quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Fat White Family regressam a Portugal em 2020



São um dos mais interessantes grupos da nova música britânica e regressam a Portugal no próximo ano. A tour europeia de apresentação do novo álbum dos ingleses Fat White Family, Serfs Up!, passa pelo país com concertos no Porto e em Lisboa.

Champagne Holocaust, o primeiro disco do grupo, introduziu os naturais de Peckham, Londres ao mundo com o seu rock descomprometido de influência psicadélica, um som que tomaria novas proporções com o sucessor Songs for Our Mothers, mais eclético e politizado e um dos melhores do ano para a publicação britânica The Quietus. Em Serfs Up!, editado em abril deste ano pela Domino, a visão distorcida do grupo é conjugada por uma refrescante sensibilidade pop. O tema "Tastes Good with the Money", cujo vídeo pode ser ser visto abaixo, contou com a participação de Baxter Dury na voz e realização de Róisín Murphy.

Os concertos acontecem nos dias 4 e 5 de fevereiro, primeiro no Hard Club, no Porto, e depois no Lisboa ao Vivo. Os bilhetes para ambos os concertos possuem o custo único de 23 euros e encontram-se disponíveis para compra amanhã.





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quarta-feira, 22 de março de 2017

Black Lips anunciam oitavo disco Satan's graffiti or God's art?


Os Black Lips estão de regresso aos discos com o Satan's graffiti or God's art?, o oitavo disco que sucede a Underneath the Rainbow, lançado em 2014. O novo trabalho dos rapazes de Atlanta sai dia 5 de Maio via Vice Records, e conta com a participação de Yoko OnoSaul Adamczewski dos Fat White Family. "Can't Hold On" é o primeiro single de Satan's graffiti or God's art? e pode ser escutado em baixo, onde encontrarão também a respetiva capa e tracklist do novo disco.



 Satan's graffiti or God's art?

Overture: Sunday Mourning 
Occidental Front 
Can’t Hold On 
The Last Cul de Sac 
Interlude: Got Me All Alone 
Crystal Night 
Squatting in Heaven
Interlude: Bongo’s Baby
Rebel Intuition
Wayne
Interlude: E’lektric Spider Webz
We Know
In My Mind There's a Dream
Lucid Nightmare
Come Ride With Me
It Won't Be Long
Loser’s Lament
Finale: Sunday Mourning

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Reportagem: Reverence Valada 2016 - 9 de setembro


Depois de um suado aquecimento ainda havia muitas mais calorias para queimar e o segundo dia prometia uma correria diabólica caso os fãs pretendessem ver todas as bandas que queriam. Se o primeiro dia nos trouxe uma enchente de bandas de garage rock, então este segunda dia mostrava uma maior presença de psicadelismos no seu cartaz. O ambiente continuava calmo, como tem sido a imagem de marca do Reverence Valada, mas era possível observar uma maior enchente de pessoas.

The Black Wizards

Os feiticeiros e feiticeiras que marcaram presença em dois concertos no Sonic Blast voltam a subir a um palco indicado para o seu talento e género musical. Pela terceira vez este ano tive o prazer de ouvir a banda a apresentar o seu disco de estreia, Lake of Fire, e todas as vezes soa a algo novo e especial.  É um prazer poder afirmar que vivo na mesma geração que estes músicos.

O blues esteve no ponto e o stoner não se fez rogado. A Joana Brito fez a sua função de encantadora de cobras e hipnotizou toda a audiência. É de notar os problemas técnicos que assombraram o baixo e o impediram de fazer barulho durante algum tempo, um problema que não assombrou a performance no seu geral. O destaque do concerto vai para o solo de bateria da Helena Peixoto. É incrível vê-la no seu disfarce de John Bonham e a deixar todos na audiência de boca aberta.


Miss Lava

Outra banda que também marcou presença em Moledo, Miss Lava subiu ao palco Indiegente perante uma audiência que deixava algo a desejar em termos de número.  Sem se deixar desmoralizar por este percalço, a banda fez o que melhor sabe fazer e deu um concerto de rock puro e bruto, apesar de quando começaram o baixista ainda estar na casa de banho. Não, isto não é uma cena do filme Spinal Tap, aconteceu mesmo.

Estes continuam a apresentar o seu novo disco Sonic Debris, em que músicas como "The Silent Ghost of Doom" e "Another Beast is Born" funcionam muito bem ao vivo. Também não foram esquecidas faixas mais antigas como "Ride" e "Red Supergiant".


LSD and the Search for God

Para quem não conhece, LSD and the Search for God é uma banda de shoegaze criada em 2005 e que nunca lançou nenhum álbum. Ao contrário de bandas como My Bloody Valentine ou Slowdive, que viram a sua reputação crescer para bandas de culto, estes continuam a ser uma banda relativamente obscura. Pode não querer dizer nada, mas estes ainda tocaram o seu set à luz do dia. Contudo esta banda pode gabar-se de possuir uma fan base fiel e dedicada, tanto assim que o concerto ainda não tinha começado e já existiam algumas pessoas a guardar lugar para poder ver o concerto na frontline.

O concerto foi uma experiência onde pudemos comprovar que todos os membros da banda sabem o que estão a fazer. É incrível como estes se conseguem mover no meio do caos das distorções e das paredes de som. Sem dúvida um dos destaques do festival e uma mais valia no cartaz.




Yawning Man

O deserto de Califórnia passou por Valada e varreu tudo à sua frente. Yawning Man, banda que com orgulho pode afirmar-se como uma das pioneiras do movimento desert rock, veio com um novo álbum debaixo do braço, Historical Graffiti, e foram recebidos de braços abertos.

A mistura de estilos que vão desde o blues, ao rock psicadélico e o experimental compuseram os 45 minutos que a banda esteve em cima de palco. O concerto foi em grande parte instrumental, à excepção da última música, e funcionou com base no contraste das partes melódicas e das partes mais agressivas. Em grande parte, o público aderiu e acompanhou as músicas com um headbang geral.

Este concerto serve para comprovar uma das melhores características que o Reverence tem para oferecer, visto que criam oportunidades únicas e vão buscar bandas de culto e experientes que, em ocasiões normais, um português não teria oportunidade de ver.


Fat White Family

A noite começava a cair e um dos concertos mais icónicos da edição 2016 começava a avizinhar-se. As luzes apagam-se e seis jovens britânicos sobem ao palco. São os Fat White Family e quem não conhecia o nome deles passou a conhecer.

Lias Kaci Saoudi, vocalista da banda, foi o ultimo a entrar em palco para dar voz à "Whitest Boy on the Beach". A música ia a meio já estava este sem t-shirt, a suar e a dar voz a todo o ódio que escorre no seu corpo. É impossível não tecer comparações com Iggy Pop dado o seu comportamento anarquista e as danças esquizofrénicas em cima de palco. Sem exageros, estamos perante um dos maiores personagens da geração musical moderna.

Durante o concerto foi possível ouvir grande parte das músicas tanto de Champagne Holocaust, primeiro álbum da banda, como do mais recente Songs for Our Mother. Músicas como "Hits, Hits, Hits", "Auto Neutron", "Cream of the Young" e "I am Mark E Smith" serviram para encher os ouvidos dos festivaleiros.

Certamente, um concerto que vai marcar o festival de Valada e para mais tarde relembrar. Os Fat White Family podem não ser a banda mais talentosa do mundo mas são sem dúvida capazes de dar um dos concertos mais inesquecíveis da atualidade. Cheers à melhor pior banda do mundo.


Dead Meadow

Depois da tempestade que foi Fat White Family o que poderia vir a seguir? A resposta é: algo completamente diferente.

Com a maior das simplicidades e com poucos diálogos, os Dead Meadow subiram ao palco e fizeram o que melhor sabem fazer: música. Sem nenhum álbum novo na calha, o alinhamento foi feito essencialmente das melhores músicas da banda "Sleepy Silver Door", "1000 Dreams" encheram o coração de quem esteve a ver este concerto. No final da interpretação de "Me and the Devil Blues", tocada com uma frieza e uma mestria que apenas estes homens conseguem e com o seu característico tom na guitarra e no baixo, apercebi-me que estava num dos melhores concertos do festival.

O momento mais alto do concerto foi quando tocaram "What Needs Must Be", a emotiva letra combinada com a melodiosa guitarra e com aquele solo arrebatador desarmaram-me por completo.


The Brian Jonestown Massacre

Na previsão do festival eu tinha apostado que este ia ser não só um dos melhores concertos do ano como também o melhor concerto do ano. Não estava errado. A sensação de ver os sete membros a subir ao palco e a pegar nos instrumentos é algo indescritível.

A hora e meia em que estiveram a tocar podia ter durado até ao final da noite porque, mesmo assim, ninguém iria sair inteiramente satisfeito deste concerto. Existiam demasiadas músicas de demasiados álbuns que podiam ter sido tocadas e apenas a hora e meia de concerto não chegava. Grande parte da setlist consistiu em músicas mais recentes, incluindo "Fingertips" do novo álbum que ainda vai sair este ano. Ficou a sensação que a banda podia ter tocado algumas músicas mais antigas, contudo, quem se juntou ao coro de "Who" e quem ouviu os acordes mágicos de "Anemone" sabe o quanto valeu o concerto.

Se os músicos que constituem a banda são uns autênticos extraterrestres que estão ligados uns aos outros para fazer música transcendente, existe um membro que serve de elo de ligação entre os simples seres humanos do público com os extraterrestres que estão em cima do palco. E esse homem chama-se Joel Gion. A maneira relaxada e descontraída como toca pandeireta numa das mais importantes bandas de psych rock moderno. A arte de ver um concerto de BJM divide-se em duas partes. Primeiro é o estado transe onde apreciamos as músicas de olhos fechados e a segunda parte é aquela em que apreciamos as peripécias do Joel em cima de palco. Apesar de um lançamento de pandeireta mal calculado que resultou no derrube do microfone do Anton (ato que provavelmente há 20 anos atrás teria resultado numa pancadaria geral e no abandono do concerto) foi um deslize menor que faz parte da aventura do que é ver um concerto destes homens.

Agora passamos ao mestre. Anton Newcombe é o responsável (à parte do Nick Allport) por termos estado dia 9 de setembro em Valada a ver o que foi um dos concertos mais marcantes que passaram em Portugal nos últimos anos. Mas não foi só a teimosia e a persistência de Anton que carregou a banda durante os anos que o levou a atingir este estatuto. A confiança que este senhor tem em si próprio e a postura de que é o Homem mais fixe do mundo faz dele o líder da banda mais fixe do mundo.




A Place to Bury Strangers

Depois da descarga emocional que foi BJM chegou a hora de ver APTBS. Cheguei um bocado atrasado e a tentar furar a multidão para conseguir ver o que se passava no palco, mas qual foi surpresa minha quando vi que só estava o guitarrista no palco.

Enquanto continuava na minha tarefa de tentar conseguir um vislumbre do palco reparei que estava uma concentração de pessoas ao lado da mesa de som. Aproximei-me e tive a segunda surpresa do concerto. O baterista e o baixista estavam os dois no meio do público a fazer uma jam.


 A banda que mistura shoegaze e post-punk focou-se essencialmente nos álbuns Exploding Head (2009) e Worship (2012), tendo tocado malhas como "I Lived My Life to Stand in the Shadow of Your Heart" ou mesmo "Ego Death", para completo delírio dos fãs. Como já é habitual, guitarras foram destruídas. Apesar de não ser a minha praia devo dizer que foi uma boa surpresa e um prazer ter saído do concerto com os ouvidos quase a sangrar.


Ozric Tentacles

Abandonar este concerto foi das maiores facadas no meu coração. Ter começado tão tarde e acabar de madrugada era demasiado para o meu corpo e por isso tive que abandonar o campo de batalha.

Da meia hora que vi, assisti a uns bons solos de guitarra e umas malhas incríveis de rock progressivo, mas nada comparado ao grandioso concerto que apenas acabou às 6 da manhã. 

Fica para outra oportunidade (ou talvez não.)


Dia 2 @ Reverence Valada


Texto: Hugo Geada
Fotografia: Filipa Casas

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Reverence Valada: "Os pedidos especiais de Satanás" - dia 9


Depois do aquecimento ao campista, o dia 9 de setembro promete trazer grandes concertos ao Reverence Valada. Um dos mais esperados vai acontecer neste dia, e sim, estou a falar de Brian Jonestown Massacre. A banda de Anton Newcombe promete fazer um dos mais memoráveis concertos da curta historia deste festival.

Para além deles, ainda vamos assistir a uma enorme vaga de shoegazers em cima dos palcos, nos concertos de A Place to Bury Strangers e The Raveonettes, que prometem encher os ouvidos dos fãs e o chão do palco com pedais.

Uma banda que tem dado muito que falar devido ao seu comportamento são os jovens Fat White Family, que prometem dar um concerto inesquecível, marcado pela sua energia e comportamento obsceno. 

Podemos contar ainda com a presença de bandas portuguesas como Black Wizards, Correia e Fast Eddie Nelson que para além de conquistarem cada vez mais o coração do publico, é sempre um prazer assistir ao seu talento com os próprios olhos.

Brian Jonestown Massacre


Após na edição passada, o festival ter contado com a presença de Joel Gion, percussionista e segundo no controlo criativo da banda, é a vez de esta edição contar com a alcateia toda, incluindo Anton Newcombe, mentor da banda.

Um forte candidato a concerto do ano, os sets da banda são conhecidos por visitarem grande parte da sua (longa) discografia, desde os primeiros álbuns, Methodrone e Spacegirl and Other Favorites, até aos Take It From The Man! e Their Satanic Majesties’ Second Request que contem as icónicas 'Straight Up and Down' e 'Anemone' (respetivamente). Sem esquecer também os álbuns mais recentes, o Mini Album Thingy Wingy, e o Musique de Film Imaginé, que é uma soundtrack de um filme imaginário mas também vem apresentar musicas que figuram no álbum que ainda vai ser lançado este ano, como por exemplo 'Fingertips'.

Certamente aquele concerto que não deixar ninguém indiferente, para o bem ou para o mal.



Fat White Family


Um concerto que tem levantado muita curiosidade e expectativas é certamente o dos ingleses Fat White Family.

Estes são conhecidos não só pelo espírito de animais de festa e pela sua energia demolidora, mas também por serem o oposto do politicamente correto, podemos esperar um concerto imprevisível e selvagem (e com votos que haja pelo menos um strip por parte do vocalista Elias).

Com dois álbuns debaixo do braço, sendo o ultimo, Songs For Our Mothers, lançado ainda este ano é certo que vamos ouvir hinos como 'Whitest Boy on the Beach' ou 'We Must Learn to Rise'.

Os irreverentes britânicos podem não ser os mais brilhantes músicos, mas destes pode-se esperar um espectáculo único e memorável, e se não for pelas canções, então é mesmo pela festa.



Dead Meadow


Não é bem stoner rock.
Não é bem rock psicadélico.
Não é certamente indie rock.

Esta banda de Washington D.C. tem um som bastante próprio e fácil de identificar como uma musica dos Dead Meadow, tornando-a assim uma das mais únicas bandas na cena psicadélica ou stoner.

Uma vez que eles não tem nenhum lançamento novo nos seus planos é de esperar que estes visitem toda a sua discografia.

Este é o concerto certo para todos os fãs de bandas como Led Zeppelin ou Blue Cheer, que enchem as suas musicas com riffs de guitarra capazes de fazer a cara de uma audiência derreter.

A banda de Jason Simon, Steve Kille e Juan Londono vão apresentar algumas das malhas mais interessantes do festival.



Yawning Man


Uma das bandas mais lendárias e que não tem levado a cobertura que merece nesta edição do Reverence é sem duvida Yawning Man.

Esta banda formada em 1986 em La Quinta, Califórnia, é considerada por muitos a primeira banda de Desert Rock, sem eles não existia Kyuss, nem Queens of the Stone Age, nem grande parte do movimento que surgiu no deserto de California.

Yawining Man ganhou notoriedade pelos concertos em formato de jam que faziam no deserto, alimentando os instrumentos apenas com geradores e muitas drogas. Actualmente, é de esperar o mesmo no concerto que vai acontecer em Valada, só que desta vez não são precisos geradores, mas podemos esperar que os californianos nos tragam o calor, o espírito e a experiência do deserto até ao seu palco.



A Place To Bury Strangers


A Place To Bury Strangers já não é uma banda estranha ao Reverence, esta é a segunda vez que estes se deslocam ao festival de Valada depois de terem tocado na primeira edição de 2014.

O trio americano é conhecido pela sua música barulhenta e pelas atmosferas psicadélicas, eles foram considerados por vários blogs e revistas como a “a banda mais barulhenta de Nova Iorque”. Contudo, apesar do volume capaz de fazer sangrar os ouvidos, esta banda utiliza nas suas melodias uma beleza que contrasta com a violência do som que estes criam com os seus instrumentos.

Se tiverem curiosidade para realmente descobrirem se os vossos tímpanos explodem ou não, apareçam lá pelo concerto dia 9 e tirem conclusões por vocês próprios.

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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Reverence Valada 2016 com cartaz completo e novo palco


No Hard Rock Café Lisboa foi hoje apresentado o cartaz final da 3ª edição do Reverence Festival Valada, contando com a presença de Nick Allport, organizador do evento, Alexandre Travessas, programador do evento e das Reverence Underground Sessions, Nuno Calado, radialista da Antena 3 há 20 anos responsável pelo programa alternativo Indiegente, e Pedro Ribeiro, presidente da Câmara do Cartaxo.

Neste evento foi feito um resumo das edições anteriores, 2014 e 2015 nas quais o Reverence Festival trouxe, pela primeira vez a Portugal 57 bandas internacionais, provenientes de 14 nacionalidades diferentes.

Foi também apresentada a programação completa para os três dias do festival na qual a organização pretende continuar a inovar, trazendo, pela primeira vez a Portugal The Damned, que celebram 40 anos de carreira em 2016, The Brian Jonestown Massacre e Killing Joke, autores de êxitos dos anos 80 como “Love Like Blood” e “Eighties”. Também se destacaram as atuações dos míticos The Sisters of  Mercy, dos irreverentes Fat White Family e do duo The Raveonettes.


No capítulo das novidades, há agora um palco novo com curadoria de Nuno Calado. Dá pelo nome de Palco Indiegente e a sua programação será composta por 10 bandas nacionais: The Quartet of Whoa!, Correia, Miss Lava, Phantom Vision, Nicotine's Orchestra, Fast Eddie Nelson, Flak, Twin Transistors, La Chanson Noire, The Dirty Coal Train.

Foram, também, anunciados os seis finalistas do concurso nacional de bandas que vão concorrer para um dos dois slots disponíveis no lineup do Reverence Festival. As seis bandas tocam ao vivo no dia 16 de julho no Centro Cultural do Cartaxo, onde terão de provar a qualidade do seu trabalho perante a avaliação de um júri composto por: António Freitas e Nuno Calado da Antena 3, Ana Búzio e João Borislav responsáveis pelo programa Future Echo e, finalmente, Carlos Montês e André Beda responsáveis pelo programa Ruído Alternativo ambos da Tejo FM.


As bandas a concurso são:
Distrito de Santarém: 
CUT (Almeirim)
Ossos D'Ouvido (Benavente)
The Fallen Reign (Cartaxo)

Bandas Nacionais:
Moloch (Lisboa) 
The Brooms (Barreiro)
We Buffalo (Lisboa)

O Reverence Festival acontece nos dias 8, 9 e 10 de setembro no Parque de Merendas de Valada, Cartaxo, e integra mais de 50 das melhores bandas de rock underground nacionais e internacionais.

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Novas confirmações para Reverence Valada, datas também já estão disponiveis


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O festival Reverence Valada prendou os seus fãs com 10 novos nomes para o seu cartaz. Entre elas conta com dois nomes para cabeças de cartaz, os americanos Brian Jonestown Massacre e os britânicos Sisters of MercyEstão também confirmados Fat White Family , The Raveonettes, A Place To Bury Strangers, Mars Red Sky, Steak e Earth Drive e ainda as bandas portuguesas The Black Wizards e The Japanese Girl.

Também foi adiantado a divisão por dias do cartaz, sendo o dia 9 de setembro encabeçado por Brian Jonestown Massacre, The Raveonettes, Fat White Family, A Place To Bury Strangers, Ozric Tentacles, Dead Meadow, Silver Apples, Yawning Man, LSD & The Search For God, The Japanese Girl, The Black Wizards, The Papermoon Sessions, PIGS PIGS PIGS PIGS PIGS PIGS PIGS e Zone Six.





Depois da tão aguardada espera finalmente os Brian Jonestown Massacre de Anton Newcombe finalmente marcam presença no festival.

Já o dia 10 é liderado por Sisters of MercyKilling JokeThe Damned, MécànosphereWith The DeadNik Turner’s Space RitualMars Red SkyFarflungThe Cult Of Dom KellerRadar Men From The MoonEarth DriveSteak, Papir e Oresund Space Collective.


The Sisters of Mercy vem partilhar o seu rock gótico com o publico de Valada.

Não esquecer também o dia de receção ao campista, 8 de Setembro, que ficou entrega à curadoria de Black Bass – Évora Psych Fest, que junta nomes como Thee Oh SeesChain & The GangJ.C. SatanBlaak HeatThe SunflowersFlavor CrystalsSun Mammuth e 800 Gondomar.

A 3ª edição do Reverence Valada decorrerá entre os dias 8 a 10 de setembro. Os bilhetes já se encontram à venda com o passe geral a um preço de 55€ até ao dia 30 de abril. Os bilhetes diários encontram-se também à venda por preço promocional até ao mesmo dia, com preços de 20€ até dia 8 e 35€ entre os dias 9 e 10 de agosto. Após esta data, os preços aumentam 5€, ficando esse preço até ao dia 31 de julho.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Cinco Discos, Cinco Críticas #12

HYMNS // BMG // janeiro de 2016

6.5/10

Depois de hiatos indefinidos, desentendimentos e a entrada de dois novos membros, os BlocParty entraram em 2016 com o lançamento do seu quinto álbum de longa duração, HYMNSJuntos desde 1999 e com um enorme following na cena indie rock, este novo trabalho do quarteto britânico é no entanto muito difícil de descrever, e é sem dúvida o começo de uns novos Bloc Party; não existe o desespero frenético dos últimos trabalhos, mas sim a procura de um novo som, talvez mais contido e com a visível influência dos novos elementos da banda, bem como do trabalho a solo de Kele Okereke, o vocalista do grupo. Já sabemos que Kele não é nenhum génio lírico, mas a qualidade das suas letras mantém-se. No entanto ao longo do álbum somos surpreendidos por uma miscelânea de géneros e sons, como em “Only He Can Heal Me”, com uma clara influência gospel, a infeliz “The Good News”, talvez a pior do álbum, com inspiração country, ou “Into The Earth”, quase a chegar ao beach pop, mas por várias vezes somos deixados no limbo durante este álbum; excelentes momentos de antecipação são criados, mas nunca chegam a ser bem concretizados, como em “Exes” ou “The Love Within”. Bloc Party ganham indubitavelmente crédito por tentar algo novo com HYMNS, é sem dúvida um álbum de transição que quase funciona, mas que claramente precisa ainda de algum trabalho. Um bom esforço, no entanto. 

Márcia Boaventura


Heaven Is A Place // Deep Space Recordings // janeiro 2016

8.5/10

Depois de 9 anos, a banda de São Francisco LSD And The Search For God lançou o EP Heaven Is A Place. E bem…como explicar, como relatar tudo o que se pode viver com 5 simples músicas?
Recordo-me de ouvir pela primeira vez esta banda, a self-titled EP e pensar: “O nome faz sentido, estes gajos conseguem pôr qualquer um numa acid trip”.E assim fazem com que continuemos numa acid trip, numa viagem “a la shoegazer”. Começam forte com “Heaven” para nos fazer subir, para fecharmos os olhos e ficarmos arrepiados, mesmo com pele de galinha. Agora que já nos encontramos a viajar chega “(I Don´t Think That We Should) Take It Slow” uma música onde a voz de Sophia Campbell, sempre angelical, se destaca. “Outer Space”, a terceira faixa, leva-nos mesmo a uma estação espacial, onde podemos flutuar sob o espaço e observar o vazio e a nossa pequenez. Esta EP acaba com uma quinta faixa, com uma duração maior que as restantes, onde riffs de guitarra distorcida se destacam. A voz sempre presente consegue ser uma das armas que leva o EP a ter esta pontuação. LSD And The Search for God continuam a surpreender-nos, a fazer-nos viajar e a fazer-nos recordar bandas de renome, como Slowdive. A nave da banda aterra em Portugal, mais concretamente no Reverence Valada que decorrerá entre os dias 8 e 10 de Setembro.

Duarte Fortuna



Grow A Pair // Self Released // novembro 2015
                  
   7.7/10

Depois de em 2013 terem lançado, o mal-amado, Trust Found, a banda portuense regressou, no início do ano passado, com dois singles, “Skip Off” e “July”, que mais tarde vieram a integrar este primeiro EP da banda, Grow A Pair. O título deste registo é, como nos disseram em entrevista, parte de um dos nomes que consideraram para a banda aquando a sua formação.
Como os Eat Bear tiveram um ano bastante activo, em termos de concertos, antes do lançamento deste trabalho, já todos os seus temas tinham sido tocados ao vivo, aguçando, assim, a vontade de o ouvir em estúdio. Mais uma vez a banda mostra as suas influências do garage rock e post punk, tendo como principais diferenças em relação ao primeiro registo uma melhor composição, um som mais “limpo” e a maior parte dos vocais são executados por Miguel Almeida, o que pode causar algumas comparações (principalmente “July” e “Won’t Spread The Word (About Tonight)”) com o seu projecto a solo, Grany Detours, do qual já se falou anteriormente. Todos os temas têm instrumentais excelentes e são “catchy” o suficiente para ficar na memória durante vários dias. Apesar da boa qualidade de todas as faixas, talvez se destaque “270 Fast-Forward” que, além de nos dar aquela estranha satisfação de quando uma banda canta o título do disco, termina com uma pequena demonstração de como seria a música da banda se se dedicasse mais ao rock psicadélico. Grow A Pair é uma boa demonstração do potencial desta banda mas acaba por saber a pouco porque metade das suas músicas já tinham sido editadas como single anteriormente.

Francisco Lobo de Ávila


Songs For Our Mothers // Fat Possum Records // janeiro 2016


7.0/10 

É impossível restringir os britânicos The Fat White Family a um estilo definido. A melhor maneira de os descrever é imaginar os personagens de Trainspotting a pegar em instrumentos e a fazer música sobre o seu estilo de vida. Para os fãs, não esperem grandes diferenças entre este e o primeiro álbum, os elementos em destaque continuam os mesmos, sendo que a banda volta a optar por um som lo-fi e garage rock com influências electrónicas. O momento do álbum está na primeira música, “The Whitest Boy on The Beach”, uma música fantástica que apenas dá vontade de dançar nu no meio de uma rotunda. As músicas continuam e estes fazem o seu melhor para provocar a audiência. Na musica “Goodbye Goebbels”, invocam o nome do antigo mão direita de Adolf Hitler e prevêem um novo reich, “Here’s to the fourth reich/ I bid you a Jew”, ou na musica "Satisfied" onde fantasiam Primo Levi, escritor italiano que sobreviveu ao holocausto, a realizar o sexo oral, “She looked like Primo Levi sucking marrow out of a bone”. Este não é um álbum para todos os indivíduos, aconselho os sensíveis a manterem-se afastados, no entanto se forem fãs do pecado tem aqui o disco perfeito para celebrar uma vida repleta de decadência e deboche. 


Hugo Geada


Total Freedom // Richie Records // janeiro de 2016

6.8/10

Os Spacin', que editaram o seu último álbum em 2012, lançaram Total Freedom no passado dia 15 de Janeiro. Os americanos, originários de Pensilvânia, tendo já passado por Portugal em 2013, não se desviaram muito da sonoridade no que toca a Deep Thuds, as influências de Black Lips, junto com o seu psych característico, continuam a fazer o que são os Spacin' no seu todo. O álbum começa com "Over Uneasy", invocando um riff cativante no início desta malha, onde ficam desde logo claras as influências referidas anteriormente. A banda americana segue com um registo de músicas mais fora do comum, tais como "Kensington Real" e "B.I.S.", que mostram uma vertente mais experimental do seu psych/garage rock, através de guitarras e sintetizadores estranhos. Destaque também para "Total Freedom" e "Titchy", que se sobressaem neste álbum pela sua simplicidade, associada às emoções que os Spacin' põem, de uma maneira especial, nestas duas músicas. Total Freedom é um álbum de audição fácil para os adeptos deste tipo de música, mas que no final deixa-nos uma impressão, como se algo nos deixasse a desejar.

Tiago Farinha

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domingo, 1 de março de 2015

Reportagem: Fat White Family [Bad Bonn - Suíça]


No passado dia 15 de fevereiro fomos mais uma vez ao Bad Bonn, desta vez para ver os Fat White Family. Os londrinos vieram, finalmente, apresentar Champagne Holocaust, depois de terem anulado o concerto que tinham agendado para outubro de 2014 no mesmo lugar.

Os ingleses abriram o concerto com "Auto Neutron" e "Is It Raining In Your Mouth?", as duas primeiras músicas do álbum. "I was born to have it and you were born to take it, so tell me baby, is it raining in your mouth?" canta Lias, o vocalista da banda, já praticamente todo despido. Este tipo de letras sobre sujeitos tabu não é de todo incomum nas letras dos Fat Whites. "Cream Of The Young", por exemplo, é uma canção sobre pedofilia e em "Garden Of The Numb" Lias fala sobre um sujeito que poderia vender a própria mãe por uma cunha.


A partir do novo single "I Am Mark E Smith", uma ode ao líder dos The Fall, uma das maiores inspirações da banda, o concerto atingiu um nível de intensidade enorme e depois disso raramente baixou de nível. Mesmo temas mais calmos, como "Cream Of The Young" e "Garden Of The Numb", ganharam outra vida ao vivo e tornaram-se temas caóticos.

Neste concerto os Fat White Family provaram ser das melhores bandas ao vivo atualmente e que são dos melhores grupos a saír de Inglaterra nos últimos anos. Se continuarem a este nível, de certeza que daqui a uns anos serão uma banda de culto para os amantes de garage rock, assim como os Black Lips, por exemplo, o são agora.

Setlist:
Auto Neutron
Is It Raining In Your Mouth?
I Am Mark E Smith
Heaven On Earth
Cream Of The Young
Wild American Prairie
Special Ape
Wet Hot Beef
Garden Of The Numb
Touch The Leather
Bomb Disneyland



                                                                                                                Texto: Helder Lemos
                                                                                                                       Fotografia: Jeremy Küng

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