quarta-feira, 12 de junho de 2019

LA Jungle (Bélgica) em concerto no Mercado Negro

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Os LA Jungle são um duo formado em Mons, na Bélgica, com vista para o mundo e para uma abordagem que transcende o número de membros da banda. Com apenas uma bateria, uma guitarra e um teclado, a dupla composta por Jim e Reggie oferece-nos um rock tribal que nos concede a ilusão de uma orquestra em cima do palco, numa fusão de estilos que vai desde o math-rock às raízes do punk.

Com quatro anos de formação e o mesmo número de trabalhos editados, os LA Jungle estreiam-se em Portugal na Associação Cultural Mercado Negro, num concerto inserido na mini-tournée de estreia em Portugal e que conta com especial presença nos festival Basqueiral (Santa Maria de Lamas) e A Porta (Leiria) e com a amostra de "Past // Middle Age // Future" - último álbum recentemente editado pela Black Basset Records.



Na senda de um ano recheado de concertos vindos dos quatro cantos do mundo, a Associação Cultural Mercado Negro encerra mais uma temporada com uma dupla que personifica, em nome próprio, os espíritos livres de nomes como Battles ou The Mars Volta. Os bilhetes valem 4€ com reserva, e 5€ à porta (+ info aqui)

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Oiçam: Wume

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O krautrock nasceu na Alemanha e a negrito ofereceu-nos os Faust, cujas mães os deram à luz (e bem) na cidade de Wümme. Numa época não mais turbulenta do que a Alemanha pós-guerra, April Camlin (bateria e voz) e Albert Schatz (teclados) bebem da escola alemã e da emancipação política e espiritual que bandas como Can, Neu! e os próprios Faust retrataram na sua obra, nascendo um duo capaz de transgredir as sonoridades dos 70’s para uma contemporaneidade onde o krautrock ressurge ao mesmo tempo que o fascismo. Como moeda de troca e combate político, os Wume surgem em 2010 e desde então dedicam o tempo e o talento na desconstrução rítmica e na repetição que nos prende a uma linha melódica que assobiamos a caminho de casa.


Depois de Distance (2011) e Maintain (2015), a banda de Baltimore (EUA) lançou o terceiro álbum, com a masterização a cargo de Josh Dibb (dos Animal Collective), e encontra-se de malas feitas rumo a um Portugal que visita em dose dupla, com concertos no Serralves em Festa (Domingo, 2 de Junho) e em Aveiro, na Associação Cultural Mercado Negro (Segunda, 3 de Junho).

Numa viagem por Towards the Shadow, a dupla emerge no mais recente longa-duração com jogos vocais que os distanciam dos últimos discos, fazendo jus à herança que os nomes acima referidos lhes deixaram para, em pleno 2019, os Wume darem um passo em frente.

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

O cinema e a música unem-se pela causa LGBT no Mercado Negro

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Este Sábado, a cidade dos canais recebe a data final da tournée de Maria Beraldo, mais recente fenómeno da MBP – Música Popular Brasileira – de passagem em Portugal com actuações no Festival Tremor (Ponta Delgada), Musicbox (Lisboa), Maus Hábitos (Porto) e Teatro Gil Vicente (Barcelos).






Conhecida como clarinetista de “monstros” da música brasileira – como Arrigo Barnabé ou Elza SoaresMaria Beraldo estreou-se a solo com Cavala no final de 2018 com um disco que tem dado cartas em 2019. Entre canções curtas mas atrevidas, o álbum da compositora renova os pergaminhos da musica popular com rasgos de pop e experimentalismo ‘sexy’, abusando do léxico emancipador que define a sua obra enquanto mulher homossexual.

Depois da estreia na Europa através do nosso país Maria Beraldo prepara o regresso ao Brasil, mas não sem antes encantar o auditório do Mercado Negro numa co-produção com o Porto Femme – Festival Internacional de Cinema que transforma o serão numa verdadeira ode LGBT.




Antes do concerto, desligam-se as luzes e ergue-se a tele com duas curtas-metragens com espaço para debate e reflexão, com Calamity (Maxime Feyers, 2017) e (Judith Westermann, 2018), LGBT. Em Calamity – obra que esteve presente no festival Queer Lisboa – France recebe a namorada trans do filho, num jantar que não teve o enredo esperado.



Também em Celebrate Eileen, o foco prende-se na discriminação vã a que os transexuais estão sujeitos, mesmo nos círculos mais próximos. Aqui, Judith Westermann conta-nos a história de Ailine, rapariga que nasceu num corpo masculino e que prepara uma festa de despedida para assumir a sua real sexualidade no dia seguinte.

As sessões de cinema começam pelas 22:00 (entrada livre), antecedendo o concerto de Maria Beraldo, cujo valor de entrada varia entre os 5€ (com reserva) e os 6€ (na bilheteira). Mais info no evento.

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domingo, 7 de abril de 2019

Omie Wise com novo álbum e concertos em breve


Omie Wise é uma banda de rock progressivo de Braga. Formada em 2014 por Fábio Pinto e Rui Brito, esta é o reflexo de uma visão moderna e descomplexada do progressivo dos anos 70. O lineup completou-se em 2016 com José Martins na bateria, João Machado no baixo, Eduardo Peixoto de Almeida nos teclados e Miguel Santos na voz. O primeiro EP, 1808, foi lançado em março de 2017 em edição de autor, gravado, produzido e masterizado pela banda.

Está marcado para este mês de abril o lançamento do ábum de estreia da banda, intitulado To Know Thyself. Entretanto irá sair a faixa "Make a Knot" como single de apresentação.

Marcados também estão dois concertos para este mês. Dia 12 os Omie Wise vão tocar no Mercado Negro, em Aveiro. Os bilhetes já podem ser reservados por 3 euros. Dia 20 irão acompanhar os NU para um concerto no Sabotage, em Lisboa. Os bilhetes custam 6 euros.

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domingo, 17 de março de 2019

Maria Beraldo apresenta Cavala em abril


Cavala é o disco de estreia de Maria Beraldo, música e compositora brasileira que acaba de se juntar à casa Lovers & Lollypops, que garantiu a primeira edição do longa-duração em Portugal. A autora de "Tenso" passa pelo país em abril para um conjunto de cinco datas distribuídas entre São Miguel, Lisboa, Porto, Barcelos e Aveiro.

De atitude provocadora e disruptiva, Maria Beraldo vem da azáfama paulista para o mundo. Cavala é apenas o primeiro de (esperemos) muitos manifestos da brasileira, uma odisseia fascinante pela encruzilhada artística e avassaladora de uma artista com tanto para dizer. O carácter mutante e repentino das suas canções (são 10 músicas condensadas em 24 minutos) reflecte a urgência da mensagem de Beraldo, e da vontade de se afirmar como mulher lésbica no cancioneiro brasileiro atual. A si juntaram-se outros músicos e amigos paulistas como Tim Bernardes, Tó Brandileone e Mariá Portugal, com quem construiu um apanhado de canções carregadas de identidade e instrumentais pujantes, que envolvem histórias onde medo, ternura e emancipação convivem num grito que pretende repensar a heteronormatividade da sociedade.

Cavala pode ser escutado aqui, via Bandcamp, ou ao vivo na tour marcada para abril em Portugal, cujas datas poderão encontrar em baixo: 


13.04 - Tremor, São Miguel 
17.04 - Musicbox, Lisboa 
18.04 - Maus Hábitos, Porto 
19.04 - Teatro Gil Vicente, Barcelos 
20.04 - Mercado Negro, Aveiro


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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O fim de semana do Mercado Negro faz-se de Punk-Rock e Acid-Techno

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A Associação Mercado Mercado Negro, em Aveiro, continua a senda de internacionalização e diversificação que tem pautado os eventos de 2019.

Depois dos concertos dos lisboetas Sun Blossoms, The Twin Stoners (França) e de Tamar Aphek (Israel), o próximo fim de semana mantém a lógica plural que envolve vários públicos, origens e sonoridades.

A acabar um Janeiro pautado por vários derivados do rock, o último dia do mês traz-nos FAVX, trio de Madrid que regressa a Portugal numa tournée com início na cidade dos canais.

A banda, que conta com presenças em palcos como o Monkey Week , na Andaluzia, ou o mítico SXSW em Austin, Texas, acaba de lançar o EP de estreia com o nome - Welfare – a fazer jus ao arsenal de influências que têm um único denominador comum: o caos e o ruído frenético.

Num grunge que não é bem grunge, ou num punk que não pode ser bem punk, FAVX são a aposta de mais um serão no Mercado Negro rock, numa onde os fãs de Nirvana e Parquet Courts bem podiam saltitar juntos na plateia.


Já na noite de Sábado, tida como o coração do fim de semana, a cabeça torna-se o órgão vital com Ernesto Gonzales, ou melhor, Bear Bones, Lay Low: alter-ego do músico e produtor venezuelano tido como uma das figuras incontornáveis da cena psicadélica/experimental entre Flamengos e Valões.

Residente na Bélgica a mais de uma década, o Ernesto destaca-se pelos diversos projectos com que bombardeou a cena belga, desde o krautrock obscuro dos Silvester Anfang ao drone profundo da dupla Steenkiste / Gonzales e chega agora a Portugal – e ao Mercado Negro – com um verdadeiro estatuto de ‘wunderkid” (prodígio) a Norte de Estrasburgo.

Sendo o seu projecto mais recente, Bear Bones, Lay Low mostra a veia mais experimental sob a conjunção abrupta entre o analógico, o ecstasy e o digital. 




Ambos os concertos valem 4€ com reserva (5€ no dia)- 
Reservas de FAVX aqui
Reservas de Bear Bones, Lay Low aqui.

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terça-feira, 2 de outubro de 2018

5 Nacionalidades de rock invadem o Mercado Negro, em Aveiro

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No âmbito das festividades do seu primeiro ano, a promotora Tago Mago começa o mês de outubro com a iniciativa dos Concertos de Bolso, uma tremenda festa de rock cigana que irá trazer várias bandas de diferentes nacionalidades para a sala de concertos do Mercado Negro durante esta semana.

As hostilidades começam no dia 3, com o duo alemão SNEERS., que tem a habilidade de levar o ouvinte do céu harmonioso ao céu tenebroso com apenas um riff. Dia 4 tem a estreia absoluta da coqueluche de Taiwan Sunset Rollercoaster, que segue os passos de nomes como Connan Mockasin e ainda flirtam com os sintetizadores da "80's pop" e com a "soul". Dia 5, o power-trio Okoyome de França traz o seu stoner-rock abrasivo com laivos de garage e punk. 

No dia 6, Mark Santos - mais conhecido por Trans Van Santos - é um californiano com raízes açorianas e um curriculum que conta colaborações com Dead Meadow, Iggy and the Stooges, e Brian Jonestown Massacre, que traz a sua psicadélia com tiques de Neil Young. Finalmente, no dia 7, os gregos CHICKN trazem a sua sonoridade enraizada nos Balcãs, num cruzamento entre tribalismo e psicadélia com o rock como elo de ligação, para o fim de uma semana tremenda de sonoridades abrasivas e o arrancar de um mês de celebração daquela coisa linda que é a música.

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