terça-feira, 21 de maio de 2019

Reportagem: Kamasi Washington [Hard Club, Porto]


Foi no passado dia 10 de maio que Kamasi Washington marcou a sua passagem pelo Porto com um esplêndido espetáculo no Hard Club, pela mão da Gig Club. O músico esteve acompanhado de grandes nomes como Brandon Coleman, Miles Mosley, Ryan Porter, Ronald Bruner Jr, Tony Austin e ainda pelo seu pai, Rickey Washington, que entrou em palco em "Vi Lua Vi Sol". Kamasi Washington teve casa cheia, chegando a um público bastante diversificado, abrangendo várias gerações e estilos. Uma causa comum unia centenas de pessoas naquela noite: o interesse por um dos propulsores do jazz moderno.

Em 2016, Kamasi Washington passou pelo Porto (Casa da Música) para apresentar o disco The Epic, que veio revitalizar o jazz com a sua africanidade e trazendo até ao século XXI o formato big band que ditou o arranque do género. Agora Kamasi voltou a terras lusas para a encher o coração dos portugueses com a apresentação de Heaven and Earth. O saxofonista natural de Los Angeles passou por Porto e Lisboa (LAV - Lisboa ao Vivo) num concerto com duração de hora e meia que contou ainda com o tema "Truth" do álbum Harmony of Difference e o original "Abraham" do contrabaixista Miles Mosley.





O álbum Heaven and Earth foi lançado em junho de 2018, conta com uma avaliação no metacritic de 86/100 e tem vindo a ser alvo de grandes críticas. ”No álbum Heaven and Earth há um equilíbrio entre o conceptualismo de duas obras: A primeira, Earth destina-se a representar preocupações mundanas, enquanto o segundo, Heaven, explora o pensamento utópico e a realidade trabalhista da colaboração. As duas obras não variam significativamente em termos de som, pelo contrário, são um testemunho do sólido relacionamento do conjunto de Washington” – The New York Times.

Depois da receção em extâse pelo publico português, culminada num mar de aplausos, Kamasi Washington prometeu voltar em breve. Para já, segue em digressão pela Europa nos próximos meses, voltando para espetáculos nos Estados Unidos em julho. Por cá, já contamos os dias para o seu regresso ao nosso país.



Texto: Bruna Tavares
Fotografia: David Madeira

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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Kamasi Washington regressa a Portugal esta semana


Esta semana marca o regresso de Kamasi Washington a terras lusas, pela mão da Gig Club. O compositor/produtor/saxofonista passa pelo Porto (Hard Club) no dia 10 de maio e Lisboa (LAV - Lisboa ao Vivo) no dia seguinte.

Kamasi Washington não é só um dos nomes fundamentais do selo Brainfeeder, editora de Flying Lotus e casa para artistas do calibre de Thundercat, The Gaslamp Killer, Jon Hopkins e do próprio Flylo, é também o frontman responsável por revitalizar o jazz, a sua africanidade e por trazer até ao século XXI o formato big band que ditou o arranque do género. The Epic marcou o início do percurso do músico como compositor singular, algo que fica firmado para a história no mais recente e não menos aclamado Heaven and Hell. Na memória de quem teve o privilégio de ver Washington em concerto ficou não apenas o seu virtuosismo, mas também o de quem o acompanha, compondo uma das bandas mais impressionantes que se pode ver actualmente.

Os bilhetes já estão à venda, sendo o preço para os subscritores da Gig Club de 30€ e para o público geral de 35€.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Nova promotora traz Kamasi Washington, Jessy Lanza e Low Roar a Portugal


Existe uma nova promotora musical por estes lados, de nome Gig Club, que vai trazer a Portugal no próximo ano nomes como Kamasi Washington, Jessy Lanza e Low Roar. Todos estes nomes virão ao Porto e Lisboa (Kamasi Washington em maio, Jessy Lanza já em janeiro e Low Roar em fevereiro, assim como um concerto secreto a anunciar para as primeiras semanas do ano) e em breve haverão mais confirmações.

Trata-se de uma promotora que traz uma novidade: concertos por subscrição. Os sócios terão prioridade nos eventos realizados e descontos nos bilhetes, em troca de uma subscrição anual. Podem consultar mais informações sobre a Gig Club aqui


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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Kamasi Washington anuncia Heaven and Earth, novo disco duplo


Kamasi Washington acaba de desvendar o seu novo disco Heaven and Earth, que sucede a Harmony of Difference, EP editado em 2017 e o melhor do ano para a redacção da Threshold. O americano, um dos músicos mais importantes do jazz contemporâneo, irá desta vez explorar as diferentes formas como vê o mundo, ao longo de dois discos: 
"The “Earth” side represents the world as I see it outwardly, the world that I am a part of. The “Heaven” side represents the world as I see it inwardly, the world that is a part of me."
Em baixo poderão ouvir uma nova música de cada um dos discos:





Heaven and Earth será lançado a 22 de junho pela Young Turks, e as seguintes imagens deverão ser as capas relativas a cada parte do disco, "Heaven" e "Earth", respectivamente:





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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Os melhores EP's de 2017


Para finalizar as listas dos melhores de 2017 - mais um ano repleto em edições de luxo - apresentamos abaixo um resumo dos trabalhos curta-duração (EP's) que mais se destacaram no passado ano para os redatores da Threshold Magazine. Com Kamasi Washington, Death Grips e Perturbator  a liderar o top, aqui fica a lista dos nossos EP's preferidos de 2017.


16 - Orquesta XibalbáOnirófago




15 - Animal Collective - Meeting of the Waters




14 - Kill Your BoyfriendUlrich [VOX 36 EP]




13 - Dedekind CutThe Expanding Domain




12 - YaejiEP2




11 - Schwefelgelb - Dahinter das Gesicht




10 - Croatian Amor Finding People




9 - The Garden - U Want the Scoop?




8 - Ben Frost - Threshold of Faith




7 - Converge - I Can Tell You About Pain




6 - Nine Inch Nails - Add Violence






5 - Carla Dal FornoThe Garden




The Garden vem dar sucessão a You Know What It’s Like (2016), o disco de estreia da australiana Carla Dal Forno, sendo composto por um total de quatro faixas que apresentam uma sonoridade sombria com vocais etéreos e de toada gótica. Com nome a prestar tributo ao single "The Garden" dos Einstürzende Neubauten, este novo EP volta a assinalar uma produção com assinatura da própria artista trazendo iminente a sua formação clássica nas melodias que pinta de negro. Esta técnica é observada logo com o tema de abertura "We Shouldn’t Have To Wait" que, de uma forma automática, é associado às composições de artistas como Darkher e Chelsea Wolfe nos primeiros trabalhos. Já em "Clusters", numa abordagem mais synthpop/dreamwave, e "Make Up Talk" – em ambiente post-punk - são as batidas e os elementos adicionais que mostram que The Garden é uma excelente sucessão ao já muito bem recebido disco de estreia You Know What It’s Like. Uma viagem intrigante às paredes da darkwave.






4 - David Bowie - No Plan 




É inegável a influência que David Bowie deixou no espectro musical, com a sua ambição musical que tanto implicou sonoridades excêntricas e luxuriosas (Hunky Dory, Ziggy Stardust) como ambientes mais atmosféricos e melancólicos (a trilogia de Berlin). Foi um artista que inspirou muitos, constantemente a desafiar as barreiras da música pop/rock como a conhecemos, e que deixou esta Terra pouco depois de lançar o seu último álbum BLACKSTAR★. No mesmo dia em que celebraria 70 anos, é lançado um registo em regime póstumo, No Plan EP, contendo as últimas gravações de Bowie que seguem a mesma linha de BLACKSTAR★: sonoridades jazzy, com uma aura sombria, como que a anteceder a fatalidade e a preparar o ouvinte para tal acontecimento. Fatídica, electrificante e apaixonante, é uma bonita coleção de b-sides de um dos mais icónicos músicos da história.




3 - Perturbator - New Model



Perturbator, o projeto a solo do francês James Kent, regressou em 2017 aos trabalhos com o curta-duração New Model que veio dar sucessão ao muito aclamado The Uncanny Valley (2016) e que em termos sonoros lhe seguiu as pisadas, ao explorar os circuitos sombrios e deslizantes no cerne da vida moderna através dos seus sintetizadores retro-futuristas. O EP, lançado digitalmente em setembro e que chegou às lojas físicas em outubro, é composto por um total de seis faixas, funcionando como uma viagem distópica à medida que a percussão e as linhas de baixo vão sendo sobrepostas em ritmos e caminhos sonoros divergentes. É também em New Model EP que Perturbator mostra a sua ainda pouco explorada faceta industrial, afirmando o seu potencial como produtor. Prova disso são as faixas "Tactical Precision Disarray" – um dos temas que serviu de apresentação de New Model - e "Corrupted By Design". A fechar em grande com o enorme malhão "God Complex", New Model EP é uma das grandes edições curta-duração de 2017 e mais um trabalho marcante na discografia de Perturbator.



2 - Death Grips - Steroids (Crouching Tiger Hidden Gabber Megamix)




É talvez uma constatação ambiciosa, mas nunca nenhum álbum se ficou tão bem pelo título - entre esteróides, referências a um dos mais icónicos filmes de artes marciais de sempre e um dos géneros musicais mais desligados do tecido da realidade-do-colarinho-branco, os Death Grips trazem este compêndio de noise/hip-hop/crueza humana numa dose para cavalos mutantes de 3 toneladas. Apesar de ter sido editado como um só tema, este "Megamix" - uma forma simpática de dizer pastiche de tudo-um-pouco - é uma lufada de ar fresco na forma de 7 temas-furacão de categoria 5. Enquanto artistas continuam a editar álbuns de "hip hop experimental", os Death Grips preenchem a falta de álbuns que sejam verdadeiramente "experimentais" dentro de uma das subculturas mais marcantes da década. Apesar de conseguir enquadrar com facilidade alguns breves momentos calmos, o EP bebe muito da cena rave britânica por entre batidas de - pasme-se! - gabber até house demoníaco com umas paragens por drum'n'bass depois de um fim de semana de a pão, água e - como não podia deixar de ser - esteróides




1 - Kamasi Washington - Harmony of Difference


Apenas dois anos após o lançamento do colossal The Epic, o saxofonista e compositor americano Kamasi Washington e restante companhia (novamente com a participação de Thundercat) voltam às edições com o EP Harmony of Difference, composto por peças escritas para uma exibição no Whitney Museum of American Art. Ao longo dos seus 32 minutos, Harmony of Difference aborda com sucesso vários estilos dentro do jazz com uma espiritualidade enorme, com a sua menor duração quando comparado com The Epic (com três discos e quase 3h de duração) a tornar a sua escuta bastante mais fácil de digerir. Destaque para a última faixa do EP e uma das melhores composições do ano, "Truth", onde a inclusão do coro que também fez parte de The Epic e de vários momentos dos restantes temas, como a melodia de "Integrity" ou o riff de saxofone de "Desire", levam a uma apoteose épica que fecha esta obra com chave de ouro, consolidando Kamasi Washington como um dos maiores nomes do jazz contemporâneo.




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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Kamasi Washington vai lançar um novo EP


O conceituado saxofonista Kamasi Washington anunciou hoje um novo EP, Harmony Of Difference, o primeiro trabalho oficial desde The Epic (2015). Juntamente com a notícia, o músico avançou também com o primeiro single de avanço extraído deste vindouro EP, "Truth", que segue acompanhado de um trabalho audiovisual produzido por AG Rojas. A curta-metragem, dividida em três partes, tem uma duração aproximada a 14 minutos e já se encontra disponível abaixo.

Harmony Of Difference ainda não tem uma data de lançamento oficial mas é esperado para sair no verão pelo selo Young Turks. O artwork do álbum tem a assinatura de Amani Washington, irmã de Kamasi.






Harmony Of Difference Artwork:


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