sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Fotogaleria: SUUNS + Vive La Void [Stereogun, Leiria]


No passado dia 31 de outubro voltámos à Stereogun para marcar presença em mais um dos episódios relâmpago do Fade In Festival 2018 que no último dia do mês trouxe até Leiria as performances dos canadianos SUUNS e de Vive La Void, projeto a solo de Sanae Yamada, a cofundadora e teclista dos Moon Duo. Na despedida de Portugal e um dia depois de terem tocado no Porto, além dos seus mais conceituados temas, os SUUNS apresentaram o mais recente e quinto disco de estúdio Felt (Secretly Canadian, 2018). Já a setlist de Sanae Yamada contemplou o disco de estreia homónimo, Vive La Void (Sacrad Bones Records, 2018).

Podem recordar os momentos experienciados nessa noite pela lente do Miguel Silva na fotogaleria abaixo ou aqui.

SUUNS + Vive La Void [Stereogun, Leiria]

Fotografia: Miguel Silva

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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Suuns, Linn da Quebrada e Allen Halloween na rentrée do Maus Hábitos

The Fresh & Onlys, Suuns, Linn da Quebrada, Allen Halloween e Lia Mice passam no Porto até Novembro.


Já são conhecidos os primeiros nomes que irão integrar a programação musical dos próximos três meses do Maus Hábitos, no Porto. O calendário de concertos arranca já no próximo dia 13 de setembro com a aguardada estreia dos The Fresh & Onlys. O coletivo natural de São Francisco apresenta-se finalmente em Portugal com Wolf Lie Down, o mais recente disco da banda de Tim Cohen editado via Sinderly. Na mesma semana, dia 12, os britânicos Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs regressam ao nosso país para incendiar a sala do Maus Hábitos, um dia depois de atuarem ao lado dos No Age na ZDB. Ainda em Setembro (dia 6), a estreia dos mexicanos Tajak, que passam também pelo Milhões de Festa (dia 9). A fechar o mês, ainda com data por anunciar, o one man carnival Mr. Vast, alter-ego para Henry Sargeant, apresenta-se no Porto para uma performance única.

O mês de outubro estará marcado pelo aguardado regresso de Linn da Quebrada (na foto), que incendiou o prado de Serralves no passado mês de junho.  Nome da frente da cena trans e feminista do Brasil,  Linn da Quebrada destacou-se desde cedo na produção musical com o lançamento de diversos singles, seguindo-se Pajubá, o disco que serviu de passaporte para a sua primeira tour europeia. As suas letras aguçadas e diretas servem como espaço de luta pela quebra de paradigmas sexuais, de género e corpo. O regresso ao Porto faz-se no dia 5 de outubro.

Outubro será também o mês de receber os canadianos Suuns, que adicionam nova data ao já anunciado concerto em Leiria (dia 31 no Stereogun). Crescidos por entre o free jazz, a no wave, o IDM e o krautrock, o quinteto de Vancouver tem vindo a desenhar uma discografia que é, em grande medida, um estudo de contrapontos entre as suas diversas influências. Felt, o novo disco editado no arranque de 2018 pela Secretly Canadian, marca uma abordagem mais solta e menos cerebral que os anteriores registos que poderá ser comprovado in loco  no dia 30 de outubro. 


No dia 25 do mesmo mês, um dos mais prolíficos produtores no universo da música extrema regressa ao famoso quarto andar. Sob o moniker Author & Punisher, Tristan Shone, ex-engenheiro mecânico, explora os caminhos da música de peso fora da instrumentação tradicional, aplicando o seu conhecimento na criação de máquinas de precisão que abrem novos espaços ao doom e à música industrial. 

Ao longo do mês de Outubro, o Maus Hábitos será ainda um dos espaços do Queer Porto - Festival Internacional de Cinema Queer. Entre 10 e 13 de Outubro haverá cinema, dj sets e performances a completar a competição desta segunda edição do festival. 

Da escola de nomes como Laurel Halo, Container ou Aïsha Devi, Lia Mice tem vindo a ser coroada com o título de “uma das vozes pioneiras da pop experimental”. Dj residente nas Electrolights AV, uma das residências mensais da londrina Rye Wax, os seus live sets incorporam instrumentos desenhados à medida e sampling de voz ao vivo. A vinda a Portugal, marcada para dia 22 de Novembro, serve para mostrar The Sampler As A Time Machine

No plano nacional, em Setembro é dado o pontapé de saída para mais um circuito Super Nova, o festival itinerante que tem vindo a unir salas de norte a sul do país. Nesta nova ronda de concertos em tour partilharão palco Baleia Baleia Baleia, Fugly e Cave Story. A primeira sessão, no Maus Hábitos, acontece a 28 de Setembro, com programação paralela de debates e dj set Lovers & Lollypops. Em outubro, dia 4, a música nacional faz-se com o rapper Allen Halloween e com mais um episódio da residência da editora Enchufada, a 27 de Outubro. 

Pelo Maus Hábitos passarão ainda Sneers (2 de Outubro), Bike (3 de Outubro), Signor Benedick The Moor (8 de Novembro) e Paul Jaccobs (15 de Novembro). 



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quinta-feira, 31 de maio de 2018

SUUNS e Vive La Void passam por Leiria em outubro

© Joe Yarmush

Os SUUNS vão regressar ao país no último dia do mês de outubro para um concerto que resulta de uma co-produção entre a Fade In e a Stereogun e servirá de mote para a apresentação do mais recente e quinto disco de originais da banda de Montreal, Felt (Secretly Canadian, 2018). O quarteto regressa a Portugal dois anos depois da passagem pelo festival Vodafone Paredes de Coura, prometendo um concerto onde a future-pop hipnótica e o kraut-rock estarão em altas juntamente com o espetáculo de luzes.


O concerto é para já único no país e contará ainda com a abertura de Vive La Void, o novo projeto a solo de Sanae Yamada, a co-fundadora e teclista dos Moon Duo, que apresentará o seu mais recente e disco de estreia homónimo, editado também este ano pela conceituada Sacred Bones Records.


Ambos os concertos acontecem na sala Stereogun, em Leiria, no dia 31 de outubro. Todas as informações adicionais podem ser encontradas aqui

Abertura de portas: 23h00 
Concerto: 23h30 
Acesso: 15€ + Consumo de uma bebida 


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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Reportagem: Vodafone Paredes de Coura - Dias 1 & 2


Antes do evento em si começar, o Vodafone Paredes de Coura subiu à vila, onde durante 4 dias ocorreram vários concertos grátis em diferentes palcos. Entretido a dar tudo de outras maneiras, perdi os concertos dos primeiros 2 dias deste aquecimento para o festival. No terceiro vi Time for T, uma banda que não conhecia mas que me agradou, tendo comunicado com o público e iniciado bem uma noite de festa. Pouco vi de Duquesa, mas fiquei surpreendido pela positiva com a sua cover de "Lust for Life", um das minhas músicas preferidas dos Girls. A noite acabou com um set de DJ Bitch Boys, que animou muito os festivaleiros, tal como o DJ A Boy Named Sue fez no dia seguinte. Foi nesse ultimo dia de animação na vila em que tocaram os Imploding Stars, uma banda de pós-rock cuja sonoridade faz lembrar artistas como Explosions in the Sky. Enquanto estes últimos me desiludiram muito na última edição do NOS Primavera Sound, os Imploding Stars deram um concerto muito bom, no qual as camadas de som criadas pelas guitarras se faziam sentir intensamente. Podem não ser muito inovadores, mas sabem o que fazem e deram o que deve ter sido um dos meus 5 concertos preferidos da semana.



Dia 17 começou o festival. Ainda cheguei ao recinto a tempo de ver o fim da actuação do duo português Best Youth. "Hang Out" soou tão bem como sempre, mas as outras músicas que tive a oportunidade de ouvir não captaram o meu interesse. A sonoridade da banda está longe de ser única e a composição de várias das suas canções é apenas razoável, não chegando a boa voz de Catarina Salinas para elevá-las a outro patamar. Seguiu-se a estreia dos Minor Victories em Portugal. A banda de Rachel Goswell (Slowdive), Stuart Braithwaite (Mogwai) e Justin Lockey (Editors) deu o melhor espectáculo do dia. Tendo apenas um ou dois momento mais mortos ou desinteressantes, o concerto deste quarteto de shoegaze esteve repleto de boa música e vários pontos positivos, um deles o seu épico final, onde se ouviu "Out to Sea".


Chegou depois a vez de voltarem a tocar em Portugal os Unknown Mortal Orchestra, naquele que foi o pior concerto a que assisti nesta edição do festival. A setlist com foco no mais recente álbum do grupo, Multi-Love, dificilmente permitiria este concerto chegar ao nível daquele a que assisti na Casa da Música, em 2013, mas nem foi essa a principal causa do desastre ocorrido nessa noite. Músicas deste e outros álbuns sofreram modificações que as tornaram piores e o som estava péssimo, com a voz abafada pelos instrumentos, nomeadamente a bateria, que tinha o som demasiado alto na mistura. Como se isso não bastasse, houve tempo para vários solos que não acrescentaram nada ao concerto, incluindo um solo de bateria, que pelo que parece não estava suficientemente destacada pelo seu volume alto, e um solo de teclado que muito mais facilmente se enquadraria num concerto de músicas de Natal. Apesar de ter sido uma experiência má, conseguiu proporcionar vários momentos de riso e, em retrospectiva, fico feliz por não a ter perdido. Cansado com um dia inicial que não cumpriu as expectativas, voltei para o acampamento antes de entrarem em palco os Orelha Negra.


O primeiro concerto a que assisti no dia 18 foi o dos Whitney. Talvez por ter terminado o dia anterior com UMO, talvez não, pareceu-me que o som estava especialmente bom. Os autores de "Golden Days" e "No Woman", que incluem dois membros dos já inexistentes Smith Westerns, estiveram bastante bem e certamente não desiludiram os seus fãs. Os Sleaford Mods actuaram a seguir. Num palco quase vazio entraram Jason Williamson, vocalista, a gesticular e mexer-se de maneira característica,  e Andrew Fearn, de copo na mão e sempre pronto para clicar numa tecla do seu portátil para iniciar os instrumentais das canções. Um concerto único com um impacto inicial enorme. Este factor de novidade foi-se perdendo ao longo da sua duração, com as músicas a tornarem-se, tirando uma ou outra, algo repetitivas. Mesmo assim conseguiu ser o segundo melhor do dia e um dos mais memoráveis do festival. Tocaram depois os Thee Oh Sees. Dois bateristas no centro do palco, John Dwyer num dos lados e o baixista no outro. Conquistaram o público desde o início e o mosh só parou no fim. Infelizmente, a confusão instalada e a enorme quantidade de pó no ar fizeram com que não conseguisse aproveitar o concerto da maneira que queria. Parece ter satisfeito a maior parte dos fãs da banda, mas seria provavelmente melhor ainda se tivesse acontecido no palco secundário. Como é claro, a culpa disto não foi da banda, competente como sempre. 



O concerto seguinte foi o mais aguardado do festival, o regresso dos LCD Soundsdystem. Com o palco cheio de instrumentos, a banda de multi-instrumentistas liderada por James Murphy começou a festa com "Us v Them" e prosseguiu-a com músicas de todos os seus álbuns. "Tribulations", "Someone Great" e "Losing My Edge" foram algumas das malhas que se ouviram num concerto excelente de uma ponta à outra. A banda tocou as músicas perfeitamente, o público dançou e cantou e o grande destaque do festival terminou com "All My Friends", a melhor música da banda. Apesar do exagero de crowdsurfing ter sido um bocado incómodo, foi esse o melhor momento do concerto onde também se destacou a incrível "New York, I Love You but You're Bringing Me Down". O after party esteve a cargo dos Suuns. Nunca os tinha ouvido antes do concerto, mas fiquei bastante satisfeito com a sua mistura de rock com música electrónica, um bom fim para a minha segunda noite de festival.



Texto e fotografias de Rui Santos

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domingo, 10 de julho de 2016

Vídeos da Semana #87


De forma sucinta, esta semana há para ver trabalhos audiovisuais de Suuns, Sigur Rós, Tisiphone, Cheena e Soft Fangs. Tudo para ver ali em baixo.

1 - Suuns - "Instrument"

2 - Sigur Rós - "Route One"

3 - Tisiphone - "Blind"

4 - Cheena - "Stupor"

5 - Soft Fangs - "The Wilderness"


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quinta-feira, 17 de março de 2016

Thee Oh See, SUUNS e mais no Paredes de Coura


Há muitas surpresas a juntarem-se ao cartaz da edição de 2016 do Vodafone Paredes de Coura, afinal há bons nomes a marcar presença de 17 a 20 de agosto na Praia do Taboão. 

Thee Oh Sees são a mais recente encarnação psicadélica da constante evolução pop-folk do cantor e compositor John Dwyer e já confirmados para o Reverence Festival Valada, não faltarão a Paredes de Coura para dar garage rock à malta. 


Embora o sucesso nas tabelas de Inglaterra seja um passo improvável na fama de uma banda de Kentucky, foi exatamente isso que os Cage The Elephant conseguiram alcançar. A banda regressa a Portugal com o novo álbum Tell Me I’m Pretty, os primeiros concertos desde as atuações estrondosas que ajudaram Matt Shultz na sua reputação como destemido animal de palco.


Os Suuns têm procurado fazer as coisas de forma diferente. A banda que estará este sábado a 19 de março em Ponta Delgada, via mais uma edição do Tremor, marcará presença em Portugal para mais um Paredes de Coura.


Por fim e bastante aguardado encontrava-se o regresso de Kevin Morby que se estreou em Portugal numa das salas que se perdeu em Aveiro, o Mercado Negro. Depois da passagem pelo Primavera e uma série de fãs conquistados, o cantautor volta em agosto.


Os passes gerais para a 24ª edição do Vodafone Paredes de Coura podem também ser adquiridos em BOL.pt, Ticketscript, Seetickets, Masqueticket e locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglés, Worten,...) pelo preço de 90,00€.


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Agenda: Bad Bonn, fevereiro


Durante este mês de fevereiro, o Bad Bonn vai contar com a presença dos Jerusalem In My Heart (que lançaram no ano passado um álbum com os Suuns), Le1f, Zebra Katz e Krizzli, em parceria com a Red Bull Music Academy, os tuaregs Imarhan e muito mais. Confiram a programação completa aqui.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Suuns anunciam novo álbum


Depois de uma colaboração com Jerusalem In My Heart  os Suuns estão de regresso aos trabalhos de estúdio, tendo anunciado esta semana o seu terceiro disco intitulado de Hold/Still e sucessor de Images Du Futur(2013). Juntamente com o anúncio do álbum a banda revelou ainda os pormenores e um primeiro avanço, através do single "Translate" que recebe igualmente tratamento audiovisual a consultar abaixo.

Segundo a press release, "Translate" é um dos singles que define o álbum - o som de uma banda que trabalha em sintonia mental. É uma canção que a banda tem vindo a trabalhar em alguns anos sendo igualmente uma das últimas músicas a serem acabadas no álbum.

Hold/Still tem data de edição prevista para 15 de abril via Secretly Canadian.


Hold/StillTracklist:
1. Fall 
2. Instrument 
3. UN-NO 
4. Resistance 
5. Mortise and Tenon 
6. Translate 
7. Brainwash 
8. Careful 
9. Paralyzer 
10. Nobody Can Save Me Now 
11. Infinity

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Suuns, Black Mountains e Julianna Barwick confirmados no Tremor



O Tremor anunciou esta semana esta semana mais cinco grandes nomes que se vão juntar ao cartaz da 3ªedição. Depois da presença do Tremor no Le Guess Who? com Negra Branca e Lovers & Lollypops Soundsystem, numa parceria com o festival holandês e Belmont Booking, juntam-se agora ao cartaz os norte-americanos Black Mountain, pela primeira vez em Portugal, Julianna Barwick e os canadianos Suuns, que regressam ao nosso país depois da sua atuação colaborativa com Jerusalem in My Heart no Jameson Urban Routes.

Os portuenses Equations, responsáveis por Hightower, e os açorianos The Ultimante Love Gang foram também confirmados no Tremor, juntando-se a Capitão Fausto, Zeca Medeiros e Killimanjaro.






O festival realiza-se em Ponta Delgado de 15 a 19 de Março de 2016 e os bilhetes já se encontram à venda por 20€ até 15 de Março, fixando-se nos 25€ desse dia em diante.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

[Review] Suuns and Jerusalem In My Heart - Suuns and Jerusalem In My Heart


Suuns and Jerusalem In My Heart // Secretly Canadian // abril de 2015
7.4/10

Suuns and Jerusalem In My Heart é um LP que surge da colaboração dos Suuns com o Jerusalem In My HeartFalemos primeiro dos Suuns

Os canadianos Suuns são um dos bastiões do circuito do rock alternativo atual. No ano de 2013 lançaram Images du Futur, o seu mais recente trabalho. Em Images du Futur, os Suuns continuaram a explorar o filão de experimentalismo que funde a EDM com o rock. O mesmo filão que tinham aberto com Zeroes GQ


O malhão do disco, na opinião do autor desta crítica.

Agora, em 2015, lançaram Suuns and Jerusalem In My Heart em colaboração com o Jerusalem In My HeartEm que medida este álbum constitui um digno sucessor de Images du Futur?
Não constitui. Suuns and Jerusalem In My Heart procura ocupar o seu próprio espaço. Um espaço distante dos universos distópicos criados pelos Suuns, aproximando-se um pouco mais das paisagens quentes do médio oriente, de onde Jerusalem In My Heart é nativo. 
Mas quem é, exactamente, Jerusalem In My Heart?

Jerusalem In My Heart é Radwan Ghazi Moumneh, um artista multimédia libanês radicado em Montreal. A sonoridade de Moumneh enquanto Jerusalem In My Heart é caracterizada por um denso manto de cordas, vocais, foleys e outros elementos sonoros que dão vida a uma atmosfera rica e exótica, digna de uma qualquer paisagem luxuriante do médio oriente. Uma paisagem exótica para nós — gente do ocidente — mas que faz parte das raízes de Moumneh. E é esta paisagem à qual Moumneh procura dar vida no seu trabalho enquanto Jerusalem In My Heart.


Jerusalem In My Heart é o produtor de Suuns and Jerusalem In My Heart. É natural que se notem traços dessa paisagem ao longo de todo o álbum. No entanto, a paisagem descrita em Suuns and Jerusalem In My Heart uma versão mais conturbada das paisagens criadas por Jerusalem In My Heart nos seus trabalhos a título individual. Os foleys e cordas foram catalisados por electricidade, kraut e motorik. O resultado final é uma sonoridade exótica e quente — com a influência da produção de Jerusalem In My Heart — enclausurada numa qualquer distopia, corrompida por guitarras elétricas e pela dominância de elementos da EDM.


O anúncio da colaboração entre os Suuns e o Jerusalem In My Heart surgiu na primavera de 2015. Quando Suuns and Jerusalem In My Heart foi anunciado, ficámos surpreendidos. De que forma iria o rock frio dos Suuns conviver com a electrónica quente de Jerusalem In My Heart? A “Gazelles In Flight” — a primeira faixa do álbum a ser divulgada — deixou-nos curiosos por mais. As diferenças entre os traços sonoros dos canadianos Suuns e do libanês Jerusalem In My Heart eram, na altura evidentes, mas o resultado denunciava uma espécie simbiose entre os dois traços sonoros. O tempo veio a provar que aquilo que escutámos na “Gazelles in Flight” se viria a repetir ao longo de todo o disco.


Não são visíveis quaisquer semelhanças entre Suuns and Jerusalem In My Heart e os trabalhos que ambos os artistas desenvolvem a título individual. A atmosfera que se sente no álbum não é própria dos Suuns. A futurista e fria linha de montagem sonora, na qual são encaixados os instrumentais de uma banda rock “normal” — guitarra, baixo e bateria — com elementos EDM e lírica delirante foi parcialmente abolida. A atmosfera é quente. Sente-se o calor da primavera árabe, ainda que este álbum tenha sido gravado no quase-inverno de 2012. Mas apesar deste calor exótico, a sonoridade de Suuns and Jerusalem In My Heart distancia-se daquela criada por Jerusalem in My Heart a título individual. Os elementos eléctricos e maquinais — nomeadamente o drone e o motorik — são, em Suuns and Jerusalem In My Heart, demasiado proeminentes para uma paisagem que se imporia como harmoniosa caso se este álbum se tratasse de um trabalho a título individual de Jerusalem In My Heart.


Como dissemos antes, Suuns and Jerusalem In My Heart foi gravado no quase-inverno do ano de 2012, mais precisamente no mês de Novembro. No entanto, o seu lançamento foi adiado, porque cada uma das partes envolvidas no álbum estavam prestes a lançar discos — os Suuns o Images du Futur e Jerusalem In My Heart o Mo7it Al-Mo7it. E o curioso é que, apesar de todos os trabalhos terem sido editados sensivelmente na mesma altura, Suuns and Jerusalem In My Heart reserva uma grande distância dos discos lançados a título individual pelos seus respetivos autores. 
Cremos, portanto, que Suuns and Jerusalem In My Heart nasceu da livre expressão de ambos as partes envolvidas dos seus respectivos géneros musicais. Esta livre expressão foi gradualmente alimentada por um processo de feedback contínuo, no qual os Suuns e o Jerusalem In My Heart trabalharam de forma intensiva em perfeita sinergia simbiótica. O resultado final — Suuns and Jerusalem In My Heart — reclama o seu próprio espaço. Um espaço bastante distante do seu ponto de partida, no qual não podemos afirmar que uma das partes se sobrepõe à outra. Se faixas como a “In Touch” destacam a veia eletrónica dos Suuns, na “3attam Babey” e na “2amoutu I7tirakan” é proeminente a atmosfera e o traço de Jerusalem In My Heart, visível inclusive no título das faixas. Mas em todas as etapas de Suuns and Jerusalem In My Heart há um contributo mútuo. Sejam os vocais e foleys de Jerusalem In My Heart ou as cordas e o drone da instrumentação dos Suuns, ambas estas influências convergem em Suuns and Jerusalem In My Heart. E, em última instância, é atingido o ponto de equilíbrio. Não há sobreposição de nenhuma das partes nesta relação simbiótica que são os Suuns and Jerusalem In My Heart.


Desta colaboração pontual resultou este LP, Suuns and Jerusalem In My Heart. Falta saber se o eixo Montreal-Beirute continuará ativo para mais edições no futuro ou se este trabalho é um fim em si mesmo. Caso a colaboração dos Suuns and Jerusalem In My Heart acabe com este Suuns and Jerusalem In My Heart, é uma lástima. Há aqui ideias muito boas e percurso muito viável de se explorar. Caso a colaboração perdure, aguardamos por mais.

A edição deste ano do Jameson Urban Routes oferece-nos uma montra privilegiada para este projeto, ao ter agendado uma atuação dos Suuns and Jerusalem In My Heart para o dia 31 de outubro deste ano.

Os Suuns and Jerusalem In My Heart.


Ao que parece, as performances ao vivo dos Suuns and Jerusalem In My Heart não são centradas na reprodução das faixas de Suuns and Jerusalem In My Heart, mas sim na recriação emotiva das várias etapas que formaram a composição do álbum — com a devida margem para experimentações e derivações sonoras. Caso o projeto Suuns and Jerusalem In My Heart continue, serão presenteados com uma estreia do coletivo em Portugal. Caso os Suuns and Jerusalem In My Heart desapareçam a seguir à tour, serão presenteados com um momento único e irrepetível. 


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sexta-feira, 6 de março de 2015

Suuns + Jerusalem In My Heart = Gazelles In Flight

Os SUUNS​ estão a colaborar com o músico Radwan Ghazi Moumneh AKA Jerusalem In My Heart​ num álbum colaborativo. Este ganha o nome homónimo de Suuns and Jerusalem In My Heart e a data de lançamento está prevista para o dia 14 do próximo mês.
A edição fica a cargo da Secretly Canadian e abaixo fica o primeiro avanço do LP, "Gazelles In Flight".

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