terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Os melhores EP's de 2018


Com belos lançamentos por parte de artistas como Jenny HvalAphex Twin e Sextile, não podíamos deixar de destacar os melhores EP's de 2018. Numa lista marcada por uma grande varieadade de géneros e uma presença dupla dos Thou, conheçam aqui os nossos EP's preferidos do ano passado.

16- Sega Bodega - self*care


 

15-Wreck and ReferenceAlien Pains

 



14- James Ferraro - Four Pieces for Mirai




13- Blume Attempt – Just Like You




12- Negative Gemini - Bad Baby




11- Thou – The House Primordial




10- Sufjan Stevens - Mystery of Love



9- Thou – Rhea Sylvia




8-Hatchie - Sugar & Spice




7- Black Thought - Streams of Thought, Vol. 1




6- Kero Kero Bonito - TOTEP




5- boygenius - boygenius




4- Iglooghost - Clear Tamei




3- Sextile – 3




2- Aphex Twin - Collapse EP




1- Jenny Hval - The Long Sleep


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domingo, 3 de junho de 2018

Cinco Discos, Cinco Críticas #37


Com o sexto mês do ano em voga chega igualmente aquela fase de fazer um apanhado das melhores edições que foram saindo durante os meses transatos. Antes disso, sai mais uma edição do Cinco Discos, Cinco Críticas onde opinamos sobre os mais recentes lançamentos de Thou The House Primordial (Robotic Empire); Harmony In Grotesque - Noumenon (826726 Records DK2); Boss Keloid - Melted on the Inch (Holy Roar Records); Playboi Carti - Die Lit (AWGE Label) e The Garden Mirror Might Steal Your Charm (Epitaph Records). Podem ouvir estes discos e ler os respetivos pontos de vista, abaixo.


The House Primordial // Robotic Empire // maio de 2018 

8.5/10 

Os Thou são uma das bandas mais prolíficas e interessantes do panorama do sludge e da música extrema em geral. E depois de um intervalo de três anos, eis que surge The House Primordial, o primeiro EP de uma série de três que antecedem Magus, o seu primeiro LP desde Heathen, o qual tem data de lançamento prevista para final de agosto deste ano. 
The House Primordial é um EP brilhante, porque consegue condensar numa timeline relativamente curta - mais ou menos 37 minutos - uma amostra refinada daquilo que é a essência dos Thou: uma banda capaz de criar atmosferas e não somente debitar barulho. É certo que se apreciarmos o disco faixa a faixa, constatamos que a partir da "Diaphonous Shift" em diante é uma descarga cacofónica da instrumentação: uma parede sonora permeada pela deprimente lírica - gritada por Brian Funck - com o desígnio de nos angustiar no melhor dos sentidos. Mas ao ouvirmos o disco do início, com o drone de "Wisdom in the Open Air" a terminar em "Premonition" - a primeira música com vocals do EP - uma faixa que é um autêntico vaivém de ansiedade, na qual estamos sempre à espera da explosão que nunca chegará. Em vez disso, entramos directamente em "The Sword Without a Hilt", na qual as guitarras saídas do bayou nos transmitem aquela sensação de calma antes da derradeira tempestade. E é nesta etapa que os Thou vos avisam que este EP foi feito para vos castigar e às vossas colunas. Avancem por vossa conta e risco mas estejas conscientes disto: os campeões voltaram e continuam implacáveis.


Edu Silva




Noumenon // 826726 Records DK2 // abril de 2018 

7.0/10 

Ativos desde 1998, os russos Harmony In Grotesque já não são novatos na cena do chamado dark metal, subgénero que normalmente envolve influências de death, black e doom metal. O seu terceiro disco Noumenon sucede a Painted by Pain lançado em 2003 e, tal como este, utiliza elementos maioritariamente de death e doom metal, juntamente com vários twists da sua fórmula avant-garde
Dos sete temas que compõem o álbum, as thrashy "Infected" e "Stepentatio" são as peças mais fortes, estando repletas de mudanças de ritmo e riffs jazzy e aproximando-se até da vertente técnica do death metal aperfeiçoada por bandas como os Atheist e Cynic. "Noumenon", "The Funeral Song" e "…And Sorrow Will Be My Wings" são os temas mais doom e contêm traços de grupos como os Draconian e My Dying Bride, enquanto "Painted by Pain" se destaca pelo seu uso de saxofone que deixaria o alemão Peter Brötzmann orgulhoso. Os elementos avant-garde acabam por ser o ponto mais atraente do disco, embora a sua inserção seja algo desconexa em certas ocasiões e ficando a sensação de que deveriam ser utilizados mais como a base da composição e não apenas como um floreado adicional. O disco também beneficiaria de uma produção mais polida, principalmente a nível dos vocais e com as guitarras a sobreporem-se aos restantes instrumentos em vários momentos. Ainda assim, Noumenon demonstra que o grupo continua a progredir e seria interessante que se deixasse envolver completamente pelos seus devaneios experimentais.

João Barata




Melted on the Inch // Holy Roar Records // abril de 2018

7.8/10

Vindos de Wigan, no Reino Unido, os Boss Keloid têm andado desde 2010 a reunir mais e mais atenção devido ao contínuo aprimoramento do seu estilo de música pesada que faz experimentalismos com os riffs vagarosos do sludge/doom metal, passagens breves pelo lado psicadélico e os compassos compostos dinâmicos do metal progressivo. 
Enquanto que comparações com bandas veteranas como os Mastodon e os Baroness sejam talvez inevitáveis, os britânicos apresentam argumentos suficientes para não serem confundidos com as mesmas no seu mais recente álbum, Melted on the Inch. Neste disco, a banda toma ainda mais liberdades em termos de pôr à prova a sua habilidade técnica, brincando com texturas sonoras mais aveludadas, dinâmicas loud vs. quiet e até mesmo com introduções pseudo-reggae que não têm direito nenhum de funcionar, mas que funcionam em pleno. Para aqueles que preferem a sua música pesada com requintes de espírito aventureiro, este é um disco que se destaca dos demais lançados dentro do género sludge/stoner devido a essa qualidade.

Rúben Leite




Die Lit // AWGE Label // maio de 2018 

4.8/10 

Jordan Terrell Carter é o nome por detrás de Playboi Carti, o mumble rapper americano que entrou nas bocas do mundo com a sua mixtape homónima de estreia, onde contem o seu single mais conhecido "Magnolia". Produzido por Pi'erre Bourne na sua maioria, Die Lit apresenta-se aqui como o álbum de estreia do Carti. Um registo que conta com faixas de colaborações ilustres como Travis Scott, Lil Uzi Vert, Skepta, Young Thug, entre muitos outros. 
Antes sequer de ouvirmos Die Lit, reparamos logo que este álbum segue a mesma estratégia comercial que alguns mumble rappers americanos têm apresentado nos últimos tempos. Uma tracklist demasiado extensa, feita de propósito para os álbuns chegarem rapidamente aos certificados de ouro e platina, pois as regras da RIAA (Recording Industry Association of America) ditam que por cada 1500 audições de uma música individual conta como a venda de um álbum inteiro. Isto serve para aumentar a popularidade dos artistas, passando mais vezes nos tops das rádios etc… o que pode não ser um problema, mas aqui acaba por ser. Quando começamos a ouvir Die Lit ficamos instantaneamente viciados na batida do Carti, mas à medida que as músicas vão avançando o aborrecimento toma conta da nossa mente. 19 músicas com beat semelhante à "Magnolia" é simplesmente demais. As nuances musicais na tracklist são muito poucas, mesmo num estilo menos abrangente como o mumble rap. O mesmo baixo distorcido, com o mesmo ritmo, hi-hat e snare por trás é a melhor descrição para mais de metade do álbum. Ainda assim há músicas que se destacam pela positiva, as que podemos considerar o núcleo duro de Die Lit. "R.I.P.", "Lean 4 Real" (feat. Skepta) e "Poke It Out" (feat. Nicki Minaj) são alguns dos destaques neste álbum que não contem muitos pontos altos, devido ao que foi dito acima. Se o Carti tivesse feito este álbum mais curto se calhar a minha opinião seria diferente, mas por favor mumble rappers, não façam álbuns com 20 músicas.

Tiago Farinha


Mirror Might Steal Your Charm // Epitaph Records // março de 2018 

8.5/10 

The Garden são um duo de irmãos gémeos americanos com uma sonoridade bastante característica que passa por vários géneros musicais. A variedade de influências e estilos das suas músicas está muito presente neste seu novo álbum, Mirror Might Steal Your Charm. Há linhas de baixo post-punk, músicas que misturam o rock com diversos sons inesperados, influências de hip hop, rap, spoken word, EDM, punk e não só. São feitas muitas experiências que demonstram a qualidade, criatividade e humor da banda e que resultam mesmo quando as misturas são mais surpreendentes. No entanto, não deixa de ser um disco coerente, porque todos os elementos usados destes estilos musicais são filtrados e misturados pela banda. 
"Stallion" abre o álbum com energia punk e um baixo poderoso, músicas como "Shameless Shadow" e ":(" demonstram a variedade de sons de teclados que são usados nestas faixas, incluindo, na segunda, uma variedade de samples de baixa qualidade muito engraçados que estão integrados em alguns teclados Yamaha. "A Message for Myself" é uma espécie de hip hop experimental com percussão frenética que podia funcionar em músicas de géneros como drum and bass, enquanto que "Call the Dogs Out", atualmente a minha preferida, tem melodias de baixo e voz muito bonitas que criam um som mais relaxado na que é uma das faixas mais pop do álbum, em conjunto com "No Destination". 
Mirror Might Steal Your Charm é possivelmente o melhor trabalho dos The Garden até agora. Um disco que é constantemente original, imprevisível, interessante e divertido.


Rui Santos




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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Reportagem: Full of Hell + the body [Cave 45 - Porto]

No passado dia 26 de Abril, teve lugar no Cave 45 mais uma das sessões que antecede o Amplifest, um festival que é cada vez mais uma referência no que toca a ilustrar o que de melhor se faz/fez no panorama do metal. Nesse serão, os Full of Hell voltaram até à cidade do Porto e fizeram-se acompanhar dos the body.

E como correu essa noite? 


Bem…primeiro subiram a palco os Full of Hell. Os norte-americanos incorporam na sua arte todas as características da santíssima trindade do grind: tocam rápido, alto e carregam na distorção. Os vocals, esses não enganam: são roubados ao death metal. E nesta digressão, trazem um novo álbum na bagagem — o Amber Mote in the Black Vault — que é exactamente igual a todos os restantes álbuns anteriores dos Full of Hell: um gajo aos berros sobre cenas angustiantes, uma instrumentação furiosa e uma sensação de profundo niilismo a acompanhar tudo isto. Tudo coisas de que nos gostamos, portanto. E, sem surpresas, devo dizer que foi um concerto do caralho. Para mim, foram melhores que no Amplifest 2015 e a porrada foi maior, sem sombra de dúvidas. Uma coisa é ver Full of Hell da plateia, outra completamente diferente é vê-los ao nosso nível, separados apenas pelas colunas que debitam a sua grotesca mensagem.



Mas os Full of Hell nós já conhecíamos O que dizer dos body?


Chip King e Lee Buford são os body, uma das maiores instituições do noise atual. Em 17 anos de carreira, eles já colaboraram com alguns dos maiores nomes do metal atual — aliás, a sua colaboração mais recente é precisamente com os Full of Hell — e somam entre EPs LPs e álbum colaborativos mais do que uma quinzena de trabalhos. Eles eram a grande surpresa da noite: primeiro, por serem uma estreia absoluta; segundo, porque as expectativas eram altas. Queríamos todos nós — os fãs — testemunhar quanta daquela energia que está presente nos trabalhos de estúdio se mantém num concerto. Qual seria a expressão dos the body sobre a pressão do cumprimento das expectativas dos fãs que estão perante deles naquele momento à espera de ficarem surdos — no mínimo dos mínimos.

A realidade ficou muito além das expectativas. 


Esqueçam qualquer comparação ou qualquer tipo de fantasia que possam conceber nas vossas mentes acerca daquilo que, de facto é, assistir um concerto dos body. Se são ignorantes ao ponto de achar que são capazes de imaginar essa experiência, o vosso cérebro está a pregar-vos uma grande partida. Em CD, os body são brilhantes. Ao vermos um vídeo deles, ficamos impressionados. Ao vivo, somos esmagados. Não só fiquei quase surdo, como também boquiaberto: the body ao vivo é uma experiência em nada igual a ouvirmos um cd deles. Somos envolvidos pelo som até ao ponto de não conseguirmos raciocinar. Uma espécie de nirvana alcançado através do ruído, um estado superior de consciência no qual não conseguimos pensar em mais nada porque, pura e simplesmente, o ruído não nos deixa pensar em nada. Mas o ruído dos body não é uma massa amorfa. São címbalos gigantes, a voz desesperada do Chip e a sua guitarra que ora toca notas claras, ora é transfigurada pelos seus moduladores sonoros.

Ao fecho desta redacção saiu nos media a notícia da próxima Amplifest Session, na qual vão atuar Mark Kozelek com o seu projeto Sun Kil Moon, Sumac e Mamiffer, estes dois últimos em estreia absoluta em Portugal. Por esta noite que aqui se relatou, por essa que se adivinha grandiosa e por muitas outras que entretanto já passaram, ficam as memórias e o desejo de mais uma vez agradecer à Amplificasom por continuar a proporcionar-nos noites como estas. Noites dedicadas aos fãs de música por oposição ao mercantilismo dos espetáculos musicais baseados em tabelas. 

Deixo-vos apenas, em jeito de despedida, uma pergunta:

Para quando os Thou?

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cinco Discos, Cinco Críticas #4

Börn EP // Total Negativity // Abril de 2015
8.5/10

Os Börn foram uma das melhores descobertas na imprensa neste último mês, essencialmente por virem de terras de nomes como Björk e Sigur Rós. Apesar de não serem novos nos discos, com este homónimo, de curta duração, o quarteto vem trazer algo de refrescante e igualmente bem feito dentro do género do revivalismo do post-punk actual. Börn EP é mais que uma viagem aos finais dos anos 70, quando os Siouxsie and The Banshees começavam a dar que falar, é uma marca contemporânea que conjuga a distorção com a abertura na guitarra, à la de The Sound, baixos com influências de Joy Division e uma voz marcante que traz uma exploração do melhor da punk feminina nos vocais. "Einskis virði" é o registo de um dos melhores tracks dos últimos tempos, há shoegaze e uma guitarra que regista um loop infinito de sensações. 
Sónia Felizardo


 // Self-Released // Abril de 2015
7.3/10 
Há muito tempo que não ouvia lo-fi fresco tão bom. , o álbum de estreia de BOOSEGUMPS, o projeto da artista de New Jersey, Heeyoon Won, está cheio de melodias marcantes como "MARCH SADNESS" e "FADEAWAY". Nele conseguimos sentir toda aquela atmosfera etérea que é caracterizada pelo lo-fi com as melodias quase que, flutuantes no espaço, e as letras depressivas. Neste álbum conseguimos ouvir aquele som de amadorismo que recebíamos quando ouvimos Crazy For You de Best Coast pela primeira vez, mas não é para menos, este álbum foi gravado no quarto do artista! No geral, o álbum faz-nos sentir como se estivéssemos debaixo da sombra de uma árvore num dia quente de Primavera enquanto apreciamos os bonitos sons da Natura. Um óptimo começo para um artista pequeno em crescimento.
Júlio de Lucena

If You're Reading This It's Too Late // Cash Money Records // Fevereiro de 2015
7.6/10 
O rapper canadiano não pára de nos surpreender. Depois do galardoado Nothing Was The Same (2013) ninguém estava à espera de uma mixtape tão forte como esta, que, sem quaisquer avisos, foi posta para compra no iTunes; e sim, disse certo, é uma mixtape, não um álbum. O criador do YOLO (ninguém quer saber de Strokes), nesta mixtape não faz nada à temática das letras que não tenha feito antes, mas é a maneira como ele as aborda de uma maneira mais matura que nos conquista, nunca esquecendo a espécie de corrente que se prega durante toda a mixtape que é o 6 como vemos em "6 God", "Star67", "6 Man", "You & The 6", "6PM in New York" e a minha favorita, "Know Yourself", que é acompanhada com um "Running through the 6 with my woes" como hook. Os instrumentais para a mixtape são sem qualquer dúvida um Drake diferente mas um Drake mais capaz de fazer o que quer fazer com a sua música e com isto supostamente quer preparar-nos para o que vai ser o seu novo álbum de estúdio, dando-nos uma espécie de aperitivo do que está para vir. Eu não sei em relação a vocês, mas eu estou a adorar o aperitivo.
Júlio de Lucena

Like So // Self-Released // Março de 2015
7.3/10

shindigs é o projecto a solo de Beejay Buduan, um músico californiano que vive na Coreia do Sul, iniciado após o fim da sua antiga banda, ClockartsLike So é o 3º EP em 2 anos e mantém a sonoridade dos trabalhos anteriores, um pop lo-fi simples e agradável, com reverb na voz e som limpo nas guitarras. Apesar de ter uma duração inferior a 20 minutos, há tempo para frases catchy, boas melodias, ritmos dançáveis e canções descontraídas apropriadas para aliviar a tensão após um dia cansativo. shindigs não traz nada de novo ao género musical em que se insere, mas não é esse o seu objectivo, e músicas como "Like So" e "Durum Durum" fazem com este seja um disco que merece ser ouvido. Para quem gostar, recomendo também os EP's anteriores. Está tudo disponível para streaming e download gratuito aqui.
Rui Santos

You, Whom I Always Hated // Thrill Jockey // Janeiro de 2015
7.9/10

Os Thou e os Body, duas da maiores instituições do metal norte-americano actual juntaram-se para nos trazer o LP You, Whom I Always Hated. A anterior empreitada desta dupla — o EP Released From Love — deu-nos uma amostra daquilo que You, Whom I Always Hated nos reservaria. Temos neste LP mais da mesma mágica fórmula: a letra niilista dos Thou, o industrial dos Body, a distorção, sujidade e groove de uma das principais bandas da cena do slugde do Louisiana — Há outro tipo de sludge? — e muito barulho. Tal facto não é surpreendente, dado que ambas as bandas são, a título individual, das mais ruidosas no seu campeonato. E quem bem que soa o ruído. A tendência para atribuir títulos às faixas ao estilo de Damien Hirst perdura. Porém, a complexidade não se mede em palavras, mas sim naquilo que estas comunicam. E estas letras niilistas, transportadas pelas cordas vocais de Bryan Funck e com tempo para homenagear os escritos de Trent Reznor numa cover à "Terrible Lie", tornam esta peça sonora uma das mais negras do ano.
Esperemos que alguém tenha o bom senso de trazer os Thou e os Body a Portugal este ano, para concertos a solo e enquanto dupla.
Eduardo Silva

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os The Body e os Thou fizeram uma cover dos NIN

Os The Body, a dupla de metal experimental que o ano passado colaboraram com o Haxan Cloak em I Shall Die Here, juntaram mais uma vez forças com os Thou (já tinham andado em tour com eles em 2014 e, nesse mesmo ano, lançaram em conjunto o EP Released from Love).


Este novo trabalho é um longa duração de nome You, Whom I Always Hated.
A música divulgada é uma cover da “Terrible Lie”, faixa original dos NIN, tirada do seminal Pretty Hate Machine.

Nesta cover, o industrial fica ainda mais pesado (culpa dos the body que, curiosamente, são apenas dois homens) e mais sujo (os Thou portam toda a força, crueza e sujidade do sludge característico do sul dos EUA).
27 de Janeiro é a data prevista para o lançamento de 
You, Whom I Always Hated.
Esperemos por mais.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Playlist: A Means To An End


Mais um ano que se passou, mais uma lista que tenta apagar os momentos menos bons e sublinhar os menos maus. A escolha é diversificada e os géneros musicais também, mas desde que funcione como uma playlist para ouvir neste finalizar de 2014, já atinge o seu objectivo. Um bom 2015, que a música continue a crescer e a ser valorizada. Sejam felizes.

1 - Joy Divison - "A Means To An End"


2 - Andy Stott - "Leaving"


3 - Thou - "Dawn"


4 - The Strokes - "The Hand Has No End"


5 - Best Coast - "Last Year"


6 - Jimi Hendrix - "Wait Until Tomorrow"


7 - Fugazi - "Promises"


8 - Beach House - "New Year"


9 - Violent Femmes - "New Times"


10 - Disco Inferno - "Next Year"




11 - Wild Beasts - "End come too soon"




12 - My Bloody Valentine - "Soon"




13 - The Walkmen - "In The New Year"



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domingo, 21 de dezembro de 2014

Os 10 melhores álbuns do ano segundo os elementos da redacção

É difícil escolher um top 10 que se enquadre em todos os gostos partilhados na redacção. Nem todos ouviram o mesmo álbum, nem todos partilham os mesmos gostos musicais, por isso, e outras tantas razões díspares, decidimos compilar as dez preferências de cada membro numa lista só. Podem então ver agora as escolhas dos redactores da Threshold Magazine para os melhores trabalhos editados este ano.

Duarte Carreiro
10 - Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
9 - Sharon Van Etten - Are We There
8 - Goat – Commune
7 - Mac Demarco - Salad Days
6 - Warpaint – Warpaint
5 - Ty Segall – Manipulator
4 - Swans – To Be Kind
3 - Liars – Mess
2 - Flying Lotus – You’re Dead!
1- The Wytches - Annabel Dream Reader

Eduardo Silva
10- Dean Blunt – Black Metal
9- Pharmakon – Bestial Burden
8- Have a Nice Life - The Unnatural World
7- Nothing – Guilty of Everything
6- Dope Body – Lifer
5- Whirr – Sway
4- Swans- To Be Kind
3- Earth – Primitive and Deadly
2- Eyehategod – Eyehategod
1- Thou - Heathen

Helder Lemos
10- King Gizzard and The Lizard Wizard - I'm In Your Mind Fuzz
9- Parquet Courts - Sunbathing Animal
8- Run The Jewels - Run The Jewels II
7- Goat – Commune
6- Liars – Mess
5- Cloud Nothings - Here and Nowhere Else
4- Ariel Pink - Pom Pom
3- Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
2- Iceage - Plowing Into the Field of Love
1-Ty Segall - Manipulator

Joana Pardal
10 - Fka Twigs – Lp1 
9- King Gizzard and The Lizard Wizard – I'm In Your Mind Fuzz
8- Ty Segall - Manipulator 
7- Todd Terje – It’s Album Time
6- Have a Nice Life – The Unnatural World 
5- The Abigails – Tundra
4- BadBadNotGood – III
3- Ariel Pink – Pom Pom
2- Flying Lotus – You’re Dead!
1- Goat – Commune

Margarida Martins
10- Liars – Mess
9- Be Forest – Earthbeat
8 - TV On The Radio –Seeds
7 - Goat – Commune
6 - Caribou - Our Love
5 - Ty Segall – Manipulator
4 -Future Islands – Singles
3 - Perfume Genius - Too Bright
2- The Wytches - Annabel Dream Reader
1 -Timber Timbre - Hot Dreams

Rui Gameiro
10- Ought - More than any other day
9- Iceage - Plowing into the field of love
8- Flying Lotus - You're Dead!
7- Mac DeMarco - Salad Days
6- Timber Timbre – Hot Dreams
5- BadBadNotGood – III
4- Cloud Nothings - Here Nowhere Else
3- Swans - To Be Kind
2- Esben and the Witch - A New Nature
1- Owen Pallett - In Conflict

Rui Santos
10- Temples - Sun Structures
9- Alt-J - This Is All Yours
8- Ought - More Than Any Other Day
7- Kairon; IRSE! – Valorians
6 - Aphex Twin – Syro
5- Run the Jewels - Run the Jewels 2
4- Cloud Nothings - Here and Nowhere Else
3- Angel Olsen - Burn Your Fire for No Witness
2- Mac DeMarco - Salad Days
1- St. Vincent - St. Vincent

Sónia Felizardo
10 - Tobacco - Ultima II Massage
9 - Andy Stott - Faith In Strangers
8- Sensible Soccers – 8
7 - L'orange - The Orchid Days
6 - Vessel - Punish Honey
5 - Sleep Party People - Floating 
4 - BadBadNotGood – III
3 - Swans - To Be Kind
2 - Iceage - Plowing Into the Field Of Love
1 - Kikagaku Moyo - Mammatus Clouds 

Tomás Carneiro
10- Thee Silver Mt-Zion Memorial Orchestra - Fuck Off Get Free We Pour Light On Everything
9- Have a Nice Life - The Unnatural World
8- BadBadNotGood – III
7- Ought - More than any other day
6- Mono – The Last Dawn/Rays of Darkness
5- Cloud Nothings – Here and Nowhere Else
4- Angel Olsen - Burn Your Fire For No Witness
3- Sun Kil Moon – Benji
2- Iceage - Plowing Into the Field of Love
1- Sharon Van Etten – Are We There

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