - Évora Fest está novamente de volta este ano, entre 15 e 17 de novembro, para a sua 5ª edição consecutiva. À semelhança dos anos passados, o primeiro dia da festa ("dia zero") vai acontecer na Sociedade Harmonia Eborense, enquanto que os restantes dias irão decorrer na já habitual SOIR - Joaquim António D'Aguiar. O cartaz consiste principalmente (mas não só) nos melhores nomes do psych/garage/shoegaze/surf rock nacional, e também internacional. 

Este line-up, que já conta com nomes como Mujeres e Paul Jacobs, levou um reforço de 4 bandas no dia de hoje. 10000 Russos, Sunflowers, Kings of the Beach (ES) e Iguana Garcia são os projectos que foram anunciados para o festival. Preparem-se.

Os preços dos bilhetes diários e passes para este quinto aniversário do Black Bass ainda irão ser anunciados.

+

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Colado leva Sunflowers, Elephant Maze e mais ao Titanic Sur Mer


A promotora lisboeta Colado vai levar ao Titanic Suer Mer, no dia 15 de junho, as bandas Sunflowers, Elephant Maze, SunKing e Cíntia, em conjunto com um dj set inédito Quelle Dead Gazelle vs NOOJ

Serão 8 horas de música que marcam a despedida da promotora antes de uma pausa na sua programação, que durará até setembro. Os bilhetes só estarão disponíveis à porta do evento, tendo o valor de 7 euros. Mais informações podem ser encontradas aqui.

+

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Sunflowers em entrevista: "Já não há músicas sobre pizzas e coisas assim"


Em 2014 estávamos a anunciar os Sunflowers (f.k.a. The Sunflowers) como uma das revelações nacionais do ano por causa do EP homónimo. Na altura a banda estava a emergir dentro do panorama e a imprensa ainda não estava muito dentro do rock garageiro proveniente da bateria ritmada de Carolina Brandão e da guitarra estridente de Carlos de JesusDepois dessa primeira edição foi sempre a subir com tours internacionais e mais incontáveis edições, festivais e bem, o sonho para qualquer banda. 

Em mote da edição do novo disco Castle Spell, editado em fevereiro deste ano, trocámos uns emails com os Sunflowers para ficar a conhecer a nova vida do sempre simpático duo portuense.

Ainda leem a Threshold? 

Sunflowers - Lemos, sim. São a única webzine portuguesa que leio com regularidade, até. Pelo menos, não me lembro de ler outra tantas vezes nos últimos tempos. 

O que é que sentem quando vos fazem entrevistas nas quais já sabem aquilo que vos vão perguntar (Esperemos que este não seja o caso lol ☹ )? 

Sunflowers - Já temos tudo ensaiado quando isso acontece. Só acho pena que o pessoal que faz as perguntas não investigue melhor a banda antes da entrevista. Ninguém quer saber o porquê de nos chamarmos Sunflowers, como nos conhecemos, como definimos o nosso som… Isso são coisas que se pode ler noutras entrevistas que fizemos. Compreendo que o pessoal não queira ter trabalho com a entrevista, mas se nos fazem perguntas de merda vão receber respostas de merda. 

Quando estiveram lá fora a dar tudo no rock'n'roll quais foram as histórias que mais vos marcaram? 

Sunflowers - Bem, esta vai ser a resposta mais longa de todas. Mas vamos por pontos, para abreviar: 
• As duas visitas a África do Sul por tudo o que envolveu (fomos super bem recebidos) e, especialmente, quando o público cantou as nossas músicas connosco; 
• Quando nós e o Rui dos 800 Gondomar tivemos que dormir na carrinha à porta de um hotel em Ravenna porque nos cancelaram o concerto desse dia e não queríamos ter que pagar por dois quartos. Foi uma noite engraçada; 
• A festa no Horst Klub que só acabou às 6h da manhã quando expulsamos as pessoas do sótão escuro onde íamos ficar para podermos dormir 2 horas e acordar com chuva a cair-nos na cara; 
• Quando ficamos presos no parque de estacionamento da venue de Frankfurt e quem nos salvou foram dois emigrantes portugueses que tinham ido ver o concerto; 
• Quando dormimos os 6 num quarto minúsculo em Frankfurt, na sala do Ciryl em Paris (os laços da amizade ficam bem fortes quando dormem 4 pessoas em conchinha num sofá cama) ou naquela divisão forrada de colchões insufláveis furados em Den Helder (onde o colchão manchado caiu em cima do Fred); 
• A sério, há muitas boas histórias só nos alojamentos; 
• Quando tivemos casa cheia em Paris na nossa segunda vez lá; 
• Quando as pessoas vinham ter connosco depois do concerto a dizer o quanto tinham gostado e a querer comprar vinis ou wtv ou quando vinham ter connosco antes do concerto a perguntar se íamos tocar alguma música específica; 




Vocês já são do tipo aquela banda que pode pedir o que quer quando dá um concerto ou é tudo à moda antiga, promotores D.I.Y? 

Sunflowers - Nós temos uns pedidos no nosso rider mas nunca esperamos que os cumpram. Aliás, está lá escrito "Rider de alojamento (quando aplicável)". A coisa mais complicada que pedimos e insistimos para que se cumpra até está mais na parte técnica do concerto. Somos bastante chatos nisso. Tornamo-nos naquelas bandas com quem gozávamos quando não percebíamos patavina do meio e, sim, vamos insistir para usar o nosso backline e para ter a disposição no palco como queremos. Acho que ainda não estamos no ponto do "se não for à minha maneira não toco" mas já nem digo nada. Nunca se sabe as voltas que a vida dá. 

Pois é, já agora, quando dão um concerto quais são aquelas coisas indispensáveis que exigem aos promotores além do cachet

Sunflowers - Acima de tudo, respeito pelo nosso trabalho. Se nós respeitamos horários, limitações e o trabalho dos outros, então pedimos que façam o mesmo connosco. Não há nada pior que parecer que te estão a fazer um favor enorme por estares a tocar no bar/venue/fest quando foram eles que te contrataram. Ou um técnico de som que não respeita o som da banda e a quer meter a soar como as 232 bandas a quem já fez som ou que antes de começar o soundcheck te pergunta "olha e já agora, que tipo de música tocam?". Se contrataram a banda então não nos tratem como miúdos que estão a brincar aos rockstars e façam o mínimo de trabalho de casa. E também pedimos toalhas. Mas isso raramente dão. 

Dariam um concerto num sítio random (tipo uma casa na floresta) se alguém vos pedisse? 

Sunflowers - Nós damos concertos em todo o lado. Não somos esquisitos. Já fomos ao Sumol Summer Fest, querem mais random que isso? 

Olhando em retrospetiva, o que eu sinto é que o EP era uma jam session e agora vocês querem ser mais profissionais. Sentem-se mais profissionais? 

Sunflowers - Os EPs foram feitos a correr para termos algo para as pessoas ouvirem. Agora percebemos que temos que fazer as coisas com calma para soar àquilo que queremos. Isso é ser profissional? 

Continuam a gostar desse primeiro EP, ou é mais do género: "ya, gostamos porque fizemos a música, mas está super ultrapassada agora?" 

Sunflowers - Adoro o primeiro EP. O segundo, de vez em quando apetece-me apagá-lo da existência. Mas ya, trouxe-nos até aqui por isso tenho que lidar com ele. Acho que ambos os EP's foram muito focados no "estamos aqui, gostem de nós". Até o primeiro disco me deixa com esse sentimento em algumas músicas. Com o Castle Spell entramos num ponto que estamos a fazer música para nós, a experimentar coisas, a escrever sobre o que andamos a ler e a pensar. Já não há músicas sobre pizzas e coisas assim. Agora é sobre a paranoia e a ansiedade que nos consomem o dia-a-dia. Mas mascarada de ficção científica, castelos e cigarros. 



Eu ainda me lembro de ir ao Cão da Garagem na altura em que os 800 Gondomar ainda não existiam na press e vocês ainda eram os The Sunflowers. Como é que está o Cão da Garagem hoje? Ainda me abriam as portas se eu quisesse assistir a uns ensaios? 

Sunflowers -  Está mais arranjadinho, acho. Fizemos uma montanha de obras na sala de ensaio, que mudou lá para trás, já temos a nossa coleção de discos lá e até já arranjamos maneira de podermos fazer música a qualquer altura do dia (ou noite). Nós abrimos as portas ao pessoal que quiser ir, na boa. Tragam umas cervejas que ficámos lá a ouvir discos e a falar de jardinagem e bricolage. E, claro, da inevitável insignificância da condição humana. 

Aposto que já vos perguntaram isto, mas e esse desaparecimento do The antes dos Sunflowers? 

Sunflowers - Para além de nunca termos gostado do "the", já ninguém dizia The Sunflowers. O The estava a ficar mudo e decidimos que estava na altura de o fazer desaparecer. 

Vocês vivem da música? Assim mesmo só da música, música a dar dinheiro para pagar contas e para exibir aos paizinhos naquelas saídas que envolvem dinheiro? 

Sunflowers - Era bom, mas não. Entre a banda, a editora e a faculdade temos que ir arranjando emprego onde conseguimos. A fazer biscates, a lavar loiça, a limpar chãos, etc. Já aconteceu muitas vezes termos concerto e ser uma espécie de maratona de 12h: chegar, montar, esperar, soundcheck, esperar, esperar, jantar, esperar, tocar, arrumar, beber uma cerveja (só para a parte social da cena), bazar, dormir 2/3 horitas, acordar, ir trabalhar mais 8h. A nossa vida não é tão glamorosa como muita gente pensa. 

Há alguma coisa que queiram acrescentar para os leitores desta entrevista? 

Sunflowers - Lutem contra o sistema que vos falha ou fazem parte dele. Respeitem as outras pessoas da mesma maneira que gostavam de ser respeitados. E ajudem-se uns aos outros, não custa nada e todos ficam a ganhar. A vida só é uma competição se a tornarem numa. Mandem drogas. Comecem a beber para afogar as mágoas. Fumem mais. Morram cedo. Comprem merch.



Entrevista por: Sónia Felizardo

+

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Fotogaleria: Festival Colossal [Antigo Matadouro, Santo Tirso]

Paraguaii

A Alarido, associação cultural do Porto, realizou nos dias de 23 e 24 de março a 1ª edição do Festival Colossal, no edifício do Antigo Matadouro, em Santo Tirso. O evento contou com alguns dos nomes mais proeminentes do rock e da eletrónica nacional, como The Sunflowers, The Lazy Faithful, Paraguaii, El Señor, entre outros.

A foto-reportagem do evento, na lente de Ita Cardoso, pode ser consultada aqui ou em baixo.

Festival Colossal 2018

+

domingo, 4 de março de 2018

Sunflowers e Fugly no aniversário da Malfeito


A promotora de Fafe, Malfeito, está prestes a celebrar um ano de atividade e para celebrar esta data irá organizar o fest Um Ano Malfeito nos dias 9 e 10 de março, que irá contar com bandas como Sunflowers, Psychtrus, Fugly e Kings of the BeachO grande destaque da primeira noite são os Sunflowers, onde vão ter oportunidade de mostrar algumas malhas do seu segundo disco Castle Spell, estreado em fevereiro.
  


Os Psychtrus, jovem banda de Santo Tirso, estarão encarregues de abrir a noite e de com algumas das suas malhas garage psych que lançaram no ano passado no seu álbum homónimo.


A encerrar a noite podemos contar com os DJ sets da Pointlist, produtora e agenciador de concertos, responsável pelo festival Black Bass - Évora FestA segunda e ultima noite do festival, irá ver subir para cima de palco os FUGLY que irão aproveitar, tal como os Sunflowers, para apresentar o seu álbum de estreia lançado em janeiro, Millenial Shit.


Antes de FUGLY, a banda galega Kings of the Beach irá apresentar algumas das suas músicas rápidas e selvagens que constam no álbum Super Awkward, Fucking Awesome lançado em fevereiro deste ano.



O after ficará entregue a Paulinho e a Nuno Biónico, homem por trás da promotora Dedos Biónicos. O festival irá decorrer no Café Avenida sendo que o bilhete diário custará 5€ e o geral 8€.

+

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Club Souto leva Sunflowers, Le Voyeur e Mooon ao CCOB

Mooon

O Club Souto, uma iniciativa do Souto Rock, está de regresso ao CCOB em Barcelos a 17 de fevereiro para três concertos que contarão com a presença dos portugueses Sunflowers, dos espanhóis Le Voyeur e dos holandeses Mooon, numa noite que pomete ser um desafio intercultural com o rock, kraut e psychedelic como principais ferramentas de comunicação.


As entradas têm um preço de 5€ e os concertos têm início marcado para as 21h30. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui.


Sunflowers

Auto-intitulado como o duo mais selvagem e bonito do Porto, o projeto Sunflowers editou em 2016 o disco de estreia The Intergalatctic Guide to Find the Red Cow, depois de dois EP's que provocaram a agitação no meio do punk psicadélico português. Carlos de Jesus (voz e guitarra) e Carolina Brandão (voz e bateria) lançam já este mês o aguardado segundo álbum, Castle Spell. *





Le Voyeur

As coisas que não nascem nem morrem: aparecem quando devem e porque devem fazê-lo. Le Voyeur é a transformação de um projeto prévio numa pele contemporânea. Uma paisagem mística, erótica e apaixonante que se converteu num reflexo de um mundo mecânico e obscuro. Le Voyeur, a banda de Miguel Marcos (antes conhecido como Le Voyeur Méndez) nasce como uma máquina kraut, post-punk, noise e rock. Move-se entre a beleza dramática renascentista - esse ADN segue latente - e a discórdia pós-moderna e quotidiana. *





Moon

Os irmãos Tom & Gijs de Jong (Baixo e Bateria) e o primo Timo van Lierop (Voz e Guitarra) formam os Mooon. Apareceram no inicio de 2013 e um novo e barulhento som nasce na longínqua província chamada Aarle-Rixtel na Holanda. Eles produzem,aquilo que se chama de "Boa Música". *




*info via press-release

+

sábado, 24 de junho de 2017

Reportagem: MIL - Lisbon International Music Network [Cais do Sodré, Lisboa]


No principio deste mês de junho, o Cais do Sodré recebeu a primeira edição do MIL – Lisbon International Music Network. Por aqui passaram mais de 50 nomes da música portuguesa, e várias conferências para os profissionais desta área cultural em Portugal. Em relação ao festival propriamente dito, estivemos presentes nos concertos para relatar o que se passou.

O dia de abertura do MIL chegou depois de uma tarde cheia de conferências, com a noite a abarrotar completamente de concertos. Fomos abençoados pelo bom tempo, a temperatura era ideal para se passear pelo Cais. Os grupos de amigos conviviam, felizes e a sorrir, o que nos faz lembrar de todas as coisas que a música traz de bom a este mundo perdido.


Dia 1



Começamos as festividades desta noite no Sabotage Club. Quando chegamos lá, o recinto ainda estava vazio, isto porque os concertos começavam cedo. Mas às 21h30 da noite, hora a que os Galgo subiram ao palco, a casa já estava praticamente lotada. Esta banda lisboeta estreou-se nos álbuns há quase um ano, com Pensar Faz Emagrecer, editado pela Blitz Records. Um disco enorme e consistente, que soa ainda melhor (muito melhor) ao vivo. Foi por aqui que a sua setlist passou, com destaque para os singles “Pivot” e “Skela”, que estiveram na origem de um moshpit pelo público mais jovem. Desde cedo que o ambiente no MIL foi, como podem ver, de grande festa. 



Logo de seguida a Galgo, vieram os também lisboetas BISPO, que mais tarde iriam tocar no Musicbox como Capitão Fausto. O que saltava logo à vista, mesmo antes do concerto começar, era o palco do Sabotage parecer demasiado pequeno para tantos instrumentos e membros desta banda. Quando eles começaram a tocar, o Cais foi inundado com a electrónica 8-bit dos BISPO, e o público respondeu o melhor que pode. Apesar deles não terem nenhum álbum, a banda lisboeta foi lançando várias músicas soltas. Como por exemplo “Cancun”, “Timeless Neon” e “Mamluks”, que foram tocadas ao vivo neste concerto. Destaques a fazer não existem nenhuns, foi tudo muito bom. Apesar de Capitão Fausto ser mais conhecido pelos portugueses, BISPO é um projeto muito especial que merece ser mais reconhecido pelas pessoas. Um grande concerto que esta banda deu no Sabotage. Enorme mesmo.



Minutos antes de BISPO acabar, tivemos de sair para ir para a fila do Musicbox, em espírito de Vodafone Mexefest. Apesar da imprensa poder entrar livremente (agora falando na primeira pessoa), eu estava com pessoas que tinham passe normal. E como não abandono os meus amigos, ou entravamos todos ou não entravamos de todo. A lotação do Musicbox já é pequena para uma banda como os Capitão Fausto, houve muitas pessoas que infelizmente perderam este concerto. Mas como nós fomos para a fila cedo, lá conseguimos entrar antes deles começarem. 

Foi às 00h30 da noite, num Musicbox completamente esgotado, que os Capitão Fausto subiram ao palco. “Morro na Praia” foi a primeira música que tocaram, como já é habitual desde que lançaram Capitão Fausto tem os Dias Contados. O público ia cantando as partes que sabia, alguns sabiam a letra toda, os outros tentavam acompanhar com sons meio estranhos. O concerto foi um bocado monótono durante os próximos minutos, para ser honesto, um bocado secante. Mas isso mudou quando tocaram “Amanha Tou Melhor”, e de seguida, a explosiva “Celebre Batalha de Formariz. Nesta última malha o ambiente mudou completamente de humor. Um moshpit naturalmente rebentou no Musicbox, com os seguranças a fazer de tudo para o impedir, o que de nada serviu. As próximas músicas foram todas neste espírito, como os antigos Capitão Fausto nos habituaram. “Verdade” e “Tem De Ser” foram as últimas músicas de um concerto que começou monótono, e acabou num crescendo.



Depois disto a maior parte das pessoas foi para casa, devido a ser tarde e no próximo dia ainda haver mais. Como eu sou da Margem Sul, tive de ficar à espera às 5h40 pelo primeiro cacilheiro. Mas tanto eu como a minha companhia não fomos obrigados, podíamos ter ido embora depois de Capitão Fausto, mas havia uma última coisa a fazer. Não íamos embora sem ver o DJ Firmeza.

O B’Leza estava quase vazio infelizmente. A maior parte dos resistentes deixaram-se estar pelo Musicbox depois de Capitão Fausto, nem sabiam eles o que estavam prestes a perder. O DJ Firmeza faz parte do império electrónico da Príncipe, um império cada vez maior não só em Portugal como na Europa inteira, onde produtores como DJ Marfox, DJ Nigga Fox e DJ Nervoso têm vindo a crescer exponencialmente. Quando este set começou, as poucas pessoas que estavam no B’Leza levantaram-se para dançar intensivamente. Os ritmos africanos electrónicos a que a Príncipe nos habituou, aqui pelas mãos do DJ Firmeza, a ser um exemplo do que um perfeito after pode ser. Um dos pontos altos do festival foi o remix de Zeca Afonso pelo Camarada Firmeza, a nossa “Grândola Vila Morena”, um momento inesperado mas muitíssimo festejado. A noite que acabou em grande no B’Leza. Depois disto, foi esperar pelo primeiro cacilheiro.




Dia 2



A tarde deste segundo dia decorreu de forma semelhante ao primeiro. À noite tudo estava igual, a temperatura e as mesmas pessoas sorridentes juntas para mais um dia de festa. A nossa noite começou novamente no Sabotage Club, às 21h30, desta vez para ver The Sunflowers. O duo portuense andou pela Europa a apresentar o seu primeiro LP, The Intergalactic Guide To Find The Red Cowboy, editado no ano passado pelo Cão da Garagem. O concerto foi como costumam ser os Sunflowers, uma explosão de distorção e reverb, que de certeza fez mexer os pratos no restaurante acima do Sabotage. A setlist andou por volta do álbum, “Charlie Don’t Surf” e “Mountain” foram algumas das músicas que eles nos apresentaram aqui. O ambiente neste segundo dia do MIL era um bocado mais cansado, por causa da noite anterior, mas ainda assim o Sabotage esteve bem composto para ver os "girassóis".



Depois deste concerto fomos para a fila do Musicbox, Linda Martini era o que se seguia nesta noite. Mas infelizmente, e falando outra vez na primeira pessoa, os meus amigos não conseguiram entrar. E como também não ia ver o concerto sozinho, fomos passear pelo Bairro Alto. Ficou assim concluída esta primeira edição do MIL para nós. Uma estreia bem-sucedida para a dimensão que foi este festival. Agora é esperar pelo próximo ano. Adeus e até abril de 2018.


Texto: Tiago Farinha
Fotografias cedidas pelo MIL

+

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O nosso guia musical para o MIL


O recém-nascido MIL - Lisbon International Music Network tem começo marcado para hoje. Por aqui vão passar mais de 50 nomes em 6 salas distintas do Cais de Sodré, e como (infelizmente) não é possível ir a todos os concertos, há escolhas que terão de ser feitas. É claro que isto depende das preferências pessoais de cada um, afinal de contas, gostos são gostos.

Em baixo podem ver as escolhas da nossa redação para os dias 1 e 2 de junho.


Dia 1

Galgo (21h30, Sabotage)


Depois de um ano em cheio para os Galgo, com a edição do seu primeiro longa-duração e inúmeros concertos, a banda lisboeta joga em casa esta quinta-feira. Pensar Faz Emagrecer, o nome desse álbum, foi muito bem recebid pelo público português, e também pela imprensa. Um álbum coeso e com uma sonoridade muito própria, que ainda é melhor ao vivo (e não é pouco). Venham ver Galgo. Confiem em nós, a sério.


BISPO (22h45, Sabotage)


Os BISPO são mais um side-project dos Capitão Fausto, um que se distingue pela sonoridade completamente diferente de todas as suas bandas. Um projeto baseado em músicas de jogos 8-bit, o que não é difícil de adivinhar ao ver os videoclips dos BISPO. Apesar de ainda não terem nenhum álbum, concertos não têm faltado a este "conjunto aúdio" lisboeta. Nós já vimos BISPO ao vivo, e podemos confirmar que não vão ficar desapontados se escolherem este caminho.


Capitão Fausto (00h30, Musicbox)



Os Capitão Fausto não precisam de qualquer introdução. Amados por uns e odiados por outros, a verdade é que a banda lisboeta viu a sua base de fãs crescer exponencialmente no último ano. E isto foi obviamente por Capitão Fausto Têm Os Dias Contados, um dos álbuns mais ouvidos em 2016. O que era antes uma banda de culto é agora, com este álbum, conhecida por grande parte dos portugueses de outras ondas (o que pode desagradar a alguns "patrícios"). Uma coisa que os Capitão Fausto nunca perderam foi a capacidade de dar concertos, e por isso, estão todos convocados para o Musicbox nesta quinta-feira.


DJ Firmeza (01h30, B'Leza)



O DJ Firmeza tem o selo de qualidade da Príncipe, uma das editoras mais promissoras de Portugal. Esta família tem sido a incubadora de talentos como DJ Marfox, DJ Nigga Fox e muitos outros. Cilio Manuel (a.k.a. DJ Firmeza) encaixa-se aqui como uma luva, ritmos africanos aliados à electrónica, a sonoridade característica da Príncipe que tem invadido a Europa. Venham ao B'Leza dançar pela madrugada fora, o DJ Firmeza de certeza que não vai deixar ninguém quieto.


Dia 2

The Sunflowers (21h30, Sabotage)



Os The Sunflowers são Carlos de Jesus e Carolina Brandão, o casal mais garageiro de Portugal. Nos últimos tempos andaram a espalhar a sua destruição pela Europa, o que reflecte a atitude trabalhadora da banda portuense. The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy foi o álbum de estreia dos Sunflowers, editado no ano passado pelo Cão da Garagem. Um álbum poderoso que fala sobre erva, aliens e pizza. Um álbum que se sobressai principalmente ao vivo, o que poderão confirmar na próxima sexta-feira.


Éme (22h15, Tokyo)



João Marcelo, mais conhecido por Éme, é um musico lisboeta que faz parte do elenco da Cafetra Records. Foi há quase um mês que Éme lançou o seu terceiro disco, de nome Domingo à Tarde, o segundo em formato de banda. Uma sonoridade já quase típica de Lisboa, com Luis Severo a ser o perfeito exemplar disto. João Marcelo aplica da melhor maneira esta sonoridade à sua música, com coração, e ao vivo é sempre tudo melhor. Venham ver.


Sun Blossoms (23h45, Roterdão)



Sun Blossoms é o projecto de Alexandre Fernandes, guitarrista lisboeta que gosta de aplicar uma boa dose de fuzz à sua música. Com um elenco de luxo para o ajudar ao vivo, Sun Blossoms é toda uma experiência ascendente ao vivo. Quando as principais influencias de uma banda são Tomorrows Tulips e White Fence, já se sabe o poder sonoro que espera. Aproveitem para vir ver uma das bandas mais promissoras do momento, com algumas músicas novas no seu arsenal. Prometemos que não vão ficar desapontados.


Jibóia (01h15, Sabotage)



Oscar Silva é o homem que dá vida a Jibóia, um projeto de sonoridade oriental com muitas especiarias electrónicas. Agora com Ricardo Martins na bateria, os concertos são uma experiência completamente diferente. Uma experiência mais completa, quase espiritual, é o que podem esperar de Jibóia. Na bagagem levam as músicas do seu último disco, Masala, um álbum consistente e que ganha ainda mais poder ao vivo. Com a Cobra, não há maneira melhor de fechar um festival.

+

terça-feira, 4 de abril de 2017

Party Sleep Repeat regressa à Oliva Creative Factory a 22 de abril


O Party Sleep Repeat celebra este ano a sua 5ª edição com algumas novidades: um novo palco e a atuação de uma banda internacional emergente. 

The Legendary Tigerman, Prana, Riding PânicoToulouseThe SunflowersMarvel Lima e os madrilenos Baywaves são os nomes que a 22 de abril celebram a amizade e a vida através da cultura e solidariedade, na Oliva Creative Factory, em S. João da Madeira. A festa começa durante a tarde com Dj Adão a meter discos e dura até de madrugada com o Baile Tropicante dos DJs A Boy Named Sue e La Flama Blanca.

Considerado o Melhor Festival Indoor da Península Ibérica em 2016, o Party Sleep Repeat volta a ser reconhecido nos Iberian Festival Awards, desta vez com o prémio de Best Small Portuguese Festival.

Os bilhetes têm um preço único de 7€ e estão à venda na last2ticket. No dia do evento, a entrada aumenta para 10€ e só pode ser adquirida à porta da Oliva entre as 14h00 e as 03h30. As receitas da bilheteira revertem para o projeto “Apadrinhe Esta Ideia” da Associação de Jovens Ecos Urbanos e para projetos de investigação da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

+

quarta-feira, 29 de março de 2017

Cavalos de Corrida invadem terras lusitanas


A promotora eborense Pointlist, mãe orgulhosa do festival Black Bass, está de volta com mais uma série de festas por todo o país. Desta vez são os Cavalos de Corrida, evento que irá ter uma data em Lisboa, e outra no Porto. 

A primeira destas noites vai ter lugar no Musicbox Lisboa, dia 14 de abril (evento aqui). Os portuenses The Sunflowers, que irão andar pela África do Sul na primeira semana de abril, são os cabeças de cartaz desta noite. A acompanhá-los vão estar os Sun Blossoms, a mostrar novas músicas, e a nova aposta fafense El Señor



A segunda noite irá ser no Porto, mais propriamente dia 28 de abril no Plano B (evento aqui). Aqui serão os Fugly a tomarem as rédeas da festa, acompanhados por os espanhóis Ola La Meta, Genes e Veenho

Todos os cartazes foram feitos por A Cristina Faz
Ambas as noites vão começar pelas 22h, com os bilhetes a custar de 5 euros. Muito garage vai passar por aqui, vamos a ver se os Cavalos aguentam esta Corrida.

+