terça-feira, 14 de abril de 2020

STREAM: twistedfreak - Recordações do quarto amarelo


Foi no domingo, 12 de abril, que twistedfreak, projeto do produtor nacional José Silva, adiconou um novo capítulo às suas edições discográficas. Um dos primeiros nomes da família da ZigurArtists apresenta-nos em plena pandemia "a cura que precisávamos para estes dias em suspensão". Agora com o selo do Coletivo FARRA e da combustão lenta records, Recordações do quarto amarelo foi composto, gravado e produzido pelo próprio entre 2017 e 2020, em relativa discrição, sucendendo a Summer Nights (2015). A capa é da autoria de Francisco Lima.

Onde antes ouviamos influência da eletrónica progressiva de Oneohtrix Point Never, agora sentimos ecos de Basinski, Rothko, Feldman, Ligeti e outros visionários pela busca de uma linguagem universal. Talvez por isso seja um disco de emoções à flor da pele, em dilatação e na busca de uma transcendência bem real, que explora várias noções de sobreposição e introspecção. Como se o tempo se dobrasse sobre si mesmo para criar e albergar diferentes realidades e emoções.

Recordações do quarto amarelo está disponível em edição digital e pode ser escutado na íntegra no Bandcamp da combustão lenta records.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

STREAM: Dragão Inkomodo x twistedfreak - Vol.1

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A editora e promotora ZigurArtists está a preparar uma série de splits, exclusivamente digitais, que vai começar a editar a partir do presente mês (novembro), com o objectivo de procurar encontros mais ou menos inusitados entre membros da família Zigur e outros músicos, heróis e criadores.

O primeiro volume desta saga foi editado oficialmente hoje e junta debaixo do mesmo tecto a música do Dragão Inkomodo e do twistedfreak, ambos músicos da casa da editora de Lamego. Vol.1 já pode ser ouvido na íntegra e descarregado de forma gratuita através da plataforma bandcamp, ou aqui.

Vol.1 foi editado hoje (sexta-feira, 25 de novembro) pelo selo ZigurArtists.


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Os melhores álbuns nacionais de 2015


2015 foi um ano que nos apresentou novos projetos nacionais bastante interessantes, que só agora deram os primeiros passos no panorama musical. Foi também um ano de confirmação para várias artistas como as Pega Monstro, Moullinex e Allen Halloween.
A nossa redacção decidiu escolher os álbuns nacionais que mais vezes por cá rodaram em 2015.

25- Tundra Fault - Whole


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24- NOZ - NOZ2


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23- MEDEIRO/LUCAS - Mar Aberto


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22- The Japanese Girl - Sonic-Shaped Life


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21- Tomba Lobos - Adeus


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20- Savanna - Dreams to be Awake


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19- Vitorino Voador - O Dia Em Que Todos Acreditaram


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18- Moullinex - Elsewhere


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17- Twisted Freak - Summer Night


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16- Luís Severo - Cara D'Anjo


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15- PZ - Mensagens da Nave-mãe


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14- Galgo - EP5


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13- The Sunflowers - Ghosts, Witches and PB&Js


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12- Cave Story - Spider Tracks


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11- Basset Hounds - Bassets Hounds


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10- Sun Blossoms - Sun Blossoms


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9- Torto - Escabroso


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8- Ermo - Amor Vezes Quatro


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7- Holy Nothing - Hypertext

6- PISTA - Bamboleio

5- Equations - Hightower


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4- 10 000 Russos - 10 000 Russos

3- Allen Halloween - Híbrido

2- Atila - V

1- Pega Monstro - Alfarroba

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sábado, 23 de maio de 2015

Festa de Encerramento do "Um Ao Molhe"

Depois de vários concertos e paragens por todo o país e fora dele, o UM AO MOLHE, primeiro festival itinerante de one-man-bands está a chegar ao fim. 
No dia 29 de Maio volta a casa numa festa de encerramento que promete fazer jus aos quatro meses de festival. 
O Passos Manuel foi o local escolhido para a festa, que vai reunir uma vez mais no mesmo espaço alguns dos melhores projectos nacionais de bandas de um Homem só. 

Este festival é uma iniciativa do colectivo portuense Antes Cowboy que Toureiro e tem como objectivo promover uma amostra do que de melhor se tem feito ao nível de bandas de um homem só em Portugal e criar um circuito sólido para o crescente número de músicos emergentes. 

Os concertos arrancam a partir das 22h00 e a entrada é 5€. 

LINE-UP 
22h00 | Dawn:Bird no sítio das almofadas
22h15 | Coelho Radioactivo no auditório 
22h45 | Captain Boy no outro sítio das almofadas 
23h00 | The Missing Link na cave 
23h30 | Blac Koyote no auditório 
00h00 | Amador no bar 
00h30 | Jacketx na cave 
01h00 | LASERS no auditório 
01h30 | Twisted Freak na cave 
02h00 | daily misconceptions no auditório 
02h00 | LASER (dj set) 

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domingo, 1 de março de 2015

Cinco Discos, Cinco Críticas #2

The Air-Conditioned Nightmare // Sub Pop // Abril de 2015
2.0/10


The Air-Conditioned Nightmare surge como segundo trabalho de estúdio na discografia de Airick Woodhead, aka Doldrums, e mostra a quebra de um produtor que poderia ser bem sucedido se não quisesse de tal forma ceder à cultura da massas. O sucessor do razoável Lesser Evil é apresentado através de um single promissor “Hotfoot”, que mostra que é previsível esperar-se um álbum bom na carreira de Woodhead. Uma batida interessante, comutada a um inteligente uso de sintetizadores era a base de um single promissor. O leitor que se engane. As influências de Animal Collective foram abandonadas e The Air-Conditioned Nightmare resume um álbum amador, onde o compositor quer ser omnipresente na sonoridade. Não ouvia. 
Sónia Felizardo

Summer Nights // Zigur Artists // Janeiro de 2015
8.5/10

Summer Nights é o novo trabalho de Twisted Freak , projecto de José Silva, que no ano passado editou um dos melhores registados nacionais para a nossa redação. Mais uma vez são notórias as parecenças com Oneohtrix Point Never, o que não representa algo de necessariamente mau. Pelo contrário, é de louvar que no nosso país haja produtores no campo da electrónica mais virada para o drone, electrónica progreissva e vaporwave. Os destaques deste novo EP vão para “Summer Nights”, uma boa malha de drone que finaliza com uma batida mais virada para o jazz devido à presença do saxofone e para “U Have Stolen My Mind Completely”, que traz à baila influências da Brainfeeder, editora criada por Flying Lotus. A faixa com quase 8 minutos “Fly Fly” é o ponto forte do EP, com a percussão mais uma vez um bom plano. Em suma, nota-se um amadurecimento nos arranjos musicais patentes neste novo trabalho de Twisted Freak e esperam-se mais novidades ainda este ano.
Rui Gameiro


In Black & Gold // Rocket Recordings // Fevereiro de 2015
7.7/10

Os londrinos Hey Colossus marcam o seu regresso às edições com o longa-duração In Black & Gold (Qual é a cor do vestido mesmo?) . Ainda este ano o colectivo visita o nosso país, por ocasião do Milhões de Festa, marcando a sua estreia por terras nacionais. Esta banda tem uma sonoridade de caracterização difícil — dada a sua versatilidade e complexidade — e são, obviamente, indivíduos que se aborrecem muito facilmente — mais de 8 álbuns editados em menos de 11 anos de carreira, sem contar com splits e EPs. Apesar da sua difícil caracterização, os Hey Colossus são um colectivo dedicado primariamente ao rock. Parece simplista esta característica, mas a verdade é que, a cada faixa deste In Black & Gold, os Hey Colossus exploram uma maneira diferente de interpretar o género. Desde a dream pop de “Hold On”, o industrial de “Lagos Atom” o stoner em “Hey, Dead Eyes, Up!” e o doom presente no brilhante final de “In Black & Gold” com a faixa “Sinking, Feeling” (a minha predilecta). Continua a haver uma recorrência mais ou menos regular do colectivo às suas ferramentas de noise rock — mais patente em trabalhos anteriores — mas a verdade é que este é um álbum dedicado à experimentação sonora e, acima de tudo, à escrita de boas canções. Se antes não prestavam muita atenção aos Hey Colossus, está aqui um bom ponto de partida. E aproveitem e vão vê-los ao Milhões.
Edu Silva

Super Fat Bitch //Janeiro de 2015 
6.4/10

Os The Ramble Riders são um quinteto do Porto que se auto-intitula de “A bluesy-kick-ass-funky-rock-bastards band". No final de Janeiro editaram o seu novo longa-duração Super Fat Bitch. Trata-se de um álbum que assenta sobretudo no blues e no hard rock, sendo notórias as influências de Wolfmother e claro, Led Zeppelin. Após ouvir as 9 canções, fica-se com a sensação que nada de novo nasce neste novo trabalho. É difícil fugir às influências e trazer algo de original para este género, contudo representa um bom esforço da banda, mantendo a coerência ao longo do álbum. O grande destaque de Super Fat Bitch vai para “Feel Alive” e para a faixa título.
Rui Gameiro


Shadow Of The Sun // Sacred Bones // Março de 2015
8.0/10 

Três anos depois de lançarem Circles, os Moon Duo voltaram finalmente com Shadow Of The Sun. Neste trabalho, o duo californiano continuou no seu registo habitual: linhas de baixo repetitivas, guitarras cheias de fuzz e reverb e sintetizadores a acompanhar. Apesar de não mostrarem nada de novo neste álbum, os fãs da banda de certeza que não vão ficar desiludidos. O álbum é bastante coeso e não tem nenhum tema propriamente mau, bem pelo contrário. O single "Animal", "Free The Skull" e "Zero", por exemplo, são das melhores músicas lançadas este ano.
Helder Lemos

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