quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dean Blunt e Mica Levi juntam-se para uma ópera


A londrina Hyperdub anunciou hoje que Dean Blunt e Mica Levi têm uma ópera preparada para o fim de outubro. Sim, uma ópera escrita e dirigida pelo sempre imprevisível Dean Blunt com música composta por Mica Levi (Micachu). Inna é o nome deste curioso projeto cuja performance decorre durante os dias 27 e 28 de outubro no Instituto de Arte Contemporânea de Londres

Inna dá seguimento a uma série de projetos semelhantes tais como  The Narcissist (2012), Lord KnowsLausanne (2013)I’m Just Passin Thru To Show Some Love (2013) e Urban (2014). Mica Levi junta-se a esta nova aventura de Dean Blunt depois de em 2016 ter contribuído com a banda sonora de Jackie, o filme de Pablo Larraín que lhe valeu uma nomeação para o Óscar para Melhor Banda Sonora.

Em baixo, fiquem com um pequeno teaser de Inna.


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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Milhões de Festa: Viagem até ao Festão #3


Terceira e penúltima parte antes de arrancarmos na nossa transportadora favorita (sim, CP, és tu) até à casa que em julho nos abre a porta para 4 dias de "festão mínimo garantido". Nessa temática lançamos mais 4 nomes que vão levar o conceito de "festão" para outros níveis.

Esses 4 nomes cheios de intensidade são então: Moor Mother, Yves Tumor, Rizan Said e ainda o londrino Powell.


Moor Mother



Com uma mensagem de crítica social presente, surge-nos Moor Mother também conhecida por Moor Mother Goddess. De Filadéfia para Barcelos surge-nos uma poeta dos nossos tempos, como Saul Williams que tivemos oportunidade de ver o seu concerto o ano passado.

Às rimas aguçadas e cortantes junta-se uma electrónica hardcore e um afrofuturism fortes que prometem rebentar muitos tímpanos nesta edição do festival barcelense. A destacar de Moor Mother temos álbuns como Fetish Bones, lançado o ano passado, que contem um noise pesado e lírica forte em músicas como "Deadbeat Protest" e "Creation Myth", parecendo a recriação moderna do poema "Howl" de Allen Ginsberg.

 


Yves Tumor


Na primeira experiência que temos com Yves, parece-nos estar à nossa frente Dean Blunt graças ao teor experimental de cada sample e cada faixa que nos deixa para ouvir no seu mais recente álbum, Serpent Music. Mas qual a diferença de Yves Tumor para Dean Blunt ou para qualquer outro artista semelhante a este senhor que faz com que muitos enveredem por caminhos mais experimentais?

Em Yves Tumor temos uma exploração intensa e uma criação de texturas tão ou mais ricas como Dean Blunt. Yves Tumor explora a mente humana e traz-nos em Serpent Music, o que poderá ser o álbum do Estado do Mundo, do corropio em que o Universo vive 24 sobre 24 horas non stop.

Para isso, traz-nos um psych mais lo-fi numa mistura com várias gravações de música electrónica e ambient que culminam num noise que queima e nos persegue durante todo o espetáculo que é ver Yves Tumor. Apesar de ter falhado o Tremor em Ponta Delgada promete então fazer tremer Barcelos.



Rizan Said


Após a passagem de príncipes do teclado e da música de casamento egípcio, com a presença em várias edições de Islam Chipsy, vem este ano o homem que se intitula o "King of Keyboard". Nada mais nada menos que Rizan Said, homem que conta já com participações com Acid Arab e nos faz recordar Omar Souleyman com muito carinho.

Este sírio promete pôr todos a dançar logo no primeiro dia de festival, com o seu álbum de 2015, King Of Keyboard, que tem as faixas "High Tension Zimmer", entre outras, que fazem com que todos dancem até não sentir mais os pés.



Powell


The last but not the least: Powell.

Um londrino que explora a música underground, post-punk dos anos 80 e o acid techno da maneira mais experimental que já observamos. Tem álbuns, como Sport, de 2016, ou Club Music, de 2014, que contam com vários mixs, cortam a respiração e fazem lembrar Varg ou mesmo Aphex Twin. Poderá e deverá ser um dos concertos que ficará marcado na cabeça de todos os que marcarem presença este ano no festival Milhões de Festa.

Eleva o conceito de "festão" para uma categoria mais sombria, mais arrepiante e mais "club scene", lembrando-nos de grandes casas da música electrónica como a Fabric ou mesmo o Lux Frágil. É o nome que promete trazer o after mais cedo até Barcelos e trazer aquela energia necessária para se dançar pela noite fora.

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

STREAM: Babyfather - Cypher (Mixtape)


As últimas semanas têm sido ricas em lançamentos por parte de Dean Blunt. Depois de na semana passada nos ter mostrado nova música em nome próprio e como Blue Iverson (mais um dos muitos alias do artista britânico), Dean Blunt regressa agora com uma nova mixtape com o seu projeto Babyfather, que lançou o excelente BBF Hosted by DJ Escrow em 2016.

Cypher é o nome da nova mixtape de Babyfather e podem escutá-la integralmente em baixo. Também é possível descarregá-la gratuitamente aqui.


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terça-feira, 11 de abril de 2017

STREAM: Blue Iverson (Dean Blunt) - Hotep


Hotep é o nome do mais recente álbum de Dean Blunt, que se apresenta desta vez como Blue Iverson, depois de no ano passado ter lançado um dos melhores discos do ano como Babyfather. As pistas já tinham sido dadas depois de ainda hoje ter partilhado dois novos temas e um vídeo para "Who Shot Lucious Lyon?", que poderão ver em baixo. Hotep tem apenas 20 minutos de duração e encontra-se disponível para download gratuito aqui.

Oiçam, então, o mais recente projeto de Dean Blunt, assim como os dois temas previamente partilhados nas suas contas de Youtube e Soundcloud.








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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Dean Blunt e Yung Lean em vídeo misterioso intitulado Fronto Kings



Dean Blunt é mestre do mistério e da imprevisibilidade. Este ano estreou-se como Babyfather e lançou o disco "BBF" Hosted by DJ Escrew, um concept album relatado por um DJ britânico de uma rádio pirata imaginária, e partilhou diversos temas em contas de soundcloud e youtube que rapidamente deixaram de existir, a última sendo uma colaboração com o rapper britânico GAIKA, num single colaborativo composto por duas faixas intitulado "R6" / "SHREDDER". Hoje, foi a vez de conhecermos uma nova colaboração, desta vez com o mestre sueco do cloud rap Yung Lean, aqui apresentado como Jonatanleandoer127, naquele que parece ser um single composto por 3 ou 4 temas apresentados num vídeo intitulado Fronto Kings, e que apresenta a estética mais uma vez enigmática de Dean Blunt, passeando entre ruas escuras com Yung Lean a seu lado. Vejam o vídeo em baixo:


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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Hype Williams anunciam novo álbum "10/10"



Hype Williams, o coletivo do norte americano Dean Blunt que conta frequentemente com a colaboração de Inga Copeland, tem previsto o lançamento de um novo álbum para este ano. O terceiro disco do grupo terá como nome 10/10, sucedendo assim a One Nation, editado em 2011, e a Black Is Beautiful, disco que juntou mais uma vez Dean Blunt a Inga Copeland. Entretanto, Dean Blunt editou também ,este ano, BBF Hosted By DJ Escrow com o seu enigmático grupo Babyfather.

Ainda não é conhecida nenhuma faixa de 10/10 nem a sua data de lançamento, conhecendo-se apenas a tracklist que irá contar com 10 temas que poderão ver em baixo.

10/10

Deal Breaker
Scary
Fowsy
Failure
Diva 
Brewing
Rolling 
Watch
Revelations
X-500


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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

[Review] Dean Blunt - Babyfather


Babyfather//Hyperdub//junho de 2015
7.0/10

Várias vezes um artista é rotulado de "experimental". "Esta banda produz música experimental" dir-vos-à algum pseudo-crítico de bancada sem vos esclarecer o que este rótulo ambíguo de facto significa. Sendo que o rótulo "experimental" pode ser aplicado a quase todos os géneros musicais, este carece de algum cuidado na sua utilização para não corrermos o risco de melindrar o leitor. No entanto, poucos termos serão mais ajustados para definir Dean Blunt enquanto artista e músico do que "experimental". 


Babyfather, um álbum que, ao que parece, esteve guardado nos arquivos da Hyperdub desde o ano passado mostrou-nos mais uma vez que Blunt é capaz de misturar o streetwise do hip hop — com as suas letras oradas em formato spoken word — com o lado mais barroco do pop, afinando por vezes as cordas das guitarras para o rock e, não parcas vezes, trocando estas por sintetizadores e mesas de mistura. Apesar da instrumentação dos trabalhos de Blunt serem sempre ricos, instrumentos musicais são objectos que não se configuram de uma maneira física na sua música. Estes marcam presença no plano digital, pela via de samples. E em Babyfather, Blunt continua a reger-se por esse princípio, aproveitando a crueza da técnica de corte e colagem de trechos sonoros para nos apresentar obras de arte como a faixa "GASS", na qual temos Nicky Minaj a repetir sempre a mesma estrofe: y'all got everybody infiltratin' negros. Por vezes, Blunt entrega o controlo dos samples a outros, como acontece em "Meditation", uma faixa lançada ainda este mês na qual Blunt partilha os créditos de produção com Arca.




À semelhança daquilo que aconteceu com o binómio The Redeemer/Stone Island, escutamos em Babyfather ecos de Black Metal. Em BabyfatherBlunt continua a insistir na exploração do lado barroco da pop e no hip hop streetwise misturado com spoken word. A "BLOW 2" é uma continuação da narrativa iniciada em "BLOW" — uma das faixas de Black Metal — na qual ouvimos Blunt a repetir mais uma vez a estrofe "I don't need nobody helping" enquanto o protagonista desta sequela se continua a auto-destruir com substâncias psicotrópicas. O uso de sintetizadores é abundante na sonoridade de Blunt — ou não fosse este um ávido adepto da sonoridade digital. Além disso, eu juro que ouço a "Love Will Tear Us Apart" algures nos sintetizadores de "WAR REPORT". Um facto curioso, se tivermos em conta que a "LUSH" de Black Metal se aproximava do apoteótico início da "Bittersweet Symphony" — ainda que o sample original da "LUSH" seja retirado de uma faixa dos Big Star.


A linguagem que Blunt usa em Babyfather é complexa. Sem surpresas, dado que todos os seus trabalhos são complexos e delineados com traçados de difícil caracterização. No entanto, algumas das nuances e da narrativa que este Babyfather contém são viagens que Blunt iniciou Black MetalBabyfather pode e deve ser visto à sombra de Black Metal. Dito isto, Babyfather é um trabalho com expressão individual. Mais um capítulo na história que Dean Blunt protagoniza no panorama musical, um no qual ele assina as suas obras com o pseudónimo Babyfather.


Mas qual é, exactamente, o panorama musical em que Dean Blunt se encaixa? O da pop barroca? O do rock? O do hip hop? O da spoken word? O do lo-fi? O do sampling? O do revivalismo? Ou o do progresso? Eu diria que Blunt não se insere em nenhum e tampouco procura inserir-se. Ao invés de se tentar comprometer com algum estilo, Blunt parece mais interessado em compreender todas estas influências. E, de facto, se há particularidade que destaca a mestria de Blunt enquanto músico é a destreza com que ele se move através de todas estas linguagens musicais para construir uma sonoridade complexa, de difícil caracterização e de ainda mais difícil definição em forma textual.

"I’d like to ask you, what does NME stand for? Needy middle-aged ego? Nice most elephant? No, it actually stands for New Musical Express. You don’t want the same old, same old, do you? We need people pushing the envelope. I first became aware of this person doing my radio show on 6 Music. It didn’t sound like anything I’d ever heard of before. It makes me very proud to award the Philip Hall Radar Award to Dean Blunt."  
Intervenção de Jarvis Cocker sobre a música de Dean Blunt durante a edição deste ano dos NME Awards, na qual Blunt foi galardoado com o Philip Hall Radar Award. Artigo na FACT.

Enquanto crítico, eu evito o rótulo "experimental" precisamente devido à sua ambiguidade. Prefiro alongar-me e enunciar os sub-géneros em que um artista se desenvolve e/ou se inspira para chegar à sua sonoridade do que simplesmente rotular este de "experimental".
No entanto, como podemos nós não classificar Dean Blunt de músico experimental, se ainda não foi alicerçado um género ou uma categoria a partir do qual possamos determinar as raízes da sua música? 

Além de ser um músico experimental, Dean Blunt é um pioneiro. 
Um pioneiro do quê, exactamente? 
Não sabemos. Só ele o sabe. 

E isso, meus amigos, é A DEFINIÇÃO de música experimental.

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dean Blunt em Portugal

Dean Blunt regressa a Portugal e, mais uma vez, o concerto é em Lisboa.
O norte-americano regressa a Portugal depois de ter marcado presença no OUT.FEST do ano passado. Na bagagem trará certamente Black Metal, o seu mais recente trabalho e um dos melhores discos do ano passado. 
O concerto tem lugar no dia 21 de Maio, no Lux Frágil.

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