domingo, 12 de abril de 2020

Music For Ordinary Life Machines: o documentário para fãs de synths


Estreou em setembro do ano passado, mas ainda continua em exibição e com nova "temporada" prevista para o final do verão deste tenso 2020. Falamos de Music For Ordinary Life Machines: o documentário focado no panorama grego da minimal wave e synthpunk, desde o início nos férteis anos 80 até ao período atual. Assinado pelo diretor Nikos Chantzis, são vários os nomes que ganham destaque neste "must-watch" para os fãs das ondas sintetizadas de camadas negras e que vão desde Alive She Died a Trance 95, contemplando nomes mais recentes como Selofan, Tango Mangalore ou Paradox Obscur

Com o objetivo de capturar a subcultura musical na Grécia que deixou uma marca indelével no coração daqueles que se apaixonaram pelo mundo das máquinas com foco nos sintetizadores, ritmos e as pessoas que os amam podemos visualizar várias entrevistas e teasers de performances dos artistas que marcaram não só o cenário underground grego nos anos 80, onde new wave e o punk passaram a ser expressos por meio de sintetizadores, mas também dos artistas atuais que pegaram na base e forjaram o seu ambiente tão único e característico.



O documentário tem para já confirmadas quatro datas de exibição, uma na Suécia, duas na Alemanha e uma na Bélgica e podem ser consultadas abaixo.


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sábado, 11 de abril de 2020

As ondas negras estão em primazia no novo disco de Faust Project


Faust Project é a nova proposta criativa do produtor belga Emmanuel Gillard. A explorar em força as vertentes da música de estética negra e experimental, Faust Project lança agora o primeiro resultado longa-duração desta criação a solo: The Future Comes On Sleeping Pills. O disco, que incorpora uma tracklist de dez temas, chega cerca de dois anos após o EP Somewhere between the shadows there is a place called us (2018) e apresenta uma amálgama sonora que incorpora tensão e ansiedade no mesmo espectro. Sobrevivente da cena underground belga dos anos 90 e, após mais de 20 anos a viajar por toda a Europa, Faust Project forja agora o seu próprio universo negro com recurso a texturas da minimal wave, elementos do post-punk revival, reverb e uma eletrónica progressista.

Através de caixas de ritmos abrasivas, presentes no tema de abertura "Oktober", Faust Project começa por iniciar viagem num ritmo mais acelerado que aquele que culmina a chegada ao destino, em "Ghost Rider". Se numa primeira parte do álbum assistimos a uma aposta nas ondas do electro post-punk, na segunda parte há espaço para uma abordagem mais nostálgica, que viaja ainda por ambientes kraut-rock como experienciado em "The Hideout". Do disco - que pode agora escutar-se na íntegra abaixo-, além das supracitadas faixas destaque ainda para "Payback", "Tornado" ou "Faith and Hate".

The Future Comes On Sleeping Pills foi editado originalmente a 2 de abril em formato digital. O álbum terá também direito a uma edição física em vinil e cassete, prevista para setembro de 2020 na alçada da Analog Wasteland.


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O sol brilha negro no novo disco dos Lefki Symphonia


Com uma carreira que teve início corria o ano de 1984 na cidade de Atenas, os Lefki Symphonia forjavam os primeiros traços característicos da sua sonoridade: rock-gótico de guitarras esculturais, intercalado com uma mescla de post-punk e tendências da coldwave. A banda esteve ativa durante um período de 16 anos até ter partido para um hiatus por tempo indeterminado que culminaria em 2020, com a edição de San Ton Ilio​/​Like The Sun, o quinto registo longa-duração da banda. O projeto, liderado por Theodoros Dimitriou regressa agora, 20 anos depois para apresentar um renascimento entre almofadas negras de texturas nostálgicas, num conjunto de dez temas profundamente intensos e com traços de um romantismo tímido.

Entre atmosferas sinceras construídas sob riffs de guitarra suaves que focam as ambiências em voga no período do post-punk dos anos 80, os Lefki Symphonia abrem San Ton Ilio com "Mehri Ton Thanato", uma faixa arisca mas já a apresentar a profundidade que o seu som abrange. As tessituras monocromáticas continuam em progresso com "Me Mia" no posto de escuta, tema que mostra também uma certa inclinação da banda às abordagens do metal gótico, com riffs de guitarra abrasivos e toda uma aura mais influente. Mais calmos e nostálgicos arrancam para "Mavro Fos", "Oniro Mesa Se Oniro" e "Svise Ta Ihni", temas dominados por uma construção rítmica mais densa.

A segunda parte do disco arranca de forma semelhante às atmosferas sonoras que dão início ao registo, com o tema homónimo "San Ton Ilio" em desenvolvimento. Theodoros Dimitriou aposta num registo vocal mais ou menos constante ao longo do disco, o qual encaixa bastante bem face ao espectro sonoro de atuação instrumental que a vai acompanhando. Numa última parte caracterizada por ritmos mais lentos segue-se "Hronia Siopila" e "Minima" na tracklist, ambos a apresentarem lados mais badalados na estrutura sonora em duas faixas altamente sensíveis. Já a chegar à reta final do disco encontramos "Dakri" - uma faixa goth-rock revival - e a poética "Eki Pu O Anemos Rotai Gia Esena", que se despede do ouvinte de forma dinâmica e contemplativa.

San Ton Ilio​/​Like The Sun foi editado no passado dia 11 de março em formato CD e LP pelos selos Labyrinth of Toughts e The Lab Records. Podem comprar a vossa cópia física aqui.


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STREAM: ADULT. - Perception is​/​as​/​of Deception


Dois anos após a edição de This Behavior (2018) os ADULT. regressam ao ativo com um disco ainda mais poderoso e pronto para incendiar pistas de dança mundo fora, mal estejam abertas ao público - Perception is/as/of Deception. A dupla, que conta com uma carreira bastante fértil de cerca de 23 anos, apresenta um novo ciclone pandémico de electropunk, techno e EBM que prende o ouvinte dos primeiros aos últimos segundos. O disco - que ganhou vida num espaço temporário sem janelas, criado e tingido de preto por Nicola Kuperus e Adam Lee Miller - foi construído com base numa privação de sentidos, com o foco questionar perceções e testemunhar as ramificações resultantes.

Deste novo Perception is/as/of Deception - um dos discos mais influenciados pela infusão do punk - já tinham anteriormente sido divulgados os temas "Why Always Why", "Have I Started At The End" e "Total Total Damage" que mostravam já notórios elementos de frustração e apreensão fortemente presentes na edição. Além das referidas faixas destaque ainda para a aditiva "Second Nature", a agitada "Reconstruct the Construct" e a despedida "Untroubled Mind". Em Perception is/as/of Deception os ADULT. mostram mais uma vez que mantêm intacta a sua veia de profissionalismo no que toca a construções eletrónicas violentas, poderosas, abrasivas e de apoteóticas. Se ainda não o fizeram, podem escutar o resultado na íntegra abaixo.

Perception is/as/of Deception foi editado esta sexta-feira (10 de abril) em formato digital, CD e vinil pelo selo Dais Records. Podem comprar a vossa cópia física aqui.

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STREAM: Méi Jùn Bìng - Méi Jùn Bìng


Méi Jùn Bìng 霉菌病 - o projeto a solo do francês Ben Le Millionaire - atualmente sediado na China - apresenta um novo disco onde o synth-punk toma os decibéis ao mais alto nível, numa obra absolutamente poderosa. Ao combinar elementos da darkwave, com sintetizadores multi-camadas e a energia arrojada do punk, Méi Jùn Bìng apresenta a público um álbum fervoroso e de progressão psicologicamente densa no seu desenvolvimento, ao iniciar em ritmos abrasivos e altamente estimulantes, para camadas de som mais explorativas, numa abordagem bastante old-school e incrivelmente aditiva.

Composto por um total de dez faixas, Méi Jùn Bìng abre com "I Am A Fool", um hino do disco e uma aposta absolutamente inteligente para a sua abertura - sintetizadores em modo energia máxima, uma batida eletrónica tão cativante como doentiamente excitante e aquela voz das trevas que não tem como não adorar. Nesta bomba de abertura ganha-se obviamente vontade de explorar o resultado conjunto, que trabalha ao redor desta base, com dimensões mais personalizadas nas restantes faixas, incluindo elementos da synthwave, electro post-punk e o lado mais doce da EBM. O produtor, que já se tinha anteriormente dedicado a uma vertente mais grindcore nas décadas antecessoras, mostra agora um incrível à vontade numa abordagem de estética mais negra. Disco obrigatório onde ganham destaque temas como "Empty Glass", "Fate" e "I Am A Real Man".

Méi Jùn Bìng tem data de lançamento prevista para o próximo dia 20 de abril em formato digital, CD e cassete na casa Other Voices Records. Podem comprar a vossa cópia física aqui.


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Pedro Sousa e Simão Simões juntam-se em novo trabalho pela Favela Discos

Pedro Sousa e Simão Simões juntaram-se para uma composição de 26 minutos. Tiro e Queda assinala a primeira edição da Favela Discos em 2020 e reúne, pela primeira vez, estas duas figuras distintas da música exploratória nacional. O tema de longa-duração saiu na passada quinta-feira, dia 9 de abril, e foi gravado por Miguel Abras (Putas Bêbadas) "e misturado pelos três em sagrada comunhão", lê-se no comunicado enviado pela editora portuense.

Pedro Sousa é saxofonista e conta com um vasto número de colaborações – ao lado do percussionista português Gabriel Ferrandini formou o Peter Gabriel Duo e editou Má Arte pela Favela Discos, mas pelo seu currículo passam ainda concertos e colaborações com Thurston Moore, Alex Zhang Hungtai ou RP Boo. Simão Simões é artista multidisciplinar, baixista na banda de Maria Reis e participou numa residência artísitica com Keith Fullerton Whitman, Clothilde e André Gonçalves na última edição do Out.Fest. O seu trabalho a solo passa por um uso tátil e fragmentado do sample e podemos escutá-lo em toda sua potência no mais recente Touhcy Feely, lançado este ano de forma independente, e no anterior Strel, lançado em 2018 pela sempre atenta Rotten/Fresh.

A Favela afirma ainda que a edição física do disco, assim como os concertos de apresentação do mesmo, deverão ver a luz do dia assim que a situação o permitir e acrescenta alguns dos lançamentos que têm preparados para os próximos tempos – Fusco, de Nils Meisel, The Hum, de Sarnadas, a compilação In Trux We Pux I e In Trux We Pux II, de Desilusão Óptica.


Tiro e Queda encontra-se disponível no Bandcamp da Favela Discos e pode ser escutado desde já em baixo.


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sexta-feira, 10 de abril de 2020

STREAM: Jeff Clark's - Miserable Star


Os Jeff Clark's - dupla formada por Charly Loyer e Guillaume Jean (ex-membros do projeto Sharon & Tracy) - estão de regresso às edições de estúdio com Miserable Star, EP de quatro faixas a apostar em força nos sintetizadores e ambiências maquinais, sem nunca descurar toda uma estética negra e poder fervoroso. O objetivo é criar um conjunto de atmosferas escuras, frias e hipnotizantes, através das quais luz e energia sempre acabam por romper. A banda começou por explorar estas atmosferas no EP de estreia Confused (2018), mas pretende torná-lo mais evidente para o mundo ao integrar o catálogo de umas das mais influentes editoras no panorama darkwave francês, a Manic Depression Records.

O EP que rompeu hoje as prateleiras apresenta uma mescla de sonoridades que vão desde a exploração da eletrónica minimalista (presente logo no tema de abertura "From Earth To Mars") ao post-punk eletrónico vigoroso presente em "Man Watching" tema que dá por encerrado o EP. Da edição destaque para "Welcome To The Night" a mostrar um conjunto exótico entre as atmosferas exploradas por artistas contemporâneos como She Past Away ou The Soft Moon, sem nunca descurar dos atos primórdios como The Cure, e ainda a balada "Miserable Star". Miserable Star EP pode reproduzir-se na íntegra abaixo.

Miserable Star foi editado esta sexta-feira (10 de março) em formato digital pelo selo francês Manic Depression Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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OLMS de regresso com nova malha "BURN"


Dennis Hudson - o mentor do incendiário projeto de Michigan, OLMS - está de regresso às edições com nova faixa abrasiva a colocar em altas o lado mais poderoso dos sintetizadores negros. Depois de ter ido mais slow com "brainspirit", tema que chegou ao radar corria o mês de setembro de 2019, OLMS aposta agora numa vertente semi-industrial que vai beber influências à EBM, darkwave e a minimal wave mais poderosa numa faixa altamente aditiva e pronta para fazer suar as pistas de dança mundo fora.

Fã assumido de nomes como Ministry, Seona Dancing, New Order, Bronski Beat, Depeche Mode, The Frozen Autumn, Clan Of Xymox, Joy Division, Gang Of Four, Giorgio Moroder, entre outros, OLMS prepara-se para celebrar 10 anos de carreira, numa discografia bastante rica onde o lado mais sensual e arrojado dos sintetizadores se encontra em auge máximo.  "BURN" é o segundo tema inédito a chegar ao radar digital cerca de um ano após o artista ter lançado o seu último longa-duração de estúdio, All The Hungry Needed em agosto. O novo tema pode ouvir-se na íntegra abaixo.


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quinta-feira, 9 de abril de 2020

STREAM: Sydney Valette - Brothers


Sydney Valette tem-nos habituado a um ritmo de lançamentos alucinantes. Entre EP's, singles, compilações e remisturas o produtor francês aproveita os tempos de confinamento para fazer aquilo a que tão bem nos tem vindo a habituar na última década: música vigorosa, forte, carismática e de ritmo altamente aditivo. Nestas andanças e depois de nos ter mostrado já este ano o tema "Angel's Sword" e o EP de remixes How Many Lives o produtor parisiense avança agora com Brothers, mais um curta-duração que chega às prateleiras esta semana. No novo EP, composto por um total de seis faixas inéditas, Sydney Valette aborda a sua característica eletrónica imperativa, de traços poderosos e vivacidade fugaz.

Este novo EP - que vem dar sucessão a Город Болит (2019) - toma início com "I", uma faixa de introdução com forte core na exploração das gravações de voz, onde ganha destaque, já no final, a tenebrosa voz de Trump. Numa tentativa de liberdade desta opressão Sydney Valette integra "Free" no alinhamento enquanto apresenta a sua techno minimalista que vai sendo sucedida pela EBM maquinal (presente no tema "Ambiance Survivaliste" e na despedida com "Brothers"), passando pelos sintetizadores compulsivos e altamente estimulantes a que nos tem habituado (ouvir "Safety Net" a título de exemplo), ou pelos mais badalados (como é o caso de "Bells Of January"). O novo EP Brothers pode ouvir-se na íntegra abaixo.

Brothers foi editado esta quinta-feira (9 de abril) em formato digital e vinil na alçada da Oráculo Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.


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Luar Domatrix lança novo álbum, Olho da Rua



Luar Domatrix tem novo álbum. Olho da Rua, lançado esta quinta-feira de forma independente, é um longa-duração de nove faixas que surge da vontade de “mandar cá para fora música nunca lançada”, explica Rodolfo Brita.  

“É uma coleção de faixas pelas quais tenho muito apreço, mas que nunca chegaram a ser incluídas em nenhuma das edições físicas” acrescenta ainda o membro dos Yong Yong, dupla que partilha com Francisco Silva desde 2012. Algumas dessas faixas, que estavam previstas para um outro lançamento por uma editora italiana, que entretanto faliu, servem de matéria para o disco que ganha hoje forma – música eletrónica hedonista em conflito com o seu lado mais cerebral e abastrato.  

O produtor português, que em tempos residiu em Glasgow, na Escócia, promete ainda mais dois lançamentos para os próximos tempos – Baía Stamina, a sair pela portuguesa Extended Records, e Nova Vida Passada, pela britânica Domestic Exile, foram adiados devido à pandemia do novo coronavírus, mas deverão ser editados ainda em 2020.  

Olho da Rua encontra-se disponível no Bandcamp da Ramadam Business e pode ser escutado desde já em baixo.   


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STREAM: Kaspar Hauser - Kaspar Hauser


Quatro anos depois de nos terem deixado as expectativas em altas com o EP de estreia Kaspar Hauser (2016) eis que os escoceses Kaspar Houser voltam às edições com novo curta-duração que se volta a chamar, não mais, não menos do que Kaspar Hauser. A banda formada por Anne Kastner (baixo), Josh Longton (voz, guitarras) e Andy Brown (bateria) volta a apostar numa sonoridade influenciada pelo post-punk suave e pelas veias independentes do rock alternativo num total de seis músicas de assimilação bastante fácil. Em ponto de foco ganham destaque as dinâmicas guitarras que tão apaixonadamente trazem acordes contemplativos, como nos sufocam entre ritmos imprevisíveis. 

Numa sonoridade estimulante, decadente e romântica os Kaspar Hauser oferecem uma viagem espacial e diligente onde ganham destaque temas com "Man With No Name" - amálgama de ritmos lentos a cruzar as texturas decadentes dos anos 80 com os feedbacks nostálgicos do panorama atual;  "Goodbye England's Rose" - a mostrar uma certa inspiração nos espectros sonoros de aplicação do shoegaze e algum noise-rock e, ainda, a malha de despedida "I Want You Where You've Got Me" - a repescar as paisagens deprimentes da existência delusória popularizadas por nomes como Bleib Modern. Aproveitem para reproduzir Kaspar Hauser na íntegra abaixo.

O novo Kaspar Hauser EP foi editado esta quarta-feira (8 de abril) em formato digital. Podem comprar a vossa cópia física aqui.


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quarta-feira, 8 de abril de 2020

O EP de estreia dos De Marbre traz as atmosferas góticas à ribalta


Chegou às prateleiras em novembro do ano passado, mas só alcançou a nossa playlist agora. O novo EP dos De Marbre - quarteto francês formado no ano de 2018 e sediado em Lyon - apresenta uma injeção de som tingida pelas paisagens do post-punk e rock gótico, em três músicas singulares cantadas maioritariamente com recurso ao dialeto francês (à exceção de do tema "Sillon" que se encontra em inglês vívido). Apaixonados pela música de vestes sombrias os De Marbre misturam a essência do rock'n'roll com a poesia decadente num ambiente ambivalente onde a escuridão cria a sua própria luz. Entre guitarras translúcidas, uma bateria ritmada e uma voz tipicamente abalada pela penumbra existencialista, De Marbre traz três canções que trazem o revivalismo gótico à ribalta sem deixarem, contudo, de cair na monotonia da cópia.

Os De Marbre são formados por Stéphane Buffavand (voz, guitarra), Édouard Souillot (baixo de 6 cordas, sintetizadores), Loup Langlade (baixo) e Jocelyn Prestat (bateria) e no curto currículo de existência já dividiram palco com nomes como Varsovie, Raskolnikov e Nairod Yarg. Deste EP homónimo destaque para temas como "Sous Verre", a mostrar clara uma onda revolta - sobretudo na progressão de ritmos e nos acordes gritados de Stéphane Buffavand - e o tema de encerramento "Sillon" a apresentar uma onda de post-punk delicado e progressivo onde os acordes doces da guitarra contrastam com os ambientes monocromáticos do baixo e os ritmos efervescentes da bateria.

De Marbre foi editado em formato digital e self-released a 10 de novembro de 2019. Se ainda não os conhecem aproveitem para disfrutar o seu primeiro esforço em áudio, abaixo.


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