terça-feira, 22 de outubro de 2019

STREAM: Wildnorthe - Murmur




Já está cá fora o disco de estreia dos Wildnorthe. O projeto de Sara Inglês e Pedro Ferreira, ao qual se junta agora ao vivo João Vairinhos (The Youths, LÖBO, Ricardo Remédio) apresenta um total de nove canções tingidas com o lado mais negro dos sintetizadores e prontas para fazer suar as pistas de dança mais arrojadas pelo país fora. O revivalismo das ondas mais obscuras parecia estar meio esquecido entre o panorama da música nacional mas os Wildnorthe fazem questão de o reviver. Entre a eletrónica mais obscura com camadas sinistras e um ambiente denso os Wildnorthe esculpem um disco poderoso e bastante bom que os deverá levar a atingir o público internacional.

De Murmur já tinha anteriormente sido divulgada a faixa "Howler", uma malha de synth-pop a trazer à memória as sonoridades à lá Depeche Mode. Agora, ao longo das nove faixas são várias as paisagens sonoras que os Wildnorthe incorporam neste novo trabalho de estúdio e que tanto o enriquecem musicalmente. Além de "Howler" recomenda-se vivamente a audição de "Savage Eyes" - a fazer lembrar as ambiências destroçadas de nomes como Linea Aspera - a vibe industrial presente em "Branch" - e ainda o tema homónimo "Murmur".

Murmur foi editado esta segunda-feira (21 de outubro) em formato CD, cassete e digital numa co-edição entre a Regulator Records e a Raging Planet.



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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

[Review] Wildnorthe - Murmur


Murmur | Regulator Records / Raging Planet | outubro de 2019
8.0/10

Os Wildnorthe estrearam-se no mercado da música em 2015 com AWE, o EP de estreia que os levou a uma incorporação relevante no escasso cenário da música nacional de traços negros. Composto por seis malhas onde os sintetizadores mais obscuros combinavam em harmonia com as guitarras poderosas, o disco mostrou-se uma boa surpresa em 2015 mas a revelação estava guardada para 2019, ano em que editam o seu primeiro longa-duração Murmur. Quatro anos que serviram para um processo de maturação altamente refinado que rendeu a produção de um disco que mostra que a darkwave não está assim tão morta em Portugal. 

Murmur não trouxe apenas uma sonoridade requintada e pronta para ouvir em repetição constante, trouxe também um novo membro ao alinhamento da banda ao vivo, com um dos maiores bateristas do panorama português, João Vairinhos (The Youths, LÖBO, Ricardo Remédio) a trazer toda uma nova atmosfera "analógica" ao som amplamente eletrónico criado por Sara Inglês e Pedro Ferreira. As ambiências obscuras estão presentes tal como outrora, mas há uma aposta mais forte na imersão do ouvinte e na apropriação de ritmos altamente hipnóticos. Este efeito é logo experienciado com a reprodução de "Descend", faixa que abre Murmur e que explora desde as camadas mais melancólicas aos ritmos energéticos, com uma astúcia surpreendente na transição de ritmos. Já está muito bom e ainda só estamos a começar. 



O trabalho de estreia, que foi anunciado em outubro, começou por ser apresentado através da faixa "Howler", um cocktail de synthpop incendiário com componentes da darkwave e uma voz masculina a cruzar elegância com poder. Estava ali o primeiro foco de atenção para aquele que viria a ser um disco altamente diversificado e por si só, estimulante. Murmur saiu a 21 de outubro na alçada da portuguesa Regulator Records em co-edição com a Raging Planet (com quem já tinham editado anteriormente AWE) e traz-nos nove faixas que enriquecem a história da música gótica em Portugal. Há elementos únicos que marcam, como é o caso daquele riff de guitarra à post-rock por volta do primeiro minutos e 20 segundos no tema "Death Is Precious"; ou da própria voz de Sara Inglês nos temas "Savage Eyes" ou "Passage" que nos traz à memória o tom vocal de Alison Lewis (Linea Aspera, Keluar, Zanias) e as próprias atmosferas sintetizadas da produtora: poder e fragilidade unidos numa só faixa. 



Em destaque, fora os ritmos soturnos que envolvem todo este murmúrio, encontram-se as faixas mais ritmadas como "Sour" e a homónima "Murmur" (esta última a beber influências à EBM e techno) ou mesmo as mais desafiantes "Branch" e "Passage" - a englobar aquele som trágico altamente estimulante e a colocar em altas o interesse da dupla por temas como a natureza, morte e pela beleza que os sítios mais negros e improváveis aportam. E Murmur é isso mesmo, um retrato da decadência existencial e o próprio resultado dessa decadência como forma de expressão artística e da contemplação do negro como uma filosofia de vida. Um disco desafiador e prospeto para emergir como uma boa surpresa na cena underground que mora em força no panorama da música atual. 

Definitivamente os Wildnorthe chegaram para pôr a mexer o cenário mais gótico em território português e trazem consigo um disco que tem tudo para os levar a tocar nas salas e festivais mais underground da Europa. Há a presença dos elementos que estão em altas no revivalismo gótico mundo fora e uma clara veia portuguesa que é sua e que traz alguns elementos inventivos face ao que se tem produzido na cena ao longo da última década. Murmur é um disco altamente dinâmico que consegue ser emotivo, poderoso, conquistador e acima de tudo, imersivo. Definitivamente um dos álbuns nacionais a ter em consideração nas listas dos melhores de 2019.


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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Diário de bordo: The Danse Society e Wildnorthe no Sabotage Club


É já quase um diário de bordo este meu périplo de um fim de semana super sónico. Sábado, 2 de Novembro, de novo no Sabotage. Há The Danse Society e na primeira parte, o projecto nacional Wildnorthe. A boa afluência do público confirma-se. A mística do nome The Danse Society é um forte chamariz, este desejo de ver e ouvir pela primeira vez ao vivo este nome e as suas canções (ouvidas vezes sem conta nas agora velhas cassetes BASF), até porque com o passar dos anos estes continuam a fazer parte da lendária colheita de nomes consagrados dos anos oitenta, alguns mais do que outros, certamente, e continuam acesos nas almas sedentas de bons concertos e que hoje, neste caso, se deslocaram ao Sabotage.

Tivemos uma actuação muito interessante dos Wildnorthe que ali foram apresentar o seu primeiro álbum Murmur, numa elaborada prestação e de uma concentração absoluta. Ao longo da intro que deu inicio ao concerto, um ritual diferente: de olhos fixos no horizonte, de foco centrado ao fundo da sala, e se o tecto fosse céu, era para ali que estariam a olhar. Sara Inglês e Pedro Ferreira, assim planaram numa energia sonora distinta e linear até ao 'estouro' da bateria forte de João Vairinhos. Impressionaram pela concentração demonstrada, o single “Howler”, exemplo perfeito da sonoridade do grupo: teclados fortes com ritmos industriais, guitarras subtis e, lá no fundo,  uma amalgama de sons coerentemente desenhados para surpreender com as vozes de Sara Inglês e de Pedro Ferreira. “Sour” revelou uma sonoridade que porventura me fez lembrar a boa maneira de Siouxsie Sioux a cantar com a electrónica, e é nesse detalhe das prestações alternadas entre canções dos dois vocalistas que reside o charme deste grupo, certamente mais dinâmico e impactante com a bateria de João Vairinhos.


Depois de um concerto com novidades e a apresentação de um disco ainda desconhecido, acabado de sair, foi um bom momento de música ao vivo que certamente terá despertado a curiosidade e a vontade de ouvir este disco dos portugueses Wildnorthe, de quem se espera e deseja um futuro brilhante e que lhes traga, claro, muitos mais discos e concertos!

Deu-se a habitual azáfama da retirada de palco dos instrumentos, dos teclados, da pedalaria e dos restantes artefactos, a quantidade de coisas que rapidamente se mudam de um lado para o outro… a esforço porque o intervalo não convém ser demasiado longo. Num ápice, assim foi, entram em palco os The Danse Society, havia alguma ansiedade entre o público ávido de os ver e escutar ao vivo. Mas para quem não acompanhou a estória recente da banda, não saberá porventura que já não é Steve Rawlings o cantor, por indisponibilidade do mesmo. A voz dos The Danse Society há já alguns anos é agora assegurada, quer em novos discos, quer naturalmente ao vivo, pela cantora Maethelyiah, desde 2011. Assim, assistimos a uma reinterpretação do todo, a uma reinterpretação instrumental e claro, a uma vocalização diversa pelo registo naturalmente feminino do que ouvimos em disco dos The Danse Society de outrora.

Feitas as 'pazes' com esse facto e com os olhos no futuro, este grupo apresentou para além dos clássicos indispensáveis (faltaram alguns, é certo), os novos originais que deverão fazer parte de um novo registo da banda, isto para além de músicas como “Freak Show”, ou da versão de “White Rabbit” dos Jefferson Airplane, e outras canções que fazem parte dos discos já gravados na segunda vida da banda com a voz da cantora Maethelyiah. No que aos clássicos diz respeito, tivemos por exemplo “Heaven is Waiting” ou, “Danse/Move”, e claro, a famosa versão de "2000 Light Years From Home” dos The Rolling Stones. No final, sabendo ao que íamos não nos sentimos defraudados, para quem ainda não sabia do presente e futuro deste grupo poderá eventualmente ter ficado surpreendido com as mudanças, esperando ver a clássica formação reunida. Pelo que me resta constatar que são bons músicos. Vivem com um legado talvez demasiado pesado para estar sempre a fazer justiça ao nome, e fizeram-no à sua maneira. Nesta noite foram de alguma forma as novas canções que soaram melhor, talvez pela falta de expectativas ou imagem auditiva pré-concebida que não teríamos delas. Ou, como porventura acharíamos que deveriam soar. Há que dar lugar ao que é fresco, e não interessa já muito aqui olhar para o passado. Uma actuação competente e simpática destes músicos que de certo terão apreciado a maneira concentrada e respeitosa do público português no que diz respeito à escuta ávida desse passado e também do futuro. 


Texto: Lucinda Sebastião
Fotografia: Virgílio Santos

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Wildnorthe anunciam disco de estreia, Murmur

© João Pascoal

Os portugueses Wildnorthe, dupla composta por Sara Inglês e Pedro Ferreira, vão lançar o seu primeiro disco longa-duração este ano mas as notícias não se ficam por aqui. O sucessor do EP Awe (2015, Ranging Planet) chamar-se-à Murmur, já tem o primeiro tema de avanço divulgado - "Howler" - e marca um período em que a dupla se junta a João Vairinhos (The Youths, LÖBO, Ricardo Remédiopara juntos, proporcionarem um futuro promissor de concertos hipnotizantes e altamente obscuros. A darkwave em Portugal nunca esteve tão viva.

Quatro anos depois da estreia os Wildnorthe trazem-nos nove temas inéditos que nos projetam aos mundos sinistros da eletrónica mais dark, com notadas influências de géneros como o industrial, synth-wave e electro post-punk. No novo tema de avanço, "Howler" - a trazer reminiscências de Depeche Mode - temos a primeira amostra do interesse da dupla em temas como a natureza, morte e pela beleza que os sítios mais negros e improváveis aportam. Agora disfrutem aí desta malha:


Murmur chega às prateleiras já este mês de outubro numa co-edição entre a Regulator Records e a Raging Planet

Murmur Tracklist:

01. Descend
02. Death Is Precious
03. Savage Eyes
04. Sour
05. Howler
06. Branch
07. Passage
08. Murmur
09. Foresee

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Reverence Santarém: o primeiro dia



A quarta edição do festival Reverence vê a sua duração encurtada a dois dias e uma mudança na localização central, agora sediada em Santarém. Mas não é por isso que deixa de surpreender, com um total de 40 nomes a atuar no  Parque da Ribeira de Santarém. A programação do primeiro dia faz jus à componente mais stoner e metal do festival e abre o festival com nomes de peso como Moonspell, Amenra e Oathbreaker, sem nunca descurar da habitual dose de rock psicadélico (a título de exemplo cite-se uns Desert Mountain Tribe ou 10.000 Russos) ou da mini dose de post-punk, neste primeiro dia encabeçada pelos portugueses The Melancholic Youth Of Jesus. Vamos pôr os rótulos de lado porque o Reverence pode ter nova cara mas o seu alinhamento anual continua a apresentar trunfos, estejam eles mais escondidos ou não.

8 de setembro, o primeiro dia

Às 16h00 do dia 8 de setembro o Reverence inicia-se mais uma edição de música alternativa e underground no Parque da Ribeira de Santarém com os portugueses F'rrugem que, apesar de não terem tempo para escrever a sua biografia nem criar uma página de bandcamp, prometem um show de punk no Palco Tejo para arrebitar os ânimos dos festivaleiros (podem ouvir um excerto aqui). 25 minutos depois, às 16h25 começam a ouvir-se os primeiros acordes de música no Palco Sabotage com os alemães Pretty Lightning que vêm apresentar o seu mais recente disco The Rhythm Of Ooze (ainda com data de edição por anunciar) e são a primeira banda do selo Fuzz Club a meter os headbangers a dar tudo nesta quarta edição de Reverence.


Às 17h05 os castelhanos Quentin Gas & Los Zíngaros vêm apresentar o seu folk-rock com um q.b. de flamenco e rock psicadélico ao Palco Tejo. Formados em 2014 os Quentin Gas & Los Zíngaros trazem na mala o seu disco de estreia Caravana, que foi editado em janeiro de 2017 e que promete ser uma pedrada no charco ao vivo. No mesmo palco às 18h10 sobem os CUT e às 19h15 os portugueses Gossamers. Já entre as 17h30, 18h35 e 19h40 seguem-se os britânicos Dead Rabbits (que regressam a Portugal após a última edição do Lisbon Psych Fest) os italianos The Gluts, e os também revindos do Lisbon Psych Fest  Desert Mountain Tribe que têm trabalhos na casa londrina Fuzz Club.



Depois de Tren Go! Soundsystem (às 20h20) começa-se a receber no Parque da Ribeira os primeiros nomes em destaque neste primeiro dia de festival. Os belgas Oathbreaker, que passaram por Portugal em novembro do ano passado, estão agora de regresso ao país trazendo ainda na bagagem o seu terceiro disco de estúdio Rheya, que trará o primeiro acto de black metal da noite do primeiro dia de festival e se antevê como um concerto do caraças. Tem início às 20h50 no Palco Sabotage. Também no Palco Sabotage atuam os belgas Amenra que, de regresso ao país e depois do black metal, pintam o palco principal com o seu hardcore pós-metal. Dois concertos a não perder para quem nunca apanhou estas duas bandas ao vivo.



No palco secundário o colectivo de filantropos português que aplica a geometria dos velhos ditados na vida e no sono - os ZARCO - começam a tocar pelas 21h40 e apresentam-se como uma boa opção para todos aqueles que não são fãs da música pesada. Melhor, só mesmo os lisboetas Wildnorthe que sobem ao Palco Tejo pelas 23h10 para um concertaço nas ondas da darkwave e minimal wave. Para quem não quiser espreitar Moonspell (às 23h40 no Palco Sabotage) tem ainda a possibilidade de (re)ver os portuenses Névoa, às 01h10, que apresentarão o disco Re Un (2016) e o EP Pale and Frail, He Stands (2017).




Os japoneses BO NINGEN sobem ao Palco Sabotage por volta das 01h40 e são mais uma das bandas em destaque neste primeiro dia de festival. O quarteto, que vem apresentar a sua música rock com pinceladas de noise e acid punk, apresenta em Santarém o seu mais recente disco de estúdio, III, que foi editado em 2014 pelo selo Stolen Recordings. Também no Palco Sabotage às 02h50 sobem a palco os portugueses SINISTRO, cuja sonoridade pode ser definida como um cruzamento entre o post-rock, a melancolia do fado e o doom, e que será um daqueles  concertos a não perder. Entre Bo NINGEN e SINISTRO acontece o concerto dos portugueses The Melancholic Youth Of Jesus, no Palco Tejo às 02h20. Fãs do post-punk já sabem o que têm de fazer. 




Já na reta final, este primeiro dia de festival recebe ainda os portugueses Two Pirates and a Dead Ship e 10.000 Russos que encerram ambos os palcos Tejo e Sabotage, às 03h30 e 04h00, respetivamente. As bandas trazem a palco os seus mais recentes discos The Worst is Yet to Come (2017) e Distress Distress (2017).



Os passes gerais para o festival têm um preço de 65€ e o bilhete diário pode ser adquirido por 40€. A troca dos bilhetes pela pulseira do festival está aberta a partir das 10h00 de sexta-feira (8 de setembro). As portas do festival abrem às 14h00. Podem adquirir os bilhetes aqui e encontrar todas as informações adicionais aqui.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Førest Fires - "Strong Winds" (João Vairinhos Remix) [Threshold Premiere]


Førest Fires, o novo projeto criativo de Pedro Barceló (Löbo) e um dos nomes promissores na eletrónica dark, juntou-se a João Vairinhos (The Youths, WildnortheLöbo, Ricardo Remédio) para dar uma nova roupagem a dois dos temas que fazem parte do seu EP I, editado em junho deste ano - "Strong Winds" e "Climate Change". Os temas estão inseridos na primeira edição física de Førest Fires que chega às prateleiras este ano em formato vinil e inclui a reedição de dois temas do EP I, juntamente com os dois remixes de João Vairinhos para esses temas.

Se na versão original de "Strong Winds" Førest Fires nos apresentava um ambiente sinistro desenvolvido em ritmos mais tensos, na versão remix, João Vairinhos consegue criar um ambiente ainda mais poderoso e altamente abrasivo com uma eletrónica tingida a negro e um convite aberto à ação. É que (para quem não sabe) Pedro Barceló procura abordar a temática das alterações climáticas e suas consequências e, neste novo remix, João Vairinhos consegue criar uma eletrónica incessante que incita ao comportamento efetivo e não apenas à tomada de atitude. 

O vinil tem edição prevista para dezembro com o selo da Regulator Records e Ring Leader pensada em duas versões, uma regular e outra com uma capa criada por CVSPE, artista lisboeta que já trabalhou com artistas como UNIFORM, Nancy Knox, entre outros

"Strong Winds (João Vairinhos Remix)" chega às plataformas de streaming na próxima quarta-feira. Aproveitem para o ouvir em primeira mão aqui: 


Tracklist edição regular:

Side A 
01. Strong Winds 
02. Climate Change

Side B 
01. Strong Winds ( João Vairinhos Remix) 
02. Climate Change ( João Vairinhos Remix)

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

WoodRock Festival com cartaz fechado


Com os Putan Club, Acid Mess, Sunflowers e Asimov, encontra-se encerrado o cartaz para a edição de 2019 do Woodrock Festival. Além destes nomes, também será possível ver El Altar del Holocausto, Galo Cant'àsduas, Wildnorthe, Santo Rostro, Coven, Greengo, Linda Martini, Church of the Cosmic Skull, The Quartet of Woah! e Solar Corona.

O preço dos bilhetes gerais é agora de 25 euros, valor esse que se manterá até aos dias do evento. O valor dos bilhetes pontuais também já é conhecido e varia entre os 10 € (18 de julho) e 17 € (19 e 20 de julho).

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Reverence Santarém já tem alinhamento divulgado


O Reverence Santarém anunciou na passada semana os horários definitivos para a quarta edição do festival, que este ano tem lugar Parque da Ribeira de Santarém entre 8 e 9 de setembro. Entre os nomes que farão parte do certame destaque para Amenra, Oathbreaker, MONO, Gang Of Four e os suecos Träd Gräs Och Stenar que encerram o festival no sábado. No total serão 42 os concertos que podem ser vistos na vasta zona de areal junto ao Tejo entre o largo de Santa Iria e a centenária ponte D. Luís, em Santarém.

Além dos nomes referidos, no primeiro dia de festival, sexta-feira dia 8 de setembro, atuam as bandas Moonspell, Sinistro, Bo Ningen, 10000 Russos, Desert Mountain Tribe, Névoa, Wildnorthe, The Gluts, Dead Rabbits, Pretty Lightning, Zarco, Gossamers, Tren Go! Soundsystem, The Melancholic Youth of Jesus, Cut, Two Pirates and a Dead Ship, Quentin Gas & los Zíngaros, Iguana e F'rrugem.


Já no segundo dia do evento, sábado dia 9 de setembro, a organização destaca The Underground Youth, Siena Root, Esben and the Witch, Lobo, Hills, Throw Down Bones, Is Bliss, The Janitors, Nonn, Pás de Problème, Asimov & the Hidden Circus, Conjunto!Evite, Cows Caos, Chinaskee & os Camponeses, Royal Bermuda, I am the Ghost of Mars, Dr Space e Groal


O passe de dois dias tem um preço de 55€ até 31 de agosto, sendo que a partir de 1 de setembro, o preço fixa-se nos 65€. Os bilhetes diários custam 35€ até 31 de agosto data a partir da qual o preço passa a fixar-se nos 40€. Podem comprar os bilhetes online aqui. O festival situa-se a 5 minutos a pé da estação de comboios, no coração do charme rústico da cidade velha, entre o rio e campos de tomate, incluindo um parque de campismo. Todas as informações adicionais aqui.

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Mono, Gang of Four e Oathbreaker nas últimas confirmações do Reverence Santarém

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Mono, Gang Of Four, Oathbreaker, Bo Ningen e Siena Root, entre outros, são assim os últimos grandes nomes a serem adicionados ao festival Reverence Santarém que decorre a 8 e 9 de Setembro. Ainda, graças à parceria com a editora londrina Fuzz Club, bandas como The Janitors, Dead Rabbits e Pretty Lightning entram também no cartaz.

Os Mono são uma banda japonesa de post-rock formada em 1999 em Tóquio, Kanto, Honshu. Esta é constituída por Takaakira Goto (guitarra eléctrica), Yoda (guitarra eléctrica), Tamaki Kunishi (baixo, guitarra, piano, glockenspiel), e Yasunori Takada (bateria, xilofone, sintetizador). A sua música é influênciada por géneros como o rock experimental e shoegaze, noise e minimalista, mas também pela música clássica. A última vez que estiveram em território nacional foi no ano passado no Amplifest, onde se destacaram com um dos concertos mais emotivos e fortes da edição. Desta vez, mais a sul de Portugal, estes prometem continuar a senda de bons concertos.

Os Mono são responsáveis por álbuns bastante importantes no género post-rock como You are There, Hymm to the Immortal Wind e o seu mais recente Requiem For Hell

Se a ultima edição do Reverence Valada viu uma forte aposta em bandas de post-punk como The Damned, Sisters of Mercy e Killing Joke (mesmo que esta última tenha cancelado o concerto), este ano a aposta parece manter-se com a inclusão de Gang of Four. Depois de muitas mudanças no line-up da banda o único membro original que se mantém é Andy Gil, mas apesar destes anos todo continua com a garganta afinada para acusar os políticos e todas as injustiças que eles cometem.

Gang of Four são uma banda com bastante influência no panorama musical atual sendo citados como uma das principais referencias de bandas como Franz Ferdinand e Bloc Party

Assim, a estas bandas juntam-se a Moonspell, Amenra, Esben and the Witch, Sinistro, Träd, Gräs Och Stenar, Hills, Desert Mountain Tribe, The Underground Youth, Is Bliss, Dr. Space, Groal e Quentin Gas & Los Zingaros


Para além dos nomes internacionais podemos ainda encontrar uma enorme diversidade de nomes nacionais: LÖBO, 10 000 Russos, Névoa, Wildnorthe, CONJUNTO!EVITE, Cows Caos, Pás De Problème, Zarco, Asimov & The Hidden Circus, Gossamers, Chinaskee & os Camponeses, The Melancholic Youth Of Jesus, Cut, Tren Go! Sound System, Royal Bermuda, Two Pirates and a Dead Ship, I am the Ghost of Mars, Iguana e F’rrugem.



Os passes gerias podem ser adquiridos por 45€ e os diários por 30€ até dia 15 de julho na Bilheteira Online.

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Primeira fornada de nomes para Reverence Santarém 2017




A nova cara do festival Reverence Valada, o Reverence Santarém, acabou de anunciar, tal como tinha prometido os primeiros nomes da edição de 2017, que conta com bandas como Träd Gräs och Stenar, Hills, Desert Mountain Tribe e The Underground Youth.



A nível internacional, podemos ainda contar com os ingleses Is Bliss, Dr. Space dos Øresund Space Collective e dos espanhóis Quentin Gas & Los Zingaros.
Uma das novidades desta quarta edição é a residência Fuzz Club, uma das principais editoras de rock psicadélico da europa, que está a comemorar o seu quinto aniversário. Estes vão trazer, não só os acima mencionados The Underground Youth, mas ainda Throw Down Bones, Nonn, The Gluts e os nacionais 10 000 russos.



Como é costume, o festival conta também com um enorme arsenal de bandas nacionais sendo que este ano podemos contar com Löbo, Névoa, Wildnorthe, Conjunto!Evite, Cows Caos, Pás De Problème, Zarco, Asimov & The Hidden Circus, Gossamers, Chinaskee & Os Camponeses, The Melancholic Youth Of Jesus, Cut, Tren Go! Sound System, Royal Bermuda, Two Pirates And A Dead Ship, I Am The Ghost Of Mars, Iguana, Groal e Frrugem.



O festival decorre de 8 a 9 de setembro no Parque da Ribeira de Santarém e já tem disponível para venda os bilhetes para esta edição, sendo que o passe geral está já à venda por 45€. Contudo, depois do dia 16 de junho passa para 55€ e depois de 1 de setembro fica marcado em 65€. Os bilhetes diários até 15 de junho estão disponíveis por 30€, uma vez que a partir de 16 de junho custam 35€ e depois do 1 de setembro passam a ser 40€.

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