segunda-feira, 20 de abril de 2020

7777 の天使 lançam novo EP, Bruised Grills Eternal Tears, pela Soul Feeder



7777 の天使, o projeto composto por Pedro Menezes (Swan Palace) e DRVGジラ, lançou hoje um novo EP. Bruised Grills Eternal Tears estreou esta segunda-feira, dia 20 de abril, pela plataforma online Soul Feeder e é composto por três temas originais –  "Desire, The Angels",  "Violent Shine" e  "Celestial Decay" – e três remisturas dessas mesmas faixas assinadas por Golpe Erotico, Otro e os portugueses Purga, de João Rochina (Unitedstatesof) e Afonso Ferreira (Farwarmth).

O novo trabalho da dupla baseada em Lisboa chega seis meses depois de Ski Mask Angels, EP que juntou os dois produtores pela primeira vez, e é descrito pela Soul Feeder como "uma chamada para o coração". Bruised Grills Eternal Tears nasce das inúmeras atuações da dupla por vários espaços de Lisboa e partilha algumas das propriedades sónicas escutadas nos seus espetáculos, que se destacam pelo forte uso de luzes brancas em comunhão com uma panóplia viperina de batidas e melodias demolidoras. 

A dupla partilhou ainda um vídeo promocional para cada um dos três temas originais do disco. O vídeo para "Violent Shine" já pode ser conferido em baixo.





Bruised Grills Eternal Tears pode ser escutado nas páginas de Soundcloud e Bandcamp da Soul Feeder. A capa foi feita pela dupla.



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Pledge apresentam novo single, "Wrong Planet Syndrome"


Na semana passada os Pledge lançaram um novo vídeo/single de nome “Wrong Planet Syndrome”, retirado do seu álbum de estreia Haunted Visions que sairá em breve.

Os Pledge iniciaram o seu trajeto em 2018, entre Viana do Castelo e Porto. Os membros (Sofia Loureiro, Vasco Reis, Hugo Martins, Vitor Vaz e Filipe Romariz) são nomes conhecidos de outros projectos como Larkin, Mr. Miyagi, Vaee Soliis ou Local TrapLogo em 2018, apresentam o seu primeiro trabalho com o EP Resilience (4 músicas e 2 videoclips), numa onda blackened post-hardcore. Rapidamente chegam ao palco do Festival SoniBlast, em Moledo, o que ajuda a que o nome se espalhe rapidamente.

Depois de vários concertos e festivais em Portugal e Espanha, sentiram que estava na altura de gravar o seu primeiro longa-duração. Este dá pelo nome de Haunted Visions (gravado, misturado e masterizado pelo André Gonçalves no Adrift Studio em Viana do Castelo) e é um disco que demonstra a evolução da banda ao longo destes dois anos. Um passo em frente na sua sonoridade, ao serem introduzidos elementos de electrónica e sintetizadores, além de se explorar ainda mais a versatilidade das vocalizações da Sofia. Conceptualmente, o álbum é uma viagem pelas paisagens obscuras da mente, uma constatação da existência da nossa própria sombra e subsequente aceitação da mesma. 

Devido à situação da Covid-19, foi antecipado o lançamento do single de estreia "Wrong Planet Syndrome" que foi filmado pelo André Cardoso no Porto, antes da situação pandémica atual.

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ADW lançam novo EP, IceTea Freud



A dupla portuguesa ADW, composta por João Rochinha e David Ferreira, anunciou o lançamento do seu primeiro EP, IceTea Freud, na semana passada e o trabalho pode agora ser escutado nas várias plataformas digitais do duo. O EP de quatro faixas saiu esta segunda-feira de forma de independente e marca o regresso da dupla às edições depois de em 2018 se ter estreado com Mixtape I.

Produzido, misturado e masterizado pelo próprios, IceTea Freud são, segundo João Rochinha, que também atua a solo como Unitedstatesof (Selections 1, o seu mais recente álbum, saiu no passado mês de março), "4 chapadas sonoras de palma aberta", onde os universos aparentemente equidistantes do trap, do noise e do metal colidem numa demolidora e muito inventiva abordagem ao beatmaking.

O disco encontra-se disponível para audição e download gratuito no Bandcamp da dupla e pode ser escutado desde já em baixo, onde encontrarão também o vídeo do primeiro avanço de IceTea Freud, "Rugas".





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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Structures de regresso com "Sorry, I Know It's Too Late, But..."

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A banda de rough wave mais incendiária de França está de regresso ao radar com novo tema. Intitulado "Sorry, I Know It's Too Late But...", o novo single chegou esta sexta-feira (17 de março) às plataformas de streaming e já está a bombar forte. O tema de desculpas chega ao posto de escuta cerca de dois anos após terem colocado cá para fora o primeiro EP de estreia Long Life (2018, Rockerill Records) e antecipa o primeiro longa-duração dos Structures, que deverá chegar às prateleiras em setembro de 2020 sob a identificação How Does It Feel?.

Sempre com a atitude punk-rock - que deixaram bastante notória na sua passagem por Portugal integrada no Festival Monitor, em Leiria -, o quarteto oriundo de Amiens não revela pormenores adicionais além do novo vídeo de atmosferas psicadélicas onde se demonstra claro o lado mais descontraído dos novos meninos da cena. Resultado de uma colagem de gravações que integra desde os momentos de pausa em tour, breves excertos de performances ao vivo e toda uma onda despreocupada sobre Chroma Key a banda deixa as expectativas altas para o que poderemos esperar ouvir no futuro. Enquanto não são divulgados pormenores adicionais relativamente à edição do disco é ir reproduzindo "Sory, I Know It's Too Late, But..." abaixo. How Does It Feel? contará com edição da Deaf Rock Records

Aproveitem ainda para ler a entrevista com os Structures que tivémos oportunidade de realizar aquando a sua passagem por Portugal aqui.




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Einsturzende Neubauten adiam digressão para 2021



Esta sexta-feira ficou a saber-se, através do facebook oficial dos Einsturzende Neubauten, que a digressão europeia dos alemães, que começaria em Praga, a 22 de maio, e que passaria por Lisboa e Porto nos dias 25 e 26, respetivamente, foi adiada dadas as circunstâncias do novo coronavírus (Covid-19).  

As novas datas em Portugal ficam então agendadas para maio de 2021, primeiro em Lisboa, na Aula Magna, no dia 18, e no dia seguinte, a 19, na Casa da Música do Porto.  

Os Einsturzende Neubauten, atualmente formados por Blixa Bargeld, Alexander Hacke, NU Unruh, Jochen Arbeit e Rudi Moser, são um dos mais importantes nomes no que à música experimental diz respeito, tendo desenhado novas e inventivas coordenadas para a música industrial. Alles in Allem é o próximo álbum da máquina marcial de Bargeld e o primeiro desde o anterior Lament, de 2014. 

O disco serve o mote para a próxima digressão dos alemães mas de fora não ficarão, com certeza, os clássicos de sempre – "The Garden", "Haus der Lüge" e "Ich gehe jetzt" são alguns dos temas que integraram os últimos alinhamentos.  

Os bilhetes já adquiridos continuarão válidos para as novas datas e continuam à venda em bol.pt e nos locais habituais.      

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Stereoboy lança primeiro álbum em 7 anos



Está disponível a partir desta sexta-feira o novo disco de Stereoboy. Kung Fu marca o regresso de Luís Salgado às edições desde 2013, sete anos depois do último OPO, e recebe o selo da editora portuguesa O Cão da Garagem.

Stereoboy é, nas palavras do próprio, "o projecto de um gajo". "É o projeto formado pelas ideias que, na cabeça de Luís Salgado, marcham a galope de um toque e de uma batida… de um zumbido aparentemente inofensivo e ramificado em selva bruta, que transforma o projecto de um gajo na estância “krautural” a que baptizou de Kung Fu", acrescenta o atual programador do Maus Hábitos sobre o seu novo trabalho, onde explora as tessituras fabricadas da música industrial e o frenesim cósmico da escola de Berlim através de colagens digitais de recorte ambiental.

O álbum conta com a participação de João Pimenta (10000 Russos) na bateria e José Marrucho na percussão e é composto por quatro canções que podem ser escutadas agora em todas as plataformas digitais.


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STREAM: Princess Thailand - And We Shine


Princess Thailand é um nome que veio para marcar 2020. Em mote desse macro encontra-se And We Shine, o novo disco da banda liderada pela vocalista Aniela que traz um poder incrível de ação no espectro auditivo com forte vínculo às ambiências escuras. Este novo trabalho vem dar sucessão ao LP de estreia Princess Thailand (2018) e volta a colocar no posto de escuta as texturas poderosas e melancólicas - que tão bem têm caracterizado o trabalho da banda -, tornando a sua aura musical numa experiência física inspirada nos grunhidos da música noise, a sensualidade da música pop, a raiz vanguardista da no wave e aqueles traços aditivos do post-punk.

Composto por sete temas o novo disco prende automaticamente a audição do ouvinte com o tema de abertura "First Time" - que traz à memória uma mistura camaleónica entre Camilla Sparksss e Sofia Portanet - num tema imerso em poder e caracterizado por uma exploração rítmica bastante luxuosa. Em "Sonar" começam a aparecer as primeiras características do noise-rock com uma essência independente que exploram mais pormenorizadamente em "In This Room". "Now / Where" inicia com os tons monocromáticos dominantes nas paisagens decadentes do post-punk, enquanto que "We Shine" amplifica este espectro para as texturas mais arrojadas do shoegaze com a violência da eletrónica a caracterizar os minutos finais. Já a chegar ao fim, o ouvinte é surpreendido com "Night After Day", tema que inicia numa atmosfera mais badalada para culminar num manto abrasivo de som, onde as guitarras ganham o ponto focal. Para a despedida a abanda apresenta "Into Her Skin", um trago de imersão surpreendente onde Aniela dá literalmente tudo nos acordes vocais, que encerram numa amálgama de feedback altamente intensa e artística.

And We Shine é editado na próxima sexta-feira (24 de abril) em formato vinil e digital pelos selos À Tant Rêver du Roi e Luik Records, mas já o podem ouvir na íntegra abaixo. Caso tenham ficado conquistados, aproveitem para fazer a pre-order do disco aqui.


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quinta-feira, 16 de abril de 2020

15 anos de All is Violent, All is Bright celebrados em Portugal


Celebra-se neste ano de 2020 o 15º aniversário da edição do seminal disco All is Violent, All is Bright dos God is an Astronaut. Um disco que se tornou um marco da cultura post-rock feita na Europa (tal como Young Team dos Mogwai, por exemplo) e, que gerou toda uma nova fase na vida irlandeses.

All is Violent, All is Bright foi apresentado pela primeira vez no nosso país em janeiro de 2006, aquando da primeira tour dos God is an Astronaut por cá (acompanhados pelos ainda pouco conhecidos Linda Martini). 

Depois de de uma mão cheia de regressos a Portugal entretanto, por salas e festivais, os God is an Astronaut regressam novamente para tocarem na íntegra All is Violent, All is Bright. Depois de alterações nas datas originais devido à pandemia atual, os irlandeses têm previsto o seu regresso ao nosso país nos dias 12 (Casa da Música) e 13 de outubro (Estúdio Time Out Lisboa). O preço dos bilhetes de ambos os concertos é de 22 €.

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[Review] Homem em Catarse - sem palavras | cem palavras


sem palavras | cem palavras  | Fundação GDA | janeiro de 2020
7.5/10

Homem em Catarse o projeto a solo de Afonso Dorido, regressou ao ativo este ano para nos apresentar um trabalho altamente sonante e construído entre as mais belas paisagens da nostalgia poética: sem palavras | cem palavras. Já não é nova a característica sensitiva que o músico aporta na sua obra: sempre construída ao redor de loops de guitarra, num mundo denso onde as texturas sonoras criadas nos conduzem a cenários intermináveis de auto-descoberta, com amplo foco na exploração das sensações.  Esta história começou a ser tecida corria o ano de 2013 quando chegava às prateleiras o primeiro esforço do artista, o EP homónimo Homem em Catarse - onde era já visível que as guitarras comunicavam a mensagem principal numa música estática de voz. 

Com os trabalhos sucessores, Guarda-Rios (2015) e Viagem Interior (2017), o músico passava a apresentar uma preocupação com a inserção de outros elementos no ponto de foco da sua natureza musical: desde a natureza - em grande expansão no primeiro - às origens do, por vezes esquecido, interior português e de toda uma cultura muito portuguesa. A dimensão explorativa do seu som, sempre focado na folk, ganhava novos alicerces com a voz do músico a fazer acompanhar a narrativa sonora criada. Contudo, é neste sem palavras | cem palavras que Homem em Catarse dá o salto na carreira, ao voltar às origens e apresentar um longa-duração onde o som volta a comunicar uma mensagem completa e universalmente compreendida. A exploração profunda da guitarra passa a abranger todo um novo mundo clássico, onde o piano rouba as principais atenções do registo. 



Sem nunca descurar da pureza dos elementos naturais, o álbum tem início com "Tu eras apenas uma pequena folha", a canção mais curta do disco que abre logo espaço à sondagem de uma sensibilidade emocional tamanha, num tema dócil e simples com recurso exclusivo ao piano. Seguimos viagem com "Hey Vini!", faixa de dimensão profunda, onde o ouvinte pode voltar a tomar gosto do trabalho que Homem em Catarse tem colocado na calha ao longo dos últimos anos: as tessituras suaves das guitarras em comunhão com a leveza da eletrónica de características ambient. Sempre meigo na abordagem instrumental, Homem em Catarse constrói uma obra singular e um universo musical extremamente intimista. A primeira parte do álbum é sempre muito focada na pureza dos elementos naturais e nesta vontade de extrair do minimalismo uma profundeza artística tão bela e sem recurso a grandes tecnologias. Tanto "Lembro-me de ti mesmo quando não me lembro" ou "Marie Bonheur" trazem-nos a essência autêntica das guitarras nostálgicas - exploradas em força no  cenário post-rock -, enquanto "Hotel Saturnyo" investiga o ritmo possível de executar nos loops da guitarra, apresentando-se como o tema mais compassado destas primeiras cinco ofertas sonoras. 

Nesta poesia inerte de palavras, mas fortemente contruída em emoções e paisagens sonoras imersivas, Homem em Catarse abre a segunda parte do disco com "Calle del Amor", nova faixa com recurso exclusivo ao piano onde, mais uma vez, somos prostrados perante a estética absolutamente romântica e harmoniosa que este instrumento sonoro, sozinho, consegue criar. "Yo La Tengo" - o tema que lhe dá sucessão - volta a abraçar a guitarra, mas a colocar em pano de foco a eletrónica etérea trazendo ainda, ao posto de escuta e pela primeira vez no desenvolvimento do disco, a presença de arranjos de voz humana. Dentro das mesmas linhas da já mencionada "Hotel Saturnyo" encontramos "Danças Marcianas", aquela que é a faixa mais dominante deste sem palavras | cem palavras. Com os loops de guitarra a dominarem o ritmo inicial, Afonso Dorido pega ainda no baixo e, em conjunto com a bateria eletrónica de Pedro Sousa, constrói uma balada "neo-gótica" absolutamente conquistadora. Há ritmo - com os compassos do post-punk bastante evidentes - poder, imersão e todo um mundo de atmosferas ora negras, ora de profunda aura celestial. Sem margem para dúvidas, a melhor criação deste disco. 



Já a aproximarmo-nos do fim, voltam a estar em evidência o desenvolvimento mais dilatado e a exploração dimensional de um singular instrumento. O tema "Mar Adentro" é mesmo isso, um reflexo do próprio nome construído entre as paisagens atenuantes dos acordes de guitarra, enquanto que no tema de encerramento, "Casa dos pequenos pássaros" nos volta a colocar perante a extensão delicada que o piano nos oferece. 

Sempre em modo registo intimista, neste novo sem palavras | cem palavras, Homem em Catarse mostra um trabalho que se revela uma boa evolução na carreira, ao integrar a dimensão sonora de novos instrumentos, num álbum exclusivamente instrumental que nasceu de um poema de autoria do músico (e que se encontra presente na edição física do álbum). Além da inclusão de novas ambiências, neste sem palavras | cem palavras destaca-se essencialmente o voltar do Homem em Catarse às raízes do primeiro EP, num disco completamente composto sem uma voz a servir de guia, e com uma sonoridade bem mais matura que no início. Não é um disco de fácil apego a qualquer ouvinte, mas certamente fará as delícias dos mais sensíveis.




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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Weathervane Records reúne 20 artistas portugueses em nova compilação


“O que significa ser um músico nestes tempos?”, é a questão que Tomás Frazer, mais conhecido por Oströl, nos coloca na apresentação da nova edição do seu programa "Weathervane" na Threads Radio, dedicado à compilação que orquestrou ao longo das últimas três semanas e que ganhou forma na última quinta-feira, dia 13 de abril.  

Estado de Emergência junta 20 temas inéditos de 20 intervenientes do panorama eletrónico em Portugal, e conta com contribuições de Francisco Oliveira, músico e compositor pluridisciplinar e o autor do mote que levaria à construção deste compêndio (em março, aquando da iniciativa do Bandcamp de renunciar a totalidade das receitas para os artistas, o membro dos Terebentina moderou uma importante thread de apoio aos músicos afetados pela crise atual), Sal Grosso, carga aérea, UNITEDSTATESOF, Vasco Completo, Lyft Aym, DRVGジラ e Kara Konchar.  

O álbum pode ser escutado e adquirido no Bandcamp da Weathervane Records e os fundos revertem para os artistas. A capa é assinada por Diana Lucena (Edições Fauve). 


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STREAM: eNiB - Cut


Synthwave no auge máximo e o novo disco de eNIB chega mesmo a tempo de acarinhar estes conturbados tempos negros. O produtor italiano que divide a atenção também com os Echoes Of Silence, estreia-se agora a solo numa aventura focada na exploração da eletrónica de vestes negras. Emaranhada nas influências de géneros como a coldwave, minimal wave, electro dark e alguma influência do techno noir, eNIB traz um disco bastante estimulante, não só pelo artwork digital - que consome logo a atividade mental do consumidor - mas também pela estética distrativa entre sintetizadores lúcidos e camadas sinistras bastante obscuras.

Desta estreia com Cut já tinham anteriormente sido lançados os temas "No Way Out" - tema cuja lírica apela às pessoas que não estão satisfeitas com a vida quotidiana e a sua banalidade contemporânea -, "Limbo" - que faz literalmente jus ao próprio nome, num tema diversificado entre as margens da synthwave cativante e da minimal wave depressiva - e ainda "Lost", mais um tema ativo e bastante condensado por texturas almofadadas. Num disco com forte foco numa visão do fluxo da vida como confortavelmente insensível e perturbado, além dos referidos temas forte destaque para a abrasiva "Cut", a distante "Devourer" e "Intruder (Feat. donTToxique)". Cut pode ouvir-se agora na íntegra abaixo.

Cut é editado esta segunda-feira (13 de abril) em formato digital pelo selo Wave Records. Podem comprar a vossa cópia aqui.



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João Vairinhos "Vala Comum" (video) [Threshold Premiere]

© Pedro Roque

João Vairinhos está de regresso às edições de estúdio desta vez no formato curta-duração para nos entregar um EP cheio de vida, mas igulamente rodeado de morte e do negrume da eletrónica mais negra. Membro fundador dos LÖBO e músico ao vivo de projetos como MURAIS, Ricardo Remédio ou Wildnorthe, o artista lisboeta avança esta quarta-feira em primeira mão, com a primeira extração deste novo registo, "Vala Comum", uma malha psicologicamente densa e isenta de voz que comunica, num só título, uma mensagem amplamente profunda de sentido.

O single é apresentado hoje (15 de abril) através de um trabalho audiovisual assinado por Mariana Vilhena, artista visual que, entre outros projetos, acompanha Kara Konchar nas suas performances ao vivo. Através da sobreposição de imagens de arquivo a preto e branco com um forte sentido rítmico e história, o vídeo estabelece um elo de ligação entre a imagem mental que o termo "Vala Comum" desencadeia na mente do espectador. Podem tirar as vossas conclusões ao visualizar o vídeo abaixo.


Relativamente ao novo VéniaJoão Vairinhos explica o que podemos esperar: 
A composição deste disco teve início em 2018 e ocorreu numa fase em que li várias obras de ficção que remetiam para contextos assentes na opressão (ideológica, material, científica, amorosa…). Dei por mim a tentar musicar algumas imagens que as páginas desses livros me ofereceram durante as leituras. Não foi um ponto de partida intencional, foi algo que aconteceu na primeira música e como gostei do resultado, deixei-me ir. Aos poucos fui percebendo que o disco estava a funcionar como uma espécie de enquadramento sonoro de uma distopia, e assumi esse resultado no nome do disco e das músicas.
Vénia foi misturado e masterizado por Pedro Barceló (Førest Fires), e conta com a participação de Sérgio Prata Almeida e Ricardo Remédio em dois temas.

Vénia tem data de lançamento prevista para 29 de abril, em formato digital pelo selo Regulator Records. As edições em formato físico têm o selo da Raging Planet, Regulator Records e Ring Leader e serão disponibilizadas em data a anunciar.


Vénia Tracklist:

01 - Chegaram 
02 - Vala Comum 
03 - Vénia

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